sábado, maio 25, 2019
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    Tag: poesia

    Às vezes namorei Dora/outras vezes, Beatriz, por Romério Rômulo

    Nina, uma fada sem rumo / me levou pro Ceará / me deixou sem qualquer prumo / e eu nunca saí de lá.

    A poesia em movimento como reordenamento do caos, por Jorge Sanglard.

    Jorge Sanglard fala sobre o fazer poético de escritores comprometidos com a renovação da criação literária às margens do Paraibuna

    Juiz de Fora que fica dentro, por José Carlos Peliano

    O bonde elétrico, o cine Central e o embornal cheio de guardados, dias, noites, madrugadas e saudade dos colégios Santos Anjos, Machado Sobrinho e Academia de Comércio

    que tua mão à noite me apagasse, por romério rômulo

    e quando o teu olhar me percorreu / na linha breve que contém o corpo / eu te entreguei o pouco que é meu.

    A lenha que incendeia é toda amarga, por romério rômulo

    o fogo que me come / é indormido

    Por uns pecados que não pratiquei, por romério rômulo

    eu vou perder-me nos caudais do crime / por uns pecados que não terminei.

    “e não escrevi esse poema do outono”, de Juan Gelman

    Enquanto as cores das folhas enchem de presença todos os lados da cidade, todos os lados que estão fora das casas.

    A moça de van Gogh, por romério rômulo

    a moça me desafia / com uma luz de martelo / me arrasa em disritmia / me corta como cutelo

    O Mistério das Coisas é Palpável, por romério rômulo

    quando guardo minhas revelações tenho outro mistério líquido dos fatos.

    É bom tomar cuidado: as bocas são rasgadas, por romério rômulo

    sobre cada de nós há um vassalo / há um arco de cerca e um limite / um estado de cão feito de estalo

    Marília, quando virás?, por romério rômulo

    Marília, quando virás / comer meu osso dorsal?

    Porque esqueci quem fui quando criança?, por Fernando Pessoa

    A criança que fui vive ou morreu? Sou outro? Veio um outro em mim viver?

    Os comunistas e a poesia, por Urariano Mota

    Mas a poesia, para os comunistas, o que é?  Penso que ela não é só um conceito estético. Eu diria, até mesmo para todo democrata, a poesia não é só estética.

    Portugal e Camões são meu sustento, por romério rômulo

    digam a todos e aos poucos que morri.

    não há corpo habitável no caminho, por romério rômulo

    as sombras encolheram / o doce do meu corpo.

    EU, Florbela Espanca

    Este poema está no livro “Charneca em flor”, publicado em 1931 e considerado a obra-prima da poetisa portuguesa

    sob as duras razões dos teus amores, por romério rômulo

    meu quarto vazio / é onde tudo acontece.

    Minas são muitas e pálidas, por romério rômulo

    quantos deuses de Minas / se sacrificaram ao corpo capital / da morte?

    a moça bela/fugiu daqui, por romério rômulo

    moça tão bela viveu por lá bela e mais bela no ceará

    a pátria é fruta endiabrada (para vinicius), por romério rômulo

    que pátria devo eu ter no desalento / do amor à pátria que eu sempre invento?

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