
Jornal GGN – A estimativa para a inflação apurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ao fim de 2015 voltou a ganhar força e chegou a 9,32%, segundo dados do relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central. Essa foi a 17ª elevação seguida para a projeção. Na semana passada, a estimativa estava em 9,25%.
A expectativa para o próximo ano aponta uma inflação menor, de 5,43% – pouco acima dos 5,40% registrados na semana anterior. As projeções estão acima do centro da meta de inflação, 4,5%. O teto da meta, 6,5%, deve ser estourado este ano.
Para tentar trazer a inflação para a meta, o BC elevou a taxa básica de juros por sete vezes seguidas. A promessa do BC é entregar a inflação na meta em 2016. a autoridade monetária indicou que não deve elevar a Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro. Segundo o BC, os efeitos de elevação da Selic levam tempo para aparecer.
Para as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 14,25% ao ano até o fim de 2015 (segunda semana consecutiva de estabilidade) e ser reduzida ao longo de 2016, encerrando o período em 12% ao ano – terceira semana de manutenção do indicador. Embora o aumento dos juros ajude a controlar os preços, o andamento da economia acaba sendo afetado devido ao impacto na produção e no consumo.
A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,67% para 7,66%, este ano. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa subiu de 7,64% para 7,69%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 8,76% para 9,17%, este ano.
A expectativa das instituições financeiras para a retração do PIB (Produto Interno Bruto) este ano, passou de 1,80% para 1,97%, em sua quarta piora seguida. Para o próximo ano, as instituições não esperam mais por crescimento do PIB: a estimativa é estabilidade (crescimento zero), ou seja, não deve haver nem crescimento, nem queda. Na avaliação do mercado financeiro, a queda na produção industrial passou de 5% para 5,21%, este ano. Em 2016, a projeção de crescimento foi ajustada de 1,30% para 1,15%.
A projeção para a cotação do dólar subiu pela terceira semana consecutiva, com os dados para o fim de 2015 passando de R$ 3,35 para R$ 3,40, enquanto a variação para 2016 passou de R$ 3,49 para R$ 3,50. Na semana passada, o BC anunciou aumento na intervenção no câmbio para tentar conter a alta da moeda americana.
Quanto à balança comercial, o superávit estimado para o fim deste ano subiu de US$ 6,40 bilhões para US$ 7,70 bilhões, enquanto o total para 2016 passou de US$ 14,79 bilhões para US$ 15 bilhões.
Os dados para a dívida líquida do setor público ao fim deste ano foram reduzidos de 37% para 36,20% do PIB, ao passo que a variação para 2016 seguiu em 38,50% pela segunda semana consecutiva. Já a projeção para o déficit em conta corrente em 2015 sofreu seu sétimo ajuste consecutivo, de -US$ 78,60 bilhões para -US$ 77,50 bilhões. Os dados estimados para 2016 passaram de -US$ 70 bilhões para -US$ 68,50 bilhões.
O volume de investimento estrangeiro direto estimado para o fim deste ano perdeu força e passou dos US$ 66 bilhões registrados na última semana para US$ 65 bilhões. O prognóstico para 2016 manteve-se em US$ 65 bilhões pela décima primeira semana consecutiva.
O percentual de reajuste para os preços administrados em 2015 subiu pela quarta semana consecutiva, de 15,12% para 15,14%, enquanto o total para 2016 caiu de 6% para 5,90%.
(Com Agência Brasil)
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