4 de junho de 2026

Avanço de Vale e Petrobras ajuda bolsa a subir 2%

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Jornal GGN – A disparada das ações da Vale e da Petrobras afetaram diretamente o desempenho da bolsa brasileira, que fechou o dia acima dos 57 mil pontos pela primeira vez em quase sete meses: o Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou o primeiro pregão do mês em alta de 2%, aos 57.353 pontos e com um volume negociado de R$ 7,532 bilhões. Com isso, o índice atinge seu maior nível desde 14 de outubro de 2014, quando a Bolsa teve pontuação de 58.015,46.

Um dos destaques do dia ficou com as ações da mineradora Vale: os papéis ordinários da companhia (VALE3) avançaram 9,4%, a R$ 24,78, enquanto as ações preferenciais, com prioridade na distribuição de dividendos (VALE5), subiram 6,34%, a R$ 19,30. Neste caso, a ação sofreu os ajustes de desempenho após a valorização das ações na bolsa dos Estados Unidos, embora a agência de classificação de risco Standard & Poor’s ter diminuído a nota de boa pagadora de dívidas da Vale, na última quinta-feira (30). Esta foi a segunda vez no ano que a agência diminuiu a nota da empresa.

O mesmo ajuste de posição foi registrado pelas ações preferenciais da Petrobras (PETR4), que fecharam em alta de 5,75% e as ações ordinárias (PETR3), que subiram 5,54%, com investidores acompanhando os comentários do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, sobre a estatal não ser obrigada a participar de leilões de áreas do pré-sal.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em alta de 2,24%, a R$ 3,081 na venda – quarto pregão consecutivo de alta, e atingindo seu maior avanço percentual diário desde 25 de março, quando a moeda norte-americana subiu 2,43%, a R$ 3,203.

O desempenho foi diretamente afetado pela sinalização dada pelo Banco Central brasileiro na última quinta-feira (30 de abril), de que deve ocorrer apenas uma rolagem parcial do lote de contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em junho. Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado e, até março, eram realizados leilões diários de novos contratos de swap cambial, para evitar um avanço mais expressivo da divisa norte-americana.

Para terça-feira, os analistas aguardam a publicação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o índice de preços ao produtor a ser divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os dados de vendas de veículos da Fenabrave e a utilização da capacidade instalada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), além do índice de preços ao produtor na zona do euro; a balança comercia e o PMI (índice dos gerentes de compras) composto nos Estados Unidos.

 

 

(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. José C Lima

    5 de maio de 2015 1:14 am

    Na Era FHC a ”Petrobrax” nada valia

     

     

    http://infoener.iee.usp.br/scripts/infoener/hemeroteca/EmDiaComEnergia.asp?decriterio=19%2F2%2F97&buPesquisar=Pesquisar

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