4 de junho de 2026

É doido pra todo lado no comando do país, de Pedro Paulo Paulino

Um doido pegou um doido / E deu nele uma facada. / A partir desse incidente / Foi a maior palhaçada

É doido pra todo lado no comando do país

Cordel de Pedro Paulo Paulino

Um doido pegou um doido

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E deu nele uma facada.

A partir desse incidente

Foi a maior palhaçada,

Pois o doido que foi vítima

É um doido da política,

Sem competência pra nada.

O doido então se trancou

Lá na sua residência,

E votado por milhões

Que também sofrem demência,

O doido e sua facada

Foram, nesta pátria amada,

Eleitos pra presidência.

Empossado no seu cargo,

Juntamente com seu vice,

Ambos começaram logo

Uma série de sandice.

Com dois meses já passados

É doido pra todo lado

Só cometendo tolice.

Nada do que diz ou faz

Pode ser levado a sério.

O doido faz cada coisa

Sem noção e sem critério!

Pra complicar sua vida,

Tem uma doida barrida

Dentro do seu ministério.

Essa doida viu Jesus

Tranquilamente escanchado

Num galho de goiabeira,

Pregando entusiasmado,

Nu da cintura pra cima,

Pedindo reza pra Dimas,

Com quem foi crucificado.

Outro doido, que ocupa

Uma pasta principal,

Afirmou que doravante,

No campo educacional,

Todo aluno adolescente

Vai cantar de trás pra frente

O Hino Nacional.

Diz um doido: – Faço isso?

O outro diz: – Faça não!

– Se eu quiser fazer, eu faço!

– Pois querendo, faça então!

– E se eu não quiser fazer?

– Você pode desfazer!

– Tá é feito, capitão!

O doido maior de todos,

Sem a menor disciplina,

Já comprou questão com Cuba,

Já comprou questão com China,

E mostrou, no carnaval,

Que na pátria, todo mal

Pode sair pela urina.

Quando o doido solta a língua,

Nem mesmo o diabo segura.

Pensa que a Venezuela

É perto da Cingapura;

Pensa também doidamente,

Que por lá o presidente

É uma fruta madura.

É claro que o mundo inteiro

Pouca coisa deve aos sãos,

Mas esses doidos aí

Muito perigosos são,

Pois são doidos camuflados

E mal intencionados

No comando da Nação.

Esperar o que de um doido

Que ganhou fazendo arminha?

O otário que acreditou

Não compra nem a bainha!

Eu só tenho cá pra mim,

Que quem vota em doido assim

Tem juízo de galinha.

Se por acaso hoje em dia

Fosse pra ser recolhido

Cada doido papangu

Que votou nesse bandido,

Não haveria lugar

Que pudesse comportar

Tanto doido arrependido.

Finalmente, é tanto doido

No poder, que tá sobrando!

Mas sabemos, com tristeza,

Que o tempo vai se passando,

E nessa louca corrida

Tem muita gente sabida,

Do Brasil se aproveitando!…

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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