O preço da cesta básica na cidade de São Paulo registrou alta de 0,66% em abril de 2026, segundo levantamento da Fundação Procon-SP em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O valor médio passou de R$ 1.310,60 em março para R$ 1.319,21 no fim de abril. O levantamento analisou 39 produtos consumidos pelas famílias paulistanas. Desses, 17 tiveram aumento de preço em abril, 21 registraram queda e um permaneceu estável.
No acumulado de 2026, a cesta básica paulistana registra alta de 2,59%. Já na comparação com abril de 2025, houve queda de 3,69%. Entre os produtos com maior redução anual aparecem o alho (-37,95%), o arroz (-24,85%) e os ovos (-23,49%).
O aumento foi impulsionado principalmente pelos produtos do grupo alimentação, que subiram 0,96% no período. Já os itens de limpeza tiveram queda de 0,67%, enquanto os produtos de higiene pessoal recuaram 1,56%.
Entre os produtos que mais pressionaram o bolso do consumidor estão a cebola, com alta de 18,87%, o leite UHT, que subiu 16,88%, e a batata, com avanço de 10,09%. Também ficaram mais caros o extrato de tomate e o queijo muçarela fatiado.
Segundo o relatório do Fundação Procon-SP, fatores climáticos, redução de oferta e questões sazonais explicam parte das oscilações registradas em abril. No caso da cebola, por exemplo, a baixa disponibilidade do produto e perdas provocadas pelas chuvas contribuíram para a disparada dos preços.
Já o leite e o queijo muçarela foram impactados pela menor oferta de leite cru no mercado, enquanto a batata sofreu pressão devido ao encerramento da safra das águas e ao atraso no início da safra da seca.
Apesar da alta mensal, alguns produtos importantes apresentaram queda nos preços. O café em pó recuou 4,44%, a carne de segunda caiu 3,70% e o açúcar refinado teve redução de 2,53%. Também houve queda nos preços do frango e da carne de primeira.
De acordo com o levantamento, a aproximação da colheita ajudou a reduzir os preços do café, enquanto o açúcar foi beneficiado pela expectativa de maior oferta da safra 2026/27.
Rui Ribeiro
21 de maio de 2026 9:38 am“Em audiência no senado, o Galípolo apontou que, apesar de conviver com taxas superiores às das maiorias dos países, o Brasil teve inflação acima do teto em 4 dos últimos 6 anos. E a taxa de juros estratosférica decorre não de taras ortodoxas ou de algum conluio entre o BC e o mercado financeiro, mas da expansão dos gastos públicos.
Ora, a inflação ficou abaixo do teto em 2 dos últimos 6 anos não por causa das taxas de juro estratosféricas, mas apesar delas. O que derruba a inflação é o aumento da oferta, não a inibição artificial da demanda através do enriquecimento absurdo dos rentistas/especuladores. E aumento da oferta se obtém reduzindo-se a taxa de juro tanto para produtores quanto para consumidores.