22 de junho de 2026

Venezuela: O bobo da corte sentado no trono, por Pasqualina Curcio

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Venezuela: O bobo da corte sentado no trono

Por Pasqualina Curcio

Tradução por César Locatelli

– Passem, senhoras e senhores! Para iluminação do público presente e bom exemplo para as gerações futuras! Venham ver o mundo de cabeça para baixo!

Venham ver quem, autoproclamando-se presidente da República, sem sequer ter sido candidato, muito menos ter obtido um voto, dizer ser democrata e chamar de usurpador e ditador quem, na disputa eleitoral, em que participaram mais de 9 milhões de eleitores, ganhou com 67%.

Passem e olhem para o Parlamento Europeu reconhecendo o bufão e ignorando o presidente eleito da Venezuela. Afirmam que não tem legitimidade.

Em uma atitude intervencionista, eles lhe dão um ultimato para convocar eleições presidenciais em 8 dias. Eles o chamam de ditador, mas exigem que ele viole a Carta Magna: na Venezuela, o Executivo Nacional não tem poderes para convocar eleições presidenciais.

Entrem e vejam Trump tentando convencer o Conselho de Segurança das Nações Unidas e o mundo de que há uma crise humanitária na Venezuela. Clama: “Precisamos intervir e salvar o povo! Venezuelanos, estamos com você!” Enquanto isso, em um ato de pirataria e pilhagem bloqueia 20 bilhões de dólares de propriedade de todos os venezuelanos. Valor que equivale à importação de medicamentos e alimentos por 10 anos.

Passem e vejam aqueles venezuelanos que se dizem democratas, mas que fazem um chamado aberto às Forças Armadas Nacionais Bolivarianas para que apoiem um golpe de estado.

Vejam como desrespeitosamente distribuem panfletos de anistia nos quartéis e chantageiam soldados para que quebrem seu juramento bolivariano de defender a Constituição, a soberania e o país.

Venham ver quem vergonhosamente, com passaporte venezuelano, viajam pelo mundo e visitam os falcões para implorar mais bloqueios e embargos contra o povo bolivariano. Eles se ajoelham e rogam por uma intervenção militar, por uma guerra em terras venezuelanas.

Venham ver nossos países vizinhos que, como colônias sujeitas ao império dos EUA, emprestam seus territórios para a eventual intervenção militar na Venezuela, colocando em risco a paz de todo o continente.

Das guerras sabe-se quando começam, não quando terminam.

Baseado em “De pernas pro ar: a escola do mundo ao contrário”, de Eduardo Galeano.

Originalmente publicado em: http://bit.ly/2HNFtOb 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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5 Comentários
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  1. Jorge Leite Pinto

    5 de fevereiro de 2019 2:22 pm

    Nesta bagunça toda, regada a

    Nesta bagunça toda, regada a muito cinismo, só me interessa o próximo passo daquele jogador de xadrez.

    Aquele que resolveu o problema na Síria, comendo pelas beiradas…

    O resto é luar de Paquetá.

  2. j.marcelo

    5 de fevereiro de 2019 3:30 pm

    PARABÉNS GGN PELA ESCOLHA
    PARABÉNS GGN PELA ESCOLHA DESTE ARTIGO,PELA LINGUAGEM ELUCIDATIVA PRA MIM FOI IMPRESSIONANTE,OBRIGADO GALEEERA !!!

  3. WG

    5 de fevereiro de 2019 4:25 pm

    A hipocrisia e o cinismo da

    A hipocrisia e o cinismo da união européia, que participa de um golpe de Estado na Venezuela. A grande farsa da “civilização” européia. Para os capitalistas, a civilização é um “luxo” que não mais lhes interessa.  O trem desgovernado agora é um trem- fantasma. Diante desse circo de horrores, a Alemanha nazista parecerá um parque de diversões.

  4. Rui Ribeiro

    5 de fevereiro de 2019 4:32 pm

    Pasqualina, achei que você chamava o Maduro de bobo da corte

    Já tinha a resposta pronta prá você:

    É um bobo na corte e outro mais bobo ainda tentando tomar seu posto, enquanto os bobocas aplaudem.

    Vade retro, Guaidó!

  5. PAULO MONTEIRO

    5 de fevereiro de 2019 7:36 pm

    “Porque já o ministério da

    “Porque já o ministério da injustiça opera.” 2º Tessalonicences.

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