5 de junho de 2026

Renato Rabelo: Estamos vivendo um estado de golpe permanente

Do Portal Vermelho

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Em mais um programa Diálogos com Renato Rabelo, o ex-presidente do PCdoB comentou sobre os últimos acontecimentos que tiveram destaque nacional, principalmente a prisão de José Dirceu que aconteceu na segunda-feira (3). “O mês de agosto é também conhecido como o mês do desgosto, e com a prisão de Dirceu fica claro que teremos duras e grandes batalhas nesse período”, destacou.

 Fundação Maurício Grabois

O comunista também questionou o papel da grande mídia na prisão de José Dirceu. “Parece que (o papel da grande mídia) é para gerar fatos que deem corpo a cruzada golpista ou para até mesmo inflar a massa que acredita que tirando a presidenta Dilma do poder vamos eliminar a corrupção”, falou Renato.

Lula no radar da investigação

Renato questionou a estranha declaração do procurador responsável pela prisão de Dirceu que afirmou que o ex-presidente Lula estaria no radar da investigação. “Isso revela um roteiro em que os principais alvos seriam a derrubada da presidenta Dilma e atingir diretamente a imagem de Lula”, contou.

O contra-ataque de Dilma

Rabelo destacou o papel da presidenta que luta para ter uma governabilidade de fato e assim continuar desenvolvendo o país como um todo. “A primeira inciativa de Dilma foi reunir todos os governadores e ela recebeu apoio por unanimidade, pois todos precisam governar e o mais importante, todos confiam em Dilma”, disse. “A oposição na ânsia de voltar ao poder põe em risco até mesmo a economia nacional”, completou.


Investimentos na economia

Outro ponto destacado por Renato foram os novos investimentos anunciados pelo governo federal, que somam centenas de bilhões de dólares, mas que passam desapercebidos pela grande mídia, fazendo com que a população enxergue somente as dificuldades enfrentadas no país.

“O Plano Safra terá investimentos na casa dos R$100 bilhões e os principais beneficiados são os pequenos agricultores, além da China que assinou acordos com o Brasil e fará investimentos em torno de R$35 bilhões, mas a grande mídia não faz questão de repercutir esses casos”, afirmou.

Marchas pela democracia

O comunista reforçou o papel dos trabalhadores e dos movimentos sociais que apoiam a presidenta e  estão se manifestando a favor da soberania nacional e da democracia. “A marcha das margaridas e depois as marchas marcadas para o dia 20 de agosto são fundamentais para a compreensão da atual conjuntura política nacional, e novamente, a grande mídia faz de conta que não vê ou interpreta da forma que acha melhor para si, manipulando os fatos”, falou.

Confira o diálogo na íntegra na Rádio Vermelho.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. Severino Januário

    7 de agosto de 2015 10:00 pm

    O problema é a mídia. A mídia

    O problema é a mídia. A mídia é o golpe. Os governadores apoiam a Dilma, os empresários querem paz para produzirem e apoiam a Dilma. Mas a mídia, notadamente uma meia dúzia de ilustres jornalistas, não para de pensar em golpe e parece adorar este clima de terror golpista que assombra o país.

  2. Jurandir Paulo

    7 de agosto de 2015 10:27 pm

    A direita está organizada internacionalmente, diz Correa

    O presidente do Equador Rafael Correa diz que a América Latina vive hoje uma nova Guerra Fria. Ele tem provas de que agências de inteligência estrangeiras atuam em seu país para fabricar descontentamentos. No próximo dia 13 o Equador terá uma greve e protestos patrocinados pela oposição de direita. Segundo ele, todos os governos de esquerda no continente estão sendo atacados. Suas declarações foram publicados no El Universo e seguem abaixo:

    Rafael Correa dice que gobiernos de izquierda enfrentan una nueva “Guerra Fría”

     

    A días de enfrentar una huelga opositora, el presidente de Ecuador, Rafael Correa, alertó este jueves que los gobiernos de izquierda en Sudamérica están enfrentando una “nueva Guerra Fría” que busca “aniquilarlos” a través de estrategias de desestabilización política.

    Durante un mitin con transportistas afines al oficialismo, Correa afirmó que “no es casualidad” que los gobiernos de izquierda de Argentina, Brasil, Ecuador, Bolivia y Venezuela estén enfrentado un supuesto descontento social en un año “extremadamente difícil” en lo económico, a raíz de la caída de los precios de las materias primas y la apreciación del dólar.

    “Eso no es casualidad. Es la arremetida de la restauración conservadora o como la llamó un intelectual portugués: la nueva Guerra Fría que devuelve al pasado, y trata de aniquilar a los gobiernos de cambio en América Latina”, sostuvo.

     

    Correa, que enfrenta desde hace dos meses protestas de diversos sectores contra sus políticas de corte socialista y su estilo de gobierno tildado de “autoritario”, agregó que la oposición se articuló “nacional e internacionalmente” y recurrió a nuevos planes de desestabilización ante la imposibilidad de dar un golpe de Estado.

    “Por eso utilizan otra estrategia: calentamiento de las calles, deslegitimación del presidente, desintitucionalización, generación de incidentes, de violencia… guerra psicológica y guerra económica para debilitar a los gobiernos, para desestabilizar a los gobiernos”, afirmó.

    En ese sentido, llamó a sus seguidores a “estar muy atentos” y a rechazar la huelga que convocaron para el 13 de agosto sindicatos, organizaciones sociales e indígenas con el respaldo de grupos políticos de derecha.

    “Enfrentamos una nueva derecha articulada nacional e internacionalmente, con la complicidad de la supuesta extrema izquierda”, con grupos “infiltrados por agencias extranjeras de inteligencia. Que no les quede la menor duda. Tenemos datos de aquello”, dijo el presidente.

    El paro programado por la semana próxima contra Correa – todavía muy popular en amplios sectores – se encamina a convertirse en una nueva medición de fuerzas entre el oficialismo y la oposición a dos años de las elecciones presidenciales.

    En el poder desde 2007, Correa aguarda la aprobación de una enmienda constitucional – prácticamente garantizada por la mayoría oficialista en el Congreso – para decidir si se postula a un nuevo mandato.

     

  3. Andre B

    8 de agosto de 2015 2:44 pm

    do comunismo ao nacional stalinismo!

    O PC do B nasceu em 1945 defendendo Stalin das denúncias de Krushov. Depois, nos anos 1970, aderiu ao ‘comunismo albanês’ de Enver Hoxa. Com o fim da URSS adotou o ‘desenvolvimentismo’ – uma certo etapismo deslocado para tempos recentes – mas mantém os métodos stalinistas de atuação, além é claro da inundação de corrupção (alquém lembra de Orlando Silva? das notas frias da UNE – eternamente comandada pelo PC do B que usa os métodos stalinistas para se manter no poder nesta entidade?).

    Trotsky sobre os stalinistas:

    “A moral destes senhores consiste em regras gerais e procedimentos oratórios destinados a mascarar seus interesses, seus apetites, seus temores. Em sua maioria, eles estão prontos a todas as baixezas – à abjuração, à perfídia, à traição – por ambição e lucro. Na sagrada esfera dos interesses pessoais, para eles o fim justifica qualquer meio. É por isso mesmo que necessitam de um código moral particular, prático e ao mesmo tempo elástico, como um bom par de suspensórios. Eles detestam quem quer que seja que revele perante as massas seus segredos profissionais. Em tempos de “paz”, seu ódio exprime-se por meio de calúnias, vulgares ou “filosóficas”.

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