8 de junho de 2026

Caso Queiroz cai na mão de promotor que curte os Bolsonaro nas redes sociais

 
Jornal GGN – O inquérito sobre as movimentações financeiras suspeitas de Fabrício Queiroz, o ex-motorista de Flávio Bolsonaro e amigo da família presidencial, caiu nas mãos do promotor Cláudio Calo. Segundo a revista Época, o membro do Ministério Público do Rio de Janeiro expôs nas redes sociais afinidade com o governo Jair Bolsonaro.
 
“Há uma semana, Calo compartilhou um tuíte de Carlos Bolsonaro exaltando a economia do governo Bolsonaro com hospedagem em Davos, e comparando os gastos à viagem de Dilma Rousseff”, publicou Época na noite de segunda (4).
 
“O promotor também curtiu publicações de Jair Bolsonaro. Em uma, de novembro, Bolsonaro diz que ‘por muito tempo nossas instituições de ensino foram tomadas por ideologias nocivas e inversão de valores, pessoas que odeiam nossas cores e hino'”, acrescentou a publicação.
 
Entre outras replicações e curtidas em páginas dos Bolsonaro, Calo ainda comentou no Twitter a situação do caso Queiroz.
 
Ele escreveu que o “Relatório do Coaf demonstra movimentações financeiras não necessariamente criminosas, mas anômalas, que podem configurar crime ou não”.
 
Queiroz foi pego pelo Coaf movimentando R$ 7 milhões em apenas 3 anos. Sem ter renda nem patrimônio compatíveis, ele viu entrar e fez sair de sua conta um total de R$ 1,2 milhão apenas em 13 meses (janeiro de 2016 e janeiro de 2017).
 
Nesse período, ele transferiu R$ 24 mil para a primeira-dama Michelle Bolsonaro, que nunca se pronunciou sobre o dinheiro. Jair Bolsonaro afirma que se trata de pagamento de um empréstimo no total de R$ 40 mil feito a Queiroz.
 
Queiroz recebia oficialmente salário como assessor e como policial militar. Os dois vencimentos somavam R$ 24 mil ao mês.
 
Além de não ter renda para movimentar R$ 7 milhões em 3 anos, Queiroz ainda recebia em sua conta parte do salário de outros funcionários e ex-funcionários da gabinete de Flávio Bolsonaro.
 
Queiroz já faltou a 4 depoimentos do Ministério Público do Rio, alegando, nas últimas duas vezes, problemas de saúde.
 
Depois de meses evitando os promotores, especula-se na imprensa que Queiroz pedirá para depor por escrito.
 
Flávio, por sua vez, recorreu ao Supremo Tribunal Federal para suspender a investigação e anular as provas obtidas pelo Coaf, alegando quebra de sigilo sem autorização judicial. O ministro Marco Aurélio Mello lhe negou o foro privilegiado e a investigação deve seguir no MPE-RJ.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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13 Comentários
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  1. Zé Silva

    5 de fevereiro de 2019 4:49 pm

    O sobrenome do promotor é

    O sobrenome do promotor é sugestivo: ‘Calo”, do verbo calar….

    1. AMORAIZA

      6 de fevereiro de 2019 1:38 am

      O nome do promotor

      E ele, prudentemente, preferiu não apertar o calo do bolsonaro.

  2. Jackson do Pandeiro

    5 de fevereiro de 2019 5:13 pm

    Novo promotor do caso Flávio Bolsonaro/Queiroz

    deve deixar o caso nas próximas horas

    https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/novo-promotor-do-caso-flavio-bolsonaroqueiroz-deve-deixar-o-caso-nas-proximas-horas.html

  3. Não é o Kelsen

    5 de fevereiro de 2019 5:23 pm

    Impedimento?

    Não, no, never, nem pensar…

  4. Francisco Andrade

    5 de fevereiro de 2019 7:29 pm

    perderam todo pudor, …

    Toda a vergonha, ….

    A metástase da podridão destuiu o judiciário….

  5. AMORAIZA

    5 de fevereiro de 2019 7:50 pm

    Curtindo bolsonaro

    Mas, cá pra nós, qual promotor que não curte bolsonaro?

    1. Jus Ad Rem

      5 de fevereiro de 2019 8:38 pm

      #

      Não é bem assim… Tem muito promotor, assim como procuradores, juízes e desembargadores que não estão nada contentes com o rumo que o Brasil está tomando nas mãos de milicianos, laranjeiros etc.

      Podem ser minoria, mas ainda tem gente séria no Judiciário.

       

      1. AMORAIZA

        6 de fevereiro de 2019 1:35 am

        Tem muita gente correta no judiciário e no MP

        Gente sitiada, que até ameaça de morte recebe pelo simples fato de ser coerente.

        É nesses tempos que o serviço público se torna uma sucursal do inferno.

  6. AMORAIZA

    5 de fevereiro de 2019 7:54 pm

    O promotor

    O promotor do evento Queiroz será esse?

    Buffet Douglas Festas – Promotor de eventos – Martinópolis …

     

    Para  a festa da laranja, qualquer promotor serve.

    Para não se perder observe o endereço do evento

     

     

     

     

  7. Jus Ad Rem

    5 de fevereiro de 2019 8:25 pm

    Mussarela ou calabresa, vai dar em pizza com certeza!

  8. Rui Ribeiro

    5 de fevereiro de 2019 9:02 pm

    Uma grande pizza exala seu cheiro
    Vai acabar em pizza.

  9. Ricardo.,.,.,

    6 de fevereiro de 2019 12:21 am

    A regra deveria ser: sujeito

    A regra deveria ser: sujeito que não tem opinião nenhuma a respeito de absolutamente nada em rede social, jornal ou meio de comunicação qualquer, nem deveria tomar posse no cargo, que ermitão digital não está no mundo. E quem pega um caso desse sendo Bolsonarista de carteirinha tem 5 dias para se declarar suspeito ou ter a posse no cargo público anulada. Quem tem que decidir são os equilibrados no meio.

    A sociedade evoluiu para outro nível de transparência, que nem sei se é evolução, mas não dá para ficar agindo como no século passado.

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