4 de junho de 2026

A blasfêmia de Martín Espada para Lenita

Enviado por JNS

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A poesia pode nos salvar

                  Ninguém sabe como é ser o homem mau
                  E ser o homem triste, por trás de olhos azuis

                   Permitam que a blasfêmia seja dita: a poesia pode salvar-nos,
                   não da maneira como um pescador iça para dentro do barco
                   o nadador que se afoga, não da maneira como Jesus, entre gritos,
                   promete vida eterna ao ladrão crucificado ao seu lado
                   no monte, mas ainda assim salvação.

                   Algures um condenado soluça sobre um livro de poemas
                   trazido da biblioteca da prisão, e eu conheço o motivo
                   pelo qual as suas mãos têm o cuidado de não quebrar as páginas tão frágeis.

Do “Poeta Latino da Sua Geração” & Música Incidental do The Who

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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12 Comentários
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  1. jns

    20 de fevereiro de 2015 4:41 pm

    Ao Anarquista Quase Sério

     

                        Latin Night At The Pawnshop

                        Chelsea, Massachusetts, Natal, 1987

                                       Aparição de uma reluzente banda de salsa

                                       na janela da casa de penhores

                        Liberty Loan:

                                       trombetas douradas,

                                       trombones de prata,

                                       congas, maracas, pandeiros,

                         todos com etiquetas de preços pendentes

                         como a identificação

                         no dedo do pé de um homem morto

                                       no necrotério da cidade

    Martin Espada, poeta, ensaista, editor e tradutor, escreveu “Latin Night At The Pawnshop” no Natal de 1987, ao caminahar pelas ruas de Chelsea e notar alguns instrumentos musicais pendurados em uma casa de penhores.

    Espada imaginou que os instrumentos foram empenhados por algum motivo desconhecido, e, neste processo, os músicos também estavam vendendo e jogando fora todos os seus sonhos. 

    Chamado de “o poeta latino de sua geração”, Martín Espada, nascido no Brooklyn, New York, em 1957, é atualmente professor no Departamento de Inglês da Universidade de Massachusetts-Amherst.

  2. altamiro souza

    20 de fevereiro de 2015 4:46 pm

    lembrei de rimbaud no seu

    lembrei de rimbaud no seu barco bebedo

    singrando os mares da insensatez,

    e a palavra que o redime do medo  

    dos rebocadores que desde cedo

    nos pregavam nos postes multicores

    das praças públicas ferozes e vorazes

    danço como cortiça no atroz ódio  dos caçadores

    talvez vítima desse eterno redemoinho

    endemoniado de interesses colusivos

    que vomitam o caos e os catastrofismos

    fermentando e fomentando vastos

    e amargos martírios e gastos sofismas

    vi manchas de golpismo no ar putrefato

    e falaciosas palavras do circo midiático

    de místicos horrores que inventa o fato

    e o transforma em versão, agora aversão,

    vozes histéricas ardem ódios e transgressão

    mas de repente um homem tira o piolho

    da cabeça e mata o giganrte leviatã

    midiático  e tudo vira enorme combustão

    e o estreito maintream transforma-se

    num amplo caminho utópico tecelão

    da nova vida que se abre ao viajor

    – pras cucuias todo o ódio e toda a  dor.

    imerso em sordidez não posso transcender

    esse rastro de torpezas mas a palavra

    surgiu para levar-me ao porto seguro do ser.

     

     

     

     

     

     

     

     

    1. jns

      20 de fevereiro de 2015 8:24 pm

      É Espada

      Para o Chile

      A República da Poesia

      Na república da poesia
                  um comboio cheio de poetas
                  desliza para sul debaixo da chuva
                  tal como as ameixeiras balançam
                  e os cavalos escoiceiam o ar,
                  e as bandas filarmónicas
                  desfilam pelas ruas
                  com trompetes, com chapéus de coco,
                  seguidas pelo presidente
                  da república,
                  que aperta todas as mãos.

      Na república da poesia
                  os monges imprimem versos sobre a noite
                  em caixas de chocolate conventual,
                  cozinhas em restaurantes
                  usam odes como receitas
                  de enguias ou alcachofras,
                  e os poetas comem à borla.

      Na república da poesia
                 os poetas lêem para os babuínos
                 no jardim zoológico, e todos os primatas
                 – como poetas e babuínos – gritam de alegria.

      Na república da poesia
                 os poetas alugam um helicóptero
                 para bombardearem o palácio nacional
                 com poemas impressos em marcadores de páginas
                 e toda a gente, cega pelas lágrimas,
                 se precipita no pátio
                 para apanhar um poema
                 que esvoaça caindo do céu.

      Na república da poesia
                 a guarda do aeroporto
                 não autorizará a tua saída do país
                 até que lhe declames um poema
                 e ela diga Ah! Lindo.

      Acción Poética accion poetica chile frase de amor Acción Poética triste distância mal realidad Amor a distancia pena pensamiento tu y yo accion poetica chile Acción Poética Colombia accion poetica argentina

      livre chile Acción Poética

      amo te amo de amor dez Acción Poética AMA amo amar chile Encontrar Cruzar tener accion poetica chile encuentro amarte tengo cruce encuentra Cruza tuve encontrarte encontré

      ACCIÓN POÉTICA EN CHILE

      1. lenita

        21 de fevereiro de 2015 1:33 am

        Chile

        Foi o primeiro país que conheci ! Escolhido a dedo, pela poesia do Pablo e pelos muitos sofrimentos por que passou o povo do país.

        Obrigado.

  3. lenita

    20 de fevereiro de 2015 5:55 pm

    JNS

    E… de repente fez-se de alegre o que era triste …… E não é que pode nos salvar mesmo ! E um querido amigo deu-me a alegria de ser lembrada por ele. Nada mais interessa ! E que músicas ele me fez presente !

    O que poderia lhe dizer ? não sei . As palavras sumiram, não mais que de repente.

    Um grande abraço e muito obrigado pela gentileza, que só poderia partir de uma alma como a sua, mostrada através de suas postagens.

    Obrigado amigo .

    1. jns

      20 de fevereiro de 2015 7:06 pm

      Poços

       

      O poema é do Martín Espada

                                      Nós estávamos presos no trânsito 
                                             na ponte do Brooklyn

                                      Então implorei ao poeta,
                                            sentado na parte de trás do meu táxi,
                                            para escrever um poema para você

                                      Ele perguntou
                                           se você era como a lua 
                                           ou as árvores

                                      Eu disse: – Não, 
                                           a Lenita é como a ponte,
                                           com muito tráfego, 
                                           quando eu tenho tempo 
                                           para ver os barcos 
                                           navegando no rio

      licenciosidades

      1. jns

        21 de fevereiro de 2015 3:57 pm

        O show tem que continuar

        A Piano House, sede da Universidade de Música na província An Hui, na China, foi construída em forma de piano e violino de vidro que abriga uma escada interligada ao prédio-piano. O edifício foi projetado por alunos de arquitetura da Universidade de Tecnologia Hefei, capital da província, e pela empresa Huainan Fangkai Decoration Project Co.

        [video:http://youtu.be/wTeRQ16O798 width:600 height:450]

  4. lucianohortencio

    20 de fevereiro de 2015 5:55 pm

    O bom humor também pode!!!

    Ai, ai, pega a minha cobra!

    Oi, oi, vem pra minha cobra!

    Que ela vai te pegar!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=YjjcxfkQ_W8%5D

    1. lenita

      20 de fevereiro de 2015 6:00 pm

      Esse é o Luciano Hortêncio !

      Esse é o Luciano Hortêncio ! Aquele que batizei de nosso “Oásis” e que forma com o JNS um par adorável purdimais, sô !

      1. jns

        20 de fevereiro de 2015 8:56 pm

        Uai?, enquanto tiver bambú tem flecha, uai!

         

                         Toda poesia salva Axolotis da extinção

         

                          Não é blasfêmia,

                          Mas tome cuidado com o “Espada”.

                          Se o sujeito estiver moiado – bem moiadão – 

                          Por uma pingaiada da mió qualidade,

                          Ele ultrapassa a cúpula celestial

                          E desaparece acima do Divino;

                          Deixando pra trás a salvação

                                              

                                            KHAWAJAH NASR AL-DIN HORTENCIU

                                        

                                            COMO NASRUDIM CRIOU A VERDADE

        As leis não fazem com que as pessoas fiquem melhores – disse Nasrudin ao Rei -, elas precisam, antes, praticar certas coisas de maneira a entrar em sintonia com a verdade interior, que se assemelha apenas levemente à verdade aparente.

        O Rei, no entanto, decidiu que ele poderia, sim, fazer com que as pessoas observassem a verdade, que poderia fazê-las observar a autenticidade – e assim o faria.

        O acesso a sua cidade dava-se através de uma ponte.

        Sobre ela, o Rei ordenou que fosse construída uma forca.

        Quando os portões foram abertos, na alvorada do dia seguinte, o Chefe da Guarda estava a postos em frente de um pelotão para testar todos os que po rali passassem.

        Um edital foi imediatamente publicado:

        “Todos serão interrogados. Aquele que falar a verdade terá seu ingresso na cidade permitido. Caso mentir, será enforcado.”

        Nasrudin, na ponte entre alguns populares, deu um passo à frente e começou a cruzar a ponte.

        – “Onde o senhor pensa que vai?” – perguntou o Chefe da Guarda.

        – “Estou a caminho da forca” – respondeu Nasrudin, calmamente.

        – “Não acredito no que está dizendo!”

        – “Muito bem, se eu estiver mentindo, pode me enforcar.”

        – “Mas se o enforcarmos por mentir, faremos com que aquilo que disse seja verdade!”

        – “Isso mesmo” – respondeu Nasrudin, sentindo-se vitorioso.

        – “Agora vocês já sabem o que é a verdade: é apenas a sua verdade” disse o enfezado Nasrudin, para fechar o pano e atravessar a ponte.

        Como é que faz pra sair da ponte?

        [video:http://youtu.be/DDguYDlqEZw width:600 height:450]

    2. jns

      20 de fevereiro de 2015 7:17 pm

      Belo

       

              Não preso no trânsito

               Atravesso espantopontes

               Mergulho concreto aldeia norte

               Viajam canoas botes Horizontes

       

    3. jns

      20 de fevereiro de 2015 9:52 pm

      Nicoletta Ceccoli

      Equilíbrio instável entre o angelical e perturbador mundo surreal

      do conto de fadas da narrativa sombria vislumbrada abaixo da superfície.

      https://stephenkellycreative.wordpress.com/2012/07/26/beautiful-nightmares-the-angelic-art-of-nicoletta-ceccoli/

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