5 de junho de 2026

Inflação deve seguir para o centro da meta ao fim de 2016

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Jornal GGN – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) voltou a ressaltar que os dados disponíveis sobre inflação “sugerem persistência” do movimento de alta dos preços, conforme aponta a ata da última reunião do colegiado, quando se decidiu pelo aumento da taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 13,25% – naquela que foi a quinta elevação consecutiva do indicador.

Na ata, o comitê destacou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada em 12 meses atingiu 8,13% em março. O Copom ressaltou ainda que a alta especificamente dos preços administrados ficou em 13,37% no mesmo período. O colegiado do BC disse que a convergência da inflação para o centro da meta, de 4,5%, deve ocorrer só ao final de 2016. Segundo o documento, a continuidade da inflação elevada reflete os preços no segmento de serviços e o realinhamento dos preços administrados – que são regulados pelo governo ou por contrato, como no caso da gasolina e da energia.

O documento ressalta que a projeção para os preços administrados em 2015 é de alta de 11,8% – sendo que a estimativa engloba projeção de alta de 9,8% no preço da gasolina, de 1,9% no do gás de bujão, de 4,1% nas tarifas de telefonia e de 38,3% nos preços da energia.

O Copom também avalia há dados favoráveis à queda da inflação, como início de um processo de distensão (perda de dinamismo) no mercado de trabalho, mas que a concessão de aumentos de salários “incompatíveis com o crescimento da produtividade” pode ter repercussões negativas sobre a inflação.

Além disso, o cenário permite uma expansão moderada do crédito, que já vem sendo observada. “A esse respeito, importa destacar que, após anos em forte expansão, o mercado de crédito voltado ao consumo passou por moderação, de modo que, nos últimos trimestres, observaram-se, de um lado, redução de exposição por parte de bancos, de outro, desalavancagem das famílias. No agregado, portanto, infere-se que os riscos no segmento de crédito ao consumo vêm sendo mitigados. Em outra dimensão, a exemplo de ações recentemente implementadas, o Comitê considera necessárias iniciativas no sentido de moderar concessões de subsídios por intermédio de operações de crédito”.

Por outro lado, o financiamento imobiliário, a concessão de serviços públicos e a ampliação de renda agrícola devem favorecer o investimento, segundo o BC. Já as exportações devem ser beneficiadas pela desvalorização do real.

O Copom considera que, desde sua última reunião, permaneceram elevados os riscos para a estabilidade financeira global, a exemplo dos derivados de mudanças na inclinação da curva de juros em importantes economias maduras. “Apesar de identificar baixa probabilidade de ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais, o Comitê pondera que o ambiente externo permanece complexo”.

O colegiado afirma ainda que prevalece tendência de atividade global mais intensa ao longo do horizonte relevante para a política monetária. “Nesse sentido, as perspectivas indicam recuperação da atividade em algumas economias maduras e intensificação do ritmo de crescimento em outras, apesar de nessas economias, de modo geral, permanecer limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalecer cenário de restrição fiscal. Importantes economias emergentes experimentam período de transição e, por conseguinte, de moderação no ritmo de atividade, em que pese a resiliência da demanda doméstica”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Fabio SP

    7 de maio de 2015 6:58 pm

    De novo essa

    De novo essa historinha…

    Centro da meta = ponto máximo…

  2. Photios Andreas Assimakoupolos

    7 de maio de 2015 9:35 pm

    Em que pese a resiliência da demanda doméstica

    Mas nós do BC havemos de acabar com essa resiliência persistente, desde que mantidos constantes nossos proventos mensais salvo se substituidos por rendimentos substancialmente maiores em cargos equivalentes em corporações bancárias do mercado privado nacional ou, por transferência em matriz no exterior.

    A transferência de renda nacional para os rentistas nacionais e do exterior e para os rentistas nacionais expatriados, deve ser prova suficiente de boa-fé e servir como também eficiente prova curricular para tal feito.

    Ao estender a percepção da resiliência da demanda doméstica que sempre atrelamos à causa primária da inflação, já alinhamos ajustes da taxa SELIC entre 0,25 e 0,50 pontos percentuais até o final de 2016 quanto então com a distensão destes argumentos teremos tempo hábil para novos e sólidos arrazoados convicentes.

    Entretanto, se a banca julgar insuficiente estes argumentos pode apreciar que o propalado rápido ajuste vai ultrapassar o ano de 2015 indo de janeiro desse ano até o final de 2016 (um pouco mais se o mercado propagar permanecer elevado um risco para o centro da meta inflacionária e o BC juntamente com o PIG corroborar essa tese)

    O Copom também avalia que há dados favoráveis à queda da inflação, como início de um processão (processo de tamanho incomensurável) de perda de dinamismo no mercado de trabalho, mas alerta que os salários devem ser mantidos nos níveis mais baixos possíveis para que a cadeia produtiva venda abaixo dos custos necessários para produzir/adquirir seus bens. Alcançada essa situação quimérica o Ministro Levy afirmou que entraremos em um circuito bastante positivo sem inflação e que seria possível até mesmo reduzir os juros da Selic ao mesmo patamar do segundo colocado no ranking mundial. Depois do acesso de risos que durou cerca de quinze minutos os membros do Copom se recompuseram e encerraram a entrevista.

     

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