5 de junho de 2026

Movimentos por ocupações em SP são investigados por agressões e ameaças

Inquérito foi aberto após a tragédia do edifício Wilton Paes de Almeida, quando sete pessoas morreram após incêndio e queda do prédio

Jornal GGN – Uma investigação policial sobre o incêndio que levou à queda do edifício Wilton Paes de Almeida, no centro de São Paulo, matando 7 pessoas, revelou a rotina de agressões e ameaças sofridas por moradores de prédios ocupados por movimentos sociais no centro de São Paulo. As informações são de reportagem a rede Globo que teve acesso ao inquérito com o depoimento de 17 pessoas.

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Leia também: Movimentos por moradia exigem direto de resposta à Rede Globo

A queda do Paes de Almeida completou um ano no dia 1º de maio. A partir da tragédia, a polícia decidiu investigar os responsáveis pela ocupação, entre eles Ananias Pereira dos Santos, do Movimento de Luta Social por Moradia. Segundo os investigadores, além do prédio que desabou, Ananias coordenava outras três ocupações.

Segundo relato de moradores, que decidiram falar com a polícia sob a promessa de anonimato, todos tinham que pagar aluguel em valores que variavam de R$ 200 a R$ 500 reais. Quem atrasava, era submetido a tapas, socos, chutes a até ameaças com facas.

Durante as investigações a polícia chegou até outra liderança, Edinalva Silva Franco, do Movimento de Moradia para Todos. Nos depoimentos, ela foi acusada de também praticar violência, inclusive contra moradores que decidiram deixar as ocupações.

Tanto Ananias quanto Edinalva, negaram as acusações. O primeiro disse ser vítima de perseguição, enquanto Edinalva explicou que os valores pagos por cada morador eram decididos em assembleia.

Os moradores que prestaram depoimento disseram ainda que, mesmo após terem conseguido um espaço em ocupações, eram obrigados a participar da invasão de outros prédios “para fortalecer o movimento”.

A polícia deve pedir a prisão de 15 suspeitos sob as acusações de participação em organização criminosa, extorsão e agressões. Os investigadores suspeitam ainda de que o crime organizado tenha se infiltrado nas ocupações.

A prefeitura de São Paulo quer atender ao pedido da Defensoria Pública da União para a construção de um conjunto habitacional no lugar do prédio que desabou.

“O pedido da defensoria pública é que as famílias recebam, sejam contempladas, com atendimento habitacional definitivo naquele local”, confirmou a defensora Fabiana galera Severa.

Redação

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3 Comentários
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  1. Zé Sérgio

    12 de maio de 2019 10:53 am

    O Estado tirando o seu da reta. Ainda mais o estado de São Paulo e décadas de Tucanato. Delegados e Promotores, depois das acusações postas, foram enviados para outras bases a fim de “sumirem”. O mesmo foi feito com o massacre da Boate Kiss em Santa Maria / RS. Estratégia covarde destas 9 décadas covardes e fascistas, replicadas nestas 4 décadas de farsante redemocracia. O Estado Ditatorial Absolutista nunca é alcançado (pelo próprio Estado, diga-se de passagem. República do Corporativismo). Quanto não valia aquele prédio? Quanto o país não perdeu com sua ruptura? Não seria muito mais prático e sensato destinar esta centena de prédios vazios ( a maioria públicos) do centro de São Paulo, para moradias? As Autoridades Públicas não serão responsabilizadas pelas Vidas destes Brasileiros, em especial das Crianças? Temos Justiça? temos Judiciário? Temos Democracia? A fraude ainda possui a sua pátria. País de muito fácil explicação.

  2. Bonobo de Oliveira, Severino

    12 de maio de 2019 12:03 pm

    “Os investigadores suspeitam ainda de que o crime organizado tenha se infiltrado nas ocupações.”

    O CRIME ORGANIZADO ESTÁ INFILTRADO NO PALÁCIO DO PLANALTO E EM VÁRIAS SEDES DE GOVERNOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS, EM TODO O PAÍS!!

    Isso não é suspeita! Não é necessário investigar, portanto.

  3. Gilson Modesto

    12 de maio de 2019 12:41 pm

    Há provas ou, como se tornou praxe, o processo se resumirá a delações e testemunhos de pessoas envolvidas no processo?

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