
Ontem o Estadão deu como manchete principal a informação de que um ex-assessor de José Dirceu rabiscou em sua agenda os nomes de Dilma, Lula e Palocci. Apenas rabiscou.
Hoje, dá a manchete “Movimentos cobram posição de Ministro sobre saída de delegado”.
No texto, a matéria – que tem muito menos leitura que a manchete – entrevista o delegado que explica que solicitou apenas um descanso em sua função.
Do Estadão
Rumores de que Mauat teria sido afastado levaram grupo a divulgar ontem uma carta aberta pedindo esclarecimentos
Rumores de que o delegado Eduardo Mauat, que atuava até julho na Operação Lava Jato, em Curitiba, teria sido afastado das investigações levaram a Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos a divulgar ontem uma carta aberta ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Leandro Daiello Coimbra, pedindo esclarecimentos sobre a saída de Mauat das investigações. Segundo a PF, o delegado não foi afastado da Lava Jato. Ao Estado, Mauat disse que pediu afastamento da Lava Jato porque “estava cansado”, mas que pretende retornar à força-tarefa.
O recrutamento do delegado para as investigações que apuram um esquema de corrupção, cartel e propinas na Petrobrás, afirmou a PF, terminou no dia 31 de julho, por isso ele voltou ao seu posto de origem, no Rio Grande do Sul. A PF disse ainda que nada impede o retorno dele a Curitiba. Mauat afirmou ao Estado que pediu afastamento da Lava Jato no final de julho porque “estava cansado”, mas que pretende retornar, até porque disse ter agenda a cumprir nesta semana.
Formada por 44 entidades que pregam o combate à corrupção, a Aliança solicita ao ministro da Justiça e ao chefe da PF que “respeitosamente esclareçam de público, e com urgência, os motivos que os levaram a não prorrogar a missão do delegado da PF Eduardo Mauat, lotado no Rio Grande do Sul, junto à equipe da Operação Lava Jato, em Curitiba”.
Postagem. No domingo, dia em que ocorreram os protestos contra a presidente Dilma Rousseff e demonstrações favoráveis às investigações da Operação Lava jato, Mauat postou em sua página no Facebook mensagem de apoio aos manifestantes. “Achei interessante as pessoas nas ruas”, escreveu.
Mauat disse ao Estado que decidiu se manifestar nas redes sociais por achar “importante que as pessoas participem, se conscientizem”. Sobre se a publicação pode prejudicar sua volta à Lava Jato, afirmou: “Se houver retaliação, isso significará uma interferência indevida”.
Procurador. Em passagem por Porto Alegre ontem, o procurador da República Deltan Dallagnol, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, destacou que o Ministério Público Federal não tem nenhuma ligação com as manifestações de domingo. “Não tivemos uma relação com essas manifestações como Ministério Público Federal, porque nós não queremos correr um risco de má interpretação do nosso trabalho, de que o nosso trabalho seja (considerado) político-partidário”, disse.
RobertoG
19 de agosto de 2015 1:33 pmEsses movimentos poderiam
Esses movimentos poderiam também se importar com as diárias consumidas pelos policiais que estão trabalhando fora da sua base. Ou será que eles estão fazendo uma vaquinha para aliviar o erário?? Ou será que os policiais estão doando essas verbas para as combalidas Santas Casas de Misericórdia? Nada contra as diárias de quem têm mesmo que trabalhar distante da sua residência. Mas às vezes o óbvio é óbvio mesmo….
RobertoG
19 de agosto de 2015 1:35 pmO curioso é sobreviver
O curioso é sobreviver fazendo isso, o que não é de hoje! Os leitores do jornal estão parecendo torcida de clube que perdoa os desmandos, roubalheira e má gestão dos dirigentes. Definitivamente, entramos numa quadra ruim da Historia do Brasil..
João de Paiva
19 de agosto de 2015 2:05 pmDuas observações:
1ª – um
Duas observações:
1ª – um jornal manchetear uma não-notícia é mais uma demonstração da crise sem volta em que o mesmo se encontra;
2ª – se o delegado era recrutado e venceu o prazo de recrutamento, nada obriga a diretoria da PF e o Ministério da Justiça a reconvocá-lo para dar continuidade ao trabalho que desenvolvia até o final de julho e nenhuma explicação é devida ao jornal ou ao público.
O que fica ecidente é que essa entidade representativa dos interesses corporativos da PF e do MP, pomposamente denominada “Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos” deseja que o delegado Eduardo Mauat seja reconvocado para a força-tarefa da operação Lava Jato.
Por fim a declaração de Deltan Dallagnol, corretamente interpretada, significa o seguinte: “Nós, procuradores do Ministério Público Federal, temos relação/ligação umbilical com essas ‘manifestações de 16 de agosto’ porque nos vemos como ‘reserva moral e ungidos por Deus’, no trabalho que temos desenvolvido, para ‘combater a corrupção’. Nosso trabalho é claramente político-partidário, pois somos implacáveis apenas com os indivíduos investigados e acusados que guardem alguma relação com os governos petistas, com o PT ou com alguma liderança petista.”
Mais importante do que aquilo que o procurador diz é o que ele omite, mas que é evidente e fala por si.
vera lucia venturini
19 de agosto de 2015 2:12 pmAliança Nacional dos
Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos. Quem faz parte? Se tiver maçons, força sindical, associação de médicos, MBL e todas as outras siglas golpistas que pediram impeachment da presidente no último domingo não são democráticos. E o “aliança” aí é para lembrar da Aliança Para o Progresso do golpe de 64?
E o delegado está cansado. Do que? De separar o Psdb, o Dem e PSB das delações premiadas?De fazer tarja preta sobre o nome do Serra e de jornalistas da Veja? Ou de vazar dados sigilosos do Lula para o Estadão e a Veja?
Milton Murilom
19 de agosto de 2015 2:33 pmAliança Nacional
Vera Lucia entra no site deles e já ficas sabendo a que veio.
É mais um chamamento a “todos” os brasileiros desde que oposição a governo populista.
Esqueceram de convocar os 84 milhões de votantes em Dilma.
CB
19 de agosto de 2015 2:14 pm“Aliança Nacional dos
“Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos”. Por que não ARENA, de uma vez? Por que esta denominação cheira à extrema-direita? Por que golpistas gostam de se dizer democratas?
joao
19 de agosto de 2015 2:16 pmQua! Qua! Qua!
O ridiculo dos jornalistas e da midia.
Querem o vira lata de qualquer maneira e ai eu canto!
Passaram!
José Luis Pereira
19 de agosto de 2015 2:33 pmNunca ouvi falar dessa
Nunca ouvi falar dessa entidade. Deve ter tanta relevância quanto o próprio Estadão.
Juliano Santos
19 de agosto de 2015 2:36 pmUma não notícia sempre tem um
Uma não notícia sempre tem um propósito, Nassif. O Estadão não ia gastar papel, nesse momento de penúria, atoa. Acho que eles estão preocupados que a Dilma possa fazer uma reforma miinsterial e bote alguém no minsitério da Justiça que resatabeleça a hierarquia na PF.
Acabe com o bundalelê entre os delegados aecistas e o pig. Mas acho que eles podem ficar tranquilos, o “republicanismo” da presidenta é inabalável. Desde que não plantem prova falsificada de que ela própria recebeu propina das empreiteiras, está tudo bem. O resto está valendo
ljunior
19 de agosto de 2015 2:48 pmO Ministro Cardozo deveria imediatamente…
… cancelar a licença desse delegado e mandá-lo trabalhar!
Problema dele se está cansado!
Obriga ele trabalhar até tarde. Já que sua saída gerou tantos protestos e ele foi agradecer o “apoio” do povo…
Já que está tem apoiado, é porque está bem motivado… pode trabalhar mais.
Convoque o delegado imediatamente, Ministro Cardozo. Faça algo de útil, seu inútil!
Roberto Monteiro
19 de agosto de 2015 2:50 pmE tem muita “gente boa”
que frequenta este blog que acredita e repercute estas bobagens envolvendo “alianças”….
Sergio SS
19 de agosto de 2015 4:16 pmTenho dó !!
Fico imaginando o comportamento do leitor fiel destas mídias, que já são poucos, mais especificamente aquela pequena porcentagem que lê e entende o texto, e não somente vibra raivosamente com as manchetes.
Ao final da leitura ele mesmo se pergunta: e daí? Sente aquela sensação vazia na alma, mistura de frustação e desilusão após um breve momento de excitação e alegria pela suposta bomba e furo de reportagem. Tadinhos…