
Jornal GGN – Ivo Nascimento dos Campos Pitanguy, filho do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, foi indiciado por homicídio doloso (intencional) quatro dias depois de atropelar e matar o operário José Fernando Ferreira da Silva. Para a delegada Monique Vidal, da 14a DP, o empresário assumiu o risco de matar alguém ao dirigir embriagado, como atestaram testemunhas e policias que atenderam o acidente.
Pitanguy foi preso em flagrante após o acidente, mas ficou internado sob custódia no Hospital Miguel Couto, na Gávea, até o domingo, quando foi transferido para o complexo penintenciário de Gericinó.
Luiz Fernando Pezão (PMDB), governador do Rio de Janeiro, disse que cobrou o Detran para saber por que a CNH de Pitanguy não estava suspensa, já que ele acumulava 70 multas nos últimos cinco anos e já havia ultrapassado o limite de pontos nos últimos 12 meses.
Do Estadão
Polícia Civil considerou que, ao dirigir supostamente embriagado como atestaram testemunhas e os próprios policiais que atenderam a ocorrência , empresário assumiu risco de matar alguém
Menos de quatro dias após atropelar e matar o operário José Fernando Ferreira da Silva, de 44 anos, enquanto dirigia supostamente embriagado pela zona sul do Rio, o empresário Ivo Nascimento de Campos Pitanguy, de 59 anos, filho do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, foi indiciado por homicídio doloso (intencional) no inquérito realizado pela 14ª DP (Leblon), segundo a Polícia Civil. A delegada Monique Vidal considerou que, ao dirigir embriagado, como atestam as testemunhas do acidente e os policiais que atenderam a ocorrência, o empresário assumiu o risco de matar alguém.
O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça nesta segunda-feira, 24. Agora, caberá à Justiça aceitar ou alterar a tipificação. Em casos de atropelamento acidental, o autor costuma ser acusado por homicídio culposo (sem intenção). Mas nesse caso foi considerada a suposta embriaguez do motorista.
Pitanguy foi preso em flagrante logo após o acidente. Como ele também se feriu, até este domingo, 23, o empresário esteve internado sob custódia no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea (zona sul). Domingo, ele foi transferido para o complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio, onde permanece. Na madrugada de sábado, seu advogado, Rafael de Piro, apresentou pedido de liberdade provisória ao plantão judiciário, mas a medida foi negada. Nos próximos dias ele deve apresentar pedido de habeas corpus para tentar libertar seu cliente.
O caso. Pitanguy, que acumulava 70 multas nos últimos cinco anos, 14 delas por dirigir embriagado, seguia pela Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, quando perdeu o controle de seu veículo, que subiu na calçada e atingiu o operário. José Fernando trabalhava nas obras de construção da Linha 4 do Metrô e havia acabado de sair do trabalho quando foi atropelado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no Hospital Miguel Couto. Ivo Pitanguy sofreu traumatismo craniano e um corte na cabeça, mas já se recuperou.
Segundo o Departamento de Trânsito do Estado do Rio (Detran), nos últimos 12 meses Pitanguy somou 27 pontos em infrações de trânsito - em teoria, quem atinge 20 pontos tem a carteira de habilitação – provisoriamente suspensa. O órgão abriu processo para suspender a carteira do empresário. Nesta segunda, 24, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou ter cobrado o Detran para saber por que a carteira de Pitanguy ainda não havia sido suspensa.
Ivan de Union
25 de agosto de 2015 5:57 pmQue melhora do item de ontem!
Que melhora do item de ontem! Esse eh o mesmo estadao?!
Fernando J.
25 de agosto de 2015 7:17 pmcarteirada (a coisa só piora)
Testemunha afirma que filho de Pitanguy disse após atropelamento: “Sabe com quem tá falando?”
Postado em 25 de agosto de 2015 às 12:39 pmCompartilharDo Globo:
Considerado testemunha-chave do acidente, o taxista G., de 33 anos, foi o primeiro a chegar à Rua Marquês de São Vicente, por volta das 23p0m, da última quinta-feira, e contou à polícia que encontrou Ivo Nascimento de Campos Pitanguy alterado e tentando ligar o carro. A delegada Monique Vidal, da 14ª DP (Leblon), baseou-se no depoimento do taxista para rever o indiciamento de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, para doloso no atropelamento de José Fernando Ferreira da Silva.
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— Eu estava ao telefone, chamando os bombeiros, quando ele ligou o carro. Abri a porta do carona e pedi que desligasse. Aí, ele veio, com o dedo em minha direção, “tu sabe quem eu sou?’’, “tu sabe quem eu sou?’’ (sic) — contou o taxista, que há dez anos trabalha na praça, afirmando que minutos depois chegaram bombeiros e policiais militares. — Ele só foi ver o ferido quando chegou os polícia (sic). Isso eu achei um absurdo.
Segundo ele, na hora do acidente, caía uma chuva fina. Ele relatou que o Mitsubishi Pajero de Ivo passara por ele em alta velocidade, pouco antes da colisão. O taxista afirmou ter desviado à direita para evitar que o Mitsubishi batesse em seu carro. Com a manobra, foi ultrapassado pelo veículo. Logo em seguida, G. ouviu o estrondo de uma batida. Ele contou que, mais à frente, chegou a passar pelo local, mas voltou ao ver que tinha uma pessoa ferida.
do DCM
Ivan de Union
25 de agosto de 2015 7:26 pmDe pai pra pai, solidariedade
De pai pra pai, solidariedade a Ivo nessa hora dificil.
Mas isso nao eh filho, e fifilho. Uma lastima.
agincourt
25 de agosto de 2015 7:39 pmkakayadas
Cabe na cabeça de algum habitante de Pindora a mais remota possibilidade de que o filho do Ivo Pitanguy seja condenado e preso por, dirigindo alcoolizado , atropelar e matar um operário?
Qualquer kakay quebra fácil fácil essa parada…
Ivan de Union
25 de agosto de 2015 8:03 pmCabe, Agin
(A coisa ta pra la de preta pro fifilho.)
Aline C Pavia
25 de agosto de 2015 8:12 pmNão foi acidente
Um bêbado dirigir e matar alguém não é acidente. Acidente seria se caísse um meteoro no carro.
Mas passará a culposo, terá habeas corpus, aguardará julgamento em liberdade e será condenado a cestas básicas.
Código Penal lixo onde milhares de assassinos motorizados estão livres enquanto as famílias das vítimas conviverão o resto da vida com essa humilhação, esse tapa na cara, chamado “serviços comunitários”.
Especialmente quando Thor Batista e Ivo Filho do Pitanguy estão dirigindo. Cadeia neste país é pra PPPP e esta é uma das razões para o país estar desse jeito, dividido e cheio de ódio. Quem pode ter esperança e otimismo quando a justiça brasileira é uma piada, uma pantomima?