4 de junho de 2026

CCJ vota reforma da Previdência nesta quarta

Presidente da Comissão avalia que o pacote de reformas será votado ainda hoje. Durante sessão do dia anterior, de todos os parlamentares que falaram, 55 eram contrários à reforma e 19 favoráveis

Jornal GGN – Começou por volta das 10h50 desta quarta-feira (12) a reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para votar hoje o texto do relator Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), recomendando a aprovação do projeto enviado pelo Executivo para mudar o regime da previdência social no país.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O início estava marcado para as 10h. Segundo informações da revista Fórum, a reunião começou sob debates e intenso bate-boca entre parlamentares governistas e opositores à reforma. Os deputados que apoiam o governo querem ainda hoje a votação da admissibilidade da PEC 6/19, enquanto a oposição quer mais tempo para o debate e que a votação aconteça na semana que vem.

A sessão chegou a ficar suspensa por 15 minutos, porque o relator da matéria não estava presente. Finalmente, faltando 10 minutos para as 11h a sessão começou. Ontem, a sessão durou cerca de 12 horas, por conta de atrasos e obstruções para impedir a votação do texto, levando o debate a começar com atraso de 1 hora e 17 minutos.

Estavam inscritos 120 deputados e muitos abriram mão de suas falas ou falaram por menos tempo para que a sessão não se arrastasse ainda mais. Entre todos que falaram na sessão de terça, 55 eram contrários à reforma, 19 favoráveis e 14 líderes partidários.

A sessão acabou às 23h29, mas quando já estava próximo das 23h, lideranças partidárias se reuniram e concordaram com o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), em jogar a votação para esta quarta-feira.

Ainda assim, os deputados governista e que apoiam a reforma estão satisfeitos com o andamento. Eles apostam que a votação para a admissibilidade do texto acontecerá nesta quarta-feira.

A CCJ tem 66 membros que votam o relatório, mas as audiências de discussões permitem a inscrição de parlamentares de fora da comissão. Depois da CCJ, a Câmara irá instituir uma comissão especial para debater o texto da reforma. Se for aprovada também ali, será levada ao plenário da Casa, onde precisará dos votos de 342 dos 513 deputados (dois terços), em dois turnos, para ser aprovada e, em seguida, encaminhada ao Senado.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Silvio T

    17 de abril de 2019 1:37 pm

    Eu lembro bem dos anos 1990. A primeira e destruidora onda de neoliberalismo tupiniquim. Era tudo isso que estamos vendo agora. É uma tática antiga de guerra. Um bombardeio violento num determinado local distrai a atenção do inimigo e o leva a pensar que será atacado ali. Mas a ofensiva verdadeira acontece no outro lado. Enquanto as manchetes vão para as briguinhas de STF, MP, Paulo Freire, preço do diesel, as “reformas” vão andando. E as ações da Vale, heim Nassif? Acertei!

Recomendados para você

Recomendados