Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Maria Carvalho
17 de maio de 2015 3:46 am“Uma do Laurão em 1989”.
Do Buteco do Edu – 11/12/2011
https://butecodoedu.wordpress.com/2011/12/11/uma-dolaurao-em-1989/
A história que vou lhes contar é rigorosamente verídica – como quase todas as que eu conto, sempre com uma invejável precisão, do início ao fim. Passou-se no já longínquo ano de 1989, no mês de novembro, às vésperas daquele que seria o primeiro turno das eleições presidenciais de 1989, a primeira eleição direta para Presidente da República desde 1960.
O fato de ser a primeira eleição direta para Presidente da República desde 1960 gerou, naquele período pré-eleitoral, um tumulto emocional muito grande (havia uma histeria cívica nos lares, nas ruas, nos bares). Foram 22 (isso mesmo, vinte e dois!) candidatos disputando o mais alto cargo do país: pela ordem de votos no primeiro turno, Fernando Collor, Lula, Brizola (que deixou de ir ao segundo turno por 0,63% dos votos…), Covas, Maluf, Afif Domingos, Ulysses Guimarães, Roberto Freire, Aureliano Chaves, Ronaldo Caiado, Affonso Camargo, Enéas, Marronzinho, Paulo Gontijo, Zamir, Lívia Maria, Eudes Mattar, Fernando Gabeira, Celso Brant, Pedreira, Manoel de Oliveira e Armando Corrêa. Ou seja, praticamente uma pelada democrática, 11 pra cada lado e o eleitor-torcedor se estapeando em meio à festa que vivíamos naquele saudoso 89.
Se eu tivesse que contar aos mais novos, muito por alto, sobre a faceta dos eleitores de cada um dos principais candidatos, eu faria assim: os colloridos eram os incautos da vez, donos dos discursos conservadores do tipo eu-pago-meus-impostos ou eu-s0u-um-cidadão-de-bem, os robotizados pela TV Globo, que era amplamente favorável à candidatura de Collor. Os eleitores de Lula eram os que batiam no peito proclamando a nova-esquerda, egressa do operariado de São Paulo, da ala avançada da Igreja Católica; os de Brizola, os radicais, os órfãos de Vargas, com ampla concentração no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Covas tinha em sua fileira os moderados, os que se declaravam sociais-democratas. Maluf, concentrado em São Paulo, tinha eleitores fanáticos, os malufistas, que pouco se importavam com as denúncias, já àquela altura, de malversação do dinheiro público por parte do prefeito biônico de São Paulo – ele rouba mas faz. Afif Domingos, que adotou um discurso patético durante a campanha (uma médium espírita dizia que JK orientava o candidato), tinha mais fiéis do que eleitores – que não chegaram lá juntos com o candidato, como pregava seu slogan. Ulysses Guimarães era o avô do eleitor, e pouco mais de 3 milhões de votos foram dados ao simpático velhinho. Atrás de Ulysses, com 769.123 votos, Roberto Freire (uma das figuras mais abjetas do cenário político brasileiro). E sobre ele – um dos personagens principais da história, vocês vão entender… – um parágrafo.
O Roberto Freire lançou-se candidato pelo velho PCB. Como vice em sua chapa, o médico Sérgio Arouca (na foto, abaixo, Roberto Freire à esquerda e Arouca, barbado). O Partidão, como é também chamado, hoje rachado graças a diversas intervenções perniciosas de Roberto Freire (hoje à frente do PPS), contava com a simpatia de uma parcela muito curiosa do eleitorado. Eram, me permitam a licença poética, os psolistas de hoje. Tinham um orgulho danado de exibir a foice e o martelo nos bottons espalhados pela camisa (bottons foram uma febre daquela eleição) – muitos sequer sabiam o que era o PCB, quem era Karl Marx, quem era o próprio Roberto Freire. O importante, o must, era encher a boca (geralmente mole) e dizer com pose soviética:
– Sou do Partidão!
E esse anúncio – sou do Partidão – era feito como se no palco de um Theatro Municipal, de uma grande arena, de um Coliseu. A fala era melíflua mas trazia, também, uma falsa fúria revolucionária. Olhavam para todos os demais, os eleitores de Roberto Freire, com uma intensa piedade que se transformava, em segundos (todos puxavam papo com todos em 89…), num comício com a intenção de ganhar mais um voto. O eleitor do Roberto Freire só ouvia Taiguara, só respeitava a cor vermelha, tinha praticamente ódio da bandeira verde-e-amarela. E a esquerda – a grosso modo – se dividia entre Lula, Brizola e Freire. Vamos ao que quero lhes contar.
O Laurão – a quem ainda não tive o prazer de ser apresentado – era, em 1989, praticamente um sósia do Sérgio Arouca. Sujeito absolutamente carismático, carregava com ele, ou mesmo iam atrás dele, uma legião de jovens, amigos de seus filhos, que o tratam, até hoje (conheço alguns), como uma espécie de gênio, de guru, de orixá vivo, de líder. Tomem nota deste dado (um deles, adorador confesso do Laurão, sempre me diz: “Ele é o meu Aldir Blanc”.).
Estamos em 89. Era novembro, fazia um calor dos diabos. E o Laurão resolveu, no final de tarde, tomar a direção de um de seus bares preferidos em Botafogo, o Manolo, na esquina das ruas Marquês de Olinda com Bambina. Troço raro, diga-se. O Laurão é daqueles que tem, em casa, o bunker ideal (à moda de um de meus orixás vivos, justamente o Aldir Blanc, que dificilmente é visto na rua).
Não havia celular em 89, mas o Laurão era (e ainda é) um evento. Eis que minutos depois do primeiro chope, o Laurão, sentado à mesa com dois amigos seus, foi cercado, adulado, festejado (como sempre) por 6, 7, 8 (sei lá quantos) jovens – todos amigos de seus filhos, nenhum deles presente neste dia, faça-se a ressalva. Ocuparam, os tais jovens, uma mesa ao lado
Os jovens, todos (sem exceção), com bottons de seus candidatos: Lula, Brizola e Roberto Freire (este último à frente na preferência da juventude). O Laurão – esqueci de lhes dizer -, eleitor ferrenho de Leonel Brizola.
Vamos à construção mais precisa do cenário: sentado à mesa com dois amigos, camisa aberta, peito à mostra (fazia muito calor), o Laurão bebia tranqüilamente quando percebeu que era observado por uma mesa, também próxima, de quatro pessoas (três mulheres e uma bicha) com bastante admiração (era admiração o que emergia daqueles oito olhos).
À certa altura, uma das mulheres dirigiu-se a ele:
– Com licença… você não é o… o… Arouca?
Laurão deu um gole vigoroso, estalou a língua, sorriu e balançou a cabeça dizendo que sim (era tentador demais viver o que estava por vir…).
A mulher quase ajoelhou-se diante dele que, à moda de um padre modesto, deu uns tapinhas no ombro da fanática pedindo que parasse com aquilo.
Os jovens, os pupilos do velho Lauro, sacaram a piada pronta e estavam atentos a todos os movimentos.
A fanática voltou para sua mesa. Cochichou – sem disfarce – com seus camaradas (comunistas não têm amigos, companheiros… comunistas têm camaradas). As outras duas mulheres arregalaram os olhos, que umedeceram diante da visão do vice-candidato na chapa do PCB. A bicha passou a abanar-se com as mãos, suspirou altíssimo, Laurão fez que não percebera.
É evidente que, às vésperas da primeira eleição direta depois de quase trinta anos de sufoco, o assunto – eleições – era obrigatório, único, não se falava noutra coisa. As pesquisas apontavam, na reta final, para a liderança de Fernando Collor, seguido por Lula e Brizola, pau a pau, voto a voto, na disputa pelo direito de um confronto direto no segundo turno. Roberto Freire tinha traço nas pesquisas, o que em nada arrefecia o furor rubro dos simpatizantes do PCB, dos eleitores de Roberto Freire.
Vamos à mesa da juventude: entre eles estava Jakes, um rapaz que, até hoje, é como lenda – apronta, apronta, apronta. Adepto ferrenho da máxima se tudo der certo, vai dar merda, Jakes exibia, orgulhoso, preso na camisa de malha, um botton do Roberto Freire, o que gerava seguidos olhares lânguidos e lascivos das comunistas da mesa ao lado. Mas Jakes, como Laurão, já tinha sacado a confusão feita pelas mulheres e pela bichinha, e esperava o momento certo para o bote, que viria.
Viria, é claro.
Desde que se percebera confundido com Arouca que Laurão modificara, de leve, a postura. Bebia com a mesma fúria, mas tinha olhos e ouvidos atentos à espera do melhor momento. E ele veio.
À certa altura da noite, uma das comunistas, já bêbada e já com a fala arrastada, puxou A Internacional. Suas duas amigas e mais a bicha a acompanharam. Laurão, já incorporado ao personagem que lhe fora entregue de bandeja, marcava com os pés e esboçava, de leve, um riso de canto de boca.
Foi quando, então, a fanática arremessou-se em direção a ele. Agachou-se a seus pés, como uma hippie, ajeitou os cabelos crespos e cheios de lêndeas, e pôs as mãos de Laurão entre as suas. Disse, bêbada e emocionada:
– Sei, camarada Arouca, que não temos chances. Mas vamos à luta! Vamos à luta! Estamos juntos!
Laurão soltou uma gargalhada. Foi seco:
– Abrimos, senhora. Abrimos mão da candidatura.
Os jovens da mesa ao lado se ajeitaram, todos, nas cadeiras (estava chegando o momento do ápice, Laurão proporcionaria um grand finale, eles tinham essa certeza).
A fanática, deixando o comunismo de lado, ajoelhou-se, pôs as mãos em prece, e disse, ganindo:
– Como assim, Sérgio?! Jura? – forjou intimidade.
– Fechamos com Leonel Brizola, já no primeiro turno.
Suas duas amigas e o pederasta se aproximaram em estado de choque. A bichinha, gemendo:
– Isso é sério?
A fanática fez o bis:
– Responde, Arouca. Isso é sério?
Laurão, sem mover músculo, disse:
– Perguntem aos nossos quadros mais jovens… – e apontou o queixo para a mesa dos amigos de seus filhos.
A fanática, como uma rã, saltou e voltou-se para a mesa. Disse, olhando nos olhos do Jakes:
– Ele está brincando, não está?
E Jakes, atuando com perfeição, arrancou o botton da blusa, com ódio insano, e gritou, arremessando a propaganda para o chão:
– Fechamos com o Brizola!
Leo Boechat, que estava à mesa, gritou:
– Brizola! – arrancou também sua estrela do PT e a lançou longe.
Breve pausa: Leo Boechat foi, em 89, uma espécie de eleitor esquizofrênico. Tinha, no vidro traseiro de seu Chevette, que atendia pelo nome de Jonas, adesivos de Lula e de Brizola. Voltemos.
Felipe Vaz, mais animado, depois de também arremessar pra longe sua estrelinha do PT, puxou:
– Lá-lá-lá-lá-lá Brizola! Lá-lá-lá-lá-lá Brizola! O voto no Brizola só pode nos trazer um tempo bem melhor pra se viver!
Foram embora, os quatro – as três e a bichinha – em estado de absoluta desolação.
Chegou àquela esquina, poucos dias depois, a notícia de que a bicha teria se matado com gás e que a fanática, justo a que abordara Laurão, enlouquecera, estando internada num hospital psiquiátrico. Particular, diga-se.
Até.
Andre Araujo
17 de maio de 2015 3:47 amhttp://www.scielo.br/img/revi
http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v16n46/46a15f1.jpg
BRASIL, CENTRO MUNDIAL DO TRAFICO DE ESCRAVOS – Pesquisas recentes de um programa de duas universidades, a de Emory, em Atlanta nos EUA e a de Hull, no Reino Unido, a primeira a cargo do professor David Ellis e a segunda a cargo do professor David Richardson, que em 12 anos examinaram os registros de 35.000 viagens maritimas de trafico de escravos da Africa para as Americas, pelos diarios de 5.200 navios examinados chegaram a conclusão que o papel comercial do Brasil no negocio da escravidão negra é muito maior do que se pensava, liderança absoluta que deixou todos os demais paises bem distantes, ficando em segundo lugar os navios britanicos que transportaram 3 milhões para todos os paises das Americas como negociantes, tinham mercado nas colonias americanas do Sul da America do Norte, da Jamaica, ilhas do Caribe, Cuba e America Central, mas tambem disputavam mercado no Brasil.
Dos 12,5 milhões de escravos transportados da Africa para as Americas, 2,5 milhões morreram nas viagens e chegaram ao destino 10 milhões de escravos para todos os portos de destino nas Americas.
Desse contingente chegaram ao Brasil 5.800.000 escravos, quase 60% do total, em comparação para as colonias americanas da Inglaterra (as 13 colonias) chegaram um décimo do que veio para o Brasil, 597.000 escravos.
Mais ainda, a maior parte dos navios que transportaram escravos para o Brasil eram matriculados nos Rio de Janeiro e não em Portugal, como se pensava, o Rio de Janeiro entre os seculos XVI e XIX, 350 anos em que o negocio de trafico negreiro foi praticado, foi o centro mercantil mais importante do comercio de escravos em todas as Americas. O Rio de Janeiro tinha bancos especializados no financiamento do trafico, tinha companhias seguradoras para os riscos das viagens e tinha grandes comerciantes com vasto capital que o trafico exigia.
O Brasil foi o PRIMEIRO pais a importar escravos da Africa, foi o que praticou o trafico por mais tempo e foi o ultimo a abolir o trafico e a propria escravidão. Nenhum outro Pais teve a proeminencia do Brasil na processo da escravidão africana e nenhum contava com as estruturas montadas para o negocio, como armazens para leilões e um sistema juridico sofisticado para registro de propriedade e de organização desse comercio. Parte dessa primazia foi facilitada pela presença portuguesa na Africa, anterior e de maior dimensão a de outros paises, como Espanha, França e Inglaterra, que chegaram à Africa muito depois de Portugual.
A pesquisa contou tambem com o apoio do maior especialista brasileiro no tema, Manolo Florentino e o livro decorrente da pesquisa foi publicado pela Yale University Press.
Rodrigo Barbosa de Vasconcelos
17 de maio de 2015 4:48 amMarianna Mazzucato
http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2015/05/economista-cobra-iniciativa-do-setor-privado-por-competitividade-1650.html
tô lendo o livro dessa economista americana que fala da importância do estado na inovação. Não vi nenhuma notícia sobre o encontro dela com Dilma que segundo a mesma foi excelente.
Rodrigo Barbosa de Vasconcelos
17 de maio de 2015 4:48 amMarianna Mazzucato
http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2015/05/economista-cobra-iniciativa-do-setor-privado-por-competitividade-1650.html
tô lendo o livro dessa economista americana que fala da importância do estado na inovação. Não vi nenhuma notícia sobre o encontro dela com Dilma que segundo a mesma foi excelente.
Mara L. Baraúna
17 de maio de 2015 5:12 am“Libertem Ângela Davis”, dando face ao poder negro
Cloves Geraldo
Do Portal Vermelho
Filme da cineasta estadunidense Shola Lynch refaz nesta cinebiografia a luta da ativista Ângela Davis contra a segregação racial nos anos 60 e 70
Existe uma salutar construção narrativa no documentário “Libertem Ângela Davis”,agora em DVD. Sua diretora-roteirista, a estadunidense Shola Lynch, dá-lhe a estrutura de um thriller-político, cheio de mistério e suspense, começando-o pelo final. Embora se conheça o desfecho da história da professora e ativista Ângela Ivonne Davis (26/01/1944), ele só se desenvolve na terceira parte do filme. E se trata de técnica ficcional, pois, embora real, é organizado para gerar tensão e levar à apoteose.
Mas hoje documentários como os de Eduardo Coutinho (Edifício Master, 2002), são estruturados como entrevistas de cine-verdade. Mesclam o real com a construção narrativa para desvendar o “personagem”. E em sua obra, Lynch constrói uma espécie de trama concentrada nos seis anos (1966/1972), que sintetizam o início e o ápice do ativismo de Ângela Davis.
Ao fazê-lo usa recriação para engendrar um clima intimista e humanizar a cine-biografada. Entrega-a ao diretor Bradford Young, como se tratasse de diretor de segunda-unidade. Assim, Ângela Davis (Eisa Davis) e seu namorado, o jovem presidiário George Jackson (Bradon Dirden), tornam-se “personagens-ficcionalizados”. Isto num filme que, mesmo tendo preâmbulo, segue linear com “personagens” e situações políticas dos anos 60/70, com cenas de Black Powers, concentrações de hippies e passeatas contra a guerra do Vietnã (1955/1975).
Entrevistas ajudam conduzir narrativa
Lynch usa fotos da família afro-estadunidense de alta classe média, para matizar as origens de Ângela Davis, enquanto ela, em entrevista, aos 68 (o filme é de 2012) fala de sua formação secundária na Little Red School, de Nova York, e superior na Universidade São Diego, na Califórnia, e, depois, sua formação em filosofia na Universidade de Frankfurt, Alemanha.
As entrevistas com amigos de faculdade, jornalistas e da irmã Fania Davis ajudam a conduzir a narrativa, tornando o filme reflexivo. “A revolução significa pensar nas coisas de forma radicalmente diferente. Considerando a história dos EUA, a ideia de igualdade para negros, igualdade efetiva, era uma coisa revolucionária”, explica o fotografo caucasiano Stephen Shames, amigo de faculdade de Davis.
Para Davis, luta deve ser coletiva
Estes recursos, além das fotos e manchetes de jornais, sequências e cenas de telejornais das manifestações contra o Sistema, como se dizia na época, trazem o filme para a época. É quando Ângela Davis emerge como ativista, depois de aderir ao Partido dos Panteras Negras e trocá-lo pelo Partido Comunista dos Estados Unidos. “Vi que precisava do coletivo, de pessoas com quem me engajar. (E) que não conseguiria nada importante individualmente”. Isto ela só iria encontrar no contato com as massas.
O estudo do marxismo em Frankfurt havia ampliado sua visão político-ideológica. A situação a que eram submetidos os afrodescendentes nos EUA, sem emprego, direito ao voto e inclusão social, exigia outro patamar de luta. ”(…) mudar essas condições significa estabelecer uma sociedade socialista”. Mesmo porque o próprio PC, no qual militava, já defendia o aceso à moradia e o fim da violência policial e do desemprego.
Àquela altura buscava também um emprego. Foi admitida pela UCLA (Universidade de Columbia, Los Angeles) como professora de filosofia, mas acabou demitida, depois de levar mais de dois mil estudantes à sua aula inaugural, por ter se declarado comunista. O então governador da Califórnia, Ronald Reagan (1967/1975) moveu contra ela uma campanha cruel. ”A contratação da srtª Davis foi uma provocação proposital”, afirmou, voltando aos tempos do macarthismo (1947/1958).
FBI persegue-a por todo EUA
A partir daí a ação do filme acelera. O espectador tem a sensação de voltar aos policiais dos anos 40 e 50. Através de fotografias, Lynch mostra o fracasso da tentativa de Jonathan, irmão de George, para tirá-lo da prisão. A ousadia termina com a morte do juiz Harold Hurley e dos dois jovens que o ajudaram. Ângela Davis acaba sendo acusada de tramar a fuga do namorado George e de ser dona da arma que vitimou o juiz.
O FBI, chefiado pelo fascista Edgar J. Hoover (1895/1972), a mando do presidente Richard Nixon (1969/1974), coloca-a na lista dos dez criminosos mais procurados dos EUA. E lhe empreende uma caçada através dos EUA, até prendê-la em Nova York. Nestas eletrizantes sequências, Lynch se vale do estilo noir, para mostrá-la em quartos escuros de hotéis, neons pulsantes, ruas sombrias, corredores vazios, ficcionalizando a realidade.
Sua libertação, depois de 16 meses presa e 18 em julgamento, sob a acusação de assassinato, sequestro e conspiração, devido à mobilização mundial, acaba sendo um triunfo. Lynch montou-o, dando-lhe o encadeado de thriller-político, dividindo-o em primórdios, fase de ativista e de luta para sobreviver à perseguição do Sistema. O segredo está na sala de montagem, onde recebeu a forma de narrativa, como se fosse ficção. O resultado é um filme enxuto e tenso.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=PoXo7CS5Vyw%5D
Libertem Ângela Davis. (Free Angela and all political prisoners). Documentário. EUA/França. 2012. 102 minutos. Montagem: Lewis Erskine, Marion Monnier, Sheila Shirazi. Música: Vernon Reid. Fotografia: Sandi Sissel. Roteiro/direção: Shola Lynch. Elenco: Eisa Davis, Brandon Dirden.
rdmaestri
17 de maio de 2015 8:01 amOs termos das declarações de Paulo Roberto foram editados?
Quando se corrigem vinte ou trinta trabalhos individuais de alunos sobre o mesmo assunto aprende-se em 37 anos de experiência a verificar se um aluno copiou o trabalho do outro, com o tempo vai ficando automático e percebe-se que uma frase ou mesmo um parágrafo foi copiado um do outro, e sabe-se também que por mais memória que tem um aluno ele não consegue escrever quatro vezes a mesma frase exatamente com a mesma redação e a mesma pontuação.
Com esta experiência estava lendo as declarações de Paulo Roberto Costa feitas no dia 01 de setembro de 2014 para a polícia federal. Causou-me espécie que um texto se repetiu religiosamente igual em quatro declarações não sucessivas, o Termo de Colaboração nº8, o nº9, o nº10 e o nº12. Ou seja as frases:
; QUE, perguntado do porque teria uma certa autonomia na gestão dos recursos destinados a beneficiais políticos (um por cento) ao passo que as demais diretorias não o tinham, afirma que isso se dava em vista de sua indicação e permanência no cargo estar relacionada ao Partido dos Trabalhadores, ao Partido Progressista e ao PMDB; QUE, acrescenta ainda que possivelmente a Diretoria Internacional, ocupada por NESTOR CERVERO (indicado por DELCILIO AMARAL) e posteriormente por JORGE ZELADA (indicado por deputados do PMDB de Minas Gerais) também deveria possuir alguma autonomia em relação a alocação da verba destinada aos políticos, face a ligação a mais de um partido.
Para ficar mais claro coloco cópia de tela dos quatro depoimentos que segundo o documento ao fim de cada um eram guardados em envelope fechado e lacrado.
Declaração nº8
Declaração nº9
Declaração nº10
Declaração nº12
Agora qual é a importância disto?
É simples, conforme o que está escrito em todos os termos de declaração eles são preenchidos em duas vias assinadas em papel (não é uma degravação é um resumo) e serão no fim do ato entregues lacrados ao representante do ministério público que ficaria responsável pela guarda e pelo sigilo das informações, logo se assim fosse feito quando o depoente fizesse outro termo de declaração, nem ele nem qualquer outro saberiam EXATAMENTE AS FRAZES QUE FORAM PROFERIDAS, não haveria forma do depoente questionado em momentos diferentes dar EXATAMENTE A MESMA DECLARAÇÃO.
Conclui-se logo, que estas frases foram copiadas pelo meio digital de uma das declarações para as outras, ou seja, pode se supor que os TERMOS DE DECLARAÇÃO FORAM EDITADOS, logo completamente fora da declaração que é feita neles mesmo e na legislação.
Spin Ggnauta
17 de maio de 2015 9:41 amO cartão de visitas não morreu
http://www.printi.com.br/blog/economist-explica-por-que-o-cartao-de-visita-prospera-na-era-eletronica
Irene Rir
17 de maio de 2015 10:32 amVocê aceitaria ser julgado (a) por esses juízes?
Janio de Freitas: Cadê as provas?
17 de maio de 2015 | 04:20 Autor: Miguel do Rosário
Em sua coluna de domingo, o experiente Janio de Freitas, colunista da Folha, pergunta aos procuradores da Lava Jato: onde estão as provas?
Eu entendi o seu texto da seguinte maneira:
Tudo bem, observa Freitas, que alguns dos deputados ou ex-deputados acusados tem uma ficha mais suja do que pau de galinheiro. Tão suja que torna mais fácil ainda acusá-los sem provas.
O valente jornalista se pergunta: mesmo diante de deputados tão suspeitos, como aliás são suspeitos uma porção de outros deputados, não seria de bom tom, do ponto-de-vista de uma justiça cega e democrática, que os procuradores tivessem elementos consistentes para mantê-los presos?
Diante das perguntas de repórteres, as respostas – observa o colunista – “não puderam sair da vaguidão”.
Os procuradores (…) foram bastante fracos. Mas as respostas eram “isso [as provas] vai ser apurado durante a ação”, “ainda não temos”, “estamos buscando”, coisas assim.
A pretendida indicação objetiva de prova foi mais insatisfatória. “Deu mais de mil telefonemas” para tal ou qual entidade pode ser um indício, mas, no caso, nada prova. Pior ainda: “Ele tinha entrada na Caixa”. Ainda que somadas, constatações assim podem fazer convicção, mas é improvável que façam condenação.
Pois é, prezado Janio, bem vindo ao Brasil e às suas conspirações midiático-judiciais. Só ressalvaria uma coisa: apesar de sua experiência, você esqueceu que nos últimos tempos, a existência de provas tornou-se um detalhe pueril para prender alguém. Alguns magistrados superiores já andaram condenando até mesmo sem provas, porque “a literatura assim o permite”…
*
Abaixo, trecho da coluna de Janio publicado hoje, na Folha.
“Prova da falta de prova
17/05/2015
As entrevistas dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, para comunicar a denúncia formal contra quatro ex-deputados, confirmam a impressão de que as delações premiadas movimentam muitas acusações e suspeitas, mas não suprem a carência de investigações para produzir provas. E, sem provas, as delações agitam e impressionam, no entanto não superam a sua precariedade para enfrentar as exigências de um julgamento correto.
Não que as acusações aos quatro sejam infundadas. Podem ser em tudo verdadeiras. É mesmo o que sugerem os currículos de Pedro Corrêa e Luiz Argôlo, e ainda as afirmações recentes sobre o ex-petista André Vargas e Aline Corrêa, filha de Pedro. Chega a parecer que foram escolhidos, para inaugurar a galeria dos denunciados, por não provocarem questionamentos às acusações expostas.
O que não diminuiu os pedidos, dos repórteres aos entrevistados, de esclarecimentos e mais pormenores sobre pontos envolvendo as esperadas provas. As respostas não puderam sair da vaguidão. Os procuradores não tergiversavam, foram bastante fracos. Mas as respostas eram “isso [as provas] vai ser apurado durante a ação”, “ainda não temos”, “estamos buscando”, coisas assim.
A pretendida indicação objetiva de prova foi mais insatisfatória. “Deu mais de mil telefonemas” para tal ou qual entidade pode ser um indício, mas, no caso, nada prova. Pior ainda: “Ele tinha entrada na Caixa”. Ainda que somadas, constatações assim podem fazer convicção, mas é improvável que façam condenação.
Para uma operação que há um ano e dois meses já punha suspeitos na cadeia, o coletado contra os quatro denunciados e, ao que parece, dos mais fáceis acusáveis é, pelo que foi exposto, muito pouco. A impressão de disparidade entre as delações premiadas prioritárias e as investigações policiais necessárias permanece. Agora, ela sim, com prova. (…)”
*
Ao final da coluna, Janio rebate observação recente de Fernando Henrique Cardoso:
“Bem claro
Fernando Henrique em Nova York: “Esses malfeitos vêm de outro governo, isso deve ficar bem claro. Vêm do governo Lula. Começou aí”.
Se é para “ficar bem claro”, vêm de outro governo sim. Como disse Pedro Barusco, em sua delação premiada e na Câmara, “começou em 1997″ na Petrobras do governo Fernando Henrique. Ou o que é dito em delação premiada só vale contra adversários de Fernando Henrique?”
anarquista sério
17 de maio de 2015 11:09 am31 pessoas curtiram
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Raffaello Pappone Tem mais um: Petista corrupto…!!! (Jamil Toufic Akkari
NICKNAME
17 de maio de 2015 3:22 pmEfeito placebo cura mais que homeopatia, acumputura e vitamina
(A Folha SP não permite colar, eis o link – mas a novidade é mais velha que andar em pé: qualquer bom médico os utiliza quando percebe a necessidade psicológica do paciente, ou o padre, ou o pai de santo, etc. OBS: isso não é negar o papel positivo que podem surtir nalgumas ou muitas pessoas, e até em animais. O tema precisa ser visto pelo conjunto, pelo todo, pela visão holistica e da física quântica ). http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/219489-a-cura-pela-expectativa.shtml 😉
NICKNAME
17 de maio de 2015 3:32 pm(OMS, Pesquisas, Vitaminas, etc: o artigo é imperdível)
imperdível seja qual for sua preferência.
NICKNAME
17 de maio de 2015 3:41 pme não tem nada a ver com a deusa ciência.
o artigo!!!
Emanuel Cancella
18 de maio de 2015 11:29 amTucanos na TV
PSDB – O Partido dos Picaretas Impunes
A justiça no Brasil chegou aos corruptos e corruptores e o dinheiro do roubo está voltando para os cofres públicos. Essa justiça atingiu praticamente todos os partidos, inclusive com juízes e donos de empresas engaiolados, entretanto o PSDB continua blindado. Terça, 19/5, os tucanos vão para televisão e vão ter a cara de pau de falar em corrupção.
Os brasileiros novos não sabem e os mais velhos precisam lembrar: o governo de Fernando Henrique Cardoso – FHC, do PSDB, foi o governo mais corrupto do Brasil, porém não investigado. FHC realizou a venda das estatais, empresas como a Vale do Rio Doce, a maior mineradora de ferro do mundo foi vendida por um cheque de R$3,2 milhões, um escândalo do tamanho da Vale. A entrega das estatais, conhecida também como “ação entre amigos”, está publicada em livro cujo o titulo é “ Privataria Tucana”.
Foi FHC quem introduziu o instituto da reeleição no Brasil para beneficiar ele mesmo, a Folha publicou na época nomes de deputados que votaram na reeleição vendendo seus votos e os valores. Por que FHC não foi investigado? FHC colocou como procurador Geral da República um cidadão que era conhecido pela imprensa como “Engavetador Geral da República”. FHC sucateou os serviços públicos não realizando concursos públicos, a imprensa chegou a divulgar que na Policia Federal os carros estavam parados por falta de gasolina e os telefones mudos por falta de pagamento.
O escândalo de metrô de São Paulo, propina paga pela empresa francesa Alstom, envolve os governos tucanos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, mas nenhum desses governantes foi chamado no processo e nenhuma operação da Policia Federal está investigando.
A AP. 470, conhecida como mensalão, julgou e prendeu parlamentares de vários partidos inclusive do PT e não julgou o mensalão do PSDB, com o agravante de que o mensalão do PSDB foi anterior ao do PT.
Na operação Lava jato da Polícia Federal, que prendeu entre outros o tesoureiro do PT, deixou de fora vários políticos do PSDB citados na delação premiada, como o senador Aécio Neves, bem como o falecido presidente, senador Sérgio Guerra, e o ex-governador de Minas, Antonio Anastasia. Sem contar que o Ministério Público e a Policia federal também não investigam o aeroporto que Aécio Neves fez nas terras da própria família, com dinheiro público, quando governador de Minas Gerais.
Fica na conta do PSDB também a violência extrema da PM do governador Beto Richa do Paraná contra os professores. No governo do estado de São Paulo, de Geraldo Alckmim, a imprensa afirma que é problema nacional e com isso esconde a falta e o racionamento de água e o lamentável recorde dos casos de dengue. Os tucanos estão chamando seu programa no horário eleitoral falando no aumento da luz, mas no governo de FHC os brasileiros tiveram apagão e racionamento de luz.
Nas contas do país, o governo de Luis Inácio Lula da Silva teve que ratificar um empréstimo de U$ 40 BI feito ao FMI no final do governo de FHC para pagar o salário do funcionalismo. O governo Lula não pegou novos empréstimos, pagou a dívida brasileira com FMI, e ainda viramos cotista do Fundo e agora, no governo Dilma, o Brasil faz parte da direção e também somos cotista do banco dos BRICS.
Vamos ver o programa do PSDB na TV, quem sabe os tucanos se desculpem com os brasileiros!
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Rio de Janeiro, 18 de maio de 2015