
Jornal GGN – As estimativas de instituições financeiras para o crescimento da economia voltaram a perder força: segundo dados do relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central, a projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 passou de 1,76% para 1,8%, em sua terceira semana consecutiva de queda. Para 2016, a projeção é de crescimento de 0,2%, a mesma estimativa da semana passada.
Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter queda de 5% este ano, terceira semana consecutiva de estabilidade, ao passo que os dados para 2016 apontam um crescimento de 1,30% em 2016.
As projeções para a inflação também pioraram. A estimativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu pela décima sexta semana seguida, ao passar de 9,23% para 9,25% este ano. Em 2016, a expectativa é que o índice fique em 5,40%, segunda semana de manutenção dos dados. As projeções para a inflação estão acima do centro da meta, de 4,5%. E, no caso de 2015, a estimativa supera também o teto da meta, de 6,5%.
A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,69% para 7,67% este ano. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa subiu de 7,52% para 7,64% em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), passou de 8,74% para 8,76% este ano.
A estimativa para a cotação do dólar subiu ao fim de 2015 pela segunda semana consecutiva, de R$ 3,25 para R$ 3,35 (média do período subiu de R$ 3,10 para R$ 3,18) , e de R$ 3,40 para R$ 3,49, no fim de 2016.
O prognóstico para a dívida líquida do setor público ao fim deste ano foi mantida em 37% do PIB pela segunda semana consecutiva, e a variação para 2016 seguiu em 38,50%. Já a projeção para o déficit em conta corrente passou de -US$ 79 bilhões para -US$ 78,60 bilhões, em sua sexta semana de ajuste, com a variação para 2016 seguindo em -US$ 70 bilhões.
Segundo o levantamento, o volume de investimento estrangeiro direto estimado para 2015 subiu de US$ 65,70 bilhões para US$ 66 bilhões, enquanto os dados para 2016 foram mantidos em US$ 65 bilhões pela décima semana consecutiva.
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