5 de junho de 2026

Para executivo do Grupo Ultra, faltam líderes no país

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Jornal GGN – Paulo Guilherme Aguiar Cunha, presidente do conselho de administração do Grupo Ultra, o país passa por uma se duas piores crises e esta situação é reflexo de uma ausênca total de líderes.

Em entrevista ao Estadão, Cunha também falou que o grupo não tem enfrentado dificuldades, mesmo com a desaleração ecônomica. o Grupo Ultra atua nas áreas de distribuição de combustíveis, gás de cozinha, química, vareja farmacêutico e logística. O executivo disse que o grupo vai manter seus investimentos, na ordem de R$ 1,4 bilhão neste ano.

Do Estadão

‘Vejo um Brasil sem lideranças hoje’ , diz executivo do Grupo Ultra

Um dos principais empresários do País, Paulo Guilherme Aguiar Cunha diz que o Grupo Ultra não enfrenta dificuldades, apesar da crise

Um dos principais empresários do País, Paulo Guilherme Aguiar Cunha, presidente do conselho de administração do Grupo Ultra, diz que o Brasil vive uma de suas piores crises. “Eu já vi o País parado e assustado em muitas crises, mas nunca o vi tão sem esperança como vejo hoje.” Para Cunha, a situação pela qual o País passa reflete uma ausência total de líderes. “Nas outras crises, a gente tinha lideranças, seja da oposição ou da situação.”

Apesar da desaceleração econômica, Cunha diz que o Grupo Ultra não enfrenta dificuldades. Quarto maior grupo privado do País, o conglomerado atua em cinco importantes negócios – distribuição de combustíveis (dono da Ipiranga), gás de cozinha (Ultragaz), química (Oxiteno), varejo farmacêutico (Extrafarma) e logística (Ultracargo).

Na contramão de muitas indústrias, Cunha afirmou que o Ultra vai manter seus investimentos – em torno de R$ 1,4 bilhão este ano, o mesmo montante do ano passado – e está interessado em ativos da Petrobrás, como a Liquigás e a BR Distribuidora. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Como a crise tem afetado o grupo? O sr. fala que o Ultra está indo bem, apesar de tudo.

Bom, aí tem o problema do mercado, a demanda sempre se sustenta. A recessão está aí e vai piorar. Isso é uma parte. Não sabemos até onde vai parar. Tivemos a notícia de que nossa nota foi revista. Por quê? Porque o Brasil foi rebaixado, mas não tem nada a ver com o grupo. (Em julho, a agência Standard & Poor’s manteve em BBB- a nota de crédito do Brasil, mas alterou a perspectiva para negativa. A agência também revisou notas de grandes empresas, entre elas a do Ultra, que se manteve em BBB, uma nota acima da do Brasil, mas com revisão para negativa).

Mas isso prejudicou o Ultra de alguma maneira? Em captações, por exemplo?

Não, ainda não. Para ser sincero, para nós, ainda não está difícil. Não estamos precisando de tanto dinheiro assim no momento. A empresa está em áreas consideradas resilientes e que não oscilam tanto.

Como o sr. vê o Brasil daqui para a frente? Os negócios do Ultra vão continuar firmes?

Os negócios do Ultra estão indo bem e vão continuar firmes. Aprendemos muito com as crises brasileiras ao longo do tempo. Escolhemos setores que não são tão afetados. O Brasil está muito mal. Está parado, está assustado. Já vi o Brasil parado, assustado em muitas crises, mas nunca vi o País tão sem esperança como hoje. A falta de esperança não é só para o setor empresarial, com a definição de investimentos. Tem a questão toda do País mesmo.

O sr. acredita, então, que essa situação é mais grave que as outras? Pela sua experiência, o Brasil vai encontrar uma solução?

O Brasil vai encontrar uma solução, mas não vai ser logo. E é pela ausência total de lideranças. Nas outras crises, tínhamos lideranças, seja da oposição ou da situação. Tinha mais gente pensando no Brasil. Hoje vejo pouca gente pensando no Brasil, e mais em Brasília. A equipe não tem liderança.

Como o sr. analisa o governo, a oposição, a presidente Dilma Rousseff e o PMDB?

No Brasil, em geral, nós temos uma visão errada da presidência da República. Atribuímos ao presidente uma capacidade enorme de fazer o bem. Mas, na realidade, ninguém tem capacidade nenhuma de fazer o bem sozinho. Tem de se articular, juntar pessoas, alas empresariais, o coração da sociedade, pessoas dentro do governo e do Congresso. Isso está completamente ausente. Não há nenhuma capacidade do governo de se articular. A qualquer instante uma palavra errada, uma mandioca aqui, uma imagem acolá… Uma menção errada pode causar um mal enorme ao País. Por outro lado, a própria oposição está descaracterizada. Inclusive o PSDB se “desafirmou”. Para mim, acabou na votação do ajuste fiscal, meio perdido entre interesses imediatistas de Aécio Neves e de pedaços do PMDB. Não vejo dentro da oposição líderes pensando no Brasil.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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10 Comentários
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  1. arlene laurenti ayala

    10 de agosto de 2015 11:42 am

    Grupo Ultra

    O grupo Ultra –  golpista e parceiro do Doi-codi.

  2. Francisco de Assis

    10 de agosto de 2015 12:09 pm

    O criminoso Grupo Ultra financiou a máquina de tortura da OBAN

    O criminoso Grupo Ultra financiou a máquina de tortura da OBAN 

    O que um diretor de um grupo criminoso como este tem a dizer no momento em que os golpistas estão ouriçados para tentar repetir a ditadura de 64? Estará o Grupo Ultra novamente, nas sombras, financiando o novo golpe? Por que não te calas e voltas para as sombras, diretor do criminoso Grupo Ultra?

  3. CarloB

    10 de agosto de 2015 12:13 pm

    Sinceramente , gostaria muito de ouvir também

    uma entrevista com algum empresário que “realmente” está envolvido nessa crise imensa que todos falam. Até agora o que mais se ouve falar é nesse ‘apesar da crise’. A impressão que passa é que todo mundo ‘apesar da crise’ está indo bem.

    Que raio de crise é eesa que as empresas não estão falindo , os preços não está caindo 30-40% , o desemprego ainda não chegou em 13-14%.

    Está difícil de entender.

  4. rdmaestri

    10 de agosto de 2015 12:15 pm

    O título da entrevista está incompleto.

    O título certo deveria ser: “Vejo o Brasil um país sem lideranças de DIREITA hoje.

    .

    Parece que o presidente do grupo Ultra não entende uma coisa básica, lideranças não se criam nem se educam, lideranças de FORJAM na luta democrática.

    A direita abandonou o treinamento de suas lideranças em embates acadêmicos ou mesmo em instâncias menores da política como câmaras de vereadores ou outras. Pensam a direita que cursinhos no exterior de formação de lideranças ou mesmo em institutos vinculados a programas internacionais é possível “treinar” lideranças. Esquecem estes que nestas instâncias estas “lideranças criadas” são instruídas num debate sem contraditório, onde AXIOMAS DE BASE são dados e a partir destes forma-se a discussão.

    Como se diria há muito tempo, político bom é aquele que dá aparte a bêbado em comício. Com isto que se formam lideranças, pois estas lideranças artificiais são criadas em ambientes ascéticos onde exatamente os AXIOMAS não são contestados. Uma liderança deve estar pronta em rebater qualquer interpelação, desde as mais estapafúrdias até as que questionam os AXIOMAS básicos.

    Insisti na expressão AXIOMA pois atualmente toda a direita parte do liberalismo como base, e este quando questionado sobre o aspecto MORAL, ÉTICO e HUMANO se desmancha.

    Poderia desenvolver mais os aspectos morais, éticos e humanos que desmancham qualquer discurso liberal, pois a grande falha deste está exatamente em não considerar o homem como a base de tudo, passando a economia a frente.

    Vejam agora, o maior perigo do discurso liberal está partindo exatamente de um novo PAPA, que questiona na base a teologia do dinheiro que o discurso liberal apregoa, se alguém queira questionar os liberais, leia um pouco mais o que o Papa Francisco escreve, não sob o aspecto religioso, pois isto depende da religião de cada um.

    Em Quarup do grande Antônio Callado o personagem Padre Nando questiona exatamente isto, e antecipando em décadas Antônio Callado põe exatamente esta questão, quem quiser entender que leia ou releia este livro, não assista o filme, mas leia o livro.

  5. Mogisenio

    10 de agosto de 2015 12:25 pm

    Caros debatedores,
    Lendo o

    Caros debatedores,

    Lendo o título, grupo Ultra, falta “líderes” etc (parei aí) não sei porque, lembrei-me do Ato institucional nº 5.

    Saudações

  6. alessandroduarte

    10 de agosto de 2015 12:59 pm

    (Sem título)

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=yGxIA90xXeY%5D

  7. NICKNAME

    10 de agosto de 2015 1:19 pm

    Sim, Arlene: O Caso Boilensen – já postei 2 vezes no Multimídia

    A arrecadação pelo pressidente da Ultragás, simpaticíssimo, arrecadava muita grana entre empresários (com 2 novbres exceções) pra financiamento da tortura. Veja-se o excelente documentário que remonta até sua vida estudantil na Dinamarca e os depoimentos de seus professores dinamarqueses. Um cidadão acima de qq suspeita, ate que um dia foi justiçado – histórias do Brasil que a geração nova deveria tomar cnhecimento, ou os jovens exceções que procuram ler fora das disciplinas de nossas excolas públicas ou privadas. O Canal CURTA! e a TV Brasil frequentemetne reprisa excelentes document´rios, mas música, etc. GVT, não sei se noutrs antenas.

  8. AdilsonR

    10 de agosto de 2015 1:35 pm

    Incêndio

    Esse grupo Ultra é aquele do incêndio irresponsável da Alemoa em Santos/SP que causou um desastre ambiental????

  9. Juliano Santos

    10 de agosto de 2015 2:11 pm

    “….apesar da crise”. Ôpa já

    “….apesar da crise”. Ôpa já ouvi isso em algum lugar.

    PS:  “interesses imediatistas de Aécio Neves”. A elite empresarial não está muto afim de financiar a transgressão juvenil do playboy. Nem um pouco. Se toca, menino!

  10. Alexandre Weber - Santos -SP

    10 de agosto de 2015 3:56 pm

    Deve ser prá rir: não tem gente pensando o Brasil hoje KKKKKK!!!

    Deve ser porque uma anta destas não participa aqui do blog.

    Se enxerga otário.

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