5 de junho de 2026

Brasileiros fazem piada com recurso que informa sobre segurança no Nepal

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Jornal GGN – O Humaniza Redes, página oficial do governo federal que denuncia incitação à violência e defende o direito das minorias nas redes sociais, recolheu algumas denúncias sobre brasileiros que fazem piadas com um recurso criado pelo Facebook para registrar o status de quem está no Nepal. Depois do terremoto que matou mais de 4 mil pessoas e deixou outras 7 mil feriadas, o Facebook agora dispõe de uma ferramenta para que amigos e familiares possam saber se seus conhecidos estão em segurança. O Humaniza repudiou a conduta dos “engraçadinhos”. 

Brasileiros fazem piada com ferramenta criada para encontrar vítimas do terremoto no Nepal

Do Humaniza Redes

Os brasileiros se orgulham de ser o povo que mais pratica ~a zuera~ nas redes sociais.  Enquanto o humor for feito sem diminuir, desrespeitar ou praticar intolerância contra ninguém é extremamente positivo. O problema surge quando a brincadeira ultrapassa o limite do bom senso e da empatia.

 

Na última semana, um terremoto atingiu o Nepal, matando mais de 4 mil pessoas e deixando 7 mil feridos.  O Facebook lançou uma ferramenta para confirmação de status de segurança para que as pessoas possam saber se seus amigos e familiares que vivem no local estão bem. Então, os brasileiros começaram a fazer marcações na ferramenta “em nome da zoeira”.

Quando coisas como essa acontecem, percebemos a necessidade e a urgência de iniciativas como o Humaniza Redes. Mais do que defender os direitos humanos na internet e fora dela, é importante que as pessoas entendam que as redes não são terra sem lei e que o respeito ao próximo é fundamental para que possamos garantir uma convivência pacífica e harmônica entre todos.

Nós também somos a favor das brincadeiras na rede, afinal isso é divertido e necessário. Mas, acima de tudo, é importante entender que com algumas coisas não se brinca. Nem tudo é permitido para ser o mais legal das redes sociais e atitudes como essas não tornam ninguém o rei das interwebs. Às vezes o melhor a fazer é se colocar no lugar do outro e perceber que o sofrimento de um é o de todos nós. Compartilhe essa ideia!

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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3 Comentários
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  1. Andre B

    4 de maio de 2015 10:54 pm

    Só acho que o nome e a foto

    Só acho que o nome e a foto deveriam ser expostas para todos. Afinal se eles resolveram meter a cara na rede, então já renunciaram ao direito de privacidade. As outras pessoas devem ser resguardadas desses indivíduos e portanto seus nomes e fotos deveriam ser expostos para segurança de quem potencialmente pode ser vítima deles;

  2. Mircon

    5 de maio de 2015 1:10 pm

    Me desculpe, mas eu precisei

    Me desculpe, mas eu precisei ler a reportagem para entender o significado do “status” do usuário.

    Não fica explícito o que o usuário quis dizer. Até por ser um serviço totalmente novo do Face. Provavelmente mais de 90% daqui dos leitores do Blog nem sabia dessa ferramente e teria a mesma surpresa.

    Tanto que todos os comentários tem um tom de “surpresa”, ou “não entendi”.

    70% dos meus contatos do Face eu não saberia informar de certeza em que lugar do mundo eles encontram-se nesse momento. Se alguém estivesse no Nepal, e postasse algo assim, eu ficaria perdido. 

    Até por que eu penso que a primeira sensação de quem esteve lá no Nepal no momento do terremoto deve ter tido um sentimento de “perdido”, de não saber o que fazer, prá onde ir, de desespero. E é o que os meios de comunicação estão nos transmitindo. De que há lugares em que as ajudas ainda nem chegaram, de que o povo todo está desamparado e desesperado.

    Aí me aparece um amigo que eu nunca mais tive notícias, com um post: “me sentindo seguro durante o Terremoto no Nepal”. 

    – Como??? Você está no Nepal? Ou… “Com esse terremoto todo e você se sentindo seguro?

    Acho exagero generalizar comentários como piadas, mas me parecem mais como desentendidos mesmo.

    Aliás, custava o cidadão ter detalhado um pouquinho sua situação? Por que não disse: 

    “Pessoal, quero avisar a todos que estou no Nepal, mas apesar de tudo estou bem e não fui atingido”?

    Até por que, todos sabemos que a dificuldade que as pessoas tem em relação a comunicação!

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