20 de maio de 2026

Cesta básica paulistana sobe 0,66% em abril, aponta Procon-SP

Valor médio da cesta básica chegou a R$ 1.319,21 na capital paulista; produtos como leite UHT, cebola e batata puxaram a alta do mês
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Preço da cesta básica em São Paulo subiu 0,66% em abril, passando de R$ 1.310,60 para R$ 1.319,21.
Alimentos subiram 0,96%, com cebola (+18,87%), leite UHT (+16,88%) e batata (+10,09%) entre os que mais subiram.
No ano, alta acumulada é de 2,59%; na comparação anual, houve queda de 3,69%, com redução em alho, arroz e ovos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O preço da cesta básica na cidade de São Paulo registrou alta de 0,66% em abril de 2026, segundo levantamento da Fundação Procon-SP em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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O valor médio passou de R$ 1.310,60 em março para R$ 1.319,21 no fim de abril. O levantamento analisou 39 produtos consumidos pelas famílias paulistanas. Desses, 17 tiveram aumento de preço em abril, 21 registraram queda e um permaneceu estável.

No acumulado de 2026, a cesta básica paulistana registra alta de 2,59%. Já na comparação com abril de 2025, houve queda de 3,69%. Entre os produtos com maior redução anual aparecem o alho (-37,95%), o arroz (-24,85%) e os ovos (-23,49%).

O aumento foi impulsionado principalmente pelos produtos do grupo alimentação, que subiram 0,96% no período. Já os itens de limpeza tiveram queda de 0,67%, enquanto os produtos de higiene pessoal recuaram 1,56%.

Entre os produtos que mais pressionaram o bolso do consumidor estão a cebola, com alta de 18,87%, o leite UHT, que subiu 16,88%, e a batata, com avanço de 10,09%. Também ficaram mais caros o extrato de tomate e o queijo muçarela fatiado.

Segundo o relatório do Fundação Procon-SP, fatores climáticos, redução de oferta e questões sazonais explicam parte das oscilações registradas em abril. No caso da cebola, por exemplo, a baixa disponibilidade do produto e perdas provocadas pelas chuvas contribuíram para a disparada dos preços.

Já o leite e o queijo muçarela foram impactados pela menor oferta de leite cru no mercado, enquanto a batata sofreu pressão devido ao encerramento da safra das águas e ao atraso no início da safra da seca.

Apesar da alta mensal, alguns produtos importantes apresentaram queda nos preços. O café em pó recuou 4,44%, a carne de segunda caiu 3,70% e o açúcar refinado teve redução de 2,53%. Também houve queda nos preços do frango e da carne de primeira.

De acordo com o levantamento, a aproximação da colheita ajudou a reduzir os preços do café, enquanto o açúcar foi beneficiado pela expectativa de maior oferta da safra 2026/27.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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