24 de junho de 2026

Tombini não descarta uso de reservas internacionais para conter dólar

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O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, não descartou a possibilidade de venda de dólares das reservas internacionais. O dólar está em forte alta, nos últimos dias. Hoje (24), a moeda chegou a ser cotada a R$ 4,2479, às 10h29, e às 12h09, estava em R$ 4,2026. Ontem (23), o dólar comercial fechou cotado para venda em R$ 4,146.

Hoje, as reservas internacionais somam US$ 370 bilhões. “Todos os instrumentos estão no raio de ação do Banco Central caso seja necessário”, disse Tombini, que participou, pela primeira vez, do início da coletiva de imprensa sobre o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (24) pelo BC.

Nessa quarta-feira, o BC fez leilões de venda de dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra futura e de novos contratos de swap (operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro), o que não era feito desde abril. O BC vinha fazendo apenas operação de rolagem (renovação) de swaps cambiais.

Tombini destacou que a atuação do BC tem o objetivo de fazer com que o mercado de câmbio funcione e para diminuir as volatilidades (fortes oscilações).

O presidente do BC não descartou mudanças nos depósitos compulsórios, recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC. Ele disse que está monitorando as condições de liquidez (recursos disponíveis) na economia. Ao reduzir compulsórios, o BC libera mais recursos para circulação no mercado. “Temos todos os instrumentos à disposição no nosso raio de ação para tratar em período de maior estresse da economia brasileira”, disse.

Tombini também afirmou que a estratégia de política monetária é de manutenção da atual taxa básica de juros, a Selic, em 14,25%, “por período suficientemente prolongado”. Segundo Tombini, as elevações de juros no mercado, maiores nos últimos dias, “não devem ser entendidas como expectativa para a trajetória futura para a taxa Selic. Não servirá de guia para a condução da política monetária nos próximos meses”, enfatizou.

Tombini acrescentou que o BC trabalha em conjunto com o Tesouro Nacional para reduzir as fortes oscilações nos mercados financeiros, em momento de “maior estresse financeiro”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. solle

    24 de setembro de 2015 7:05 pm

    Beleza!
    Agora que a cotação

    Beleza!

    Agora que a cotação está onde deveria estar o Tombini mostra quem manda.

    Com quase 400 bi de reserva quero ver os especuladores levar no grito agora.

    Ou estão achando que estamos em 1999, qaundo a reserva estava abaixo de 30 bi?

  2. Roberto São Paulo-SP 2015

    24 de setembro de 2015 9:38 pm

    Vendas de Swaps cambiais e de dólares no mercado à vista.

    Mais importante do que impedir novas altas exageradas dólar, é impedir que o dólar volte a cair de forma acentuada, por meio de compra de dólares para aumentar novamente as Reservas Cambiais, caso seja necessário.

    A atual taxa de câmbio é mais do que suficiente para aumentar significativamente as exportações de manufaturados, bem como proporcionar uma substituição de parte dos importados pela produção nacional.

    Para o mercado comprar US$ 100 Bilhões das Reservas Cambiais a US$ 3,80 seriam necessário R$ 380 bilhões, o que provocaria uma nova roda de queda em real dos preços dos ativos, já que para comprar dólares os agentes econômicos precisariam vender os ativos que estão reais, ações, títulos públicos, títulos privados e imóveis

    Já ocorreu uma depreciação significativa dos ativos, imóveis, ações. títulos públicos e  títulos privados. Esta depreciação dos ativos reduz a quantidade de dólares que pode ser comprada com a venda de ativo que torna a ação de venda de parte de dólares das Reservas Cambiais mais do suficiente para impedir novas altas na taxa de Câmbio, único fator que pressiona a inflação em reais no momento.

    A estratégia do Banco Central de tentar conter o aumento da taxa de câmbio com apenas a venda de swaps cambiais não deu certo, e a  correção da taxa de câmbio se completou de forma mais rápido do que todos esperavam, tendo como um dos impactos a inflação acima da meta estipulada pelo CMN.

    É preciso complementar a ação de vendas de swaps cambias com a venda de dólares no mercado à vista, o que levaria parte dos agentes econômicos a também a vender dólares no mercado à vista, principalmente os exportadores.

    Os agentes econômicos estão em  posições compradoras no mercado de câmbio, com exportadores retendo ao máximo os dólares das exportações, os importadores comprando o mais rápido possível os dólares para quitar as importações, as instituições financeira e empresas cancelando a contratações de novos empréstimos e quitando antecipadamente os empréstimos já realizados, alterando significativamente a fluxo normal de  dólares no mercado de câmbio,

    Nestes momentos alguns exportadores além de reter os dólares das exportações, passam a comprar dólares  para obter lucros financeiros, o mesmo ocorre nas instituições financeiras. o que torna necessário a ação do BC vendendo dólares para restabelecer a normalidade e sinalizar o patamar da taxa de câmbio.

    Daqui para frente precisamos manter a atual taxa de câmbio e reduzir os juros da Selic.

     

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    25 de setembro de 2015 4:12 am

    An old thief named

    An old thief named is trying to loot now. Someone will be surprised or upset if he appears with the mouth full of ant?

  4. drigoeira

    25 de setembro de 2015 11:44 am

    Peraí!!!

    Mas o Brasil não tinha convertido a dívida pública em Real.

    Pega estes dólares da reserva e paga as dívidas. Rolar dívida para quê?

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