Jornal GGN – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) mudou de ideia e passou a praticar a “velha política” que atacou (publicamente) durante sua campanha à presidência da Casa, em fevereiro, que eram as mudanças nas práticas políticas do Senado.
O parlamentar decidiu nesta semana delegar aos senadores o direito de tornar secretas as notas fiscais de gastos realizados com verbas indenizatórias de gabinete. Ele mesmo gastou cerca de R$ 1 milhão em gráficas.
Segundo O Globo, que divulgou a notícia, o presidente do Senado fez a manobra para negar uma decisão do jornal de ter acesso aos gastos do seu gabinete.
“Alcolumbre invocou o entendimento do Senado em causa própria, ao decidir negar ao GLOBO o fornecimento de cópias de notas fiscais de gastos realizados por ele em três pequenas gráficas de Brasília. Somadas, as despesas, realizadas entre 2014 e 2018, totalizam cerca de R$ 1 milhão. A decisão foi reprovada por especialistas da área de transparência ouvidos pelo GLOBO”, pontuou o jornal.
A decisão de Alcolumbre foi apoiada por um parecer da área jurídica da Casa, editado em 2016, na gestão do seu antecessor, Renan Calheiros (MDB-AL). Na época do parecer, o Senado havia rejeitado o pedido de um parlamentar que pediu, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) a cópia de notas fiscais apresentadas por um ex-senador e adversário político seu à Casa.
“Informamos que, acerca do fornecimento das cópias da integralidade do arquivo de documentos referentes à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores, a Advocacia do Senado Federal entendeu que caberia ao próprio parlamentar optar pela disponibilização total ou parcial das notas fiscais de seus gastos públicos à consulta pública, ou que deveria ser realizada mediante solicitação da autoridade que presidisse investigação que versa-se sobre má utilização dos recursos públicos, em procedimento formal de controle, no âmbito do processo regular fiscalizatório, com as garantias do devido processo legal”, registrou o Senado em nota.
Em nota, assessoria de Alcolumbre disse respondeu ao jornal O Globo que os serviços de gráficas contratados pelo senador com recursos públicos na divulgação de ações do mandato dele em 16 municípios do Amapá. Ainda segundo a explicação, esse trabalho do senador “não implica necessariamente na ostensividade de todos os dados envolvidos na realização de tais despesas, nem garante o acesso livre aos respectivos comprovantes”.
“Ao longo do mandato, o senador Davi Alcolumbre gastou um pouco mais que R$ 250 mil, por ano, em material gráfico. Pelos motivos aqui apresentados, reiteramos a regularidade das contratações feitas por Davi”, completa a nota do senador. Para ler a matéria na íntegra clique aqui.
naldo
26 de abril de 2019 6:22 pmÈ verba pública, isso nem deveria ser cogitado, e é obrigação da oposição barrar legalmente uma medida imbecil como essa.
Só o fato de ser aventada suscita a desconfiança de que há algo a ser escondido…..
E hoje é dia da malta bater bumbo celebrando o cramunhão…….lojistas rodopiando até cair….com verba nos bolsos melhor ainda……
Lúcio Vieira
26 de abril de 2019 6:30 pmEm era da mentira, da fake news um dos lados da moeda (é até por isto que usam tantas mentiras) vão usar e abusar do sigilo, manipulação de dados (não transparência, anti-verdade). Vai ficar tudo mais difícil. É a filosofia do medo. Eles são useiros e vezeiros disto. Já vão usar os dossiês do Moro para pressionar os mais sujos e assim os mais temerosos. Quem não tem autoridade vai precisar se vestir com o autoritarismo. Quem não tem autoridade, não tem experiência e vão chegar a ruína muito cedo.
AMORAIZA
26 de abril de 2019 6:33 pm“Gasto sim, e daí, não é meu mesmo!”
Assim falou Alcolumbre.
Anônimo
27 de abril de 2019 12:01 amMas ele se justificou que pode colocar em sigilo porque além de não ser do PT ele é da nova política.
AMORAIZA
27 de abril de 2019 12:27 pmAh! Então tá!
Anônimo
27 de abril de 2019 10:18 amalcocombre
Valdinei
27 de abril de 2019 6:06 pmParece que tiraram um velho malandro da presidência do senado e colocaram um malandro novo.
euclides de oliveira pinto neto
27 de abril de 2019 9:00 pmTudo na moita, sob “sigilo”…