5 de junho de 2026

Rebaixamento de nota não afeta investimentos, diz Barbosa

 
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse que o Brasil “não perde investimentos” com o rebaixamento da nota de crédito do país anunciado nesta terça-feira (11) pela agência de classificação de risco Moody’s. Ela mudou a nota brasileira de Baa2 para Baa3.
 
Com a alteração, o país mantém grau de investimento, conferido a países seguros para investir, mas fica a um degrau de ser rebaixado para grau especulativo, referente a países com crédito de qualidade duvidosa. A Moody’s também alterou a perspectiva da nota de negativa para estável.
 
“Trabalhamos para recuperar a capacidade de produzir resultados primários mais elevados de forma sustentável. A expectativa de inflação para o próximo ano já é bem melhor do que a deste ano. À medida que os resultados aparecerem, vão garantir uma avaliação favorável ao Brasil por parte de investidores”, afirmou Nelson Barbosa no Twitter. O ministro, que não tem conta na rede social, usou o perfil oficial do Ministério do Planejamento.
 
Segundo Barbosa, alguns resultados das iniciativas do governo para recuperar o crescimento já apareceram. Ele citou como exemplo, além da redução das expectativas de inflação para o próximo ano, a elevação do saldo da balança comercial, que deve fechar 2015 superavitária. O ministro disse também que melhorar a qualidade de vida da população brasileira é o principal objetivo do governo. 
 
De acordo com a Moody’s, os motivos para o rebaixamento da nota de crédito do Brasil foram a performance econômica abaixo do esperado, a tendência de crescimento dos gastos governamentais e a falta de consenso sobre as reformas fiscais. Para a agência, esses fatores impedirão superávits primários (economia para pagar os juros da dívida) altos o suficiente neste ano e em 2016. No final de julho, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s já havia anunciado mudança da perspectiva da nota de crédito brasileira de estável para negativa. 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. JMauriciO

    12 de agosto de 2015 8:57 pm

    Os empresários não estão nem
    Os empresários não estão nem aí, pra essas agências. Mas já que insistem em meter a colher no mingau dos outros, xingamos novamente, aumentando o palavrão para: ” vai tomar no caa3″.

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