5 de junho de 2026

Começa o segundo tempo do segundo governo Dilma

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O jogo político brasileiro entra no segundo tempo no segundo mandato de Dilma.

No primeiro tempo, houve uma aliança tácita mídia-PSDB-Gilmar Mendes visando o terceiro turno. Dilma não se deu conta, entrou tarde e de forma atabalhoada no jogo, perdeu o protagonismo e criou um vácuo de poder.

Imediatamente o espaço foi ocupado por um exército heterogêneo, formado pelos rebeldes da oposição, por políticos oportunistas comandando hordas de manifestantes profissionais e amadores marchando ao rufar dos tambores da mídia, uma mixórdia que poderia ter saltado daqueles filmes sobre a Legião Estrangeira.

O primeiro tempo termina com Dilma fora do jogo e o campo aparentemente livre para a divisão do butim.

***

Agora começa o segundo tempo com dissidências nas três frentes de combate.

Na primeira delas, o Congresso, os generais Eduardo Cunha e Renan Calheiros enfrentarão dificuldades cada vez maiores para comandar seus seguidores, porque não se trata de uma tropa regular mas de um apanhado de soldados de todos os calibres, cada qual com interesses específicos.

Na divisão do butim  já começa a pancadaria.

Além disso, paira sobre suas cabeças a espada do Procurador Geral da República, no rastro da Operação Lava Jato.

***

Na segunda frente,  as forças da oposição racharam. Há uma disputa intestina e o comandante Aécio Neves não mostrou a menor visão estratégica. Limitou-se a ficar berrando do alto do seu minarete  “acabem com o inimigo, acabem com o inimigo”. Do lado de baixo, os soldados se irritaram. “O comandante fica berrando de longe”. No Estado Maior, os oficiais repararam: “Ele só sabe falar: acabem com o inimigo mas não explica como”.

O mago Merlin Henrique Cardoso, preceptor do comandante Aécio, com sua insopitável capacidade de prever o futuro com dois dias de antecedência, deu-se conta que, se caísse a cidadela inimiga, corria-se o risco de ser tomada pelos generais Cunha e Calheiros. Só aí aprendeu que as alianças contra o adversário comum acabam na hora de dividir o bolo.

Ordenou, então, que Aécio recuasse. Do que se valeram o vice-comandante dissidente, José Serra e o comandante Geraldo Alckmin, para tentar desalojá-lo.

***

Finalmente, a terceira frente, a  mídia, começou a cair na real de que já tinha se esgotado aquela história de enaltecer Lobões, Rebeldes Online, estimular o ódio, a intolerância, sem um discurso propositivo sequer. E – pior – com o alvo saindo de cena.

***

Isolada em seu castelo, a presidente Dilma surpreendeu. Não consta que seja politicamente ladina. Mas ao se retirar do campo de batalha, deixou os adversários esmurrando o vento.

Teria se inspirado na famosa luta de Cassius Clay contra George Foreman, na qual o campeão esperou o adversário gastar as energias durante sete rounds, para então nocauteá-lo. Mesmo porque politicamente a presidente não exibe a mesma musculatura do grande Cassius Clay na luta mencionada.

É sabido que seu guru maior, o ex-marido Carlos Araújo, traçou um retrato bastante completo da situação de momento. Previu o desgaste dos generais Cunha e Calheiros, a substituição do comandante Aécio.

Teria sido essa a razão de Dilma ter aparecido andando de bicicleta, em uma demonstração surpreendente de energia para uma senhora de quase 70 anos?

Pode ser que sim, pode ser que não. Pode ser que pretenda apenas perder por pontos. Pode ser que não.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Bruno Cabral

    9 de junho de 2015 9:20 am

    Esses murros no ar…

    …deixaram um monte de prejuizos, como o financiamento privado de campanha e a expansão da terceirização, por exemplo. Ou a SELIC a mais de 13% a.a.

    Incrivel como nem o presidente do STF tem força contra Gilmar Dantas (segundo Noblat). E como nao andam as investigacoes contra politicos da Lava Jato, o que poderia apear do poder o presidente da Camara, que não esqueçam é o terceiro na linha de sucessào.

    Em uma república um pouco mais séria os dois já teriam sido afastados dos seus cargos.

    1. Chris

      9 de junho de 2015 10:50 am

      Mas os X da questão é

      Mas os X da questão é justamente este: como se tornar uma república minimamente séria com os congressistas que estão aí? Se dizem representantes do povo com o peito estufado quando todos sabem que não são (melhor dizendo: uma parcela significativa e que decide não é). É a história do cachorro correndo atrás do próprio rabo, só que a idéia de movimento circular é falsa – uma suposta renovação a cada legislatura, onde um pequeno espaço reservado para a esquerda útil serve apenas como a válvula de escape de uma panela de pressão. O movimento é de fato uma espiral para o fundo do poço da credibilidade. Ao  fritar o que resta  da credibilidade das instituições, sucederá uma ruptura, pois alguma coisa terá que fazer o papel das mesmas. É claro que estão querendo fazer um remendo para dar continuidade a velha ordem com uma maquiagem ordinária, só que hoje em dia praticamente estão extintos os simplórios, que tomamariam um travesti como mulher verdadeira. Vai ter uma hora que o “museu de novidades”, cantado por Cazuza, vai encher o saco, aliás, acho que esta hora já chegou. A casa está caindo e os idiotas acham que trocar os móveis vai impedir isso.

    2. batista neto

      9 de junho de 2015 12:12 pm

      É a geografia! Estúpido!!

      Não lhe parece que as coisas não fazem sentido. Parece haver muita energia onde não existe força aparente atuando, pelo menos, que se possa enxergar a olhos nús.

      Sempre que há um fenomeno fisico em que a matéria comporta-se de forma característica de sistemas dotados de grande energia e não a força aparente que possa gerá-la, o motivo está numa força externa, ou energia, que alimenta o sistema e não foi devidamente identificada. (Vide Dark Matter e Dark Energy no Universo em “expansão”)

      Proponho o modelo que não é político, mas geográfico, sugerido numa frase proferida em referencia à desdita do México.

      “Tão longe de Deus….

       

      E tão perto dos Estados Unidos…”

       

      E, mais uma palavra chave:

       

      PSYOPS or Psychological Operations:

       

  2. Celio Mendes

    9 de junho de 2015 10:00 am

    “Na primeira delas, o

    “Na primeira delas, o Congresso, os generais Eduardo Cunha e Renan Calheiros enfrentarão dificuldades cada vez maiores para comandar seus seguidores, porque não se trata de uma tropa regular mas de um apanhado de soldados de todos os calibres, cada qual com interesses específicos.”

    Faria uma correção, não se tratam de “soldados”, o termo mais adequado é mercenários, soldados da fortuna agrupados apenas pelo soldo e pela promessa de lucro com o saque dos vencidos, que nesse caso é o erário público brasileiro.

    1. luisnassif

      9 de junho de 2015 11:39 am

      Daí a menção à legião

      Daí a menção à legião estrangeira. 

  3. AntonioMorais

    9 de junho de 2015 10:04 am

    Eu aposto que Dilma vai

    Eu aposto que Dilma vai consolidar o trabalhismo no Brasil e honrar grandes brasileiros como Getulio Vargas, Brizola, Jango, JK, Lula e ele mesma.

    1. Joaquim Tomaz

      9 de junho de 2015 11:43 am

      Eu aposto como Dilma vai

      Eu aposto como Dilma vai consolidar sua fortuna (como já fizeram FHC, Lula e muitos) e o povão (a quem eles enganam com elogios demagogos de que são trabalhadores, principalmente os menos informados) vivem na pobreza infernal.

      1. Galvão

        9 de junho de 2015 12:34 pm

        E o Idiota…

        Acha que os bem informados, como ele, são os poucos leitores da Veja.

        1. Lionel Rupaud

          9 de junho de 2015 2:55 pm

          Mas no caso de veja, a palavra

          “leitores” é pouco apropriada.

      2. Carlos ABS

        9 de junho de 2015 12:49 pm

        Claro, ela só está esperando…

        ..o golpe comunista de 2014 pra tomar posse do seu palácio…

  4. joel lima

    9 de junho de 2015 10:20 am

    Comparar a briga entre Dilma

    Comparar a briga entre Dilma e seus inimigos ( Cunha, Renan, PSDB) com a de Foreman e Ali é heresia (rs). Está mais é pra telecatch – no qual quem acaba apanhando é o juiz, nesse caso, nós o povo (rs). Agora que de repente essa atitude de Dilma pode sair vitoriosa nem seria surpreendente. O Brasil começou graças a um lance genial de um fraco D. JOão VI contra um dos maiores líderes que a humanidade produziu: Napoleão. E Dilma tem a vantagem de que seus adversários de Napoleão só tem o branco dos olhos (rs). 

  5. Paulo Coelho

    9 de junho de 2015 10:34 am

     Me surpreendo mais uma vez

     Me surpreendo mais uma vez com a forte influência de Caê sobre o nobre Jornalista. Gil pensa o mesmo.

    1. luisnassif

      9 de junho de 2015 11:38 am

      Nunca conversei com ele mas

      Nunca conversei com ele mas percebi que pensamos de forma semelhante através de recados de amigos comuns falando de sua concordância com minhas análises, inclusive nas críticas à ex. Ainda pretendo visita -lo. 

      1. rdmaestri

        9 de junho de 2015 12:52 pm

        Disse-lhe Pedro: Ainda que

        Disse-lhe Pedro: Ainda que sejas para todos uma pedra de tropeço, nunca o serás para mim. Declarou-lhe Jesus: Em verdade te digo que esta noite, antes de cantar o galo, três vezes me negarás. Replicou-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. Todos os discípulos disseram o mesmo.» (Mateus 26:33-35)

        Primeira negação:

        «Prendendo-o, eles o levaram e introduziram na casa do sumo sacerdote; e Pedro ia seguindo de longe. Eles, tendo-se acendido fogo no meio do pátio, sentaram-se, e Pedro sentou-se no meio deles. Uma criada, vendo-o sentado ao lume, o encarou e disse: Este também estava com ele. Mas Pedro negou, dizendo: Não o conheço, mulher.» (Lucas 22:54-57)

        Segunda negação:

        «e vendo-o a criada, tornou a dizer aos que ali estavam: Este é um deles. Mas de novo o negou.» (Marcos 14:69-70)

        Terceira negação:

        «Logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Virando-se o Senhor, olhou para Pedro. Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: Hoje antes de cantar o galo, três vezes me negarás. E saindo para fora, chorou amargamente.»(Lucas 22:60-62)

  6. Mendes

    9 de junho de 2015 10:45 am

    Segundo tempo

    Esperamos que nao seja o segundo tempo de mais uma leva de roubos,  falcatruas e mentiras.

  7. José Carlos Damaceno

    9 de junho de 2015 11:00 am

    eu acredito

    Eu acredito que no final Dilma sairá vencedora porque o trabalho tudo vence!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  8. Mendes

    9 de junho de 2015 11:05 am

    Segundo tempo

    Esperamos que nao seja o segundo tempo de uma nova leva de roubos, falcatruas e mentiras…..

    1. Paulo Figueira

      9 de junho de 2015 1:07 pm

      Em poucas palavras você

      Em poucas palavras você descreveu bem o governo FHC

    2. Roberto Monteiro

      9 de junho de 2015 4:56 pm

      Deves estar te referindo:

      ou à mídia tradicional, ou ao judiciário, ou ao capital financeiro, ou ao legislativo ou a ambos. Ou tu achas que é somente no governo federal que existem alguns casos de roubos, falcatruas e mentiras? Indignação seletiva, tô fora!

  9. Jose Mayo

    9 de junho de 2015 11:11 am

    Lamento dizer, mas vejo a primaz isolada e apavorada

    Isolada porque, do visto e já muito discutido (aqui mesmo, por exemplo), hoje a relação do Executivo e o Legislativo é meramente protocolar, tendo o primeiro franca maioria em seu desfavor no segundo, com breves encontros de caminho apenas no campo das conveniências ou como “apoio de inimigo”, ou seja, aprovar o que se pede desde que fique claro o carimbo do Executivo e resulte em mal caminho.

    E apavorada porque… Quê outra razão haveria para contratar entrevista com revista estrangeira e tentar colocar-se “acima de qualquer suspeita” em relação aos fatos, ou nem tanto, que a “Lava-jato” investiga?

    Porquê à França?

    Não seria mais apropriado, se é que tem algo a dizer, dizê-lo ao Brasil em Cadeia Nacional, ou através da nossa mídia? 

    1. sidnei

      9 de junho de 2015 1:40 pm

      Só o ex-FHC  é que pode se

      Só o ex-FHC  é que pode se manifestar idiotamente  de outras partes do mundo ?  Ou o imperador da Camara dos Deputados Eduardo Cunha, na Russia  ??

       

      1. Jose Mayo

        9 de junho de 2015 2:08 pm

        Não! Você tem razão…

        Qualquer um pode se manifestar idiotamente aonde quiser.

        1. Roberto Monteiro

          9 de junho de 2015 4:52 pm

          Faz todo o sentido,

          lendo alguns comentários.

          1. Jose Mayo

            9 de junho de 2015 7:24 pm

            Pois é,

            não é?

  10. luka

    9 de junho de 2015 11:13 am

    A saida de cena de Dilma

    A saida de cena de Dilma permitiu ver quem é quem. Ela era o unico saco de pancadas. Agora o congresso e o STF estão queimados.

    O silêncio de Dilma e o arrocho podem ter sido muito didáticos.  Por mais que as panelas das sacadas gritem, o que se vê é que  as reivindicações de “esquerda”  tomam palco. A democracia, os direitos do trabalhador, o não financiamento privado, a corrupção privada, cobranças contra a mídia absolutamente comprometida, o tratamento dado aos professores pelos estados,

    Ela deu uma dose do pior liberalismo sob o controle de um governo de suposta esquerda. Agora sabe-se o que é uma coisa o que é outra. quem reclamava mesmo recebendo benesses, agora as reivindica.

    Tirou o discurso da direita novamente pois com a chegada das eleições os temas serão novamente os direitos do cidadão e do trabalhador.

  11. Pedro luiz todero

    9 de junho de 2015 11:48 am

    Nossa “oposição” é hipocrita

    Nossa “oposição” é hipocrita e não sabe que rumo tomar.Como os ditos coronéis querem manipular as massas no grito.O governo popr sua vez se mostra lento, quase parando e mantém o jogo do mercado financeiro intacto até o momento.A crise é nossa, se é que ela está presente em todos os segmentos da sociedade.O mercado do LUXO vai bem obrigado. O povão paga a conta e arrochos aí estão com o corte no orçamento.ENFIM estamos no meio do fogo: MAS TUDO BEM….VAMOS EM FRENTE……..sem gritos, só ufanismos que nos vendem todos os dias.

  12. leandro oliveira

    9 de junho de 2015 12:04 pm

    Dilma coração valente

    Tal qual filme hollywoodiano em que o mocinho apanha, apanha para só no final conquistar seu feliz desfecho, Dilma e seu povo tiveram que apanhar muito dos vilões (conhecidos e desconhecidos), para só no final identicar quem são os mocinhos e quem são os vilões. 

  13. Frederico69

    9 de junho de 2015 12:09 pm

    pequeno ajuste no texto,

    Limitou-se a ficar berrando da mesa do bar, no leblon…

  14. Ion de Andrade

    9 de junho de 2015 12:15 pm

    Muito bom

    A esperança é a última que morre. Vamos torcer e esperar pelos punhos de aço da presidenta. Eu voto no “pode ser que sim”!!!

    A mídia e a direita foram tão lesa pátria que já tenho ouvido diversas pessoas, inclsuive conservadores, exaustos com o discurso deprimente dos jornalões que não falam de outra coisa que não seja corrupção minimizando o que há de positivo no Brasil…

    Há um espaço imenso de cunho nacionalista a ser aproveitado e que funcionará como um bálsamo. Nessa conjuntura tenebrosa quem é que continua construindo o país? DILMA ROUSSEF

    A propósito de segundo tempo, o HSBC anda farejando isso e já está botando a viola no saco para sair à francesa… nem tem diretores punidos, nem patrimônio congelado para indenizar o país… Uma boa porrada seria a CPI pedir a indisponibilidade dos bens do Banco à autoridade monetária… e o BC aquiescer… bom, sonhar não paga imposto.

     

  15. Wilton Santos

    9 de junho de 2015 12:20 pm

    Não dá para levar a direita brasileira a sério…

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=FV1ex-lu714%5D

    1. edna baker

      9 de junho de 2015 4:13 pm

      A-D-O-R-E-I

      A-D-O-R-E-I

  16. rdmaestri

    9 de junho de 2015 12:40 pm

    Vou insistir numa antiga tese!

    Há meses que venho insistindo numa tese que talvez com o tempo as pessoas venham a compreender.

    Faço uma comparação do executivo brasileiro com a figura do Shingen Takeda (Kagemuska) do clássico e premiado filme de Akiro Kurosawa que no Brasil levou o nome Kagemusha, a Sombra do Samurai, e acho que a nossa Presidente está seguindo o lema do famoso Samurai que dizia – A montanha não se move.

    Pois bem, para quem não lembra do que já escrevi ha mais tempo vou repetir.

    Durante o período Sengoku (戦国時代, sengoku jidai) no Japão, um dos períodos mais perturbados da história japonesa, (metade do século XV e o início do século XVII) Senhores da Guerra lutavam entre si para dominar o Japão, Shingen Takeda, segundo Kurosawa, Taqueda adotava o seguinte lema, “A Montanha não se move”. Ou seja, apesar do poder deste senhor da guerra ele esperava seus adversários tomar a dianteira e vir de encontro a montanha, aí dentro dos limites do senhor da guerra o combate era feito em terra conhecida.

    Pois Dilma provavelmente adotou a tática do Shingen Takeda, deixou os adversários se aproximar, lutando entre si e demonstrando as suas fraquezas para no momento oportuno dentro de seus limites, que se diria nos dias atuais, dentro de sua região de conforto, contra-atacar os senhores da guerra de menor importância.

    A população está ficando completamente desiludida com os senhores menores da guerra, as fraquezas e as alianças espúrias estão se mostrando claramente, desde os Revoltados on Line, mostrando publicamente os seus aspectos neo-fascistas até o confronto direto dos presidentes da câmaras alta e baixa (diria até bem baixa).

    A oposição do PSDB está se esvaindo nas suas próprias contradições, a oposição interna do PMDB, depois de ver as limitações do poder legislativo em relação ao executivo (simplesmente porque o legislativo deve legislar e o executivo deve executar), começa a olhar com desconfiança para com as promessas do paraíso de quem no máximo pode conseguir o Limbo (com chances de levar seus asseclas ao inferno).

    A própria grande imprensa, que preocupada com o primeiro, segundo e terceiro turno, se descuidou do seu negócio, mais cedo ou mais tarde terá que correr na direção do executivo se flagelando e cantando um “mea culpa” em alto em bom tom, para garantir bem mais do que a venda de mais exemplares, mas sim a garantia de sua sobrevivência.

    Parece que a tática da oposição de sangrar o governo não sabe que feridas abertas tendem a cicatrizar e que fraturas tendem a criar ossos mais duros do que os anteriores.

    Parece-me que as tropas dos outros senhores da guerra chegaram próximo demais aos territórios da montanha, e  é chegado o momento de Shingen Takeda reagir, porque a montanha não se move, mas quando os inimigos chegam a montanha é o momento de se defender.

  17. SergioMedeirosR

    9 de junho de 2015 1:12 pm

    O fator politico Gilmar Mendes, uma inconstitucionalidade

    As últimas investidas do Ministro do STF, Gilmar Mendes, seja em sua atuação frente ao STF ou mesmo TSE, as quais chegaram ao ponto de confrontações com seus pares,  mostram claramente sua intenção de sempre buscar novos flancos para atacar politicamente o governo.

    Tal atuação, totalmente a margem das prerrogativas do cargo, põe em situação delicada todos que se veem objeto de suas investidas, pois estes não tem defesa contra tais atos, que em sua essência são feitos ao arrepio da lei maior, que veda manifestações de caráter politico partidário aos integrantes da Corte Suprema.

    O dano que esta sendo perpetrado é imenso, não somente ao governo em si, mas ao nosso, tão caro, Estado Democrático de Direito. 

    E, neste caso, a única pessoa que pode dar um freio a tais movimentos é a Presidenta Dilma.

    Aliás, teria precedente.

    O Presidente Lula, em determinado momento de seu mandato, frente as frequentes e variadas aparições do Ministro Marco Aurélio Mello, postando opiniões e oferecendo declarações à imprensa, as mais estapafúrdias e virulentas possíveis contra seu governo, resolveu dar um basta e confrontou o ministro, barrando sua movimentação política.

    Na atual conjuntura, impõe-se que a Presidenta Dilma faça o mesmo, de modo a que as atitudes do referido Ministro comecem a ser vistas como realmente são, ou seja, de indevida intromissão politico partidária, dirigidas de forma direta contra o partido da Presidente e contra ela própria, o que é inadmissível em razão do cargo que ocupa.

    Tais atos, em tudo contrários ao contido na Constituição brasileira, da qual deveria ser o guardião, representam uma distorsão no sistema constitucional pátrio, o qual vem sendo sistematicamente violado pelo Ministro em sua ingerência politico ideológica.

    Esta tomada de posição deve, inevitavelmente, preceder o início da agenda positiva.

    Não se deve deixar pontos soltos, capazes de contaminar toda a nova costura economico politica que vem sendo gestada.  

  18. gabi_lisboa

    9 de junho de 2015 1:16 pm

    A Dilma não saiu de cena,

    ela nunca esteve em cena. Se aparecer como protagonista apenas por que os demais atores são péssimos for motivo de comemoração, ótimo. Mas eu ainda acho que conforme o desemprego for subindo e os juros forem corroendo tudo, o que vai prevalecer é a realidade de uma politica econômica que o brasileiro já tinha rejeitado.

  19. Ronaldo 45

    9 de junho de 2015 1:19 pm

    O que mais me chama a atenção

    O que mais me chama a atenção aqui são as belas palavras com as quais vejo escrito tantos absurdos  nestes comentários.

    O jornalista está no seu papel de analizar os fatos conforme lhe convem.

    Será que os que aqui comentam , geram empregos e pagam impostos ou são mais filosofos , historiadores e jornalistas de esquerda que apenas bradam uma utopia socialista que eles mesmos sabem ser impossível de existir em qualquer lugar do mundo?

    Infelizmente o que move o mundo é o dinheiro , e se não existissem os “coxinhas” empreendedores , geradores de emprego e pagadores de impostos no mundo inteiro o que seriam dos trabalhadores ?

     

     

     

    1. jota

      9 de junho de 2015 2:20 pm

      Você é muito petulante de

      Você é muito petulante de achar que todos os empreendedores, geradores de emprego e pagadores de impostos do mundo são coxinhas.

      Se não existissem os coxinhas? O mundo seria bem melhor, com certeza, e o Brasil mais ainda.

    2. gerson Moracha

      9 de junho de 2015 2:44 pm

      Coxinha com as cuecas na mão

      Dez horas da manhã e o coxinha vem pregar moral de cuecas. Eu já estou ttrabalhando desde às 7 hs da manhã e agora no intervalo tenho de aguentar coxinha ladrando produtividade e competência. Vai trabalhar sem noção..

    3. Flavio Martins e Nascimento

      9 de junho de 2015 2:52 pm

      De onde tiraste que apenas os

      De onde tiraste que apenas os coxas são geradores de emprego e pagadores de impostos?

    4. nosde

      9 de junho de 2015 4:17 pm

      Os coxinhas, via Moro, são

      Os coxinhas, via Moro, são diretamente responsáveis pelo siginficativo aumento do desemprego atualmente no Brasil, e mais, querem inclusive acabar com a industria nacional, ou seja, até fora do governo os coxinhas fazem desemprego . . . . . Dizem que eles não possuem um plano de governo, mas possuem sim, e é esse, a criação da DESEMPREGOBRAX . . . .

    5. pedro lorençon

      9 de junho de 2015 10:41 pm

      coxinha revoltado


      Coxinha é um bicho engraçado. ele acha que só ele, por que gera emprego (pequeno emprego, já que normalmente é pequena a sua empresa)  e paga imposto é que deve ser beneficiado. E mais, que socialista não trabalha e passa o dia inteiro conspirando contra os homens de bem. Respondendo a sua pergunta: Desconheço a profissão de cada um que comenta aqui, mesmo a sua. Digo por mim: Não sou empreendedor, sou um profissional liberal. Não tenho uma empresa e por isto não gero empregos, mas pago meus impostos , embora a contra gosto e sou socialista. Vou além: sou anarquista, sou contra a existência do estado e acho que todo mundo é igual. Muitos socialistas trabalham: São professores, metalúrgicos, médicos e engenheiros. Ganham a vida normalmente: com o suor de seus rostos e com a labuta do dia a dia( talvez operando uma empresa, mas não necessariamente) e certamente, muito mais do que banqueiros , empresários de grandes indústrias e seus capangas com mandato ou toga que lhes garante a distância da plebe: “Esta raça de vagabundos , que não entende tudo que os ricos  fazem por eles.”. É verdade. Infelizmente o dinheiro é quem manda no mundo e mesmo no socialismo, o dinheiro será a coisa mais importante no mundo, mas as utopias,  só são utopias porque a classe média, hoje conhecida por coxinha, insiste em ter nojo de pobre e querer ser como os ricos, aos quais admira e serve bovinamente.

  20. Juliano Santos

    9 de junho de 2015 1:32 pm

    Por incrivel que pareça, é

    Por incrivel que pareça, é verdade, Nassif. A omissão da Dilma acabou sendo uma estratégia. E o resultado foi esse mesmo, o movimento de “tomada de poder” do exército de Brancaleoni esgotou-se por si mesmo. Parece no futebol aquele atacante que é tão ruim, que a gente diz “deixa que a natureza marca”.

    E assim o primeiro tempo acaba em zero a zero, com muitas bolas na canela, furadas, a torcida xingando a mãe do juiz e este fazendo-se de surdo.

    O segundo tempo, não vejo com tanto pessimismo na parte política relacionada ao Congresso, como a maioria vê. Apesar da maioria conservadora e fisiológica, a presidenta conta com um comandante competente, o Temer, para quem a terceirização da articulação foi a melhor solução. E também vê-se que o Cunha não está com essa bola toda. Há uma força que reage, liderado por Jean Wilys e outros guerreiros. E no caso do financiamento de campanhas, com o reforço do STF e da sociedade oraganizada. Meu pessimismo é mais em relação a temas como maioridade penal e direitos humanos. 

    A grande incógnita, Nassif, e a aposta da Dilma, é na economia. Ela realmente está convencida de que o ajuste do Levy, passado os malefícios iniciais, vai possibilitar a retomada lá na frente. Voce, o AA, entre outros não estão convencidos, muito pelo contrário. 

    Então se a presidenta tiver a razão, ela ganha por pontos. E é capaz do PT levar 2018 de novo! Nem precisando tanto assim do carismo do Lula. Agora, se voces estiverem certos, o desemprego e a corrosão de renda do brasileiro liquida com as chances do PT. Mesmo que ela não sofra impeachment, se arrasta até o fim do mandato. Nessa caso, aposto em Alkmin como favorito contra Lula. Mesmo sendo picolé de chuchu contra uma figura mítica

  21. Alexandre Weber - Santos -SP

    9 de junho de 2015 2:29 pm

    Bicicleta

    Adoro quando o Nassif posta sobre ciclismo, afinal sou o defensor número um do Brasil das bicicletas, especialmente as elétricas que teriam a capacidade de relançar a INDÙSTRIA metalúrgica no Brasil, bem como abrir um potencial mercado de carros elétricos simples, cujo o mercado é avaliado em mais de 200 Bilhões de Dólares para 2025.

    Salve as pedaladas da Dilma!

  22. Akin

    9 de junho de 2015 2:39 pm

    Fogo de palha

    No final foi só fogo de palha, que ardeu um pouco mais por causa da mídia e de SP.

    1. Osmar Pereira de Souza

      9 de junho de 2015 6:28 pm

      Abre a cabeça!!!

      A

  23. IVALDO MUNIZ CARVALHO

    9 de junho de 2015 2:42 pm

    Começa o segundo tempo do segundo governo Dilma

    Pena que o Brasil tem poucos jornalista sérios! 

  24. ruyacquaviva

    9 de junho de 2015 2:45 pm

    A Arte da Guerra

    Frases de Sun Tsu:

    Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar.

    Há momentos em que a maior sabedoria é parecer não saber nada.

    Quando capaz, finja ser incapaz; quando pronto, finja estar despreparado; quando próximo, finja estar longe; quando longe, façam acreditar que está próximo.

    se não é vantajoso, nunca envie suas tropas; se não lhe rende ganhos, nunca utilize seus homens; se não é uma situação perigosa, nunca lute uma batalha precipitada..
    Derrotar o inimigo em cem batalhas não é a excelência suprema; a excelência suprema consiste em vencer o inimigo sem ser preciso lutar.
    Um soberano jamais deve colocar em ação um exército motivado pela raiva; um líder jamais deve iniciar uma guerra motivado pela ira.   

     

    1. Flavio Martins e Nascimento

      9 de junho de 2015 2:50 pm

      Xi, rapaz… andamos

      Xi, rapaz… andamos sintonizados. Abraço

    2. Alexandre Costa

      9 de junho de 2015 3:54 pm

      “Há momentos em que a maior

      “Há momentos em que a maior sabedoria é parecer não saber nada”

      “…quando próximo, finja estar longe…”

      O Lula gostou disso!!! 🙂

       

    3. Marly

      9 de junho de 2015 4:47 pm

      Inspiradíssimos!

      Pereitos  os comentários de Flávio e Ruy!   Se me permitem, estou assinando embaixo!  Bravo!!!!

      1. Joao Pereira

        10 de junho de 2015 1:56 pm

        Tao Te King e Sun Tzi

        Beleza pura; muito grato, Flavio e Ruy. Rezo para que seja isto mesmo.

  25. Flavio Martins e Nascimento

    9 de junho de 2015 2:49 pm

    Diz-se que Lula é seguidor

    Diz-se que Lula é seguidor ferrenho da Arte da Guerra de Sun Tzi. Parece que Dilma foi além de seu mentor-mor e buscou inspiração no Tao Te King – obra máxima do taoismo, fonte de outras tantas, entre elas a supracitada – onde leu no capítulo 57, Agir não agindo, o seguinte:

    Pela retidão se governa um país.

    Pela prudência se conduz um exército.

    Mas é pelo não-agir

    Que é regido o Universo.

    Donde sei que assim é?

    É evidente por si mesmo.

    Quanto mais proibições existem,

    Tanto mais o povo empobrece.

    Destrói-se toda a ordem

    Quanto mais os homens procuram

    Os seus interesses pessoais.

    Prepara-se a revolução,

    Quando os homens só pensam em si mesmos.

    Abundam ladrões e salteadores,

    Quando o governo só confia

    Em leis e decretos,

    Para manter a ordem.

    Pelo que diz o sábio:

    Não intervenho!

    E eis que por si mesma

    Prospera a vida

    Na sociedade.

    Mantenho-me imparcial!

    E por is mesmo o povo se endireita.

    Não me meto em conchavos!

    E por si mesma floresce a ordem.

    Não nutro desejos pessoais!

    E eis que por si mesmo tudo vai bem.

  26. Aracy_

    9 de junho de 2015 2:54 pm

    Casamento ou bicicleta?

    Na dúvida entre casar com a regulação econômica da mídia para tentar por alguma ordem no galinheiro da imprensa brasileira  ou comprar uma bicicleta, Dilma ficou com a 2a. opção. Torço para que ela continue pedalando firme ladeira acima. Claro que a Presidenta precisa se fingir de morta de vez em quando para poder pegar uns coveiros desonestos em flagrante, via operações da Polícia Federal por exemplo. Mas poderia fazer uma cadeia nacional de rádio e TV para falar diretamente com o povão de tempos em tempos.

    1. WGusmão

      9 de junho de 2015 7:10 pm

      Sinto falta disso também.
      A

      Sinto falta disso também.

      A gente ouve todo mundo falar o que quer, inclusive palavras acintosas contra a mandatária, na maioria,

      Seria bom de vez em quando ver no JN aquelas batidas de panelas e luz acendendo e apagando num frenesi de boate.

      Eu, particularmente … “gostio” e “muntio”.

  27. wanildo alves

    9 de junho de 2015 2:55 pm

    MONOPÓLIO MIDIÁTICO/OPOSIÇÃO SEM PROJETO

    Caro Luis Nassif, como bem lembrou o Pepe Damasceno em seu blog: Ainda bem que, fora os fanáticos direitistas que pedem intervenção militar nas ruas e os analfabetos políticos que se pautam pelo ódio, cada vez menos gente dá crédito ao monopólio midiático brasileiro. Em outras palavras, a “Oposição do quanto pior melhor” e a “Mídia monopolizada e partidarizada” estão pensando que o brasileiro é idiota e com excessão da turma relacionada pelo Pepe, todos estão vacinados (graças aos blogs independentes), contra essas pessoas que querem o pior para o Brasil. O projeto da “Turma do quanto pior, melhor” é tomar o poder de uma Presidente legitimamente eleita, através de golpe branco (via judiciário), achando que o povo brasileiro, bovinamente iria aceitar o resultado. São um bando de “acharcadores” e “Otários” e pensam que o Brasil é deles. O valor e a importância do meu voto (viajei 290 kms. para votar) ninguem tira, pois votei pela honestidade de nossa dirigente e principalmente pela mesma não ser política (batizada de Gerentona pelo PIG) e não está envolvida com as falcatruas desse Congresso e Senado, composto na sua maioria por “Acharcadores e Exploradores do povo” (A carapuça caia na cabeça dos que ficarem ofendidos).

  28. arkx

    9 de junho de 2015 3:00 pm

    derrotados antes de jogar

    este governo executa a política econômica derrotada nas urnas. mais uma vez o povo e a nação foram traídos. a única pretensão, e ilusão, do governo é ser minimamente menos pior do que Aécio seria.

    o PT e a CUT já não tem opção a não ser romper frontalmente com um governo que entregou a Agricultura para Kátia Abreu, a Fazenda para Levy, mantém o BC independente e vem agora com um pacotaço de privatizações (disfarçadas sob o eufemismo de “concessões de longo prazo”).

    o Lulismo se resume na tentativa vã de postergar indefinidamente o longo prazo. não deu certo antes, não dará certo agora. ou o Lulismo se reinventa ou mergulharemos no caos. exatamente o terreno propício para que o proto-fascismo de 15/03 e 12/04 encontre sua base social e prospere.

    ou se destrói esta política neo-liberal ou ela nos inviabilizará como povo e nação.

    .

  29. Renato Lazzari

    9 de junho de 2015 3:00 pm

    Não concordo com a visão de

    Não concordo com a visão de que Dilma deixou um vácuo no poder. Creio que ela ocupou – e ocupa – o espaço que a Democracia lhe reserva. Os que a precederam é que ocupavam espaços indevidos, por exemplo ao colocar na PGR um Brindeiro. E a resposta dela a Cunha quando este quis indicar diretoria de estatais, por exemplo, foi bem tranquila e firme: “Esse espaço é meu.” Ou melhor, “Esse espaço é do Executivo.”

    Admiro esse jeitão democrático de Dilma agir porque favorece a nitidez e a transparência: se a gente não gosta do que vê, que mudemos nosso jeito de ser. Mas pelo menos o que vemos não é mentiraiada. Manter a sujeira e a doença escondidas nao limpa, não cura…

  30. José Domingos Djabraian

    9 de junho de 2015 3:07 pm

    José Dirceu já chamou Lula e

    José Dirceu já chamou Lula e Dilma de traidores. Parece que a Lava Jato vai levá-lo a mais um curto período no xadrez. O articulista já afirmou anteriormente sobre o vácuo de poder e a entrega do mesmo nas mãos de Levy e Temer. Agora diz que isto era uma estratégia política da genial criatura Dilma?????. Mais parece torcedor comentando o pós jogo.

  31. FFP

    9 de junho de 2015 3:09 pm

    Nassif,o texto iniciou muito

    Nassif,o texto iniciou muito bom,traçou todo um cenário político,nomeando personagens e para os mais atentos

    ainda deixou explicito todas as contradições internas de cada grupo,possibilitando assim antecipar os possíveis

    desdobramentos deste jogo.A conclusão ficou muito superficial,”deixando um gstinho de quero mais”.

    Você sabe de algo que ainda não pode antecipar ?

    Ou devido ao personagem principal,e dado todo os seu histórico de imobilismo,engessamento político,teimosia,

    falta de jogo de cintura,você não resolveu se antecipar demais,para não “queimar a língua” ?

  32. jc.pompeu

    9 de junho de 2015 4:29 pm

    Creio que, Seu Nassif Cansado

    Creio que, Seu Nassif Cansado da Guerra Santa, dormiu no sofá da sala durante este jogo da política e do poder… e acordou esbaforido achando estar ainda no segundo tempo… quando já teve prorrogação e penalidades máximas, estas cobradas por uns pernas de pau: ou para fora ou chute fraquinho ou bicuda para o alto… e estamos, aqui agora, justamente no terceiro tempo recheado de merchans do governo Dilma II e do aparato institucional midiático dos poderes do estado brasileiro, pero si, todos, resignadamente impotentes, à espera da força-tarefa G-7 de um Plano Marshall de Recuperação da Grande Crise Brasileira (bem lembrado Plano Marshall pela recente oportuna efeméride AA) legada e lograda pelo lulopetismo no poder de fazer merda federal país afora… porque justamente o iletrado realismo socialista de barriga cheia não obedeceram o livrinho, a porra do Obedeçam o livrinho, senhores aqui bem ilustrado pelo doutor Delfim.

     

  33. edna baker

    9 de junho de 2015 4:30 pm

    Não é de hoje Nassif que

    Não é de hoje Nassif que “canto essa pedra” . O sonho da oposição e da mídia catucando a Dilma era que ela perdesse a cabeça. Isso não aconteceu. Dilma é uma mulher inteligente e não caiu nessa. É uma estadista. Parabéns Dilma. Continuo confiando em você!

  34. naldo

    9 de junho de 2015 4:36 pm

    È mais do mesmo, quando a

    È mais do mesmo, quando a coisa fica feia o governo que tanto chora para dar aumentos para o servidores e pensionistas abres as burras fartamente para o empresariado que esconde zilhões no exterior, enquanto empurra a recessão para o colo do trabalhador e chora chora chora feito criancinha desmamada, “eu não tenho dimdim não tenho um tostão”, enquanto libera uma bela bufunfa pros de sempre; governo neoliberal dissimulado.

  35. sergior

    9 de junho de 2015 5:15 pm

    Ajuste fiscal vai liquidar com os mais frágeis

    ‘Ajuste fiscal vai liquidar com os mais frágeis e concentrar a renda’

    Via Correio da Cidadania

    Valéria Nader e Gabriel Brit0

    O Brasil está hoje inundado com  as manchetes, notícias, comentários sobre as atuais medidas de ajuste fiscal em andamento, com cortes de despesas, aumentos de impostos e elevação da taxa de juros. O trabalhador já começou a sentir na pele os resultados dessas medidas de forte restrição fiscal. E segue enorme a polêmica em torno à sua necessidade, sob o argumento básico de que se trata de uma sacrifício essencial para sanar o déficit público que teria sido armado na primeira gestão de Dilma.

     

    O professor Guilherme Delgado, doutor em Economia pela Unicamp e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, foi entrevistado pelo Correio da Cidadania para avaliar cenário de tão difícil tradução para os leigos. A serenidade de sua fala esteve em proporção direta à incisividade de sua análise. Para Delgado, “o ajuste fiscal adotado pelas MPs 664 e 665, pelo programa de liquidação ou suspensão dos investimentos do BNDES e dos bancos públicos, pelas medidas de aumento tributário e remarcação das tarifas, vai na linha de um ajuste fiscal que não encontra um piso, no sentido de que não sustenta uma atividade econômica básica. Nesse contexto, encontramos uma conjuntura muito recessiva da economia interna e externa. Vejo este cenário com muita preocupação, porque não me parece ser esta a resposta adequada ao problema da crise fiscal”. O economista mostra-se ainda bastante crítico no que se refere ao conteúdo específico da MP 664, que, sob o argumento de enfrentar um futuro e real déficit previdenciário, acabará, de fato, por restringir direitos sociais e previdenciários assegurados.A racionália do atual ajuste fiscal, tão presente no discurso literal ou subliminar dos setores conservadores, foi também duramente rebatida por Delgado. “A racionalização do ajuste fiscal é mais ou menos a seguinte: parte da constatação de um problema que existe, portanto, um desajuste provocado por determinada conjuntura. Já a solução a ser dada vem com componente ideológico: tirar o Estado do sistema econômico e devolver ao setor privado toda a responsabilidade da recuperação econômica. E vem com o segundo elemento, teológico: a crença no espírito animal do empresário, como espécie de demiurgo da história (…) Essa racionália é absolutamente ideológica. Não tem nenhum fundamento na realidade, nem na história econômica, nem na ciência”. Trata-se da velha ‘terapêutica do ajuste fiscal’, que mais uma vez deve ‘liquidar’ com os mais frágeis no sistema socioeconômico e concentrar a renda. A seguir, a entrevista exclusiva, onde o economista ainda fala sobre o que espera para o futuro do país.

    Correio da Cidadania: Tem sido enorme a discussão no país em torno às políticas econômicas que estão sendo levadas a cabo, de forte restrição fiscal, sob o argumento de que são necessárias para sanar o déficit público que teria sido armado na primeira gestão de Dilma. Em primeiro lugar, o que você pode falar sobre a veracidade dessa argumentação a respeito do déficit público, como ele de fato se formou? Houve irresponsabilidade fiscal na gestão anterior de Dilma?

    Guilherme Delgado: O primeiro governo Dilma, na realidade, continua o programa iniciado pelo Lula em 2009 para reagir à crise externa desencadeada pela crise financeira norte-americana. 2009 foi ano de declínio da atividade econômica e em 2010 e 2011 tivemos uma recuperação. O crescimento em 2010 foi de 7,5%, em 2011 foi de 3,8%, já na nova roupagem das contas nacionais. Portanto, aparentemente, o chamado programa anticíclico de investimentos públicos, incentivo ao consumo e estímulo às exportações de commodities do segundo governo Lula e início do governo Dilma teria sido eficaz, no sentido de vencer a crise externa e retomar o crescimento econômico, rapidamente interrompido no primeiro momento. O problema vem nos anos seguintes, 2012, 2013 e 2014, nos quais a continuidade do conjunto de medidas, supostamente chamadas de “programa anticíclico”, mas com todo tipo de coisa envolvida, geraram atividade econômica relativamente frágil, medíocre, do ponto de vista do crescimento. Ao mesmo tempo, essa condição terá fortes impactos sobre a dívida pública bruta e, indiretamente, sobre a dívida líquida do setor público. Pra explicar, dívida bruta é quando se amplia o crédito público, com recursos do Tesouro, ao mesmo tempo em que se tem a contrapartida, pois existem haveres a receber, via BNDES, o que implica em que não aumenta a dívida líquida. Com isso, vem a inadimplência, ou acréscimos de dívida pública sem qualquer contrapartida em tributos. Essa é a questão: no segundo governo Dilma, temos acréscimo de dívida bruta e um acréscimo muito grande de desonerações fiscais e subvenções fiscais e financeiras. Para não ampliar a situação do déficit público e requerer nova emissão de dívida pública, teria de se aumentar o PIB num nível alto o suficiente pra recompor as fontes de receita pública. Isso não aconteceu no triênio 2012-14. Voltando à pergunta, por meio dos fatos verificados nesse triênio, há de fato uma piora sensível nas contas públicas, que se deve ao baixo crescimento econômico e à forte injeção de subvenções fiscais e financeiras, com crescimento da dívida pública. Sintetizando: houve aumento da dívida pública no período.

    Correio da Cidadania: Quanto às medidas que estão sendo levadas a cabo para o chamado saneamento das contas públicas, além das medidas de cunho monetarista, com a elevação da taxa de juros,  de um lado, está a elevação de receitas, via novos impostos e/ou fim de desonerações fiscais; de outro, os cortes de gastos, especialmente em função das Medidas Provisórias 664 e 665, que mexerão com pensões por morte, auxílio doença e seguro desemprego. Qual a sua opinião sobre essas medidas, no que se refere ao seu efeito tanto para as próprias contas públicas, como nos direitos dos trabalhadores?

    Guilherme Delgado: 2015 já é o segundo momento. O programa do primeiro governo Dilma foi de forte injeção de incentivos fiscais para o crescimento, de incentivos a obras públicas do PAC, do sistema elétrico, do sistema Petrobrás, sem contrapartida em crescimento. Fechada a conta no final de 2014 – além de tudo, havia um conjunto de operações de cunho eleitoral –, o governo mudou radicalmente sua política econômica para 2015, abandonando o chamado programa anticíclico – ou como se chame -, e adotou o ajuste fiscal. O ajuste fiscal tem outra leitura da situação. Não é recuperar a economia pela política keynesiana de investimentos públicos. É fazer ajuste através de contenção de despesas e elevação de receita, a partir da leitura da economia doméstica. Em economia doméstica fazemos isso: cortamos despesas e tentamos ganhar em algum detalhe. O problema é que, em macroeconomia, é um pouco diferente. Quando se corta, corta e corta, a receita cai. Do ponto de vista de demanda efetiva, provoca-se queda de receita interna. E a receita interna já está caindo, por conta do declínio das exportações e também outros fatores não programados, como a crise do sistema Petrobrás. Existem, portanto, efeitos programados e não programados na retração da atividade econômica. Assim, o ajuste fiscal adotado pelas MPs 664 e 665, pelo programa de liquidação ou suspensão dos investimentos do BNDES e dos bancos públicos, pelas medidas de aumento tributário e remarcação das tarifas, vai na linha de um ajuste fiscal que não encontra um piso, no sentido de que não sustenta uma atividade econômica básica. Nesse contexto, encontramos uma conjuntura muito recessiva da economia interna e externa. Vejo este cenário com muita preocupação, porque não me parece ser esta a resposta adequada ao problema da crise fiscal. A crise fiscal existe. Quem faz pesquisa não pode brigar com os fatos. No entanto, a maneira de responder a esta crise com a adoção da política econômica faz toda a diferença, como falamos aqui.

    Correio da Cidadania: Uma das medidas que têm originado maiores polêmicas diz respeito às mudanças na Previdência – a eventual introdução da regra 85/95 em lugar do fator previdenciário provoca muita crítica no que se refere a impactos nas contas futuras da Previdência. Você poderia explicar o que significa cada uma dessas regras e o que está de fato em questão, hoje, para o Regime Geral da Previdência?

    Guilherme Delgado: As medidas com impacto na previdência tinham um misto de caráter de dita reorganização e correção de distorções, ao lado do alegado ajuste fiscal. O ajuste fiscal na previdência, principalmente com a aprovação da emenda 85/95, é negligente do ponto de vista dos recursos. Aliás, a regra 85/95 não fazia parte das MPs, foi introduzida na Câmara. Mas coloquemos um pouco ao lado esta emenda 85/95 pra buscarmos o sentido mais geral. As medidas na previdência, que afetam pensões por morte, auxílio doença e a questão das perícias médicas (casos da MP 664), foram feitas, digamos, no bojo de uma discussão de ajuste pra restringir direitos sociais e previdenciários assegurados. Alguns desses temas, pontualmente, podemos considerar válidos, mas no geral não têm caráter de reforma previdenciária clara. Fato é que não vamos resolver com estas medidas o problema de médio prazo, de reprovisionamento dos fundos previdenciários, que não estão formados. Porque temos vários indícios, através da previdência social, de um ciclo de expansão e filiação, que durou praticamente 15 anos, dentro de um processo demográfico de aumento da longevidade aliado à queda da População Economicamente Ativa (PEA). Isso leva a uma elevação de despesas previdenciárias, a qual terá que ser enfrentada pelo sistema de forma a prover fundos. Nesse quadro, o sentido dessas medidas referidas, constantes da MP 664, é cortar benefícios e direitos, portanto, são conservadoras. Elas não vão na linha da sustentabilidade de longo prazo. Foge a essa lógica a liquidação do fator previdenciário. A sua substituição pela regra 85/95 é um ponto fora da curva dentro das medidas originais. É bom ou ruim? A regra do fator é injusta, porque afeta muitas aposentadorias baixas, principalmente aquelas até 4 ou 5 salários mínimos. Precisa ser substituída. Porém, a forma como isso foi feito, isto é, introduzindo um jabuti pra pegar outra carona, não é a melhor. Irá forçar o governo a vetar a nova regra, ou, com o veto derrubado, fazer uma composição e, finalmente, mudar a regra do fator por outra mais aceitável. Enfim, as medidas previdenciárias (as da MP 664) vieram de forma atabalhoada, para incidir numa questão previdenciária que existe, de fato, mas não conseguem incidir sobre ela.  Não podemos brigar com o fato de que há uma crise previdenciária de médio prazo. Ou seja, há uma mudança, como disse, no ciclo previdenciário – a maior longevidade e a queda da PEA afetam a previdência. Mas não é cortando direitos que vai ser resolvido o problema previdenciário. Isso vai gerar uma crise de natureza social, ética etc., porque a função da previdência é minorar os riscos sociais previdenciários do trabalho, ou seja, de incapacidade de trabalho humano, por idade, invalidez… Cortando tais direitos, coloca-se a população puramente num estado de necessidade. Portanto, temos aqui um tema que precisa ser discutido, mas não dessa forma, com um jabuti aqui, uma MP ali… É preciso discutir mais seriamente com a sociedade, num clima de explicação, esclarecimento.

    Correio da Cidadania: Quais seriam medidas alternativas às que vêm sendo tomadas para se promover um ajuste, ainda que inseridas na atual lógica econômica? Taxação de fortunas, fim da renúncia fiscal, até mesmo cobranças da dívida ativa da União, seriam, por exemplo, alternativas?

    Guilherme Delgado: O sistema tributário brasileiro é um verdadeiro ralo que funciona de baixo pra cima. Em baixo, completamente vedado, altamente taxador na base da pirâmide social. Quando mais se vai ao topo, mais raso fica, com isenções, subvenções, renúncias etc. E nossa cultura política passa a ideia de que o país é o mais altamente tributário do mundo. É, sim, mas na base da pirâmide; do meio para cima, onde se concentra o grosso da renda social, não é. Fazer ajuste fiscal por meio de nova tributação e corte de despesas que afetam a base da pirâmide, na forma de benefícios sociais, significa concentrar, via fiscal e tributária, a renda e a riqueza sociais, gerando, por conseguinte, um quadro crescente de desigualdade. Esse quadro, na leitura do sistema, vai gerar um efeito de animação do chamado “espírito animal dos empresários” e, no limite, uma recuperação da economia. É a leitura teológica dos conservadores. Mais teológica que econômica. Não é por aí. Se não for combatida de forma eficaz, a questão da desigualdade endógena do sistema tributário e econômico vai criar uma recorrente situação de baixo crescimento, dependência externa, falta de recursos para políticas sociais e cortes conservadores. Dentro de tal contexto, quanto mais crescimento, mais dependência, mais vazamento de recursos, mais baixa a tributação dos ricos…Esse nó não é enfrentado pelo ajuste, porque ele não tem compromisso estrutural. E é por aí que podemos pensar em alternativas, no caso, uma profunda reforma tributária e financeira a fim de acabar com o conjunto de vazamentos, que deixam altas fortunas sem nenhuma tributação, forte renúncia fiscal aos setores prioritários – seja para o crescimento, seja para acumulação de riqueza – e formação de enorme dívida ativa, isto é, a dívida dos empresários para com a União, estados e municípios. Portanto, a alternativa, a meu ver, passa por essa abordagem.

    Correio da Cidadania: Economistas de corte conservador salientam, nesse sentido, o impacto benéfico que no futuro virá de uma tal abordagem de forte impacto recessivo, com retomada da economia e do emprego. De outro lado, entre políticos e economistas de corte mais progressista, comenta-se a respeito da regressividade e também da inocuidade dessas medidas para a retomada do crescimento – muito pelo contrário, o efeito recessivo diluiria qualquer impacto positivo. O que teria mais a comentar sobre essa ‘dicotomia’ hoje tão presente e de tão difícil entendimento para os leigos?

    Guilherme Delgado: A racionalização do ajuste fiscal é mais ou menos a seguinte: parte da constatação de um problema que existe, portanto, um desajuste provocado por determinada conjuntura. Já a solução a ser dada vem com componente ideológico: tirar o Estado do sistema econômico e devolver ao setor privado toda a responsabilidade da recuperação econômica. E vem com o segundo elemento, teológico: a crença no “espírito animal do empresário”, como espécie de demiurgo da história. Através da confiança adquirida pela terapêutica do ajuste fiscal, que na verdade liquida com os mais frágeis no sistema socioeconômico e concentra a renda, seriam criados os estímulos para que tal espírito ressurgisse das cinzas e, tal como fênix, fosse capaz de tomar a iniciativa de investimentos, retomar o crescimento etc. Essa racionália é absolutamente ideológica. Não tem nenhum fundamento na realidade, nem na história econômica, nem na ciência. Se olharmos as terapêuticas similares, ora adotadas no sul da Europa, a exemplo de Itália, Grécia, Espanha, Portugal, estão em crise recessiva há 8 anos, com crescimento na faixa de zero a, no máximo, um por cento. E tais países adotaram esse figurino convencional de ajuste fiscal, sem capacidade de se defender, porque não têm moeda e tampouco dívida pública em moeda própria. Não há, no discurso conservador, elementos de racionalidade pra dizer que é por esse caminho que se sairá da crise. Políticas de combate ao desajuste das contas públicas precisam ser adotadas, mas não são essas. As que deveriam ser adotadas, ou seja, as medidas mais estruturais de combate a desequilíbrios internos e externos que levaram ao desajuste público, infelizmente, não têm apoio nesse Congresso, porque tampouco têm apoio público e político. Não têm receptividade, do ponto de vista do pacto de poder dominante. Mas não vejo sentido em continuar a política do corta-corta sem sinalizar como retomar o desenvolvimento em novas bases. Não se trata de retomar o crescimento. Os mesmos setores que entraram em crise porque não tiveram capacidade de enfrentar as questões estruturais apenas jogam o problema para adiante. Resumindo: eu não vejo o fundo do poço nesse ajuste fiscal se não tivermos, digamos, uma reciclagem e reorganização dos objetivos e estratégias das políticas econômicas.

    Correio da Cidadania: No geral, o que pode dizer das gestões petistas, desde Lula até Dilma, passando pelos próprios petismo e lulismo?

    Guilherme Delgado: O que poderíamos falar dos governos Lula e Dilma é que temos um problema do chamado neodesenvolvimento, lançado mais por Lula que Dilma, com alguns ganhos, do ponto de vista de distribuição da renda do trabalho e algum crescimento de setores vocacionados, ou eleitos para crescer, geralmente setores ligados às vantagens comparativas naturais, como as terras, águas e minas. E também um aproveitamento de oportunidades de inserção externa, no comércio exterior. Esse arranjo ruiu, tanto interna como externamente. A superação dessa fase, ou modelo de neodesenvolvimento, e sua substituição por outro modelo, que supere elementos de subdesenvolvimento, aí implícitos, é o nó da questão em que estamos colocados. O neodesenvolvimento lulista e dilmista é o relançamento do subdesenvolvimento que Celso Furtado já tratou tão bem em sua teoria. Subdesenvolvimento que significa crescimento sem muita inovação técnica, mas com expansão de setores ligados às atividades primário-exportadoras e um forte apoio externo, na forma de investimentos diretos ou acolhimento das exportações, na sustentação do crescimento. Quando as condições externas encolhem, o sistema declina e entra num processo de estagnação, o que é recorrente. Parece-me que estamos num momento em que o neodesenvolvimento, com esses componentes de alta dependência externa, fortes desequilíbrios fiscais e altas desigualdades na distribuição da renda e da riqueza, não se sustenta e terá de ser discutido por uma perspectiva futura, de reforma estrutural, muito além desse ajuste fiscal que não muda nada em termos estruturais. Muito pelo contrário: recalibra e recompõe a mesma situação fiscal e mantém a desigualdade.

    Correio da Cidadania: Finalmente, em vista de tantas crises, ética, econômica, social, política, hídrica e elétrica, o que imagina que vá decorrer daqui em diante na sociedade brasileira?

    Guilherme Delgado: O cenário econômico socialmente equilibrado e com atenção a novas determinações do meio ambiente e da ecologia, os grandes problemas a serem enfrentados daqui pra frente, exigiria mais consideração com o campo das inovações, elemento básico do desenvolvimento. Não só inovações que melhorem a produtividade do sistema econômico, mas que preservem igualdade social, sendo consentâneas com a questão da sustentabilidade ambiental. É uma discussão boa pra se repensar o novo paradigma de desenvolvimento que o Brasil deve perseguir. Com atuação do BNDES. O BNDES poderia ter um papel protagônico, porque na realidade ele existe pra isso. Não é pra dar dinheiro pra rico ficar mais rico, exportar commodities etc. No entanto, temos desequilíbrios a resolver. O desequilíbrio externo está muito forte, com déficit de conta corrente na faixa de 4% do PIB; temos desequilíbrios das finanças públicas internas; temos a questão da sustentabilidade das políticas sociais, peça chave pra se manter um ambiente favorável a certa igualdade de oportunidades. Mas um novo arranjo, no atual quadro político, é cada vez mais difícil de prosperar. Estamos num ano em que os sinais da política convencional, dos arranjos entre Executivo e Congresso, ocorrem totalmente por fora de uma perspectiva de desenvolvimento com sustentabilidade econômica, social e ambiental. Nesse sentido, sou pessimista na análise, não vejo sinais favoráveis no establishment. Do ponto de vista da vocação, da intuição, estamos conscientes de que há perspectivas de alternativas para crescer. Mas no momento são utópicas. O quadro concreto da conjuntura não é convidativo a tais perspectivas, a menos que mudanças abruptas ocorram e os grupos de pensamento crítico e alternativo tenham cada vez mais condições de propor, discutir e repensar o modelo brasileiro, que na realidade é de subdesenvolvimento. O modelo lulista é de subdesenvolvimento; o modelo de FHC é de não desenvolvimento e ajuste externo. E aí, como ficamos? Ficamos nessa dicotomia PT-PSDB que não leva a nada ou podemos pensar em algo para o futuro? É o quadro que enxergo hoje.

  36. Renato Ricci Grandinetti

    9 de junho de 2015 5:49 pm

    Luis Nassif – O segundo tempo de Dilma

    O que não é concebível , é a incapacidade da classe politica Brasileira  como um todo , especificamente quando se trata da oposição. A incompetencia é impressionante. O oponente estava “quase” nocauteado e eles já estavam comemorando. Bateu o gongo e a Dilma tem a chance do round seguinte , e a se continuar a incopetencia da oposição , corre-se o risco de ela dar a volta por cima e enfrentarmos o Lula em 2018.

     

    1. edna baker

      14 de junho de 2015 4:51 pm

      Deus te ouça!!!

      Deus te ouça!!!

  37. Luiz Eduardo Brandão

    9 de junho de 2015 6:04 pm

    otimismo

    Admiro no Nassif sua capacidade crítica, sempre equilibrada, mas sobretudo seu incomum otimismo, sempre conseguindo realçar o lado positivo das coisas. Quando não há maisDonaren que resolva, vem com um artigo assim, que levanta o ânimo do mais desalentado. Obrigado, Nassif. E parabéns por mais esta excelente postagem.

  38. AB

    9 de junho de 2015 6:17 pm

    Eleição do Lula garantida

    A máquina eleitoral alimentada com dinheiro da corrupção gestado nas licitações do “clube” e retornados ao PT por “doações” ficou muito visado, tinham que , inteligentemente, criar uma nova forma de arrecadar dinheiro público para garantir a eleição do Lula em 2018; como mágica vão tirar da cartola 198 bilhões para dar aos megacapitalistas que vão assumir portos, aeroportos e outras concessões sem investir 1 centavos do seu próprio bolso; todos felizes: o “clube”, os investidores estrangeiros, o PT( já diminuiram as críticas ao Levy), o LULA que garantiu a eleição de 18 com esse dinheiro; e o povo, bem! esse está lascado pagando a conta dessa orgia: inflação estelar, água, luz, escola, aluguel, transporte, saúde……. tudo pelo olho da cara; o mais interessante é que os hipócritas que tanto criticam a chamada “privataria tucana” agora nada falam sobre essa privataria x 1000 implantada agora; isso que nunca me fez gostar do PT, o fato de criar uma mentalidade ideológica quase religiosa onde os sectários os apoiam independentemente do que eles façam; vai ser Burr…. assim no inferno.

  39. AB

    9 de junho de 2015 6:17 pm

    Eleição do Lula garantida

    A máquina eleitoral alimentada com dinheiro da corrupção gestado nas licitações do “clube” e retornados ao PT por “doações” ficou muito visado, tinham que , inteligentemente, criar uma nova forma de arrecadar dinheiro público para garantir a eleição do Lula em 2018; como mágica vão tirar da cartola 198 bilhões para dar aos megacapitalistas que vão assumir portos, aeroportos e outras concessões sem investir 1 centavos do seu próprio bolso; todos felizes: o “clube”, os investidores estrangeiros, o PT( já diminuiram as críticas ao Levy), o LULA que garantiu a eleição de 18 com esse dinheiro; e o povo, bem! esse está lascado pagando a conta dessa orgia: inflação estelar, água, luz, escola, aluguel, transporte, saúde……. tudo pelo olho da cara; o mais interessante é que os hipócritas que tanto criticam a chamada “privataria tucana” agora nada falam sobre essa privataria x 1000 implantada agora; isso que nunca me fez gostar do PT, o fato de criar uma mentalidade ideológica quase religiosa onde os sectários os apoiam independentemente do que eles façam; vai ser Burr…. assim no inferno.

    1. J

      10 de junho de 2015 1:54 am

      DIreita

      O amigo direitista está dodói porque o governo Dilma está saindo das cordas. E até aplica alguns diretos.

  40. Rafa

    9 de junho de 2015 6:26 pm

    Não votei em Dilma, porém sou

    Não votei em Dilma, porém sou contra o impeachtment (pelo menos até o momento). Agora esse papo furado de petista defendendo incompetentes enche o saco.

    1. Lucinei

      9 de junho de 2015 9:45 pm

      Nem precisa ser petista.
      Nem precisa ser petista. Basta não ter raivinha do PT para preferi-lo àqueles que deixam faltar luz, emprego, salário… e até água!
      “Competentissimos”!

  41. Álvaro Freire

    9 de junho de 2015 6:30 pm

    Reduzir a insatisfação da

    Reduzir a insatisfação da maioria dos brasileiros a uma suposta alienação provocada pela mídia é muita irresponsabilidade!

  42. antonio barbosa

    9 de junho de 2015 6:46 pm

    Há muita água para rolar por debaixo da ponte.

    Diz o ditado: “O inimigo do meu inimigo é meu amigo”. E isto em política é uma verdade sorrateira. A análise a princípio meu parece correta, mas há um fator que não foi considerado: “O rompimento das alianças entre os partidos”. Não acredito que estejamos no segundo tempo, pois esta seria uma alusão ao futebol e este seria o tempo final. Creio mais na analogia do Boxe: 2º round em uma luta de 12 rounds. Este é aquele momento da luta que após o 1º round os adversários que haviam se estudado antes da luta começam a percebem que não vai ser fácil o combate. Ninguém vai cair por nocaut. Vai ser uma longa e sangrenta luta aonde todos serão machucados. O PSDB com sua traição no caso Fachin pode ir colocando as barbinhas de molho no Paraná e em São Paulo. Prefeitura já era e governo do estado idem. Não esqueceremos.  Há muita água para rolar por debaixo da ponte.

  43. Alexandre Tambelli

    9 de junho de 2015 7:07 pm

    Dilma e o futuro.

    Para os doentes terminais da oposição aliada da mídia, quase nunca, o Médico mais gabaritado tem solução.

    O Governo do PT e a Presidenta Dilma são mais espertos do que possa imaginar.

    Vamos ser sinceros, venceu o PT 4 eleições seguidas mesmo com o massacre diário da Mídia hegemônica. Acontece que a oposição se quis confundir com a mídia e mídia não disputa Eleição.

    O Pacote do Levy veio de imediato porque se sabia ser uma medida impopular, que o Governo acreditava e acredita ser necessária. Ele já está em pleno funcionamento e podemos dizer que seus efeitos já são sentidos, porém, os efeitos do Pacote não serão duradouros. É contingencial como lemos (de porta-vozes do Governo).

    A Economia vai voltar a crescer no tempo certo. Para além de 2015, temos 2016, 2017 e 2018. É muito tempo pela frente. O bom enxadrista, outro dia o Nassif utilizou esta comparação, enxerga lá na frente, algumas jogadas além. O PT é assim, como outro articulista disse: maquiavélico. Tinham que conter o consumo e reequilibrar as contas públicas, que se faça logo de cara a contenção, e assim foi feito. E os antídotos já foram postos para além do Pacote Levy.

    Os dois pacotes de investimentos em infraestrutura: primeiro a parceira com a China; segundo os 200 bilhões de hoje.

    O FIES ligado à Engenharia e à Saúde.

    O Minha Casa Minha Vida III, etc.

    A Política não se faz de bravatas, de antipetismo exagerado, de pressa e visa um tempo futuro.

    O Governo Federal não diminuiu a verba dos programas sociais, certo?

    Eles podem ser o ancoradouro de momentos mais difíceis em 2015. O importante é que a crise de hoje não é uma crise com as contas públicas em frangalhos, como nos tempos de FHC. É uma freada de arrumação, uma necessidade para seguir a caminhada. A crise econômica é mundial. O Governo Federal segurou até onde pôde.

    Faz agora um avanço, para além do Pacote Levy. Faz a Petrobrás seguir a sua trajetória. Acertou na escolha do Ministro da Educação. Emplacou o Luiz Antonio Facchin no STF. Veio com esses dois pacotes ligados à infraestrutura. Vem chegando o Minha Casa, Minha Vida III. E é isto que mais importa.

    O grande problema de muitos dos analistas brasileiros é que falta casar as variáveis que formam uma análise da realidade brasileira em 2015.

    Não é só a Economia, em separado, que deve ser estudada. Não é só modelo de desenvolvimento. É a Economia + o modelo de desenvolvimento + as características sociais atuais + a conjuntura geopolítica do Mundo pós-surgimento dos BRICS + as atitudes da oposição + o comportamento da velha mídia + o comportamento de parte do Judiciário. Senão ficamos presos nas análises monolíticas.

    Vivemos um tempo difícil? Sim! Porém, não é o que desenham, como se vivêssemos no caos absoluto.

    As coisas se acertam aos poucos.

    A percepção da população é a percepção real ou a que os meios de comunicação hegemônicos produzem?

    Quanto de crise não é mais efeito do caos desenhado pelo universo midiático? Produzindo uma real espera, pelo medo em investir, de aplicar errado o dinheiro? Do efeito Lava-jato? Efeito que o Bendini tem sabido contornar, vide, uma notícia de hoje: as empreiteiras da Lava-jato poderão participar das licitações na Petrobrás.

    E o Pacote de infraestrutura de 200 bilhões não é uma virada de página? Um novo ânimo para o povo brasileiro crer em seu País? Para a Presidenta Dilma mostra a que veio?

    É hora de unir forças progressistas e isolar a turma do atraso! E seguir a caminhada!

    Estamos no caminho certo. A Revolução Social no Brasil é irrefreável, vamos vencer!

    O povo não vai aceitar a turma do atraso de volta. Sigamos em frente!

    A roda está girando sem parar e as análises ficaram fixadas no Pacote Levy e que Dilma havia se rendido ao Mercado. Ai as análises perderam o rumo. 

  44. Bispo Adevacyr

    9 de junho de 2015 7:22 pm

    O ópio do povo

    E é por isso que eu lamento a volta da democracia. Sempre lamentei. Não nego que, entre os regimes, parece ser o mais adequado. Porém para nós, torna-se em mera votocracia, com caríssimas consequências para o caixa do País.

    Surpreendeu-me a burrice da mídia neste episódio. Lembra-me o palhaço que quer colocar fogo no circo. Hoje, estupefatos com sua capacidade de criar pânico sobre pouco perigo, contemplam uma crise criada pelo excesso de tinta, crise esta que não produzirá para si nada além da perda de seus próprios empregos e o desgaste em seus próprios saldos na poupança.

    O Sardenberg parece ser o único que ainda não entendeu o que se passa. (Ou então seus patrões)

    Dilma permanece. Um ou outro operador do esquema de propinas será punido. Políticos não. E o hábito de dilapidar o tesouro público se perpetuará por gerações, agora reforçado pela impunidade adquirida, testada no fogo das denúncias e das investigações.

    PSDBistas, depois do ” pití “, resolveram calar a boca. Já era tempo pois não são melhores do que aqueles que repudiam. Porém a verdade de seu silêncio é que se aproximam os meses de verão na Europa. E quem poderia perder o doce calor do sol em Davos? “Deixemos a bagunça que fizemos para ser consertada por aqueles que nasceram para trabalhar, merecemos descanço”.

    Pior é que, todo ano é assim. De janeiro ao carnaval ninguém faz-se o essencial, nada além. De março à junho, faz-se oposição, denúncias, passeatas, agitação midiática. Em julho e princípio de agosto, viaja-se para a Europa, curtir o verão europeu e conferir o andamento dos negócios em Portugal, a situação dos imóveis adquiridos nos alpes italianos e o saldo das contas nos bancos suiços. De setembro a outubro, um pouco de política partidária. Em novembro tem início a desaceleração, devido ao cansaço no empenho da defesa dos interesses populares (???). Dezembro? Ora, em dezembro ninguém quer nada com nada mesmo. Então deixemos a letargia poética da noite de Papai Noel tomar conta de tudo e de todos. Vamos nos confraternizar e conceder o perdão universal.

    Não é à toa que o País nunca progride. E nem o povo.

    Pizza para todos e azar daquele que está, ou que ficar desempregado. Que a religião os console.

    E vamos vivendo…

     

  45. Calvin

    9 de junho de 2015 7:50 pm

    Hordas eram os black blocks e seu rastro de destruição!

    Quanto à Lava Jato, é ameaça tanto ao executivo quanto ao legislativo, uma vez que ambos fizeram campanhas…. capiche?

  46. NICKNAME

    9 de junho de 2015 8:03 pm

    A presidente não surpreendeu

    Surpreendeu somente aqueles que já começaram a criticá-la, mal tinha sido empossada. Não foi somente a oposição (é o papel dela, ora). Foram franjas da centro-esquerda e de quem parece ter mais senso crítico. Ambos se encontraram, ambos apareceram logo.  Disputando um palco. Pode ser por palanque, pode ser que não. (Sei… cada um com seus motivos…).

    Pode ser pra jogar pra platéia ou pode ser que não. Pode ou não pode. Sim ou Não. Bingo !!!!!!!!!

    1. NICKNAME

      9 de junho de 2015 8:14 pm

      O segundo tempo começará, mesmo, é na metade do 2º Mandato

      alguém já dizia e repetia que era muito cedo pra criticá-la, e repetia que se esperasse o meio do 2º mandato. Mas a pressa… (e eis uma variante do provérbio) é amiga da vaidade. De fazer inveja a FHC, essa obssessão – e como está presente …

      1. NICKNAME

        9 de junho de 2015 8:20 pm

        jogar xadrez

        Ela sabe – alguém já dizia e repetia ao mesmo tempo em que oposição e uns apoiadores de umas esquerdas desde criancinhas começavam a …

        1. NICKNAME

          9 de junho de 2015 8:47 pm

          Carlos Araújo seu maior mentor ?

          Pode ser que sim, ou pode ser que não. Conhecem-se como militantes, conhecem-se como companheiros íntimos sob o mesmo teto, é de confiança, É amigo. Mas por que chamar uma cabeça também de confiança e que pensa muito longe (certamente, um mestre no xadrez ). Se não seu maior mentor, um dos principais: difícil uma comparação vã e tola. Mas… pode ser que sim, ou pode ser que não: os que denominávamos de capas-preta não apareciam, nem deviam, nem precisavam. Gente assim, tem seu maior mentor nela própria.

          1. NICKNAME

            9 de junho de 2015 9:01 pm

            havia 6 cegos e um elefante

            um cego se aproximava, e apalpava o elefante, e dizia, mais do que dizia, afirmava: – é o bicho X. Diante de outra parte do elefante, noutro ângulo, outro cego se aproximava e apalpava, e era categórico: – É tal bicho, com certeza é Y. E assim por diante. Cada um já tinha um X, ou um Y, ou um Z, a priori, na mente. Por só pensar naquilo, não tinham dúvidas, cada um estava convicto.

             

          2. NICKNAME

            9 de junho de 2015 9:12 pm

            ” O que os homem querem não é a verdade, mas a certeza.”

            serviu de assinatura por um tempinho, a citação (sim, de terceiros) atribuída a Bertrand Russell: ” O que os homem querem não é a verdade, mas a certeza.”  Certeza, não como uma verdade, mas, sim, como uma uma convicção, o q dá mais segurança. Me foi mais seguro deletar uns 4 meus comentários. Foi ou não foi.

  47. Marcos Lira

    9 de junho de 2015 8:23 pm

    Não adianta a esquerda racionalizar procurando “porques”.

    Tudo bobagem, a oposição ou a mídia, ou seja lá quem for, não precisa fazer nada para acabar com o PT ou com o governo Dilma pois eles se auto-destroem, como um câncer (que de fato são).

  48. Aderson Pessoa

    9 de junho de 2015 9:42 pm

    o segundo tempo do segundo mandato

    Outra bola dentro do Nassif. Ei! família marinho, demite urgentemente o Ali e contrata o Nassif. Com certeza voces vão sobreviver.

  49. arkx

    9 de junho de 2015 9:43 pm

    e a bola rolou…

    “Tivemos que fazer esse ajuste, que não é nem de direita, nem de esquerda, nem de centro”

    Dilma Roussef, ao jornal belga “Le Soir”, 08/06/2015

    a ‘dívida pública’ com que nos enchem os ouvidos é uma piada! é um mero jogo de palavras em que parte da população paga impostos para pagar juros a outra parte da população. a dívida pública pode ser eliminada com uma canetada.

    este é o jogo! ou se está de um lado, ou se está de outro. a cada escolha, uma renúncia. de renúncia em renúncia chegamos a situação atual. Grécia e México já são hoje o que decididamente marchamos para ser amanhã. .

    p.s.: a declaração sobre a ‘dívida pública’ é de Thomas Piketty.

  50. Luciano GM

    9 de junho de 2015 10:46 pm

    Dilma e mais Dilma, mas cadê o Alckmin.

    E o mandato (segundo) do Alckmin, quando começa mesmo? Alguém pode esclarecer o que o Sr. Alckmin faz ou fez – não vale um Km de Metrô por ano nem o secarão no Cantareira. Quem se habilita, hein?

  51. Antenor

    9 de junho de 2015 11:00 pm

    CALMA, GENTE!


    Esse filme eu já assisti!

    O estardalhaço com que a presidente e o ministro Levy estão anunciando o pacote de “Concessões” – leia-se “privatizações” , é o mesmo que foi dado ao “PAC”.

    E qual foi o resultado do “PAC”? PÍFIO!

    Vejam, por exemplo, as obras da copa do mundo, aqui: Algumas nem sairam do papel e outras se arrastam até hoje e nem têm data para terminar.

    O slogan da posse “Uma pátria educadora”…. não tem dinheiro para o FIES, NEM PRO PRONATEC.

    De onde apareceu esse dinheiro todo, para esse pacote de privataria????

    Portanto, meu povo, calma aí e, menos… menos!!!

    Entre uma estratégia desenhada e a efetiva execução de um “plano”, existe um abismo bem grande.

    Isso não seria mais uma injeção de “placebo” para “enganar” o doente? VEREMOS!

  52. Franklin Caetano de Freitas

    9 de junho de 2015 11:47 pm

    Ótimo texto.

    Ótimo texto Nassif. Esse é o tipo do texto gostoso de ler. Espero que Dilma vire o jogo. Otimismo é o que o brasil precisa.

  53. Aldo Cardoso

    9 de junho de 2015 11:52 pm

    Uma crônica política dez!

    Nassif!

    Uma crônica política dez!

    Deu gosto de ler do princípio ao fim.

    Merecia ter saído em toda imprensa impressa

    Parabéns!

  54. JC Tavares

    10 de junho de 2015 12:01 am

    Esse investimento de quase

    Esse investimento de quase 200 bilhões, onde a prioridade são as ferrovias, mostra a lucidez de investir  onde se deve. Sem querer fazer trocadilho, acho que o governo achou a fórmula de colocar novamente o Brasil nos trilhos.

  55. NICKNAME

    10 de junho de 2015 1:16 am

    um lapso,Unger(no meu comentário sobre mentores e Carlos Araújo)

    (no meu comentário sobre mentores e Carlos Araújo, me referia a M. Unger).

    Foi a pressa.

  56. Joel Neto

    10 de junho de 2015 1:29 am

    Comentário antigo (Prestem atenção a data)
    06/03/2015 – 11:56

    ” [Dilma] … tornou-se a Geni do país, com todos os problemas debitados em sua conta; Luis Nassif”

    Nassif e a oposição só esutam

    “Joga pedra na Geni!

    Joga pedra na Geni!
    Ela é feita pra apanhar!
    Ela é boa de cuspir!
    Ela dá pra qualquer um!

    Maldita Geni!”

    a primeira parte da canção – infelizmente, para eles -.

    E para o bem do Brasil o Povo escuta a canção toda. 

    A segunda parte é:

    ” Vai com ele, vai, Geni!

    Vai com ele, vai, Geni!
    Você pode nos salvar
    Você vai nos redimir
    Você dá pra qualquer um
    Bendita Geni!”

    Só lembrando: nossa incompetente oposição é cavalo paraguaio! Zéfinim

     

  57. Otaviani

    10 de junho de 2015 3:49 am

    Atos
    Alguns atos previsiveis neste espetáculo de começo de governo.Cunha que vendeu a imagem que tinha o governo nas cordas,agora a tealidade imposta mostra que Dilma ainda é dona da caneta,e quando se negocia com o baixo clero do congresso,eles cobram a conta e como ja começam a ver o cheque de Cunha nào tem fundos.Aecio e toda a sua verborragia de odio e criticas se comporta como um adolescente,o que vem decepcionando percentual significativo da oposição ,principalmente dentro de seu partido,nem os coxinhas radicais,paneleiros ele tem tambem decpicionado com dua ausencia.A midia em queda livre;asfixiada no econômico e alem da perda da credibilidade ,perde oessoal e diminui de tamanho.O governo ao perceber que o impedimento da presidente era uma canoa furada,se concentrou em seguir em frente,e como de habitual com sua pessima,horrivel comunicação.Agora com od pesados investimentos chineses e mais a inauguração de grandes obras que a mídia não mais podera por um tapume, e os resultados do ajuste ,o governo começara a subir sua imagem positivamente na população e com isto fortalece mais ainda o quade imbativel Lula par 2018 para desespero da oposição no geral,coxinha,america,Europa com este colhendo ,assim com Dilma,os frutos da administração passada,mas com jogo de cintura politica muitissimo superior.Sera a pa de cal neste tipo de oposiçào sem projetos e tercerizada,ate par um patetico Kataguri(este nome mesmo) boçal sem o minimo dicernimento,bagagem para se arvorar em liderança ou igualmente o tal Constantino,por favor isto são os novos expoentes da oposição ?

  58. ah va

    10 de junho de 2015 5:38 am

    0 x 5 no primero tempo,

    0 x 5 no primero tempo, talvez ainda dá pra conseguir um 1 x 7, tipo brasil vs alemanha

  59. Ana Torres

    10 de junho de 2015 6:31 am

     Ela tem a seu favor quase a

     Ela tem a seu favor quase a certeza de que Cunha e Calheiros, a maior oposição atualmente, vão ter que abandonar seus postos. O resto da oposição não convence e não tem estratégia alguma. Mas ela tem contra si uma inabilidade e  amadorismo políticos inquestionáveis,  sem Temer ela jà teria sucumbido. Com o ajuste fiscal perdeu o apoio da base, da CUT e dos movimentos sociais. O PT está dividido em relação a sua política econômica.  Lula, que a pressionou para Isso, agora quer se descolar. inflação slta, sinais de recessão e o desemprego ameaçando.  Em cima disso tudo uma popularidade em torno dos 7% ( Carta Capital  http://www.cartacapital.com.br/politica/impopularidade-o-drama-de-dilma-6540.html).

  60. hilson mergulhão breckenfeld filho

    10 de junho de 2015 10:15 am

    resilência

    Portou-se bem a presidenta ! 

  61. EMILIAMMM

    10 de junho de 2015 12:00 pm

    Será?

    “Ex-marido, guru maior”?

    Ah…

    1. NICKNAME

      10 de junho de 2015 1:26 pm

      Eu falo sobre isso, Emiliammm, num comentário solto e noutro

      mais abaixo. É uma das besteiras que o dono do blog escreve e a massa vai atrás e só aplaude. Veja lá, tem um solto recente, e uns 4 mais embaixo, encadeados, notas curtas (porque o povo não lê, a não ser que tenha assinatura de Fulano, de Doutor e Pós-Pós-doutor, essas coisas típicas bem brasileiras.

  62. Luiz Seixas

    10 de junho de 2015 3:08 pm

    O Dr. Moro conseguirá brecar US$100 bilhões?

    O anúncio de 198 bilhões a serem investidos em logística, primordialmente ferrovias, acrescenta elemento importante ao quadro: uma ofensiva governamental de peso. O anúncio, referendado por Joaquim Levy (“eu garanto os fundos”) causou forte reação positiva em todo o mundo. Somado ao montante chinês já anunciado, chega-se à impressionante soma de US$100 bilhões destinados exclusivamente a investimentos em logística: novos trens, caminhões, navios, aviões em novas rotas e em rotas novas. Quase dá para ouvir empresários do mundo todo e do Brasil arregaçando as mangas e estirando a musculatura. O Dr. moro vai brecar US$ 100 bilhões?!

  63. Andre W.

    11 de junho de 2015 8:51 pm

    Caro Nassif.
    Nossa democracia

    Caro Nassif.

    Nossa democracia gera muito atrito e pouco resultado. Convivemos com o desequilibrio político crônico que contamina o frágil equilibrio econômico. As CPIs parecem obras de arte de investigação, servidores com alta formação elaborando textos impecáveis, municiando os Congressistas, fazendo a alegria da mídia e o resultado tende a zero, pois tudo se resolve depois na reunião de líderes.  Se não tiver um minimo de ordem no jogo político, os resultados serão sempre imprevisiveis. Como  você bem disse, num possível  impeachment a banda podre do PMBD assume o protagonismo  do poder e não entrega nunquinha ao PSDB em 2018. Se todos avançam no bolo no meio da festa, em completa desordem, fica uma melecada no salão sujo, roupa suja e um gosto amargo de arrependimento…. Foi a alegoria que deu para hoje rsss   Resta perseverar no otimismo de que o país volte a caminhar e  as pessoas e as instituições amadureçam.

  64. ROGERIO FARIA

    12 de junho de 2015 2:38 am

    Bons valores!

    CLIQUE NA IMAGEM PARA MAIS TIRINHAS!

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