18 de junho de 2026

Vale vende navios subutilizados

Jornal GGN – Por um preço 20% inferior ao custo original, a Vale vendeu e afretou quatro navios de minério. Cada um deles foi vendido por US$ 445 milhões. Com a venda dos ativos a empresa alivia o caixa em um momento de baixa nos preços do minério.

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Enviado por Webster Franklin

Do Tijolaço

Vale “desova” navios-fantasma que Agnelli comprou lá fora

Por Fernando Brito

Quase sem registro na imprensa, a Vale se livrou de parte do problema criado com os meganavios que Roger “Queridinho da Mídia” Agnelli mandou construir na China e na Coreia.

A mineradora vendeu – e afretou em seguida – quatro navios de minério (VLOC – Very Large Ore Carrier) por US$ 445 milhões, o que representa uns 20% menos do que custou cada unidade, além do custo financeiro.

Com este, já são oito os megamineraleiros que a Vale deixa de operar. E, com isso, além de se livrar das restrições que os armadores chineses tinham criado para a atracação dos navios gigantes – 400 mil toneladas de porte bruto, os maiores do mundo – alivia seu caixa num momento em que os preços do minério estão baixos no mercado mundial.

E resolve o problema de subutilização de embarcações caríssimas.

Não foi mau negócio para a empresa, dados os problemas que tinham sido criados.

Mas foi um mau negócio para o Brasil, lá no seu nascedouro.

O volume da encomenda, mesmo que não pudesse ser atendido pelos estaleiros existentes no Brasil em 2009, era grande o suficiente para atrair para cá uma planta de construção de navios de grande porte.

Num cronograma de longo prazo, combinado com contratos de afretamento, poderia ter atendido à necessidade de transporte da Vale e permitido negociação com os chineses que, ao contrário do que acontece aqui, sabem defender seus interesses.

E gerando empregos e atividade industrial aqui.

Mas isso é pouco importante e a mídia não se interessa pelo desastre que foi a decisão de fazer aqueles navios do exterior, da forma que foi feita.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    25 de maio de 2015 12:53 pm

    É interessante ver como é “facil” uma boa ideia,

    e uma ideia corajosa, pode virar um desastre quando a execução da ideia cometer erros.

    Mesmo não sendo especialista em minérios e navios especializados em minérios (Ore carriers), mas tendo tido alguma convivência com outros tipos de navios especializados (break bulks), acho que a ideia inicial dos VLOC era corajosa.

    Mas faltou humildade á Vale da era Agnelli.

    Alias quem seguiu o mercado acionário sem ler a tal “mídia especializada” sabe que a evolução da ações da Vale teve um índice de correlação de 1 (ou 100% para simplificar) com a evolução dos preços dos minérios de ferro.

    1. Paulo F.

      25 de maio de 2015 5:17 pm

      A mesma Vale

      Que é odiada pelos seus trabalhadores canadenses por causa das práticas predatórias

  2. Frederico69

    25 de maio de 2015 1:49 pm

    a midia podia anunciar que a vale teve sua pasadena!!

    ou seja que todo mundo pode fazer um negócio errado, de vez em quando!

    1. Ulisses s

      25 de maio de 2015 5:25 pm

      Só que Pasadena é da Petrobras

      E está dando lucro. Muitas diferenças para sua exdruxula comparação.

  3. Exagerado Pero Nomucho

    25 de maio de 2015 2:01 pm

    O barato que saiu caro

    E não gerou nenhum emprego, know-how, competitividade, receita e impostos no Brasil.

    Por isso o bonde de países outrora mais atrasados que o Brasil (China inclusive) vai aumentando…

    Assim como “nossa” gigante industria automobilística “nacional” … 100% estrangeira, o neoliberalismo competitivo um dia nos levará a sermos o “celeiro do mundo” … com terras e empresas 100% estrangeiras, petróleo e gás da Petrobrax, 100% estrangeira, comunicações e energia, 100% estrangeira, minérios  e indústria 100% estrangeiras, tudo distribuido por uma rede comercial 100% estrangeira de Casinos e Carrefours, em imóveis 100% estrangeiros, comercializados por “realtors” 100% estrangeiras, anunciados por agências de propaganda 100% estrangeiras.

    Nossa competente e patriótica zelite (“assim como” as estrangeiras) estará com seu dinheirinho aplicado em bancos 70% estrangeiros (restará a zelite da banca e parte da míRdia).

    E até que não reste mais nada, a culpa será desta massa analfabeta e despreparada que conduz e lidera este país.

     

  4. Felipe RLP

    25 de maio de 2015 2:07 pm

    Já pensaram se fosse com a Petrobras?

  5. Juliano Santos

    25 de maio de 2015 2:22 pm

    O Agnelli também “faz a

    O Agnelli também “faz a diferença” como o Moro. Tenho quase certeza que ele ganhou esse prêmio da Globo. Senão ganhou, foi injustiça. 

    Essa é elite brasileira, a que premia quem joga contra a economia do país

  6. Pedrocmg

    25 de maio de 2015 5:01 pm

    Enquanto isso VALE gera empregos no exterior com dinhreiro nosso

    E, adicionalmente, seus gestores “jênios” permitem que uma empresa canadense aventureira venha aqui, obtenha o serviço do projeto detalhado de Carnalita, que deveria ser desenvolvido no Brasil e espertamente o leve para ser feito na INDIA.

    É a VALE gerando empregos na INDIA, minha gente! Tudo isso enquanto a engenharia nacional enfrenta uma das suas maioras crises em termos de falta de serviços. E cadê aquela estória da carochinha de que faltavam engenheiros.. BALELA!

    E aquelas propagandazinhas na TV? “Vale: erando empregos e riquesa para o Brasil e os Brasileiros”… lembram??

    Deve ser para nos incentivar a comprar pelotas de minério de ferro.

    Se fosse a Petrobrás? Pau na Petrobras!

    Vocês da imprensa independente precisam se aprofundar mais nesses temas da engenharia nacional.

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