21 de junho de 2026

O álbum Tam Tam Tam, do maestro José Prates e Orquestra Brasiliana

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Enviado por Marco St.

“Quem é José Prates?” A pergunta abria a matéria sobre a primeira apresentação da companhia de dança Brasiliana em Belo Horizonte. Na publicação de 16 de abril de 1958 do jornal Diário de Minas, Theotônio Júnior prosseguia: “Poucos saberão responder a esta pergunta, no entanto, estamos diante de um dos mais talentosos e inteligentes compositores da música popular brasileira”. A reportagem trazia uma entrevista com o maestro José Prates (1928-2004), àquela época já aplaudido em mais de 30 países com suas composições que embalavam a companhia de dança Brasiliana. Passados 45 anos, a questão de Theotônio continua sem respostas. José Prates não está nas principais publicações brasileiras relacionadas à memória musical do país, mas seus discos são disputados por colecionadores graças à qualidade de sua música e a uma particularidade: a faixa “Nanã Imborô”, do álbum Tam… Tam… Tam…!, de 1958, guarda muitas semelhanças com a música “Mas que Nada”, de Jorge Ben Jor, lançada pela primeira vez no álbumTudo Azul, de Zé Maria e seu Órgão, datado de 1962.

O primeiro a levantar o nome de José Prates na internet foi Ed Motta, músico e colecionador de discos, com mais de 30 mil títulos na estante. De passagem certa vez pela Tropicália Discos, loja da capital fluminense, os proprietários Bruno Alonso e Márcio Rocha lhe mostraram o achado: era o LP Tam… Tam… Tam…!. Em um de seus posts no Twitter, com o link para a música “Nega Zefinha”, Motta sentencia: “Brasiliana e José Prates, com o timbre incrível da voz de Nelson Ferraz”. Já em outro post, Motta fala da semelhança entre as criações de Prates e Jorge Ben Jor: “José Prates – Nanã Imborô: Very similar to Mas que Nada”.

Mais aqui: http://albumitaucultural.org.br/secoes/a-historia-esquecida-de-jose-prates/

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4 Comentários
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  1. Marco St.

    11 de julho de 2015 7:30 pm

    Muitas conexões políticas

    Muitas conexões políticas nessa história.

    O Jair Fonseca que nos contou ontem quando postei esse álbum.

    E o Jorge Benjor chiupinhou legal a “mas que nada” do maestro.

    Mas tá valendo. Ficou o legado.

    Vale a pena ler o texto completo  (no link).

    Incrível que o Brasil esqueça esses personagens tão importantes.

    As histórias são fascinantes e alguém, algum dia. poderia escrever um livro sobre a Brasiliana, seus legados e o contexto em que se inseria na metade do século XX.

     

     

     

     

    1. Jair Fonseca

      11 de julho de 2015 8:20 pm

      Valeu, Marco. Reproduzo aqui

      Valeu, Marco. Reproduzo aqui o que sei sobre as “conexões políticas dessa história: O citado Theotônio Júnior, da turma dos jovens intelectuais e artistas mineiros da década de 50, é Theotônio dos Santos, que se tornaria um importante intelectual e ativista, nas áreas de economia e política: um dos fundadores da Polop (organização marxista clandestina de que a presidenta Dilma fez parte), um dos principais pensadores da “teoria da dependência”, foi clandestino e exilado durante a ditadura (participou do governo Allende e do MIR no Chile), quando atuou em várias universidades internacionais. Na volta ao Brasil, criou o PDT, com Brizola, Darcy, etc. Atualmente, aos 80 anos, é professor emérito na UFF.

      1. Marco St.

        11 de julho de 2015 9:06 pm

        Gracias Jair !!
        Está tudo

        Gracias Jair !!

        Está tudo conectado.

  2. lucianohortencio

    12 de julho de 2015 9:41 am

    Muito satisfeito!

    Envaidecido por ter um vídeo editado pelo canal luciano hortencio na matéria sobre o maestro José Prates!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=ibzsnggbsVo%5D

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