Por André Motta Araújo

O Plano Levy é um programa de ajuste fiscal, quer dizer, refere-se exclusicamente à reorganização das finanças públicas, vai retirar dinheiro da economia produtiva de duas maneiras: aumento de impostos e diminuição do gasto público. É um PLANO MEGA RECESSIVO. O PIB vai cair em 2015 e 2016 garantidamente, 1,5% ou 2% este ano e 2 a 2,5% em 2016. O desemprego será enorme e as consequências sociais e politicas, insuportávies.
Por mais importante que seja, nada diz relativamente à economia produtiva, que é onde estão a produção e os empregos. É tambem da economia produtiva que se reira a arrecadação, parte central do Plano Levy. Se a economia produtiva afunda, também afunda o Plano Levy, mas este não tem nada para a economia produtiva.
Nesse sentido, o Plano Levy não é uma POLITICA ECONÔMICA, é apenas um programa banal de ajuste das contas do Tesouro.
O Brasil não precisa desse programa, necessita de outro para impedir que a economia produtiva afunde.
Não importa que esta política corra o risco de aumentar a inflação, o desemprego é um risco mais lesivo do que a inflação – esta significa perda de renda, mas desemprego significa NENHUMA RENDA para o trabalhador. Inflação é ruim mas o Brasil conviveu 45 anos com inflação e as pessoas sobreviviam. O Brasil cresceu e se estruturou com inflação.
A agenda positiva
Uma agenda positiva de rápida implentação é possivel. Fontes de financiamento podem ser encontradas no compulsório dos bancos depositado no Banco Central, hoje em torno de R$ 360 bilhões, dinheiro já emitido mas atualmente esterilizado e não gerando nada, ao contrário, custa a Selic que o Banco Central paga aos bancos.
1.FINANCIAMENTO DA FOLHA SALARIAL – Para empresas que faturem até R$50 milhões por mês, em média a folha salaria é de 20%, mais leis sociais pode chegar a 30%. O Banco do Brasil opera o programa, fianancia té 3 folhas para repagamento em 24 meses com um ano de carencia. Daria um alivio de capital de giro a milhares de empresas. Contrapartida: Manter o nivel de emprego na empresa. VALOR DO PROGRAMA: R$ 20 bilhões.
2.BANCO SEBRAE – O Sebrae é muito bonito mas sem oferecer crédito é apenas uma ideia. Crédito para pequenas empresas , o modelo é a Small Business Administration americana, que já viabizou US$ 1 trilhão de dolares para pequenas empresas, a taxas modestas, prazos longos e garantias simples. É imenso o potencial para criar empregos de pequenos negocios e cria de forma rapida. VALOR DO PROGRAMA: R$ 5 bilhões.
3.DIMINUIR A BUROCRACIA PARA APROVAR PROJETOS QUE DEPENDAM DE LICENÇA – Criar uma Central de Licenciamentos para aprovar pequenas centrais hidroeletricas, linhas de transmissão, etc. Hoje uma etapa só começa quando termina outra, as aprovações podem levar COMUMENTE 10 anos, na região do Sul do Estado de São Paulo 11 usinas hidroeletricas médias com concessões compradas foram DEVOLVIDAS pelos concessionarios que se cansaram de esperar a aprovação, após 11 anos. No linhão de Manaus as torres e fibras já estão compradas há cinco anos, nada foi feito porque a FUNAI está cinco anos sentada em cima da aprovação, depois tem que ir a Fundação Zumbi dos Palmares pelos quilombolas, depois é que vai para o IBAMA, tudo isso deveria ser aprovado ou não em 6 meses, não há razão para tanta demora, que faz o empresario DESISTIR do projeto. Esses orgãos de licenciamento tem 800 projetos parados ou andamendo a passo de tartaruga.
4.LINHA DE CREDITO AUTOMÁTICA DO BNDES para projetos de energia. Hoje o BNDES financia mas leva um ano para examinar o projeto. A linha precisa ser mais agil e automatica, enquadrou, aprovou, é preciso velocidade. VALOR DO PROGRAMA: R$ 80 bilhões.
5.PLANO SUPER ETANOL – Temos 80 usinas integradas ou destilarias autonomas paralisadas, 46 em recuperação judicial, um setor mega empregador e que sustenta cidades e regiões. Criar um Grupo de Trabalho especifico para esse setor chave, que mexe com economia agricola e industrial. VALOR DO PROGRAMA: R$ 60 BILHÕES.
6.COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS DE OBRAS PÚBLICAS – No modelo de participação obrigatoria de todas as seguradores, como o seguro obrigatorio de automoveis. Vai garantir a execução das obras e aumentar muito a eficiencia da fiscalização das obras, o “performance bond” deverá ser obrigatorio para todas as obras. A seguradora será uma super fiscal do risco da obra porque o dinheiro dela está em jogo.
7.PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO – Uma necessidade absoluta pelas más condições de fornecimento de agua e pela não existencia de esgoto em 51% dos lares brasileiros. Alem de suprir a finalidade, GRANDE GERADOR DE EMPREGOS. VALOR DO PROGRAMA: R$ 100 bilhões.
8.ACORDO DE ENERGIA COM OS EUA – Negociar linhas de crédito com o Eximbank, Banco Mundial e BID para projetos de energia, com aval do Tesouro, tem demanda para grande volume de recursos. VALOR DO PROGRAMA: US$ 15 bilhões, grande gerador de empregos, mercado aberto nesse programa para empreiteiras internacionais.
9.AMPLIAÇÃO DO PROGRAMA MINHA CASA mas com alterações. Não construir só blocos de casas e sim comunidades completas, com supermercado, centro esportivo, escolas e centro de saude, verdadeiras min cidades.
Só as casas trazem muitos problemas, invasões, crime, milicias. Uma comunidade tem uma supervisão e um controle muito maior. Este programa é grande gerador de emprego VALOR DO PROGRAMA EXPANDIDO : R$50 bilhões. Seguro de qualidade de construção OBRIGATORIO pela mesma seguradora acima.
10.SALVAMENTO DA INDUSTRIA NAVAL – Por causa do caso Petrobras, todos os estaleiros estão em risco de fechar. É preciso garantir as econcomendas e credito para o comprador. O SETOR É GRANDE EMPREGADOR. VALOR DO PROGRAMA: R$ 30 bilhões.
TOTAL DA AGENDA POSITIVA: R$ 345 bilhões mais US$15 bilhões dos bancos multilaterais.
O valor parece alto mas não vai ser deembolsado rapidamente, há um grande prazo de alocação, o mais importante é a DISPONIBILIDADE do valor, que vai criar um clima altamente positivo para relançar a economia na rota do crescimento.
O investimento publico é o UNICO CAMINHO para reativar a economia, uma vez que não há mais condições de financiar o consumo como elemento ativador da economia.
Sem uma AGENDA POSITIVA a economia brasileira vai afundar com ou sem ajuste, que não resolve a economia total.
Ivan Bispo
29 de março de 2015 1:35 pmEnergia
As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s) não resolvem nenhum problema de energia, pois numa seca como a atual elas não produzem nada e só impactam negativamente o meio ambiente e produzem diversos conflitosentre a irrigaçãção, o saneamento e o turismo. Nas 80 usinas de produção de etanol, aí sim, através do bagaço da cana podemos produzir energia suficiente para abastecer o estado de São Paulo.
Ivan Bispo
29 de março de 2015 1:40 pmBioeletricidade
““Além do combustível limpo, a cana também gera bioeletricidade a partir da queima do bagaço, que já é responsável por eletricidade equivalente ao consumo de cinco milhões de residências, ou pouco mais de 10% da população brasileira. Número que em 2020 poderá atingir 20% da demanda nacional, um volume que corresponde ao consumo anual de energia elétrica de um país como a Holanda, ou três usinas como a de Belo Monte,” ilustra Sousa.” +AQUI
Andre Araujo
29 de março de 2015 1:53 pmMeu caro, ninguem disse que
Meu caro, ninguem disse que as PCH vão resolver a escassez de energia, nenhum modal SOZINHO resolve, é a soma dos modais que o Pais necessita. Existem em operação hoje 463 PCH gerando 4.600 MW, tem 30 em construção, 146 outorgadas e 772 projetos na ANEEL, que inclui as 146 outorgadas. Os investimentos REPRESADOS pelo atraso de licenciamento chegam a R$50 bilhões.
Quanto a seca que impede geração das PCH sãi casos esporadicos, quase todas estão em plena geração, são rios espalhados por todo o Brasil, em regiões muito diferentes, as que eu acompanho, no Rio Saão Domingos, divisa de Bahia com Goias tem reservatorios e não tem seca.
Pisquila Wine
29 de março de 2015 1:38 pmMotta Araújo, concordo em
Motta Araújo, concordo em parte contigo, ou seja, concordo no mérito e não com os valores. e alguns setores. Por exemplo: é vital para o País, para não perder a inteligência e o conhecimento acumulado na Avibrás que está quase fechando as portas. O governo tem que encampá-la e passar o controle dela imediatamente para a FAB. Outra que tem que ser socorrida imediatamente é a Sete Brasil senão, como você bem disse, vai jogar a pá de cal na indústria naval brasileira. Aliás, sei não, mas está muito estranha essa aflição dos promotores da lava jato em acabar com o conteúdo nacional para a cadeia produtiva de petróleo.
Andre Araujo
29 de março de 2015 1:57 pmDe pleno acordo, assino
De pleno acordo, assino embaixo. Acompanhei a historia da AVIBRAS, estive no Iraque em missão comercial onde estava o engº Verdi, a Avibras chegou a fornecer ao Iraque em um só lote 400 milhões de dolares em lançadores de foguets,
empresa pioneira, junto com a Orbita, assim como era a Engesa, setor exportador importantissimo, depois desmontado no governo FHC.
Eden SP
29 de março de 2015 4:16 pmRelações brasileiro-iraquianas – caso único
Muito paradigmático as relações bilaterais Brasil-Iraque a entre os anos 70 e 80.
O auge foi, sem dúvida, no governo Figueiredo, o Itamaraty sob a batuta do grande embaixador Ramiro Saraiva-Guerreira (“Diplomacia Universalista”). As imagens dos equipamentos militares brasileiros, as grandes obras de infra e, simbolicamente, o que ficou marcado, os famosos Passats laranjas e brancos que faziam parte da cena do quoditiano de Bagdá. Muitos iraquianos (hoje muitos exilados ou filhos dstee trabalhando em postos de grandes empresas e bancos nos Estados Unidos) hoje lembram com ótima recordação dos “tempos dos Passats “brasileiros” “
Agora o caso único foi a existência, até o início dos anos 90 de instituição bancária chamado Banco Brasileiro-Iraquiano, uma joint-venture do Banco do Brasil com o governo iraquiano. Só não sei se tal banco era uma clearing house, um banco comercial ou ambos, mas reflete em grande medida q relevância que comércio com Bagda relevava-se em alto grau.
Não há ainda um “Banco Mercosul”, um Banco Brasileiro-Americano (embora, em praxis, o Citi Brasil tentava, no passado, preencher tal lacuna) ou um Nipo ou Sino-Brasileiro. Mas um Brasileiro-Iraquiano, ah, sim, isso de fato, existiu.
Andre Araujo
29 de março de 2015 7:47 pmBem lembrado meu caro, o
Bem lembrado meu caro, o Banco Brasileiro Iraqueano S.A., com sede na Praça Pio X no Rio, era uma parceria entre o Banco do Brasil e o Raffidain Bank, principal banco do Iraque, estive presente na fundação em Bagdah , quando o Presidente Saddam ofereceu um banquere ao Ministro da Fazenda Ernane Galveas, 12 carneiros inteiros, com dentes e olhos, servidos em badejas de prata, trinchados, foi oferecido ao Ministro Galeas os OLHOS do carneiro maior, o que deixou o Ministro branco como um lençol. Tais foram os sacrifios do governo militar para abrir portas para o Brasil.
Pisquila Wine
29 de março de 2015 1:40 pmMotta Araújo, concordo em
Motta Araújo, concordo em parte contigo, ou seja, concordo no mérito e não com os valores. e alguns setores. Por exemplo: é vital para o País, para não perder a inteligência e o conhecimento acumulado na Avibrás que está quase fechando as portas. O governo tem que encampá-la e passar o controle dela imediatamente para a FAB. Outra que tem que ser socorrida imediatamente é a Sete Brasil senão, como você bem disse, vai jogar a pá de cal na indústria naval brasileira. Aliás, sei não, mas está muito estranha essa aflição dos promotores da lava jato em acabar com o conteúdo nacional para a cadeia produtiva de petróleo.
DjalmaSP
29 de março de 2015 1:43 pmLevy
Lamentável a se confirmar esse viés recessivo da política econômica. Vejam, via Zeloti, que só os que tem menos pagam em dia (lembrem-se do fundador das casas Bahia para quem o segredo era vender para os mais pobres que buscam pagar em dia, o que se configurava na inadimplência do grupo).
O Brasil como um país diferente no mundo precisava ousar mais e romper os manuais dos conservadores, que buscam apenas garantir o seu lado. Na famosa marolinha, enquanto os economistas pregavam freiar tudo, um nordestino sem instrução estimulava a todos a comprar, pois o mercado interno era a salvação. Isso é ousadia, não o receituário neoliberal, aonde tudo estoura pros mais desprotegidos. Que esses doutores do economês tivessem que passar pelas agruras do desemprego, da insegurança em relação ao provimento de suas famílias e aí certamente teriam outra perspectiva para o tratamento dos rumos de nossa economia.
Domenico Amaral
29 de março de 2015 1:50 pmMotta . De acordo.
O Joaquim “Bradesco” Levvy pensa pequeno, apenas em ” entradas e saídas” do caixa. Parece tesoureiro de Clube Social. Precisamos de Política Econômica ! Mais Keynes, menos ” Chicagos Boys”!
Fabiana C
29 de março de 2015 1:54 pmPara um crescimento mais
Para um crescimento mais rápido da economia: redução da Selic para 8%a,a, e U$ 1,00 = R$ 4,00, as exportações darão um salto extraordinário nos próximos anos, fortalecendo a indústria nacional, com a criação de milhões de empregos no Brasil.
LC
29 de março de 2015 2:00 pmÁlcool para alcoólatra não é problema
É só substituir álcool por inflação, e temos a linha do artigo.
Absurdo completo. Dentro da lógica dos lunáticos que ainda defendem a política Guido Mantega, a solução é gastar mais e estatizar mais. A comparação com a Europa feita por essa gente é inundada de desonestidade intelctual. Citem algum país em crise da Europa que tenha visto a inflação aumentar nos últimos 4 anos. Aliás, tirando as “maravilhosas” Argentina e Venezuela, nem na América Latina a inflação aumentou nestes últimos anos. Aliás, quando digo inflação digo o atual IPC, que não é o mesmo do governo Lula, pois a “metodologia” de cálculo foi alterado pela dupla Mantega-Augustin. O IPC do Lula calculado hoje certamente daria uma inflação maior.
O que me deixa estarrecido é que até a própria Dilma se convenceu que a política econômica dela nos 4 anos primeiros anos afundou, mas aparentemente no blog do Nassif ela foi espetacular…
MarcoPOA
29 de março de 2015 2:07 pmUma solução pratica!
Não teoria de esquerda ou direita.
Dilma está ajustando.
Aecio e Marina fariam a mesma coisa, talvez com mais força.
Este é o resultado do gastar acima do que tem e pior: continuam gastando.
Esta reeleição custou caro!
YRD
29 de março de 2015 2:12 pm3.DIMINUIR A BUROCRACIA PARA APROVAR 800 PROJETOS
Talvez sob responsabilidade da FUNAI existam 50 projetos em análise. As PCHs são, em sua maioria, responsabilidade de análise estaduais, até porquê estes rios não são federais.
Andre Araujo
29 de março de 2015 2:17 pmNão importa se são rios
Não importa se são rios estaduais ou nacionais, a aprovação da FUNAI e da Zumbi dos Palmares é indispensavel antes de ir para a licença ambiental, sem falar da analise de projeto pela ANEEL e o roteiro do processo de outorga, se for financiar parte pelo BNDES, quase todos, mais outra analise, somando tudo na melhor das hipoteses 5 anos.
YRD
29 de março de 2015 2:43 pmSAM
http://www.casacivil.gov.br/acesso-a-informacao/agendas-da-casa-civil/agenda-da-subchefia-de-articulacao-e-monitoramento
YRD
29 de março de 2015 2:45 pmLicenciamento
http://oindigenista.com/2015/03/25/ministerios-reeditam-portaria-41911-sobre-licenciamento-ambiental/
Rpv
29 de março de 2015 2:13 pmThinking outside the box
Thinking outside the box (also thinking out of the box[1][2] or thinking beyond the box) is a metaphor that means to think differently, unconventionally, or from a new perspective. This phrase often refers to novel or creative thinking. The term is thought to derive from management consultants in the 1970s and 1980s challenging their clients to solve the “nine dots” puzzle, whose solution requires some lateral thinking.[3]
The term is said to derive from a famous puzzle created by early 20th century British mathematician Henry Ernest Dudeney, in which someone is asked to interconnect nine dots in a three-by-three grid by using four straight lines drawn without the pencil leaving the paper. In order to be successful, the puzzle solver has to realize that the boundries of the dot array are psychological. The only way to solve the puzzle is to extend the lines beyond the artificial boundry created by the nine dots.
Pensar fora da caixa ( também pensar para além da caixa) é uma metáfora que significa pensar de forma diferente, não convencional , ou a partir de uma nova perspectiva. Esta frase , muitas vezes refere-se a pensar o novo ou o criativo. O termo empregado para consultores de gestão , nos anos 1970 e 1980, quando desafiavam seus clientes a resolver o quebra-cabeça ” de nove pontos ” , cuja solução requer algum pensamento lateral. [3]
O termo deriva de um quebra-cabeça famoso, criado no início do século 20 pelo matemático britânico Henry Ernest Dudeney, em que alguém é convidado para interligar nove pontos em uma grade de três por três , usando quatro linhas retas traçadas sem o lápis sair do papel . Para ser bem-sucedido, o solucionador de quebra-cabeça tem de perceber que as bordas da matriz dos pontos são psicológicos . A única maneira de resolver o enigma é estender as linhas além da borda artificial criado pelos nove pontos.
Há dois problemas em relação a esta proposta do Motta Araujo. Primeiro, os interesses de curto prazo da banca. O rentismo e não o trabalhismo domina o capitalismo brasileiro. Como se o capital pudesse surgir de outra fonte diferente do trabalho – manual/intelectual.
E, segundo, nossa cultura do formalismo. A lei é que diz o que deve ser feito. Logo, primeiro se cria uma forma para depois se pensar como encaixar o conteúdo nela.
Para superar este dilema só “pensando fora da caixa” de nossa herança cultural e estrutura de poder.
Diogo Costa
29 de março de 2015 2:20 pmFim gradual da política anticíclica
A Presidenta Dilma Rousseff adotou a desoneração da folha de pagamentos desde 2011, substituindo-a pela cobrança de um percentual sobre o faturamento das empresas. Só Carolina não viu. O programa atual apenas reajusta os percentuais das alíquotas de faturamento que as empresas devem pagar, a título da desoneração da folha. Quem não quiser pagar esse reajuste, pode voltar ao sistema antigo dos 20%.
Não há absolutamente nenhum banco, indústria, organismo multilateral, ong, consultoria ou coisa que o valha que aponte este desastre ferroviário de brutal queda do PIB em 2015 e 2016. Gostaria de saber de qual fonte, mística ou astrológica, o missivista tirou tal informação. Repito, não há nenhum organismo do Brasil ou do mundo que aponte na direção apocalíptica que o escrevente em questão aponta.
O “mega recessivo” ajuste de Joaquim Levy é mamão com açúcar perto dos ajustes feitos por FHC em 1999 e por Lula em 2003. Para quem não sabe, todo o primeiro mandato de Lula teve um superávit primário acima de 4,25% do PIB. E para quem também não sabe, a meta de superávit primário de 2015, fixada em 1,2% do PIB, é a menor dos 13 anos de governos do Partido dos Trabalhadores, com exceção do que se apurou no ano passado (déficit).
Na questão do emprego, veremos um aumento importante neste ano de 2015, mas nem de longe isso será a catástrofe que estão apontando. É muito importante lembrar que Lula saiu do governo, em 2010, com uma taxa de desemprego de 6,7%. Dilma terminou o primeiro mandato com uma taxa de desemprego de 4,8% e se tivermos um aumento de 02 pontos percentuais no desemprego em 2015, o que seria evidentemente ruim, esse desemprego voltaria ao patamar do último ano do governo Lula. Convenhamos, não seria nenhuma catástrofe apocalíptica, mas sim um regresso ao que tínhamos em 2010, com Lula. É ruim mas não é o fim dos tempos.
O problema do Brasil, como venho dizendo há muitos anos aqui no blog, se chama Crash de 2008, guerra cambial e as taxas de juros próximas de 0%, que estão sendo praticadas nos EUA, na Europa, no Reino Unido e no Japão há muito tempo.
É possível que a taxa de juros dos EUA, de 0,25% desde dezembro de 2008, suba no decorrer deste ano. Esse processo, somado ao fim do quantitative easing norte-americano, de mais de US$ 04 trilhões desde outubro de 2008, e que vigorou até outubro do ano passado, poderá ajudar na desvalorização do real e no fortalecimento da nossa indústria e das exportações.
Nem de longe, nem em sonhos, nem de nenhuma maneira a situação econômica do Brasil atual pode ser comparada ao que aconteceu nos EUA e na Europa em passado recente. Menos ainda quando se vê que a política nacional de valorização do salário mínimo está mantida, e isto impacta e puxa para cima as negociações dos dissídios das classes laborais. A desvalorização do real, que acontece desde o primeiro minuto do governo Dilma, em 2011, se ampliou em 2015 e isto terá benéficos efeitos para o país já no segundo semestre ou no mais tardar no início do ano que vem.
As medidas anticíclicas iniciadas por Lula em 2009, e aumentadas substancialmente por Dilma, até o limite do imaginável em 2014, blindaram o Brasil do terremoto econômico que se verificou em outras partes do mundo. O ex Ministro Guido Mantega vinha dizendo desde 2013 que era preciso iniciar o desmonte da política anticíclica para fortalecer as finanças públicas e iniciar um novo ciclo econômico. Dilma não iniciou esse desmonte em função da conjuntura política e agora está fazendo o que Mantega queria fazer desde 2013.
Aliás, Mantega defendeu durante todo o ano de 2014 que o Brasil deveria ajustar o superávit primário de 2015 para 02% do PIB. Com Levy o percentual será quase a metade disso, de apenas 1,2%.
O “relançamento” da economia brasileira vai ter curso quando as medidas de recomposição fiscal forem aprovadas e quando os efeitos da desvalorização cambial começarem a ser sentidos. Isto se o Ministério Público, a mídia venal e o PSDB não destruírem a Petrobras até o final deste ano.
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de março de 2015 4:22 pmJá não sou o único a defender o Mantega no blog rsrsrs..
Diego, estou com você, de onde o André tirou os números da recessão dele são um fonte, que pela amizade que temos com ele nestes anos no blog, ele não pode nos negar hehehehe….
Quanto aos ajustes, você está certo nas suas ponderações, mas acrescento que o ajuste administrativo é o starter ideal, comece-se com a reforma ministerial para valer, isto teria o condão de mostrar a firmeza e a determinação da Presidência com os ajustes.
Lucinei
29 de março de 2015 2:22 pmPra quem ainda acredita que
Pra quem ainda acredita que esse ajuste proposto pelo governo é “igual” ao da oposição, notem que o Armínio não tem nenhuma preocupação em dizer que o ajuste deveria muito maior.
e ainda tem quem embarque nessa de que o governo “mentiu”…
Me parece que nesse primeiro momento o esforço todo é pra passar as medidas que dependem desse congresso. Depois o executivo segue em frente.
mas algun obstáculos peracionais parecem ser inntranponíveis. questão do saneamento, por exemplo, desde sempre se fala nisso mas não anda. Recentemente o Carlos Lessa fez toda uma movimentaçao que não deu em muita coisa.
Tá na hora também de perguntar pro tal Afif Domingos o que elle ficou fazendo nesse tempo de ministério. Muito provavelmente não é uma agennda que vai melindrar os conservadores.
Armínio defende arrocho fiscal maior
Ex-presidente do Banco Central e guru da campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência em 2014, Armínio Fraga afirma que a meta de superávit primário perseguida pelo governo, de 1,2% do PIB, é insuficiente para interromper o aumento da dívida; ele afirma que seria necessário um esforço superior a 3%
19 de Março de 2015 às 07:43
247 – Para o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, a meta de superávit primário perseguida pelo governo, de 1,2% do PIB, é insuficiente para interromper o aumento da dívida bruta.
Guru da campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência em 2014, ele afirma que seria necessário um esforço superior a 3%. “A continuar nesse passo, a dívida chegará a 100% do PIB em quatro anos a cinco anos”.
Em entrevista ao sito do Valor, Armínio diz que o governo deve cuidar do lado qualitativo do ajuste, incluindo a preservação dos investimentos públicos para restabelecer a confiança e fazer a economia voltar a crescer (leia mais).
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de março de 2015 4:12 pmO Armínio está magoado
É preciso não uma pitada de sal ao lê-lo, mas um saleiro inteiro.
O problema aqui são as perdads internacionais insuperáveis para a econômia brasileira que o capitalismo financeiro internacional impinge ao povo e a nação com o monopólio sobre o nosso dinheiro, físico e eletrônico.
Antes que isto seja reequacionado, nada feito na área financeira.
Andre Araujo
29 de março de 2015 2:33 pmFaltou um adverbio no meu
Faltou um adverbio no meu texto. Eu não quis dizer que o Plano Levy é desnecessario, eu entendo que o Plano Levy é INSUFICIENTE, é necessario mas falta um outro Plano para reativar a ECONOMIA PRIVADA. O Plano Levy diz respeito apenas as contas publicas, não tem roteiro para a economia privada agricola, industrial, comercial e de serviços,
portanto não tem agenda para a criação e manutenção de empregos. É um plano BEM LIMITADO, o Brasil atual precisa de muito mais politica economica, não apenas uma arrumação das contas do Tesouro.
Giovani Blumenau
29 de março de 2015 2:47 pmsistema DIESEL GNV
André o governo poderia tentar implementar imediatamente o sistema diesel com gnv que poderia equacionar a questão rodoviária diminuindo pressão política e inflacionaria
Andre Araujo
30 de março de 2015 1:31 amHá uma enormidade de boas
Há uma enormidade de boas ideias em energia, essa é uma delas, mas é preciso vontade politica, determinação e conhecimento para implementa-las como metas com prazos e com responsaveis, modelo JK>
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de março de 2015 4:08 pmCorrupção
E o espírito cartorial e patrimonialista lusitâno que perpassa toda nossa sociedade, influindo em instituições, empresas e governo?
Abole?
Vamos ao prático, a arrumação tem de começar de cima para baixo, com a reforma ministerial em 14 pastas com 72 secretarias. Uma vêz implementado, retoma-se o dinheiro que aqui circula para o povo e a nação.
O resto é consequência.
Clever Mendes de Oliveira
29 de março de 2015 5:35 pmLevy é necessário, oportuno e insuficiente sem desvalorização
Andre Araujo (domingo, 29/03/2015 às 11:33),
Você fez bem em fazer esta correção. Luis Nassif ainda mais bem faria se acrescentasse a este post “A agenda positiva para relançar a economia, por Motta Araújo” de domingo, 29/03/2015 às 10:19, aqui no blog dele e de sua autoria este seu comentário retificador.
É verdade, o Plano Levy é necessário, mas não é suficiente. Talvez coubesse ainda dizer que o Plano Levy é oportuno. O Plano Levy não seria oportuno em 2011, em 2012, em 2013 e em 2014. Agora, entretanto, o Plano Levy é oportuno, é necessário e só não é suficiente. Enfim, falta a outra perna do Plano Levy. Por sinal há um post aqui no blog de Luis Nassif com esse título e com a sua assinatura. Trata-se do post “Falta uma perna no Plano de Levy, por Andre Araujo” de domingo, 22/02/2015 às 18:09 e que vale aqui deixar o link para o acesso direto ao mesmo:
https://jornalggn.com.br/noticia/falta-uma-perna-no-plano-de-levy-por-andre-araujo
Para lá eu enviei domingo, 22/03/2014 às 17:36, um comentário para você ao qual eu dei o seguinte título:
“Não falta perna. A solução é tática, mas não é de curto prazo”.
Com isso queria dizer que o Plano Levy apenas ia criar uma espécie de excedente externo que permitiria o aumento das exportações e a redução das importações e haveria necessidade para isso que houvesse uma maxidesvalorização e haveria que aguardar um ano para os resultados começassem a aparecer. Como eu, não tinha tempo eu não explicitei qual seria a perna que não faltaria ao Plano Levy que o tornaria oportuno, necessário e suficiente. O Plano Levy é mais bem compreendido pelas pessoas que acompanham a história do Brasil nos últimos quarenta e cinco anos.
Só o plano de contenção de gastos que o Brasil colocou em prática em 1983, associado com o aumento do juros, depois de tentar o caminho do aumento dos gastos públicos em 81, não seria um plano econômico suficiente. Precisaria da desvalorização de fevereiro de 1983. Infelizmente a recuperação econômica que ocorreu em 1984, foi interrompida em 1986 pelo Plano Cruzado. Só o Plano de Marcílio Marques Moreira em 1991, com contenção de gastos e associado com o aumento do juros não seria um plano econômico suficiente, ele precisaria de contar com um dólar um pouco mais valorizado. Infelizmente a recuperação da economia foi quebrada com a desvalorização do dólar ocorrida para o acerto do Plano Real. Só a contenção de gastos que o FMI impôs ao Brasil no final de 1998 não seria um suficiente para garantir a recuperação econômica brasileira que ocorreu em 2000. Foi preciso para que a recuperação acontecesse que houvesse a maxidesvalorização de janeiro de 1999. Infelizmente, a recuperação de 2000 foi interrompida pela falta de investimento em energia elétrica fruto da falta de previdência do ministro do Planejamento do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. Só o Plano Palocci de 2003, não seria suficiente para a recuperação da economia não tivesse ocorrido em 2002, uma maxi desvalorização.
A recuperação da economia em 2003 teria prosseguido em passos mais firmes se o Brasil tivesse optado por um crescimento mais moderado em 2004 e assim não fosse preciso aumentar o juro e com isso arrefecer o crescimento econômico de 2005 e 2006. É claro que o juro mais alto e o alto preços das commodities ajudaram o Brasil a formar uma grande reserva externa. E a própria valorização do real tornou o custo da compra das reservas mais baixo. E de todo modo, qualquer que fosse o percurso adotado, haveria uma retração mundial no quarto trimestre de 2008 que atingiria a economia brasileira qualquer que tivesse sido o caminho percorrido desde 2003.
O Brasil poderia também ter adotado um plano de contenção de gastos em 2009 e que em decorrência do afundamento da economia no quarto trimestre de 2008 levaria a economia a uma grande recessão em 2009. Tal plano, entretanto, seria contrabalanceado pela desvalorização da moeda ocorrida em dezembro de 2008 que levou o dólar a 2,4. Com um plano econômico assim a recuperação ocorreria em 2010, mas provavelmente sem a mesma força da recuperação que ocorreu puxada pelo mercado interno e que favoreceu a eleição da presidenta Dilma Rousseff em 2014, mas que trouxe o dólar ao final de 2010, para 1,7.
Então você está certo em dizer que o Plano Levy é necessário mas é insuficiente. Falta entretanto você dizer que ele é oportuno. E você pode dizer que o Plano Levy sozinho só tem uma perna, mas você está equivocado em dizer que o Plano Econômico do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff é insuficiente ou só contém uma perna. O Plano Econômico do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff e que já fora informado quando ela prometera mudar a política econômica durante a campanha presidencial tem duas pernas: uma é o a Levy e a outra é a desvalorização do real.
Para aqueles que tomam o governo da presidenta Dilma Rousseff como um governo medíocre, as duas pernas são vistas mas como que pertencendo a pessoas diferentes.
Não diria que as pessoas que não são capazes de perceber as duas pernas do Plano Econômico do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff sejam pessoas sem conhecimento da realidade, um pouco como um eufemismo para ignorantes. Elas estão apenas com a visão obnubiladas muitas vezes pelo preconceito, muitas vezes por uma ideologia que se quer eclética, mas peca pela incapacidade de ser dialética.
Agora, o Plano Econômico do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff terá mais efeito eleitoral se houver o entendimento que ele está incompleto. Quanto mais a economia se recuperar no futuro diante das trevas que se anunciaram no passado, mais retornos eleitorais, em especial no que diz respeito a popularidade, ela poderá obter.
No sentido de recuperação de índices de popularidade, um texto como o meu funciona mais como contrapropaganda. Só que na verdade, o alcance de um comentário em um blog é ínfimo. As pessoas já tem a cabeça feita pela própria cultura em que ela cresce. Não pense que foi a Rede Globo que fez a cabeça de mais de um milhão de manifestantes que saíram à rua em 15 de março de 2015. Eles e muitos outros pensam da mesma forma porque com a cultura que possuem e na qual se formaram, este é o entendimento mais fácil para ser feito. Você, por exemplo, é uma das pessoas que mais acompanham a realidade brasileira nos últimos quarenta e cinco anos e, no entanto, você foi incapaz de perceber a completude do Plano Econômico do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 29/03/2015
RSF
29 de março de 2015 8:29 pmValeu…
Anna Dutra
29 de março de 2015 2:52 pmAndré e Diogo
André, quando elogio teu texto não é à toa. Claro e límpido; sabemos todos que este não é um Plano, logo às queixas sobre detalhamento de como, onde, por quanto em cada rubrica surgirão naturalmente, mas não cabem mesmo aqui. Louvo teres incluído a Indústria Naval, praticamente natimorta pela LJ.
Aproveito para incluir Diogo Costa dentre os que, paciente e diligentemente, nos esclarecem (ou tentam) sobre assuntos muitas vezes áridos e que não devem ser tratados com a nossa – usual – histeria e desconhecimento. Sua mensagem é sempre equilibrada e muito justa no esclarecimento de méritos e deméritos.
A discordância entre AA e DC só enriquece a pauta e ajusta, aparando as bordas aqui e ali.
Ao Blog, por abrigá-los.
Obrigada!
Jose Mayo
29 de março de 2015 3:01 pmNo Brasil, pra encontrar “o
No Brasil, pra encontrar “o que fazer” basta olhar em volta;
Uma das grandes vantagens da nossa economia é que nenhum dos seus “nichos” está superdimensionado ou mesmo atendido. Em todos eles há muito a fazer.
Na roça, dos mais de 400 milhões de hectares de terras agricultáveis, ocupamos hoje em torno de apenas 60 milhões de hectares com a agricultura, 200 milhões de hectares com a pecuária extensiva (mais de 1 hectare por animal; dá pra quase triplicar o rebanho, na mesma área, agregando mais “processo” do que “tecnologia”) e a agroenergia não chega a ocupar mais de 6 milhões de hectares, havendo muito espaço para a sua expansão sem necessidade de expandir as fronteiras agrícolas, nem derrubar um “pé de pau” que seja da Amazônia. Basta melhorar o nível de informação.
Nas cidades, o saneamento básico, as estruturas dos vários níveis da Saúde, o déficit de moradias, o transporte público, a segurança, as estruturas de educação e todo um largo e profundo etc. estão aí a merecer investimento e atenção.
Somos um continente de demandas não atendidas com um mercado potencial enorme para cada uma delas…
Porquê o foco das nossas “políticas econômicas” deve ter como ponto central a exportação, e não a substituição?
Athos
29 de março de 2015 3:30 pmPorque tem problema chamado
Porque tem problema chamado Constituição de 88!
Lá diz que Ford do Brasil é empresa 100% nacional. Somos grandes exportadores de carros. Substituir o que? Nós mesmos?
Jose Mayo
29 de março de 2015 3:51 pmBem lembrado, Athos!Quanto
Bem lembrado, Athos!
Quanto representa mesmo, em termos de PIB e postos de trabalho, TODA a indústria automobilística nacional e estrangeira no Brasil, em relação às PME (pode deixar a agricultura de fora)?
Não! Aumentemos a aposta: TODA A INDÚSTRIA NACIONAL, pra ficar mais interessante.
Você sabe?
Abs
Athos
30 de março de 2015 6:39 pmSei apenas que representam
Sei apenas que representam cerca de 40% de tudo o que é arrecadado pelo Governo Federal!
Bom, de qualquer forma, minha pergunta era pura retórica. O que me interessa é informar as pessoas que existem diversos conceitos errôneos em nossa constituição que IMPEDEM efetivamenete nosso desenvolvimento.
O que citei é apenas um exemplo. Poderia ser o conceito de terra produtiva…que poderia ser como emq ualquer país do mundo onde é considerada produtiva a terra que paga imposto.
São inúmeros exemplos para que as pessoas concluam que o Brasil precisa de uma grande reforma constitucional. Não é algo pontual e sim muito mais amplo.
Nossa constituição está com problema de junta! Foi feita logo aós um trauma de 30 anos e hoje é um entulho que só atrasa nosso desenvolvimento.
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de março de 2015 3:25 pmOperações False Flag, afundamento de navios e aviões = Guerra
2015.75 está ai, em 1 de outubro de 2015, o tempo para alinhar as variáveis de forma que quando cair a primeira pedra do dominó, as outras caim de forma favorável está acabando.
Forçar os ajustes que não foram feitos na história toda do Brasil, mais de 500 anos, em um mês ou uma semana como sugere o Araújo é para lá de suspeito.
Principalmente se se considerar que tivemos oportunidades muito mais favoráveis em 2008, 2009 e mesmo 2010 para que fossem implementados e todas as vezes que surgiam sugestões neste sentido eram torpedeadas pela mais baixa argumentação, a da força bruta contra a inteligência.
Agora que já derrubaram um avião alemão com civis, ou seja a operação false flag dá todos os indícios de que já foi consumada, vir com este programa de reforma total é muita cara de pau.
Convenhamos, têm de ser muito ingênuo ou pensar que o outro lado é débil mental para acreditar que emplaca uma estultice desta monta.
Vivemos em tempos interessantes.
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de março de 2015 3:33 pmV de Vingança
[video:https://www.youtube.com/watch?v=yrwTDfdck7I%5D
joaohp
29 de março de 2015 8:27 pmPrezado Alexandre…
…voce vê algo relacionado entre a escolha de um ajuste e/ou adocao atual de uma politica econômica mais severa e ortodoxa (contracionista, e nao expansionista, keynesiana, anticílica, como muitos aqui propõe) pelo governo Dilma, com o que você defende/antecipa/prevê, que acontecerá a partir de setembro deste ano?
Por exemplo…, como se esta opção (pelo governo) já fosse de certa maneira, preventiva (e orquestrada, junto com nossas decisões macro)?
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de março de 2015 11:16 pmCaro João
Os eventos futuros são incertos. Alguém já disse que fazer previsões é muito difícil, especialmente sobre o futuro.
Que eu pense que a Dilma deva manobrar a economia brasileira para um embate é público e notório aos que me lem aqui no blog, que o panorama externo está cada vez mais sombrio, com USA/Israel de um lado e Europa/Asia do outro, não é novidade para ninguém também.
Uma política econömica restritiva de gastos trás óbvias vantagens quando a grana fica curta, se o cenário internacional aponta para tempos difíceis, ir se precavendo não me parece má idéia. Aumentar despesas com previsão de menos encaixe é burrice rematada, na minha humilde opinião.
joaohp
29 de março de 2015 11:35 pmOk colega Alexandre…
..valeu pela resposta, obrigado!
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de março de 2015 11:49 pmO Armstrong dá como certo o defaut ou via infla;ão ou defla;ão
Solution Conference
Posted on March 29, 2015 by Martin Armstrong
I would like to thank everyone for participating. This event may have been the largest financial conference in history with more than 5,000 attending from 47 countries. If everyone watched bringing just one friend, then we probably exceeded 10,000. The whole purpose of this event was to start the ball rolling with a discussion of reform.
The recording will be up now for 2 weeks for people to watch through the PEI site.
We have no choice in this matter, Either we default by deflation or by inflation in which case we end up with massive civil unrest and the risk of REVOLUTION or a majorINTERNATIONAL WAR.
The Solution as presented is by no means a Solution for all out problems. There are huge problems with regulation, unfunded liabilities, etc.. We cannot address all of these concerns from the outset. We have to start the ball rolling. Get the process started, and the rest will take shape in the course of time and circumstance.
Eliminating Taxation, Privatizing the Debt, ending Federal Borrowing, and eliminating political contributions so elections are funded by government are all plausible. The eventual debatable reform is capping the size of government.
The main objective is start thinking out of the box. If we can just start here, then reforms thereafter will become possible.
We are in a Schumpeter Wave of Creative Destruction. This is what we face on the other side of 2015.75. There is little hope of coming out of this as a society without change of some sort. Our problem is we constantly turn to the same solutions and repeat the cycle endlessly.
Where we cap the size of government will be the hot question. Moving forward with additional reforms like term-limits may be possible since the older generation is gradually dying out. This will remain works in progress.
We have to begin somewhere and this is just the start. The object of this exercise is to start the debate. I have already discussed the basics with people in government around the world. The 50 shades of grey are centered on what portion of GDP do we cap government. Get this first round of reform in place and change will sweep through faster than you may suspect.
How do we begin? It needs to be with any government, Greece, Italy, Spain, where the economic pressure is already felt by the people. The United States is not ready yet. We have to wait until the other side of 2015.75.
I will be doing a tour of Europe for 6 weeks going everywhere from Poland and France to Netherlands down to Spain. I have been invited to speak at three Universities. So the ball is rolling. We now need more team-players to help it this over the goal line. We start to fight back and reclaim our FREEDOM, or we will be suppressed to the point all will be lost.
If we can change these elements, FATCA will vanish, the NSA no longer needs to track our money, and you can have cash in your pocket once again. In Britain, they too are confiscating cash even if you have receipts just as they do in the States and France.CASH has become the target of police everywhere and this is all because government is broke. There will be no FREEDOM or LIBERTY left in just a few years. It is time to act before you need to give a DNA sample to get on a train, bus, or plane.
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de março de 2015 3:50 pmRetome o pagamento eletrônico para o governo 5% a menos de infla
Só a retomada do meios de pagamento eletrônicos, que hoje são um verdadeiro imposto de captação sem contrapartida para o Estado brasileiro, e que estão nas mãos de operadores privados transnacionais, já devolveria ao Brasil uns 5% que são arrecadados deste modo, assim cancela-se inflação e abre-se espaço para emissão de dinheiro brasileiro não inflacionário para financiamento do Estado e agilização do processo econômico aqui dentro.
Quando um perde, os transnacionais, o Brasil ganha.
Vontade política, uma canetada da Dilma e efeito instântaneo.
emerson57
29 de março de 2015 4:00 pmimposto
“desemprego significa NENHUMA RENDA para o trabalhador.”
Trabalhador sem renda não consome.
Comércio não vende para quem não consome.
Se o comércio não vende, também não compra.
A Indústria não produz para quem não compra.
Se nada funciona, muita gente perde o emprego.
E ninguém paga imposto!
-É a bola de neve SUBINDO a montanha!
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de março de 2015 4:15 pmMas não falta o que fazer no Brasil e gente que recebendo trabal
É questão de coordenar os serviços com os trabalhadores remunerados.
O Brasil é grande!
Assistir o desemprego, com tudo por fazer por aqui, além de ser de uma crueldade sem par é de uma burrice gigantesca.
Jose Mayo
29 de março de 2015 4:27 pmE bota GIGANTESCA nisso!
E bota GIGANTESCA nisso!
José Carlos Brandes
29 de março de 2015 5:34 pmLógico
Em 2003 os social-democratas sob o comando do Schroeder implantaram na Alemanha a Agenda 2010, porque já anteviam que seria impossível se manter empregos e direitos tal qual a 30 anos atras neste mundo globalizado onde um trabahador europeu pode perder seu posto para um asiático numa simples reunião de conselho que define se a fábrica será em Dusseldorf ou em Ghangzou.
Os alemães flexibilizaram as relações de trabalho, criaram os micro-jobs, mexeram no seguro-desemprego, etc e graças a isso atravessaram a crise de 2008 e hoje estão melhores que qualquer país da Europa.
É evidente que aqui no Brasil isso não pode vir desvinculado de reformas que ataquem o acúmulo desordenado de riquezas, via cobrança de impostos que inviabilizem esse acúmulo.
Pedro Penido dos Anjos
30 de março de 2015 11:58 amE exportaram sua crise para
E exportaram sua crise para resto da Zona do Euro, não é mesmo, queridão do papai?
Alexandre Weber - Santos -SP
30 de março de 2015 12:25 amNo assunto trabalho
Putting America Gainfully Back to Work
BY NICK ELLISON MAR 26, 2015| FEATURED, FUTURE, GRAND CHALLENGES 2,457 9
Years ago, my brother, Matt, explained to me that there are three ways to push out the productivity curve: technology, capital, or people.
When we increase productivity, we increase wealth. However, when we discuss how these three forces impact the labor market, we often focus singularly on how technology either creates or destroys jobs and wealth.
Our fear – not entirely misplaced – is that robots will render most of us useless, and in doing so, cleave society into those who control the machines (educated titans of industry), and those who fall victim to them (uneducated poor workers). In this future, the majority of humans – helpless and tired – fall by the way-side on the road to progress.
This fear ignores the fact that humans create the machines and direct the flow of capital, and in doing so, control our destiny. Never has this been more true than in our data-driven, networked economy, where technology combined with capital markets and human ingenuity enables us to increasingly master every dimension of our universe.
So much so that, as Paul Krugman of The New York Times recently called out, “inequality and the falling fortunes of America’s workers are [now] a choice, not a destiny imposed by the gods of the market.”
In this Age of Abundance, inequality has become a moral choice to which society accedes.
This is particularly true in Silicon Valley, where we have the wealth, technology, and ingenuity necessary to redress income inequality.
Yet too often we extoll the virtues of marketplaces and platforms. We absolve ourselves of any sins thrust upon workers vis-a-vis lower wages or poor working conditions as a result of our innovative technologies. We optimize to reduce human involvement and increase profits, and in the process, we’ve ceded our moral authority to the machines and “the market.”
But the truth is, people matter most. We need to create a future of work characterized by living wages, healthy work/life balance, and meaningful work. The choice is ours to make as business owners, consumers, policy makers, voters, and workers.
What can we choose to do today to redress income inequality and create a better tomorrow for workers?
Innovate corporate culture to ensure wage equality for women.
Women are now the primary earners in over half of American households. The IMF calculated that raising women’s wages in the US could increase annual GDP by 5%, worth nearly $1 trillion dollars to the US economy.
Give women – and households across America – a raise by rewarding responsible employers who provide “equal pay for equal work” with public recognition.
By creating a public registry of employers who volunteer to verify that they provide “equal pay for equal work”, we can spur wage growth, improve corporate accountability and transparency, and most importantly, begin to remedy generations of economic injustice against women. One better: provide a payroll tax incentive for employers who validate equal pay in the next three years, and pour fuel on the fire of America’s economic recovery.
Innovate government policy to fund large-scale workforce development programs.
“Pay for success” bonds are innovative financing mechanisms for social programs in which government agencies pay only for real, measurable social outcomes – after those results have been achieved. These bonds have helped reduce recidivism in New York, expand educational opportunities in Chicago, and curb chronic homelessness in Massachusetts.
With the cost of capital at historic lows, state and local government can cost-effectively catalyze a wave of civic innovation and job creation by pledging to repay private investors – like corporate employers – who want to train and employ the next generation of workers. Existing infrastructure, like Community Reinvestment Act banks, can serve as the intermediaries to provide capital, expertise, and a network of local partners who can design, build, and operate these workforce programs. The Department of Labor, Department of Energy, or any number of federal agencies can fund (some already do in small part) or guarantee these bonds, thereby supporting the creation of a national marketplace overnight.
In an innovation of monetary policy, the Federal Reserve could be empowered to put its money where its mandate is and guarantee pay for success bonds that support “maximum employment,” similar to how Fannie Mae and Freddie Mac have supported the mortgage market. If the Fed were to have guaranteed just 1% of the ~$1.7 trillion it pumped into the economy during the Great Recession as “pay for success” bonds, then an additional $17 billion could have been deployed into local communities to fund innovative programs that upskill and empower millions of workers.
Innovate unemployment insurance to upskill the next generation of workers.
Tie the receipt of unemployment benefits to the completion of new professional training. Much like the Danes have done withFlexicurity, incent every unemployed worker to re-enter the workforce better prepared to succeed tomorrow.
In Singapore, a similar government-funded program called the Institute for Employability spent $21,000,000 to help 65,400 citizens find their way to better skills and jobs, at an average cost of $321 per citizen. If we were to invest $17 billion into “pay for success” workforce development programs even half as economically as Singapore, we could potentially put 25,000,000 Americans back to work. As George Roberts, co-founder of Kohlberg, Kravis, Roberts (KKR) recently asserted: “When more people contribute their talents to the economy, everyone wins.”
Human ingenuity has never been more empowered, informed, or necessary than now, just as we face a raft of global crises: spiraling income inequality, crumbling health and education systems, climate change, and the fight for essential human rights.
The silver lining here is that by using these tools and committing to solve society’s most pressing problems, we can begin to eliminate a key one: unemployment.
There is much necessary, rewarding work to be done. Let’s get to it.
Nick Ellis is currently a fellow at the Aspen Institute and CEO of Hirabl, a San Francisco startup using Big Data to improve labor market transparency.
[images courtesy of Shutterstock]
Ozzy
29 de março de 2015 4:01 pmJesus
Então todos reconhecem que temos que fazer um ajuste fiscal, mas que pra ele não ser recessivo, precisamos gastar uns 400bi adicionais, o que inviabiliza o ajuste fiscal.
Vocês estão indo bem, continuem por favor.
Jose Mayo
29 de março de 2015 5:03 pmPenso que ninguém falou que,
Penso que ninguém falou que, esses 400 Bi estimados, viriam dos cofres públicos. Aliás a verba em si sequer difere do proposto, pelo próprio governo, por ocasião do lançamento do PAC, tendo a atual presidentA como “madrinha”. O que difere é a efetiva vontade e capacidade de fazer, e não só “dizer”.
O que se quer, e não se tem do governo, é um ambiente de SEGURANÇA JURÍDICA, regras claras, impostos justos e um trabalho de desburocratização digno do nome que permita, para o bem e para o mal, que o empresário possa idealizar e tornar realidade o seu investimento, antes que as “circunstâncias” que deram razão ao seu impulso percam a força.
“Cavalos selados” passam, não ficam esperando à porta.
José Carlos Brandes
29 de março de 2015 5:48 pmPois é
E nem falamos ainda que, a maior parte do tal ganho salarial dos últimos anos vei do setor público. Já postei por aqui um gráfico que mostra a disparidade entre o aumento da massa salarial do setor público comparado com o privado nos últimos 10 anos. COISA DE 5 VEZES MAIS.
Todo mundo contratou, prefeituras, estatais, governos estaduais, governo federal, judiciário, etc.
Agora, na hora do arrocho, a empresa privada demite a rodo, e os barnabés estão garantidos por uma esdrúxula lei que lhes garante que mesmo que não tenham porra nenhuma prá fazer nós temos que continuar pagando seus belos salários. E mais, ainda fazem greves por mais salário ou regalias.
E para pagar isso, tasca-lhe imposto no setor produtivo.
Ozzy
29 de março de 2015 11:00 pmAmbiente
Sim, o que você fala são as tais reformas estruturais que trariam maior dinamismo à economia. As mesmas reformas que, infelizmente, o PT sempre combateu ao longo de seus mais de 30 anos de existência. Combateu ativamente quando oposição e “combateu” pela inação quando situação.
Agora, sem nada a oferecer ao país, faz um ajuste fiscal recessivo.
E quando vemos pessoas inteligentes acharem que a inflação é um mal que pode ser tolerado, pois já sobrevivemos a ela no passado, aí é pra perder as esperanças…
Andre Araujo
29 de março de 2015 9:01 pmCrédito NÃO é gasto, é
Crédito NÃO é gasto, é criação de ativos na economia, é um dinheiro que VOLTA e poduz riqueza e renda.
Sérgio Lamarca
29 de março de 2015 4:18 pmAgenda positiva mesmo!
Lembro no inicio da crise de 2008 quando o Lula saiu a campo para espantar o baixo astral da crise. Mas Lula é Lula e Dilma é Dilma. O voluntarismo, a mediocridade e a falta de criatividade de Dilma é responsável por onde paramos. Regredimos a agenda pré – 2003.
Diogo Costa
29 de março de 2015 5:06 pmAbsoluta e rigorosamente nada a ver
Que regressão? Com Lula o superávit primário, no primeiro mandato, sempre ficou acima de 4,25% do PIB. No segundo mandato, mesmo após o estouro do Crash, jamais o superávit primário no governo Lula ficou abaixo de 02% do PIB. Como é que o superávit atual, de 1,2% do PIB, pode ser uma regressão?
O citado Crash estourou em 15 de setembro de 2008. Já em 2009 os principais países do mundo injetaram centenas de bilhões de dólares, euros e ienes no sistema financeiro internacional, impedindo o colapso do mesmo. Em 2009 o PIB mundial ficou negativo pela primeira vez na história da humanidade, desde o final da II Guerra Mundial. As centenas de bilhões de dólares, euros e ienes conseguiram preservar o sistema financeiro e em 2010 houve uma forte recuperação mundial, com o crescimento de 7,5% do PIB apenas no Brasil.
O problema principal, no entanto, ficou inalterado. A saber: desemprego de dois dígitos na União Europeia e nos EUA, além de déficits públicos gigantescamente gigantescos, também na casa dos dois dígitos em vários países europeus e até nos EUA. Ou seja, a incrível recuperação de 2010 perdeu fôlego porque os principais indicadores econômicos do mundo estavam horríveis, em que pese o sistema financeiro internacional ter conseguido sobreviver ao colapso absoluto. É bom lembrar que o comércio internacional se recuperou fortemente em 2010 e que praticamente estagnou a partir de 2012. A situação só não foi pior a partir de 2011 porque o preço das commodities agropecuárias, minerais e petrolíferas se manteve em alta até o ano de 2014. Em 2014 o preço das commodities desabou, com especial destaque para o derrocamento do preço do petróleo e do minério de ferro, além da soja.
É absolutamente fantasioso atribuir o status econômico atual do Brasil aos belos olhos de Dilma, de Lula ou de quem quer que seja. O governo Dilma recebeu de Lula, em 2011, um câmbio super hiper ultra valorizado, de R$ 1,65 por dólar. De forma corretíssima, empreendeu a desvalorização do real desde o primeiro minuto de governo, algo que culminou com uma cotação de R$ 2,70 por dólar em 2014 e uma cotação atual de R$ 3,25 por dólar. E mesmo assim, em função do desabamento do preço das commodities em 2014, as exportações brasileiras não conseguiram se recuperar. Apenas para se ter uma ideia, no ano de 2014 o Brasil exportou 15 milhões de toneladas a mais de minério de ferro, mas como o preço caiu pela metade, recebeu menos por essas exportações do que havia recebido em 2013.
Dilma levou a cabo uma das mais bem sucedidas políticas econômicas anticíclicas do Planeta Terra, preservando os empregos, a renda nacional, os salários e os investimentos em infraestrutura do país.
Ela blindou o Brasil contra a devastação do Crash e tomou várias medidas importantíssimas que fizeram o país suportar o tranco mais pesado da crise. Entre elas destacam-se a desoneração da folha de pagamentos, o fim dos tributos federais sobre a cesta básica, o PIL, o PAC 2 e a questão da CIDE, que foi zerada em junho de 2012. Todas essas medidas anticíclicas empreendidas fizeram o Brasil atravessar o momento mais duro da crise internacional mas cobraram um preço alto nas finanças públicas. Não há país no mundo que consiga manter políticas anticíclicas de forma indefinida. No caso brasileiro, a política anticíclica se esgotou e alguns dos aspectos ultra valorizados da mesma no primeiro mandato estão sendo reajustados.
O superávit primário proposto para 2015 é o menor dos 13 anos de governos do Partido dos Trabalhadores, com exceção do que foi verificado no ano passado. O ajuste feito por FHC em 1999 e por Lula em 2003 foi muito mais pesado que o ajuste que está sendo feito agora.
José Carlos Brandes
29 de março de 2015 5:56 pmNão delira amigo
É só comparar os números do Brasil com os outros emergentes e ver que a política anticíclica da DIlma e do Mantega foi um fracasso total.
Boa parte da economia mundial migrou dos países desenvolvidos para os emergentes nesses 5 últimos anos e nós perdemos o bonde da história com nossas medidas anticíclicas ilusórias que dificutaram a entrada do investimento estrangeiro aqui porque aqui o governo mantinha ilusóriamente, e a custos muito alto que estamos começando a pagar agora, uma situação de aparente tranquilidade com mão-de-obra escassa e cara além de uma carga tributária sobre a produção e o consumo incompatível com o resto do mundo.
Diogo Costa
29 de março de 2015 6:20 pmÉ mesmo?
Não é verdade que o Brasil tenha afugentado os investimentos estrangeiros durante o primeiro mandato de Dilma. Aliás, é justamente o contrário aquilo que se verificou.
Investimento Estrangeiro Direto (IED):
1) Oito anos de FHC/PSDB – US$ 163 bilhões;
2) Oito anos de Lula/PT – US$ 216 bilhões;
3) Apenas quatro anos de Dilma/PT – US$ 258 bilhões.
Se alguém perdeu o “bonde da história” nos últimos 04 anos, em matéria de IED (Investimento Estrangeiro Direto), certamente este alguém não foi a República Federativa do Brasil, presidida por Dilma Rousseff.
Aliás, como os dados estão fartamente a demonstrar, com Dilma a credibilidade internacional do Brasil alcançou níveis nunca antes vistos, como o volume de investimentos estrangeiros está a corroborar.
José Carlos Brandes
29 de março de 2015 7:14 pmComplicado
É difícil querer dar um pouco de luz para um sujeito cuja única regua de medir é o passado. Em outras palavras, o FHC.
Eu mesmo afirmei acima que há um deslocamento de investimentos de países desenvolvidos para os emergentes nos últimos anos. Óbvio que isso se reflete no Brasil também, como demonstram seus números.
Mas comparado a outros destinos e ao tamanho da economia e a importância do mercado brasileiro, o IED aqui é ridículo e vem caindo.
Em 2014 o IED em países em desenvolvimento cresceu 4%, contra uma que de 14% nos países desenvolvidos. No Brasil a queda foi de 3%. Um desempenho ridículo para uma economia em desenvolvimento que deveria criar condições de investimento e aproveitar esse fluxo a favor.
Diogo Costa
29 de março de 2015 7:58 pmComplicado mesmo
Os números comprovam por si sós, nem precisaria fazer uma análise mais acurada. Mas vamos lá.
Em apenas metade do seu mandato de oito anos, o governo de Dilma Rousseff já atingiu o patamar de 70% de todo o IED (Investimento Estrangeiro Direto) acumulado nos 16 anos de governos de FHC e de Lula, somados.
Durante os primeiros 04 anos de governos de Dilma Rousseff, o Brasil subiu de posição e chegou ao patamar dos 05 principais destinos do globo terrestre em matéria de Investimento Estrangeiro Direto, ao lado de economias como a China e os EUA.
Ou seja, é algo absolutamente fantasioso dizer que o Brasil, sob a administração de Dilma, “afugentou” os investimentos externos. É, como já disse antes, justamente o contrário. Aliás, Dilma terminará o seu segundo mandato, em 2018, superando a soma dos governos de FHC e de Lula em matéria de Investimento Estrangeiro Direto.
Mais do que isto, foi no governo dela, somados estes primeiros 04 anos, que o Brasil chegou ao patamar das 05 economias mundiais que mais recebem IED em todo o Planeta Terra.
Realmente é complicado. Principalmente quando as pessoas insistem em não reconhecer o que o mundo inteiro, e os números e dados, reconhecem há muito e muito tempo.
José Carlos Brandes
29 de março de 2015 8:57 pmPQP
Amigo, descola do FHC. Esquece.
Veja o que está contecendo no mundo em desenvolvimento hoje e compare com o Brasil.
Anos 90, anos 00 e anos 10 são realidades totalmente distintas, se você continuar insistindo nessas comparações atemporais jamais conseguirá enxergar direito.
Ricardo Ronaldo Pinto
30 de março de 2015 11:22 amPQP eu que digo
José Carlos Brandes: Os números citados não foram só comparados FHC, abragem 20 anos anteriores. Houve comparação com o governo Lula o tempo todo. Pare de bater na mesma tecla e permaneça debatendo. Fora disto há uma disputa inútil a partir pontos de vsita pré-estabelecidos. Sinto muito dizer, mas acompanhando, sou obrigado a concordar que os números não tem sido favoráveis as seus argumentos e assim está ficando dificil defende-los.
Pedro Penido dos Anjos
30 de março de 2015 11:55 amQuer saber?
Pra que discuitir
Quer saber?
Pra que discuitir com madame?
Pedro Penido dos Anjos
30 de março de 2015 11:45 amComparar o Brasil com o
Comparar o Brasil com o Paraguais ou Chile é de uma boçalidade descomunal. Ou vai comparar com os paises asiáticos movidos pela expansão chinesa?
Pedro Penido dos Anjos
30 de março de 2015 11:51 amTaí um autentico anafunco –
Taí um autentico anafunco – Analfabeto Funcional de Nível Superior Completo.
É o tal cara que se deixar guiar por líders espirituais mercenários e repete como uma vitrolinha seus comentários estúpidos.
Leia os dados – dados, meu chapa, números – do Banco Mundial e do FMI e para de falar asneiras.
expert
29 de março de 2015 4:33 pmcomprovado, o PT trouxe de
comprovado, o PT trouxe de volta a inflação, fator fundamental de subdesenvolvimento. Serão postos pra correr, nunca mais voltam.
Ze Guimarães
29 de março de 2015 5:01 pmConcordo plenamente
Excelente artigo, como sempre os textos do Sr. Motta continuam ótimos, parabéns.
Uma pena que o Sr. Motta seja uma das poucas pessoas lúcidas e de bom senso que restaram neste país. Finalmente Dilma está a caminho de superar FHC. Venho postando e advertindo sobre este fato há muito tempo. Enquanto ela sobe os juros Selic (que custam dezenas de bilhões aos cofres públicos e não estimulam em nada nosso PIB) puara e simplesmente para baixar a inflação poucos pontos “dentro da meta ” ( que também nem baixa a inflação, nem segura o câmbio de subir, câmbio aliás que deveria ser estimulado para subir e ajudar nossas exportações.
O cenário vai se agravar. Provavelmente os tucanos vão tirar proveito disto e ganhar em 2018. Não se sabe o que será pior, Dilma ou eles. Provavelmente vão tentar re editar o plano Real, com mais arrocho, mais impostos. Só que não há mais margem para aumentar a carga tributária que já é altíssima. corremos o risco de ter um cenário parecido com a Grécia. O país levará décadas para se re erguer, se é que conseguirá.
Alguns comentaristas ingênuos aqui insistem em defender Dilma e compara-la ao Lula. Lembrando que Lula abaixou ops juros, enquanto que Dilma subiu justamente num período em que a economia desaquecia. Em resumo Dilma cometeu uma estupidez descomunal. Qualquer economista com um mínimo de bom senso teria abaixado os juros.
Concordo plenamente com o Sr. Motta, diante de uma crise econômica extrema, a inflação seria fichinha. Uma loucura Dilma arriscar o futuro do país por causa de poucos pontos de inflação. Se o desemprego explodir, o PT já era, não tem a menor chance, para mais nada.. Aliás com uma crise acentuada, a inflação subiria de qualquer forma. Sem emprego todas as conquistas sociais de Lula vão para o vinagre. Corre-se o risco de que os 40 milhões de pessoas que Lula tirou da miséria, para lá regressem, com mais gente ainda.
À Dilma faltam todas as virtudes para enfrentar uma crise destas. Falta coragem, determinação, ousadia. Fui eleitor do Lula e me orgulho disto. Mas Dilma nada tem a ver com a competência de Lula. A cada dia que passa está ficando mais evidente isto.
Costuma-se dizer que o que acabou com a carreira de Maluff foi o Celso Pitta. A Dilma está a caminho de ser o Pitta do Lula.
José Carlos Brandes
29 de março de 2015 5:22 pmMais do mesmo ?
Mais medidas anticíclicas ? Não foram elas que nos trouxeram até aqui ?
Mais crescimento ilusório ? Acompanhado da exploração política da farsa ?
O sujeito pensa que ainda estamos na década de 30 ?
Precisamos é usar nossas armas reais na guerra econômica globalizada e não criar ilusões de que estamos seguros.
Precismo é taxar a saída de nossos grãos in natura em gradtativamente em 10 ou 20%. Quem os quiser que venha processá-los aqui. E sem dinheiro do BNDES a perder de vista, mas sim com um ambiente de negócios atrativo. Menos burocracia e menos criação de dificuldades para vender facilidades.
Precisamos é reorganizar nossos meios de pagamento eletrônicos, que cobram taxas de 5%, um imposto privado absurdo pago na ponta do consumo.
Precisamos é deixar de tratar empreendedores que não deram certos como bandidos. Ninguém investe seu tempo e suas economias, trabalha duro, para em um ou dois anos dar errado.
Precisamos é de um ambiente de negócios que atraia investimentos.
O governo não atrapalhando já ajuda muito os pequenos empreendedores que são o oxigênio da economia, que são os que mais dão empregos e são os últimos a demitirem, pois são os únicos que tem uma relação pessoal com seus colaboradores e que levam em conta o lado pessoal de uma demissão.
Agora, se o governo quer ajudar mesmo, seria muito bom que, ao invés de enfiar mais dinheiro, desse uma olhada com carinho nessas grandes redes varejistas, que empregam pouco e empregam mal, e suas relações com seus fornecedores.
Nenhuma economia vai suportar grandes redes varejistas importando e vendendo diretamente ao consumidor utilizando-se da internet e gerando pouquíssimas vagas de emprego.
Nenhuma economia vai suportar consumidores que compram diretamente de fabricantes chineses via alibaba, bangoods, dx e coisa que o valha, sem pagar quallquer imposto de importação. Esses consumidores não tem a noção de que estão acabando com os empregos deles mesmos por aqui. Sem contar com os chineses que já estão operando aqui como se fossem empresários brasileiros mas na verdade são meros empregados de chineses que lá da China operam para acabar com o importador brasileiro, fazendo eles mesmo esse papel.
Andre Araujo
29 de março de 2015 7:35 pmNão são as mesmas medidas
Não são as mesmas medidas anticiclicas. As da “marolinha” foram baseads no estimulo ao consumo, estas são para
construir INFRAESTRUTURA principalmente. A questão do LICENCIAMENTO de obras é central e não envolve gastose e sim EFICIENCIA. Temos quase 1.000 porjetos parados por causa de indios, qui,ombolas e burocratas preguiçosos.
José Carlos Brandes
29 de março de 2015 9:04 pmBem
Se jogar tres meses de folha lá prá frente a custa de dinheiro público não é contenção de marolinha, não sei o que é.
Quanto ao resto, você até tem alguma razão, mas de nada adiantará se não se melhorar o ambiente de negócios para além de simplesmente os problemas de licenciamento. Há muito mais a fazer.
O problema é que realmente os burocratas são preguiçosos, a começar pela Presidente e todo o seu Ministério.
Aliás, o único que está trabalhando de verdade já tomou as rédeas do governo e está com a agenda cheia. Desde reuniões com empresários e trabalhadores até visitas “filantrópicas” pelo Brasil afora.
Andre Araujo
30 de março de 2015 12:15 amMey caro, agradeço o
Mey caro, agradeço o comentario, essa ideia de financiar a folha não é minha, foi aplicada no Governo Quercia em SP,
a arrecadação caiu, havia uma crise de liquidez, ele mandou o BANESPA fazer esse financiamento de folha, foi um
sucesso imediato, a arrecadação do ICMS subiu, quem iria cortar a folha deixou de cortar, não é uma medida revolucionaria, é apenas um empurrão para ajudar as empresas, houve poquissima inadimplencia.
Pedro Penido dos Anjos
30 de março de 2015 11:33 amNuma democracia até os
Numa democracia até os idiotas tem direito de opinião.
Minha opinião é deixá-los falando sozinhos. São inócuos e, bem averiguados, revelam-se ineptos. Na produção, que é o que vale, não aguentam o tranco. Só o rentismo os salva. Mas, por quanto tempo?
Pedro Penido dos Anjos
30 de março de 2015 11:33 amNuma democracia até os
Numa democracia até os idiotas tem direito de opinião.
Minha opinião é deixá-los falando sozinhos. São inócuos e, bem averiguados, revelam-se ineptos. Na produção, que é o que vale, não aguentam o tranco. Só o rentismo os salva. Mas, por quanto tempo?
Assim Falou Golbery
30 de março de 2015 8:05 amDe fato, se não fosse essa
De fato, se não fosse essa besteira de licenciamento já teríamos vendido toda Amazônia em forma de madeira e estaríamos bilionários
Álvaro Noites
30 de março de 2015 5:35 pmComo se pensar em construir
Como se pensar em construir infraestrutura com a ação da República do Parané e seus procuradores?
Moro et caterva (apoiados pela Globo) são a pedra entre os dentes da engrenagem.
Pedro Penido dos Anjos
30 de março de 2015 11:39 amTua resevinha acabou, meu
Tua resevinha acabou, meu chapa. Agora vai valer mais do que nunca para você aquele velho ditado português.
Quem não tem competência que não se estabeleça.
Este cara pensa que seus automóveis importados são a mais pura expressão de sua superioridade de classe.
Nem um minimo de coerência o gajo consegue manter.
Zanchetta
29 de março de 2015 6:16 pmPronto! O sujeito quer acabar
Pronto! O sujeito quer acabar com a única coisa boa que este país conseguiu nos últimos 20 anos…
Um país sem inflação!!!
Andre Araujo
29 de março de 2015 8:58 pmSem relançar a economia vamos
Sem relançar a economia vamos ter o melhor dos mundos INFLAÇÃO COM ESTAGNAÇÃO, joia não é mesmo?
Ozzy
30 de março de 2015 12:41 amJá temos
Acho que nós já temos isso… E não vai ser liberando dinheiro do BNDES sem análise que isso será resolvido.
Andre Araujo
30 de março de 2015 5:21 pmNão disse sem analise, disse
Não disse sem analise, disse com analise MAIS rápida.
Ozzy
30 de março de 2015 6:18 pmSugestão
André, sugiro corrigir o post original então, pois nele vc fala em uma linha automática “enquadrou, aprovou”.
E, bem, os projetos de infraestrutura são os mais complexos, por normalmente envolverem a criação de SPEs, a obtenção de licenças e a montagem de estruturas complicadas de garantias e covenants. Se o banco for fazer análise “rápida” disso, vai fazer análise completa do que?
Vou ter que parafrasear o Lessa e dizer que o “BNDES não é padaria”.
E, em termos práticos, o gargalo dos investimentos em infraestrutura não tem sido o tempo de análise no banco.
Estefânia
29 de março de 2015 8:10 pmLevi aplica a mesma política
Levi aplica a mesma política europeia, que estaria em uma situação bem mais confortável, neste momento, se perseguisse políticas que estimulassem o crescimento em vez de concentrar seus esforços na austeridade. Nenhum país foi capaz, em toda a história, de reduzir a sua dívida pública com a de ausência de crescimento econômico. Não faz sentido essa ideia de primeiro reduzir o endividamento para em seguida ver a economia avançar. Como resultado, a crise europeia é bem mais severa do que deveria ser e o Brasil caminha para a mesma situação.
Parece que o Obama foi o único que percebeu isso, pois injetou investimento público para reativar a economia.
Euler Conrado
29 de março de 2015 8:13 pmNão concordo com esse ajuste
Não concordo com esse ajuste fiscal recessivo, neoliberal e gerador de desemprego e recessão. O caminho tinha que ser outro. A começar por reduzir os juros da dívida pública. Cada ponto percentual representa mais do que toda a economia que se fará com este ajuste. Além disso, o governo tinha que continuar apostando no mercado interno, na Petrobras, mandando o esquema mafioso do Lava jato para os quintos dos infernos. A Petrobras, a indústria da construção civil e a indústria naval ficaram praticamente desmanteladas por conta da irresponsabilidade de um juiz, meia dúzia de promotores e uma emissora de TV. Uma puta irresponsabilidade com o país e com dezenas de milhares de famílias que perderam o emprego. Além disso, o Brasil detém quase 400 bilhões em reservas internacionais, o que lhe dá credibilidade para conseguir recursos de financiamentos a custo baixo no exterior, inclusive na China, caso haja necessidade. Há que se considerar ainda uma outra frente de trabalho, ligada ao MST, com a produção de cooperativas e agroindústria nos assentamentos, que poderia gerar mais de um milhão de novos empregos e oferecer produção agrícola saudável para todos os brasileiros. O que não pode é ficar preso a este ajuste fiscal neoliberal que vai acabar quebrando o Brasil dos de baixo.
Tina
29 de março de 2015 10:03 pmMuito bom, André!
Acho que a agenda poderia também incluir um combate REAL à sonegação. Mais alguns bilhões poderiam sair daí.
Mas acho que é querer demais!
Doney
29 de março de 2015 10:14 pmA dupla dinâmica Levy e Tombini
O discurso do Levy beira ao ridículo. Ele afirma que as contas do tesouro superavitárias gerarão crescimento (!). É uma bazófia sem tamanho. Gostaria que ele provasse na prática, que apresentasse um estudo comparativo dos países que aumentaram seus superávits e tiveram um crescimento econômico maior. Não vai mostrar nunca, simplesmente porque mais impostos e menos investimentos públicos retraem a economia.
E não podemos nos esquecer: no primeiro mandato do pres. Lula o superávit era de 4,25% do PIB, depois da crise 2%, com a Dilma 1,2%, sendo que só foi descumprido no último ano do governo e por conta de uma opção política equivocada (dar subsídios nos impostos!!!).
Na verdade, o Levy foi nomeado e o Tombini mantido com duas razões: enquanto um aumenta o superávit por meio do arrocho, o outro aumenta a taxa de juros para pegar este dinheiro oriundo do arrocho e cevar os rentistas e especuladores – isto, claro, enquanto a economia real naufraga.
O resto é balela.
drigoeira
29 de março de 2015 11:40 pmConcordo André…
Vejam como é fácil governar um país que falta tudo para se fazer.
Falta é coragem de trabalhar. E melhorar o serviço público.
altamirano
30 de março de 2015 1:09 amo investimento é baixo e os
o investimento é baixo e os gastos de custeio muito elevados… sem contabilidade criativa, temos que tornar o estado eficiente para ter os recursos e aprovar os investimentos necessários para tirar a gente desta crise que acabou de começar.
Assim Falou Golbery
30 de março de 2015 7:51 amDeixe me ver: numa empresa
Deixe me ver: numa empresa com folha salarial mensal de R$ 3 milhões, tende ser assim: funcionários comuns: R$ 100 mil e meia dúzia de parentes e aderente leva o resto. E agora o dinheiro público a fundo perdido deve bancar isso?
Andre Araujo
30 de março de 2015 5:19 pmNada a ver. E um CREDITO, tem
Nada a ver. E um CREDITO, tem que ser pago, não é a fundo perdido.
Pedro Penido dos Anjos
30 de março de 2015 12:04 pmÉ isto aí Motta! Positivo!
É isto aí Motta! Positivo!
Pedro Penido dos Anjos
30 de março de 2015 12:14 pmGoverno Dilma: realizações em
Governo Dilma: realizações em 12 áreas
Publicado em Quinta, 31 Julho 2014 23:27
Os dados abaixo, na opinião do governo, demonstram que a política anticíclica funciona, porque houve redução da receita e o crescimento estacionou, mas o gasto social cresceu e ajudou a mitigar os efeitos da crise no Brasil, criando empregos e aumentando a renda dos trabalhadores.
1) DIREITOS TRABALHISTAS, SINDICAIS E PREVIDENCIÁRIOS DO TRABALHADOR DO SETOR PRIVADO
Sob a ótica dos trabalhadores, os avanços nos direitos trabalhistas, sindicais e previdenciários são inegáveis. De janeiro de 2011 a maio de 2014, foram transformadas em normas jurídicas pelo menos 14 proposições, seja recuperando direitos suprimidos nos governos anteriores ao presidente Lula, seja acrescentando novos.
A vontade política do governo Dilma, combinada com a unidade de ação das centrais sindicais, trouxe proteção para os trabalhadores, materializada em normas ou atos legais de iniciativa da Presidência da República, apoiada ou sancionada pela titular do Poder Executivo. São eles:
1) Lei 12.551/11, que reconhece o Teletrabalho, ou trabalho à distância;
2) Lei 12.513/11, que amplia a formação profissional do trabalhador por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec);
3) Lei 12.506/11, que amplia o aviso prévio de 30 para até 90 dias;
4) Lei 12.469/11, que determina a correção anual da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física até 2014, e a MP 644, que atualizou o valor para 2015;
5) Lei 12.440/11, que cria a Certidão Negativa de Débito Trabalhista;
6) Lei 12.382/11, que institui a política de aumento real para o salário mínimo até 2015;
7) Lei 12.470/11, que institui o sistema de inclusão previdenciária para os trabalhadores de baixa renda;
8) Lei 12.761/12, que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o Vale-Cultura;
9) Lei 12.740/12, que institui o adicional de periculosidade para os vigilantes;
10) Lei 12.832/13, que isenta do imposto de renda até o limite de R$ 6 mil reais a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados;
11) Lei 12.865/13, que permite aos taxistas transferir para seus dependentes a outorga da licença;
12) Emenda à Constituição 72, que estende aos empregados domésticos os mesmos direitos dos trabalhadores urbanos;
13) Lei Complementar 142/13, que trata da aposentadoria da pessoa com deficiência; e
14) Emenda à Constituição 81, que expropria as propriedades urbanas e rurais nas quais sejam encontrados trabalho escravo ou análogo ou o cultivo de maconha.
Essas leis, combinadas com a fiscalização do trabalho, levaram à formalização de milhões de empregos, além de terem contribuído para a melhoria na distribuição da renda.
2) EMPREGO, SALÁRIO E RENDA
Nos quesitos emprego, salário e renda os ganhos, igualmente, são inegáveis, conforme segue:
1) Emprego: de 2003 a 2014 foram gerados mais de 20 milhões de empregos, o equivalente à população do Chile, sendo mais de cinco milhões no governo Dilma;
2) Desemprego: caiu de 11,7% em 2002 para menos de 5% em 2014;
3) Formalização de emprego: subiu de 48,41% em 2002 para 67,7% em 2014. Ou seja, agora quase 70% dos trabalhadores estão na economia formal, com carteira assinada, enquanto que no governo anterior a Lula menos de 50% tinha carteira assinada;
4) Ganhos reais de salário: os acordos coletivos, segundo o Dieese, garantiram aumento real de salário, acima da inflação, para 95% dos pisos salariais das categorias profissionais de trabalhadores;
5) A Seguridade Social se constituiu em poderosa rede de proteção social. Somente no INSS são 28 milhões de benefícios previdenciários pagos em dia, o equivalente à população da Arábia Saudita;
6) Salário mínimo teve aumento real de 72,35% nos governos do PT; e
7) Redução da pobreza: a taxa de pobreza em 2002 era de 34,4% e de extremamente pobres era de 14%, caindo, em 2014, para, respectivamente, 15,9% e 5,3%.
3) TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E COMBATE À CORRUPÇÃO
Nesse quesito, poucos governos avançaram tanto como os governos do PT. O governo Dilma apoiou, sancionou ou contribuiu para a incorporação em nosso ordenamento jurídico das seguintes leis e emendas constitucionais:
1) Lei 12.525/11, conhecida como Lei Geral de Acesso à Informação;
2) Lei 12.813/13, que trata do conflito de interesse;
3) Lei 12.846/13, que trata da responsabilização administrativa e civil da pessoa jurídica pela prática de atos contra a administração pública, possibilitando, pela primeira vez na legislação brasileira, a punição do corruptor; e
4) Emenda à Constituição 76/13, que aboliu o voto secreto na cassação de mandatos de parlamentares federais (deputado ou senador) e na apreciação de vetos presidenciais, permitindo ao representante conhecer os votos de seus representantes, inclusive em questões políticas.
Além disto, nas gestões Lula houve avanços importantes, como:
1) Lei 12.034/09, que acrescenta parágrafos ao art. 41-A da Lei nº 9.504/1997 para ampliar o prazo de denúncia e explicitar a captação do sufrágio, ao aceitar como conduta ilícita a evidência do dolo;
2) Lei Complementar 131/09, conhecida como Lei Capiberibe, que obriga todos os entes federativos (União, estados, Distrito Federal e os municípios) a debaterem com a sociedade suas propostas orçamentárias e tornarem públicas, em tempo real, todas as suas despesas; e
3) Lei Complementar 135/10, de iniciativa popular, conhecida como Ficha Limpa, que leva em consideração a vida pregressa dos candidatos no momento de sua inscrição como candidato às eleições.
4) EDUCAÇÃO
Os avanços na área da educação, igualmente, são inegáveis. O governo Dilma manteve e ampliou os programas iniciados no governo Lula e criou outros, cabendo mencionar:
1) Aprovação e sanção do Plano Nacional da Educação, que estabelece como meta 10% do PIB para gasto com educação ao longo de 10 anos;
2) Reservou recursos do pré-sal para financiar a educação;
3) O Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que já conta com mais de um milhão de inscritos, permite que alunos do Acre, por exemplo, possam concorrer a vagas em universidade pública em qualquer unidade da federação;
4) O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) já beneficiou 1,6 milhões de alunos e o Programa Universidade para Todos (Prouni) garantiram bolsas integrais ou parciais para 1,4 milhão de alunos;
5) O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) forma anualmente milhões de estudantes e garante empregabilidade. Já matriculou mais de 7,5 milhões em cursos técnicos e de qualificação em mais de 400 áreas de conhecimento;
6) Para apoiar os municípios no atendimento à educação infantil, o governo federal contratou 8.294 creches e pré-escolas, das quais 2.056 foram concluídas, dentro do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). Com todas as creches em funcionamento, cerca de 1,6 milhão de crianças serão atendidas em todo o País;
7) Foram criadas cinco novas universidades federais: Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Ceará, Universidade Federal do Sul Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba). Até 2018, as novas universidades atenderão mais de 38 mil estudantes em 145 cursos de graduação. Serão contratados 1.677 professores e 2.156 técnicos administrativos, levando o ensino superior a cinco municípios do Pará, oito da Bahia e três do Ceará;
8) O Programa Ciência Sem Fronteiras já beneficiou 85 mil estudantes, que receberam bolsa para estudar em 40 países. Desse total, 1.540bolsas de pós-graduação foram concedidas para estrangeiros atuarem no Brasil como “pesquisador visitante” e “jovem talento”. A meta até o final do governo é conceder 101 mil bolsas para estudantes e pesquisadores e, na segunda fase do Programa, mais de 100 mil bolsas serão concedidas;
9) Garante transporte escolar gratuito para 4,6 milhões de estudantes de escolas públicas.
5) SAÚDE
Na área de saúde, em que pese os problemas ainda existentes, serão investidos pelo Governo Federal mais de R$ 5,5 bilhões até final de 2014, além dos R$ 7,4 bilhões já contratados, totalizando R$ 12,9 bilhões. A seguir os principais programas:
1) Postos de Saúde: o governo federal já contratou 26 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), das quais 6.843 foram concluídas;
2) As unidades de pronto atendimento (UPAs) somam 948 unidades, estando 312 concluídas. No PAC 2, com investimentos de R$ 1 bilhão, foram contratadas 495 UPAs, que terão capacidade mensal de até 3,1 milhões de atendimentos. Do total de UPAs do PAC 2, 213 estão em obras e 23 foram concluídas;
3) O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) teve aumento significativo de verba, permitindo aos estados e municípios ampliarem o atendimento via telefone;
4) O Programa Brasil Sorridente proporciona tratamento odontológico a milhões de brasileiros;
5) O Programa Aqui Tem Farmácia Popular tem mais de 26 mil farmácias credenciadas em todo o País, cobrindo 3.818 municípios. A Farmácia Popular oferece, além de medicamentos gratuitos, outros com descontos de até 90%. A média mensal de pessoas atendidas passou de 1,2 milhão em janeiro/2011 para 6 milhões em abril/2013;
6) O Programa Mais Médicos, que coloca à disposição dos municípios médicos estrangeiros pagos com recursos do Governo Federal. Para aumentar, a médio prazo, a oferta de médicos no Brasil, serão criadas mais vagas em cursos de medicina e em residência médica. A meta é criar mais 11.447 novas vagas em cursos de medicina até 2017, além de 12.372 novas vagas em residência médica em todo o País. A distribuição regional das novas vagas visa à redução das desigualdades, com crescimento proporcionalmente maior nas regiões menos assistidas; e
7) Mais verba para a saúde, a partir de recursos orçamentários e do pré-sal. Além disso, oGoverno Federal vai refinanciar as dívidas das entidades filantrópicas e sem fins lucrativos. A Lei 12.873/13 prevê a quitação, em 15 anos, das dívidas das entidades a partir da adesão e do cumprimento das seguintes condições: 1) ampliação da oferta de exames, cirurgias e atendimentos a usuários do SUS; e 2) pagamento dos tributos devido a partir de 2013.
8) 95% dos transplantes no Brasil são feitos pelo SUS e 85% dos procedimento da alta complexidade no País também são realizados pelo SUS.95% dos transplantes no Brasil são feitos pelo SUS e 85% dos procedimento da alta complexidade no País também são realizados pelo SUS.
6) HABITAÇÃO
1) O Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) atingiu a marca de 1,7 milhão de moradias entregues. Além destas, já estão contratadas outras 1,5 milhão de unidades, sendo 60,7% destinadas às famílias com renda mensal até R$ 1.600 mensais (faixa 1). Até o final de 2014, serão contratadas mais 966,7 mil unidades. A meta do programa foi ampliada em 350 mil unidades. Assim, um total de 3,750 milhões de famílias serão beneficiadas com a casa própria pelo MCVM;
2) O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) financiou 529,8 mil moradias só em 2013. O Financiamento Habitacional contratou 62% a mais do que o previsto entre 2011 e 2014. Foram R$ 285,2 bilhões para aquisição, reforma ou construção de novas moradias, beneficiando mais de 1,56 milhão de famílias em todo o País; e
3) Minha Casa Melhor: todas as famílias beneficiadas pelo Minha Casa Minha Vida que estejam em dia com as prestações do seu imóvel terão disponível um crédito de até R$ 5 mil para comprar móveis e eletrodomésticos. São dez itens diferentes que podem ser adquiridos em mais de 13 mil lojas credenciadas pela Caixa Econômica Federal em todo o Brasil. O financiamento tem prazo de pagamento de 48 meses, com juros de 5% ao ano.
7) PROGRAMA DE INCLUSÃO SOCIAL
Somente com o Bolsa Família, o governo garantiu renda para mais de 14 milhões de famílias, beneficiando algo como 50 milhões de pessoas, mais que a população da Argentina.
8) POLÍTICAS AFIRMATIVAS
As políticas afirmativas estão presentes nas áreas de educação, de trabalho, de etnia, de gênero, de raça etc. As mais recentes são os programas:
1) De cotas nas universidades públicas para alunos da rede pública: ALei 12.711/12, sancionada em agosto de 2012, garante a reserva de 50% das matrículas por curso e turno nas 59 universidades federais e 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou da educação de jovens e adultos. Os demais 50% das vagas permanecem para ampla concorrência; e
2) De cotas para negros nos concursos públicos do Poder Executivo Federal, instituídas pela Lei 12.990/14.
9) SETOR EMPRESARIAL
1) Desonerações da cesta básica;
2) Desoneração da folha de salários para 56 setores da economia;
3) Inclusão no Simples de todas as empresas com faturamento até R$ 3,6 milhões;
4) Preferência aos produtos nacionais e conteúdo local, especialmente na indústria do Petróleo, Naval, Aeronáutica e na Automotiva;
5) Incentivos à cadeia produtiva, como Inovar-auto, Reintegra, Refis, PSI/BNDES, Progerem, financiamento recorde à safra agrícola, seguro safra, créditos subsidiados; e
6) Apoio e incentivo ao agronegócio, setor responsável por parte significativa das exportações brasileiras.
10) INFRAESTRUTURA
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 atingiu execução de R$ 871,4 bilhões até abril de 2014, o que representa 84,6% do orçamento previsto para o período 2011-2014. As ações concluídas atingiram 95,5% do total previsto até o final de 2014, com R$ 675,8 bilhões em obras nos seis eixos do programa – Transportes, Energia, Cidade Melhor, Comunidade Cidadã, Água e Luz para Todos e Minha Casa Minha Vida.
1) Concessão de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos. Das 95,5% de ações concluídas desde 2011, só na área de transportes R$ 58,9 bilhões foram investidos, sendo: 4.416km de rodovias; 1.053km de ferrovias; 24 aeroportos; 22 portos; 19 hidrovias. Desde 2011, foram concluídas 24 obras em aeroportos, como em Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Foz do Iguaçu (PR) e Curitiba (PR).
Essas e outras intervenções ampliaram a capacidade dos aeroportos em mais de 15 milhões de passageiros por ano. Desde o PAC 2, o aumento na movimentação de cargas nos portos brasileiros foi de 11%, quando também foram concluídos 22 empreendimentos;
2) Foram doados 5.060 caminhões-pipas, 5.060 motoniveladoras e 5.071 retroescavadeiras a municípios brasileiros com menos de 50 mil habitantes;
3) Construção e funcionamento de centenas de termoelétricas;
4) Construção de grandes hidroelétricas, especialmente na região Norte do País, como a de Belo Monte (PA), Jirau (RO) e Teles Pires (MT/PA);
5) Energia elétrica: o governo praticamente dobrou a capacidade de geração, passando de 80 GWH para 132 GWH e construção 11 mil quilômetros de novas linhas de distribuição nos últimos 11 anos;
6) Retomada da indústria naval, com grandes obras para os estaleiros nacionais e construção de navios, com recursos do Fundo de Marinha Mercante e do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), entre eles, o petroleiro Zumbi dos Palmares, além do andamento da construção de mais nove;
7) Petróleo: entre janeiro/2011 e abril/2014 foram iniciados 411 pólos exploratórios, sendo 199 no mar e 212 no Pré-Sal e 338 no Pós-Sal; e
8) Transportes: investimentos em transportes sobre trilhos, como metrô, Monotrilho, VLT, Trem Urbano e aeromóvel, e sobre pneus, BRT e corredores, além de transporte pluvial urbano; no total, estão sendo construídos, amplia- dos ou recuperados 2.879 quilômetros de vias para transporte coletivo urbano.
Entre as principais obras de mobilidade urbana no período da Copa, o governo lembra a Transcarioca, no Rio de Janeiro, e a BRT, no Distrito Federal.
11) COMBATE À SECA
A seca e a queda da safra, combinadas com o choque de comodities, exigiram do governo um aporte adicional de recursos para minimizar seus efeitos sobre a economia em geral e a inflação, em particular. As principais medidas já concluídas ou iniciativas em curso são:
1) Transposição do rio São Francisco, em fase de conclusão;
2) Construção de adutoras na região Nordeste;
3) Construção de mais de 600 mil cisternas;
4) Bolsa estiagem, que beneficia 1,1 milhão de famílias em 1.398 municípios em situação de emergência, totalizando desembolso de R$ 887 milhões entre julho de 2012 e junho de 2013;
5) Garantia safra: o mais recente Plano Safra 2013/2014 estipulou: garantia Safra – 1,2 milhão de agricultores do semi-árido terão sua renda garantida em caso de perda de, pelo menos, 50% da produção;
6) Garantia de preço mínimo e maior reajuste do preço mínimo para produtos tradicionais da agropecuária do semiárido; e
7) Mobilização de quase oito mil carros pipas paradistribuir água potável para a população situada nas regiões afetadas pela seca em 1.126 municípios. Destes carros, 5.365 são contratados pelo Governo Federal e operam sob a coordenação do Exército, e outros 2.353 são contratados pelos governos estaduais.
12) POLÍTICA MACROECONÔMICA
1) Reservas internacionais de U$$ 379,1 bilhões;
2) Dívida pública de curto prazo (12 meses) baixa, algo em torno de 7%;
3) Redução brusca, em percentual do PIB, da dívida externa;
4) Superávit primário permitindo uma queda consistente do endividamento público. A dívida líquida do setor público correspondia a 34,4% do PIB;
5) Fluxo externo positivo, com mais entrada que saída de recursos;
6) Facilidade de captação de recursos no exterior;
7) Forte mercado interno: o mercado de trabalho continua apresentando resultados robustos, com continuidade da geração de empregos formais e crescimento da renda real dos trabalhadores;
8) Principais gastos controlados. A maior robustez fiscal do Estado brasileiro é confirmada também pelo fato dos três maiores grupos de despesas do Governo Central – previdência, despesas com pessoal e despesas com juros da dívida pública – permanecerem sob controle; e
9) Capacidade de intervenção do governo.
Obras do governo Dilma, isso você não vai ver na ‘grande mídia”
José Carlos Limasex, 28/02/2014 – 00:59Atualizado em 28/02/2014 – 01:25
Fatos e fotos: 20 notícias do Brasil que a “grande mídia” não mostra
Cadu Amaral em seu blog
Existe uma página no Facebook chamada Já que a mídia não mostra. Nela são publicadas inúmeras fotos e informações das realizações do governo federal que não tiveram o devido destaque na imprensa grande. São universidades, UPAs, estradas, ferrovias, equipamentos e obras de mobilidade urbana.
Esse espaço é a prova de que os resultados sobre emprego (vivemos a menor taxa de desemprego da História!) e renda dos brasileiros do governo da presidenta Dilma não é por acaso.
Também faz perceber o porquê de a oposição não ter discurso nem agenda política para o Brasil. E diante dos últimos acontecimentos, nem o discurso moralista.
As imagens falam por si.
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
A Universidade Federal do Triângulo Mineiro ou UFTM é uma instituição pública que se localiza na cidade de Uberaba, Minas Gerais. Antes sob o nome de FMTM (Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro), foi transformada no ano de 2005 em Universidade por decreto do governo Lula. É considerada a sexta melhor Universidade do Brasil, de acordo com o Enade.
Universidade Federal do ABC
Criada no governo Lula, a Universidade Federal do ABC (UFABC) ocupa o 1° lugar entre as universidades brasileiras no Ranking SCImago nos quesitos “Excelência em Pesquisa”, “Publicações de alta qualidade” e “Impacto normalizado das suas publicações”. Foi avaliada pelo Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC como a melhor universidade do Estado de São Paulo, sendo avaliada como a 1ª no ranking de cursos de graduação entre todas as universidades do Brasil.
Residencial Viver Melhor, Manaus (AM)
São 5.384 unidades habitacionais da segunda etapa do Residencial Viver Melhor, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus, incluso no programa do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida.
Dilma entrega caminhões-pipas e máquinas em Alagoas e no Piauí
Com a entrega dos caminhões na terça-feira (18), Alagoas contabilizará o recebimento de 310 equipamentos do PAC2, distribuídos em 95 retroescavadeiras, 67 motoniveladoras, 72 caminhões-caçamba, 44 caminhões-pipas e 32 pás carregadeiras. No Piauí, até a conclusão das entregas, a previsão é que sejam doados mais 136 equipamentos, com um investimento aproximado de R$40 milhões.
Nova UPA 24 horas de Chapecó (SC) já atendeu mais de 6 mil pacientes
Recém-inaugurada, UPA de Chapecó já atendeu mais de 6 mil pacientes. Nesta semana, a prefeitura realizou balanço dos primeiros dias de atendimento na unidade.
Campus avançado da Universidade Federal de Alfenas, em Varginha (MG)
O campus avançado da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), que fica em Varginha, no sudeste de Minas Gerais, foi inaugurado em agosto de 2013 pela presidente Dilma. A Unifal oferece os cursos de bacharelado interdisciplinar em ciência econômica e os de administração pública, ciências atuariais e ciências econômicas com ênfase em controladoria.
Mato Grosso terá segunda ferrovia
Presidente estará no dia 11 em Lucas do Rio Verde para dar a largada na Ferrovia Integração Centro-Oeste (Fico), que vai permitir que os grãos produzidos na região Centro-Oeste saiam em direção aos portos de São Luís (MA), Ilhéus (BA), Pecém (CE) e Suape (PE).
Nova unidade da Fafen será inaugurada em Sergipe
Está prevista para este mês a vinda da presidente Dilma Rousseff para a inauguração da nova unidade de produção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras em Sergipe (Fafen/SE), que receberá o nome do ex-governador Marcelo Déda.
Minha Casa Minha Vida já beneficiou mais de 1,5 milhão de famílias
Mais de 1,5 milhão de famílias brasileiras já foram beneficiadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida do governo federal. Foram contratadas 2,24 milhões de moradias e até o final do ano, a previsão é que outras 510 mil sejam contratadas, atingindo a meta de 2,75 milhões de casas e apartamentos.
Parque Eólico Fleixeiras I, Trairi (CE)
Estão em fase de testes mais cinco aerogeradores do parque eólico Fleixeiras I, no município de Trairi, no litoral Norte do Ceará.
Cada máquina gera 2,3 MW. Já estavam em testes havia uma semana as outras sete máquinas do parque, que é da Tractebel Energia. A potência instalada desse parque é de 30 MW.
Indústria naval brasileira coloca mais um navio em operação
Navio José Alencar, com 180 metros de cumprimento, foi entregue pelo estaleiro Mauá e tem capacidade para transportar 56 milhões de litros de combustíveis. Esta é a sexta embarcação a ser incluída na frota em dois anos, finalizando o primeiro lote de encomendas aos estaleiros brasileiros.
Municípios do sul fluminense ganham novo hospital
O Hospital Geral da Japuíba-Jorge Elias Miguel será aberto oficialmente pela prefeitura de Angra dos Reis, amanhã (6) em comemoração ao aniversário de 512 anos da cidade. Ele terá, inicialmente, 200 leitos de capacidade para internação e será mantido com recursos de R$36 milhões por ano do governo federal, equivalentes a 50% do total, mais R$18 milhões do governo fluminense e os restantes R$18 milhões do governo municipal.
Plataforma P55 entra em operação no Campo de Roncador
A Petrobras informa que a plataforma de produção P55 entrou em operação ontem (31/12), no campo de Roncador, na Bacia de Campos. A P55 é parte integrante do projeto Módulo 3 do campo de Roncador. Nela serão interligados 17 poços, sendo 11 produtores de petróleo e gás e seis injetores de água.
Rodovia do Parque é inaugurada no Rio Grande do Sul
A presidente Dilma Rousseff, que inaugurou a BR-448, conhecida como Rodovia do Parque, em Canoas, na manhã de sexta-feira (20), aproveitou a oportunidade para avisar que a segunda ponte do Guaíba começará a ser construída em 2014.
Brasil começa explorar energia limpa das ondas
Já existe uma nova forma de produzir energia elétrica proveniente de fontes limpas e a primeira grande experiência brasileira está acontecendo: tirar energia das ondas do mar. Localizada no Porto de Pecém, no Ceará, a primeira usina para esse tipo de produção está em desenvolvimento.
Concluídas obras da P62 em Pernambuco
A presidente Dilma Rousseff participou, na terça-feira (17) da inauguração da plataforma P62, primeira obra dessa modalidade realizada em Ipojuca (PE). Durante quase três anos, cerca de 5 mil trabalhadores ergueram uma estrutura de mais de 60 mil toneladas, 330 metros de comprimento e 119 metros de altura, com capacidade para 110 pessoas e que terá capacidade de produzir 180 mil barris de petróleo e 6 milhões de m³ de gás quando estiver em operação no campo de Roncador, na Bacia de Campos.
Perímetro irrigado Vale do Salitre, em Juazeiro (BA)
A região do Vale do Salitre fica no semiárido nordestino, distante cerca de 20 km de Juazeiro. Situado na margem direita do Rio São Francisco, o projeto Salitre tem como objetivo promover a produção agrícola local.
Ferrovia Norte-Sul: 90% das obras executadas no trecho entre Palmas (TO) e Ouro Verde (GO)
Ferrovia está praticamente pronta, com 90% das obras executadas, de Palmas até Ouro Verde (GO).
Mais de R$1 bilhão serão investidos em 10 novos parques eólicos no Rio Grande do Sul
Mais de R$1 bilhão serão investidos na Metade Sul do Estado para a construção de 10 novos parques eólicos. O regime de ventos favorável à energia limpa é um dos fatores determinantes para a expansão, assim como a questão ambiental.
Transposição chegará a 75% de execução até o fim do ano
O Projeto de Integração do São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica do país e figura entre as 50 maiores construções de infraestrutura em execução no mundo. O empreendimento vai levar água a uma população de mais de 12 milhões de pessoas em 390 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Segundo o ministro Francisco Teixeira, 52% das obras já estão concluídas, e existe a previsão de um avanço de 25% até o final deste ano e os outros 25% até o final de 2015.
Provavelmente você nunca viu, ouviu ou leu isso na imprensa grande. Vale tudo para fazer as pessoas pensarem que o Brasil parou e para materializar o recalque da elite nacional. Depois não se consegue entender o motivo de a presidenta Dilma estar sempre em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, mesmo nas dos institutos ligados à mídia grande.
Clever Mendes de Oliveira
30 de março de 2015 4:07 pmCom a desvalorização do real, o Plano Levy é suficiente
Andre Araujo,
Enviei ontem, domingo, 29/03/2015 às 14:35, um comentário para você junto a comentário seu de domingo, 29/03/2015 às 11:33, em que eu apresentava a solução da desvalorização do real como a política econômica para esses quatro anos de governo da presidenta Dilma Rousseff que estava em consonância com o Plano Levy. O meu e o seu comentário estão na segunda página deste post “A agenda positiva para relançar a economia, por Motta Araújo” de domingo, 29/03/2015 às 10:19, com texto de sua autoria. O Plano Levy só faz sentido se a intenção for optar pelo crescimento puxado pelo mercado externo.
Montar uma política de contenção de gastos, como é o Plano Levy, e ao mesmo tempo abrir crédito para investimento no momento em que o Brasil corre o risco de sofrer um estrangulamento na sua Balança de Pagamentos não me parece muito correto.
Sua visão é correta pela concepção correta do capitalismo e do Estado como duas engrenagens que se alimentam mutuamente. Ruim seria se você fosse defensor do capitalismo e contra a presença do Estado na Economia direta ou indiretamente. Indiretamente via a canalização de recursos ou a criação de oportunidades à iniciativa privada, principalmente com o fornecimento de financiamento para obras em infraestrutura. Discutir a economia capitalista com alguém favorável ao capitalismo e contra a presença do Estado, mesmo para um leigo como eu, não faz sentido, pois não cria a perspectiva de nenhum debate esclarecedor.
É preciso, entretanto, saber dosar a atuação do Estado. Agora, por exemplo, sabendo que haverá pressão para a valorização do dólar em razão da provável subida do juro americano, o mais adequado é utilizar a valorização do dólar em proveito da economia brasileira. Se a tendência for de valorização do dólar, o Brasil se sairá melhor se criar um excedente que permita que o país possa exportar mais e importar menos. É esta a finalidade do Plano Levy.
A recuperação da economia virá mesmo que o país não aumente a exportação, pois o exportador que chegou a vender 100 e hoje vende 70, estará com a desvalorização recebendo o mesmo que ele recebia pelos 100 de antes, mas agora com uma margem de lucro muito maior. O que vai incentivá-lo a investir para ganhar mais.
Paralelamente a economia começa a recuperar e as contas do governo melhoram o que permite que ela se volte para os estrangulamentos da infraestrutura. Trata-se, entretanto, de uma política que deve ser bem maturada, uma vez que ela pode forçar um crescimento da economia maior do que o desejável.
De qualquer modo, essa política deve ser planejada para ser executada a partir de 2016 quando já se souber qual é o ritmo de crescimento do país e se é necessário medidas para reforçar o crescimento ou de medidas destinadas a conter o crescimento econômico.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 30/03/2015