18 de junho de 2026

Anistia Internacional pede urgência na investigação de morte de indígena no MS

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Da Anistia Internacional

A Anistia Internacional manifesta sua preocupação com o agravamento da violência contra o povo Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul. No dia 29 de agosto de 2015, um ataque às terras Ñanderú Marangatú no município de Antonio João, deixou mulheres e crianças feridas e o indígena Simião Vilhalva morto.

Ñanderú Marangatú é uma terra indígena tradicional Guarani e Kaiowá demarcada e homologada desde 2005. Entretanto, a suspensão dos efeitos da homologação, seguido por uma ordem de despejo, retirou os indígenas de suas terras. Cerca de 10 anos após a decisão, os indígenas decidiram retomar suas terras ocupadas por fazendeiros locais há uma semana.

De acordo com dados do CIMI – Conselho Indigenista Missionário, o Mato Grosso do Sul é o estado que vem liderando o ranking de violências contra as populações indígenas nos últimos anos. Em junho de 2015, homens armados atacaram uma comunidade Guarani Kaiowá, deixando duas crianças desaparecidas. Além do ataque no sábado (29), há denúncias da presença de fazendeiros e pistoleiros em áreas da Ñanderú Marangatú neste domingo (30).

A Anistia Internacional se soma a organizações no Mato Grosso do Sul e aos demais povos indígenas que se encontram mobilizados, não só no Estado, para apelar às autoridades que tomem iniciativas pela suspensão imediata da violência contra os Guarani-Kaiowá e pela investigação célere e independente do caso.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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4 Comentários
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  1. Jair Fonseca

    3 de setembro de 2015 3:06 pm

    Vergonhoso como os índios

    Vergonhoso como os índios brasileiros são tratados, em particular os do Mato Grosso do Sul. E o Estado brasileiro nada faz para protegê-los e livrá-los de sua longa miséria.

  2. Maria Luisa

    3 de setembro de 2015 4:25 pm

    Essa guerra entre fazendeiros

    Essa guerra entre fazendeiros e indios ja acontece ha alguns anos em MS. Quando é que o Ministro da Justiça, um tal de José Eduardo Cardozo, que esta ha cinco anos no ministério da Justiça, fara algo, ainda que a situação seja complicada, mas tem que agir! Pior sera uma chacina acontecer e cair em cima da presidente Dilma.

  3. sergior

    3 de setembro de 2015 6:22 pm

    Dilma tem desprezo profundo pelos índios

    Dilma tem desprezo profundo pelos índios e por suas questões. Ela os ignorou no primeiro governo e continuará a fazê-lo. A FUNAI só existe para pagar seu funcionários, poucos. Não há presidência já faz tempo. A AGU faz de tudo para retirar da FUNAI a tarefa de definir reservas. Poucas situações resumem tão bem a relação de Dilma (e do PT) com os dessassistidos desse país quanto a questão indígena. 

  4. Ricardo Cavalcanti-Schiel

    3 de setembro de 2015 9:21 pm

    O estado atual do massacre étnico no MS

    https://jornalggn.com.br/blog/ricardo-cavalcanti-schiel/o-estado-atual-do-massacre-etnico-no-ms

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