4 de junho de 2026

Medida de Alckmin atinge volume morto da estupidez

Jornal GGN – O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) decretou a redução do ICMS sobre galões de 10 e 20 litros de água. Dessa maneira, o recurso entra no rol de produtos que compõem a cesta básica. O Idec (instituto de defesa do consumidor) condenou a medida e alertou para a privatização da água em meio à crise hídrica. O jornal Valor Econômico abordou o decreto observando que o maior controle do governo estadual sobre o reajuste do preço do galão de água pode ajudar a frear abusos do mercado quando a escassez apertar.

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Por Igor Carvalho

Por decreto, Geraldo Alckmin inclui água na cesta básica

Do SpressoSP

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) condenou a medida. “Isso ratifica que água potável, que deveria ser fornecido pelo governo por um preço módico, será um bem escasso. Isso tem que nos deixar em alerta para uma possível privatização da água”, diz a entidade em nota. Deputado João Paulo Rillo (PT) ironiza: “Como se 10 litros de água resolvessem algo na vida de uma família”.

Na surdina, sem a presença da imprensa, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou um decreto que inclui galões de água mineral, de 10 ou 20 litros, na cesta básica paulista.

O decreto 61.103 foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (03) e determina a redução no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das embalagens de 10 e 20 litros.

Com a medida, o galão de água passa a ser um “alimento” da cesta básica, e deixa o rol de bebidas frias, como cerveja, vinho, entre outras. O decreto teria sido sugerido pelo deputado estadual Itamar Borges (PMDB).

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) condenou a medida. “Isso é uma quantidade irrisória para a manutenção da família. A inclusão é irrisória. É diferente de 10kg de arroz, que dependendo da família dá. Isso ratifica que a água potável, que deveria ser fornecida pelo governo por um preço módico, será um bem escasso. Isso tem que nos deixar em alerta para uma possível privatização da água, porque já há um fomento da indústria da água”, afirmou a advogada do instituto, Claudia de Moraes Pontes.

Ainda de acordo com o Idec, o decreto é insuficiente. “Quando você dá isenção, tem que haver a contrapartida, que seria a manutenção do preço. Isso não foi proposto no decreto. O governo precisa se comprometer e determinar que não haja aumento do preço, não é o que temos visto”, vaticina Cláudia.

Para o deputado estadual João Paulo Rillo (PT), líder da bancada petista na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o decreto resume o comportamento “autoritário” do governador. “Alckmin mais uma vez terceiriza a responsabilidade pela falta de água em São Paulo. O pior é que ele faz isso de forma autoritária e sem nenhum debate com a sociedade. Como se 10 litros de água resolvessem algo na vida de uma família.”

Veja o decreto:


 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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14 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    3 de fevereiro de 2015 3:18 pm

    Em maio/15 a única forma das

    Em maio/15 a única forma das pobres paulistas grávidas beberem água será enfiar um canudo na barriga. Cortesia do médico G.

  2. Ivan de Union

    3 de fevereiro de 2015 3:19 pm

    “O decreto teria sido
    “O decreto teria sido sugerido pelo deputado estadual Itamar Borges”:

    So podia ser PMDB mesmo… Projeto de governo que eh bom… nada.

  3. Zé Roberto

    3 de fevereiro de 2015 3:53 pm

    Isso é planejado

    Desde a década de 90 e principalmente desde o governo FHC, a fúria privatista vem agindo.  Privatizaram a telefonia, o subsolo(cia vale do rio doce), a água(empresas de água e esgoto bem como empresas produtoras de energia elétrica), além das estradas. Nada constroem, apenas se apoderam das empresas já exitentes.  E as empresas que interessam a esses entreguistas são aquelas das quais a população necessita e para as quais paga mensalmente tarifas. Como não investem, a água está se tornando artificialmente escassa.  E como um bem escasso é caro, agora querem aumentar ainda mais os preço da água, que na verdade no Brasil é um bem abundante.  Vejam o que foi feito no Chile com as empresas de água privatizadas.  O fornecimento de água foi interrompido em algumas cidade e a agua foi desviada para atender minas de cobre, criaram cidades fantasma.  O mesmo estão fazendo inclusive com a TV aberta. Dificultando as pessoas de pegar o sinal das antenas para que paguem por TV por assinatura.  Aos poucos eles vão transferindo as empresas para os grupos aos quais pertencem.  Hoje perdem uma eleição, mas ficam no aguardo e com a imprensa golpista ao seu lado, quando posteriormente ganham a eleição, transferem o patrimonio, ISSO SIM É CORRUPÇÃO.  Querem nos escravizar dentro do nosso país.  Se não reagirmos, em poucos anos seremos escravos deste entreguistas e seus aliados estrangeiros. A região mais desenvolvida e mais rica do Brasil, região sudeste(São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) já está dominada pelos entreguistas, se conseguirem concluir o processo de entrega ao inimigo de nossas empresas de água e esgoto, o restante do Brasil será presa fácil.

  4. altamiro souza

    3 de fevereiro de 2015 3:58 pm

    autoritário e privatista, o

    autoritário e privatista, o alquimista, que faz mágicas demagógicas,

    mas deixa tudo como o pior capitalismo selvagem quer:

    pouca água para os que necessitam, e muita para quem

    tem dinheiro para compra-la..

    so falta um bolsa-água…um litro para os pobres, o resto para os ricos.

    é a financeirizaçõ aquática.

  5. BRAGA-BH

    3 de fevereiro de 2015 4:33 pm

    Como na cidade de São Paulo

    Como na cidade de São Paulo chove bastante mas não nas principais cabeceiras dos Sistemas de Abastecimento da metrópole, não seria a hora de prever um abastecimento de ‘cisternas’, aquelas mesmo que o Governo Federal vem instalando no Nordeste para a captação de águas de chuva?

    1. Alan Souza

      3 de fevereiro de 2015 4:47 pm

      E o Alckmin lá tem competência pra isso?

      O Governo Federal faz isso no Nordeste há décadas, mas o PSDB lá sabe fazer algo de útil em São Paulo?

      O que você sugere vai contra a natureza do Alckmin…

  6. implacavel

    3 de fevereiro de 2015 4:47 pm

    A marca da besta

    666,6 ml de água por dia no mês!!!!

    A marca da besta #666

  7. Beto

    3 de fevereiro de 2015 5:24 pm

    Água Mineiral para Rico lavar o cabelo no Salão x Cesta Básica

    A intenção do Governador Alckmin; não é para o Pobre beber água mineiral mais barata é sim;  para os Ricos terem água no Salão de Beleza para lavar o cabelo.  Salões de Beleza de São Paulo estão utilizando água mineiral para lavar o cabelo de seus clientes.

  8. Mário Latino

    3 de fevereiro de 2015 5:47 pm

    E aqui eu fico me perguntando

    E aqui eu fico me perguntando quando a população de SP vai abrir os olhos e ver a furada em que entrou…

    1. Alan Souza

      3 de fevereiro de 2015 8:23 pm

      Eu já me fiz essa pergunta e já sei a resposta

      Nunca.

    2. Marco Santos

      4 de fevereiro de 2015 12:03 am

        Ja leu o conto ” O

        Ja leu o conto ” O flautista de Hamelin”, em que um flautista enfeitiça uma parte da população e o segue cegamente ?

            Está ocorrendo em SP, com Alckmin (o flautista) e a população.

            Não abrirão os olhos, pois estão enfeitiçados.

  9. Lucinei

    3 de fevereiro de 2015 5:58 pm

    O que ele quer é fazer mais

    O que ele quer é fazer mais uma chacrinha: dizer que reduziu impostos e o GF não. Daí, mesmo se não fizer o menor sentido, a imprensa botta culpa no GF dizeendo que ele “não fez a parte dele”.

  10. anarquista sério

    3 de fevereiro de 2015 10:41 pm

     Forte candidato ao Oscar de

     Forte candidato ao Oscar de mancheste:

    Medida de Alckmin atinge volume morto da estupidez

        Muito boa,Por enquanto,imbatível

              Charges nesse quesito não vale

                 Uma é melhor que a outra.

                   O brasileiro é imbatível pra tirar sarro de si mesmo,

  11. Carlo Zardinni

    3 de fevereiro de 2015 11:08 pm

    Maria Antonieta desidratada

    “Se não tem pão, comam brioches!”, diz a frase atribuida a Maria Antonieta.

    “Se não tem mais volume morto, bebam evianperrier com desconto de icms!”, quem sabe esta não será uma frase a ser lembrada desta grande administração paulista que acomete este estado paulista.

    Ah! meus prezados amigos sumpaolinos, às vezes e cada vez mais frequente vocês me lembram de uma personagem do elenco do Chico Anísio.

    Era a personagem uma mocinha bonitinha, simpatissíssima e naive, casada com um pilantra brutamontes, a qual narrava seu dia a dia, e, naquela simplicidade dos puros, sempre terminava sua narrativa de pancadarias diárias sofridas nas mãos do sujeito que ela confundia com carinhos, e, quando inquirida por que não o deixava ou o denunciava a polícia ela dizia seu bordão característico: – eu gostcho!

    Há gosto para tudo,eu, por exemplo, à despeito de seu grande conteúdo aquoso, detesto chuchú de qualquer tipo.

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