4 de junho de 2026

HSBC: jornalistas do Le Monde sob pressão dos proprietários, por Marlon

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Jornalistas do Monde sob pressão dos proprietários – Caso HSBC

por Marlon

O milionário Pierre Bergé, um dos proprietários do Le Monde desde 2010, criticou o trabalho dos jornalistas do seu jornal sobre a publicação dos nomes das pessoas envolvidas no caso HSBC de evasão fiscal. Trata-se, segundo ele, de “populismo”. Esses nomes estariam sendo “lançados aos leões”. “São métodos que eu reprovo”, disse o milionário. 

Imediatamente, a “Associação dos Redatores do Monde” reagiu ao que considerou “uma intromissão no conteúdo editorial” do jornal [veja a nota abaixo]. “Nós condenamos com força, como em outras ocasiões, essa intromissão no conteúdo editorial. O papel dos acionários é de definir a estratégia da empresa e não de tenter intervir [tenter de peser] no sentido da informação [publicada]”.

A direção do jornal também reagiu com força às declarações de Bergé. “Nós, membros da direção do ‘Monde’, deploramos os ataques feitos por Pierre Bergé contra os jornalista do ‘Monde’.” A nota da redação é assim concluída: “As declarações públicas de um dos nossos acionários não saberia pôr em causa a independência editorial da redação, que continuaremos a fazer ser escrupulosamente respitada”.

Esse fato me pareceu importante à luz dos textos que Nassif vem publicando sobre os aspectos econômicos e editoriais da mídia brasileira.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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12 Comentários
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  1. carlos afonso quintela da silva

    20 de fevereiro de 2015 9:30 am

    Quanta diferença entre esses

    Quanta diferença entre esses jornalistas e os “cordeiros”  empregados de nossas mídias . Enquanto aqueles consideram seu traballho independente dos empresários do setor, a maioria dos nossos tem a espinha flexível dos covardes e/ou a conivência ideológica irrestrita dos apaniguados. Triste Brasil que conta com uma mídia de massa quase inteiramente submersa nos interesses dos patrões. As exceções, poucas mas honrosas, ainda são apontadas como subservientes aos governos populares, numa tentativa de inverter as posições verdadeiras.

  2. Malú

    20 de fevereiro de 2015 9:55 am

    Será que algum dia veremos a

    Será que algum dia veremos a “associação dos redatores” dos nossos jornais reagir da mesma maneira que os jornalistas do Le Monde reagiram contra seus patrões? Sonha Malu, sonha…

    1. Waldomiro Pereira

      20 de fevereiro de 2015 10:13 am

      Vamos sim, sempre é possivel

      Vamos sim, sempre é possivel uma queda da “bastilha” e muitas cabeças acabam rolando. Já pensou na cabeça dos marinho rolando?

      Abrindo o hsbc ficamos perto disto.

       

  3. Quintela_BR

    20 de fevereiro de 2015 11:57 am

    Se fosse a relação de

    Se fosse a relação de suspeitos de terroristas palestinos… o jornal teria essa mesma preocupação, ou melhor, ética com o nome dos suspeitos de terrorismo?

  4. Juliano Santos

    20 de fevereiro de 2015 12:22 pm

    Meu Deus, Nassif, e o Le
    Meu Deus, Nassif, e o Le Monde é de direita! Alguém imagina nossos jornalistas respondendo assim aos Marinhos, Otávivinhos e caterva?
    É por essas e outras que afirmo sem medo de errar, que a imprensa brasileira é uma das piores do mundo. Jornalista operário padrão é sinônimo de jornalismo indigente

  5. altamiro souza

    20 de fevereiro de 2015 1:38 pm

    se fosse aqui, engavetariam

    se fosse aqui, engavetariam logo tudo o que afetasse

    os negócios dos acionistas…

    boa parte dos jornalistas certamente não chama patrão de jornalista,

    mas boa parte chama porque é subserviente e às  vezes mais realista que o rei.

    isso de engavetar vem de tempos imemoriais…

    alguém poderia estudar  a arqueologia do engavetamento!

     

     

  6. MAAR

    20 de fevereiro de 2015 2:21 pm

    JÁ DIZIA RAUL

    O clarividente ‘maluco beleza’ cantou a explicação do triste fenômeno causador da atrasada subserviência de tantos às elites hegemônicas. Realmente, hoje e sempre, fica evidente que falta mesmo é cultura para repudiar a estrutura de dominação pantagruélica responsável pela manutenção dos atrasos históricos. Então, ‘Toca Raul!’…

  7. SILOÉ-RJ

    20 de fevereiro de 2015 3:08 pm

    VOILÁ

    “JE SUIS” VERDADEIRO JORNALISMO.

    Foi o que fez os jornalistas do Le monde que publicaram a lista DOS CORRUPTOS MUNDIAIS DO HSBC.

    Foi o que fez AMAURY RIBEIRO JUNIOR.

    Foi o que não fez FERNANDO RODRIGES.

    Foi o que não fez MARINA WALKER GUEVARA.

    É o que estão fazendo os JORNALISTAS DOS BLOGS SUJOS.

    E TODOS aqueles que podem COLABORAR.

    VOILÁ!!!

  8. Antonio Andrade

    20 de fevereiro de 2015 9:47 pm

    Jornalistas Le Monde

    Dignidade e respeito pela informação.

  9. Edivaldo Dias Oliveira

    20 de fevereiro de 2015 11:00 pm

    Olhem só o que postei à tardinha…

    Olhem só o que postei na tarde de hoje no poste sobre os embargos do IVIJ. Atentem para a frase, “Quem conhece um pouco a história desse bravo jornal sabe que por lá patrão não é chamado de coleguinha…”.

    Profético, se permitem o auto elogio.

    Edivaldo Dias de oliveira

     

     

     

    Onde entra e sai o “Monde” nessa história?

    Até onde me foi dado entender, num dos primeiros post aqui, é que tudo teve origem no jornal “Le monde”, que recebeu os arquivos do ex-funcionario, ou coisa assim,  e resolveu compartilhar com o ICIJ, que por sua vez tá fazendo corpo mole e liberação seletiva dos dados.

    Quem conhece um pouco a história desse bravo jornal sabe que por lá patrão não é chamado de coleguinha, que o sindicato de jornalistas tem uma presença forte na redação, com comissão de imprensa e editoria eleita pelo conjunto de profissionais ligados a informação.

    Ora, sabendo-se da postura suspeitíssima do ICIJ, por que o pessoal do Monde não “chupa” o pau da barraca e assume de uma vez por todas a responsabilidade pela divulgação completa dos arquivos?

    Por que cargas d’agua os demais profissionais de imprensa ao redor do mundo não pressiona a redação do fracês, associando-se a ele em multirão para compilar e divulagar o dados que o ICIJ insiste em seletivizar?

    Será que ao passar a base de dados para o ICIJ o pessoal do MOnde ficou sem nada, sem uma cópia, se quer?

    Nesse caso, será que o ex-funcionário não teria uma cópia sobresalente. 

     

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  10. Edivaldo Dias Oliveira

    20 de fevereiro de 2015 11:00 pm

    Olhem só o que postei à tardinha…

    Olhem só o que postei na tarde de hoje no poste sobre os embargos do IVIJ. Atentem para a frase, “Quem conhece um pouco a história desse bravo jornal sabe que por lá patrão não é chamado de coleguinha…”.

    Profético, se permitem o auto elogio.

    Edivaldo Dias de oliveira

     

     

     

    Onde entra e sai o “Monde” nessa história?

    Até onde me foi dado entender, num dos primeiros post aqui, é que tudo teve origem no jornal “Le monde”, que recebeu os arquivos do ex-funcionario, ou coisa assim,  e resolveu compartilhar com o ICIJ, que por sua vez tá fazendo corpo mole e liberação seletiva dos dados.

    Quem conhece um pouco a história desse bravo jornal sabe que por lá patrão não é chamado de coleguinha, que o sindicato de jornalistas tem uma presença forte na redação, com comissão de imprensa e editoria eleita pelo conjunto de profissionais ligados a informação.

    Ora, sabendo-se da postura suspeitíssima do ICIJ, por que o pessoal do Monde não “chupa” o pau da barraca e assume de uma vez por todas a responsabilidade pela divulgação completa dos arquivos?

    Por que cargas d’agua os demais profissionais de imprensa ao redor do mundo não pressiona a redação do fracês, associando-se a ele em multirão para compilar e divulagar o dados que o ICIJ insiste em seletivizar?

    Será que ao passar a base de dados para o ICIJ o pessoal do MOnde ficou sem nada, sem uma cópia, se quer?

    Nesse caso, será que o ex-funcionário não teria uma cópia sobresalente. 

     

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  11. MThereza

    20 de fevereiro de 2015 11:52 pm

    Os donos de jornais podem até

    Os donos de jornais podem até ser iguais em todo lugar. Mas os jornalistas…. quanta diferença (talvez nem chamem  o patrão de “colega”)

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