
Jornal GGN – O país começou o ano importando mais do que exportando: a balança comercial brasileira encerrou o mês de janeiro com um déficit de US$ 3,174 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 30,582 bilhões. Sobre igual período do ano anterior apresentou queda de 11,3%, pela média diária. Apesar do resultado negativo, o déficit caiu 21,9% em relação a 2014. Em janeiro do ano passado, o país tinha importado US$ 4,068 bilhões a mais do que tinha exportado, o pior resultado da história para o mês.
No mês, a exportação alcançou cifra de US$ 13,704 bilhões. Sobre janeiro de 2014, as exportações registraram retração de 10,4%, e de 17,9% em relação a dezembro de 2014, pela média diária. As exportações por fator agregado alcançaram os seguintes valores: produtos básicos (US$ 5,849 bilhões), manufaturados (US$ 4,966 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,474 bilhões). Sobre o ano anterior, pela média diária, retrocederam as exportações de manufaturados (-14,6%) e básicos (-11,1%), por outro lado cresceram as vendas de semimanufaturados (+3,1%).
No grupo dos manufaturados, quando comparado com janeiro de 2014, decresceram as vendas principalmente de automóveis de passageiros (-58%), óleos combustíveis (-49,6%), motores e geradores (-38,8%), hidrocarbonetos (-33,2%), tubos de ferro fundido (-30,6%), etanol (-24,7%), máquinas para terraplanagem (-21,9%), polímeros plásticos (-19,7%), papel e cartão (-19,1%, para US$ 81 milhões), autopeças (-17,9%), motores para veículos (-12,7%) e suco de laranja congelado (-6,9%). Por outro lado, cresceram as vendas de açúcar refinado (+56,1%), óxidos e hidróxidos de alumínio (+46%), tubos flexíveis de ferro/aço (+24,7%), aviões (+15,9%) e laminados planos (+0,3%).
No grupo dos básicos decresceram principalmente minério de ferro (-49,5%), carne bovina (-25,5%), carne suína (-16,5%), farelo de soja (-13,8%), carne de frango (-8,6%). Por outro lado, cresceram trigo em grão (de US$ 5 milhões para US$ 114 milhões), minério de cobre (+253,6%), algodão em bruto (+110,1%), café em grão (+68,8%), fumo em folhas (+32,4%), petróleo em bruto (+12%) e milho em grão (+8,6%).
Quanto aos semimanufaturados, aumentaram, principalmente, semimanufaturados de ferro/aço (+67,7%), ferro fundido (+43%), madeira serrada (+25,7%), óleo de soja em bruto (+22,7%) e ouro em forma semimanufaturada (+16,2%). Em termos de países, os cinco principais compradores foram Estados Unidos (US$ 1,975 bilhão), China (US$ 1,345 bilhão), Argentina (US$ 852 milhões), Países Baixos (US$ 772 milhões) e Alemanha (US$ 444 milhões).
As importações totalizaram US$ 16,878 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações registraram queda de 12,0%, e crescimento de 2,8% sobre dezembro de 2014, pela média diária. No mês, decresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (-28,4%), bens de consumo (-14,2%), bens de capital (-8%) e matérias-primas e intermediários (-7%). Em termos de países, os cinco principais fornecedores foram China (US$ 3,703 bilhões), Estados Unidos (US$ 2,542 bilhões), Alemanha (US$ 901 milhões), Argentina (US$ 783 milhões) e Coreia do Sul (US$ 612 milhões).
Alex Sotto
2 de fevereiro de 2015 10:11 pmTá feia a coisa
-10% na exportação e -12% na importação em um ano.
Roberto São Paulo-SP 2015
3 de fevereiro de 2015 12:05 amA queda no preço internacional do ferro e do petróleo
Queda do preço do ferro puxou recuo nas exportações em janeiro, diz secretário
02/02/2015 17h05—Brasília—Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura
A queda no preço internacional do ferro foi o fator que mais contribuiu para o déficit de US$ 3,174 bilhões na balança comercial em janeiro, disse hoje (2) o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho. Segundo ele, o minério, principal produto de exportação do país, respondeu sozinho por cerca de 40% do saldo comercial negativo.
Em janeiro do ano passado, a tonelada do minério de ferro custava US$ 108,50. No mês passado, o preço caiu para US$ 51,40. Ao longo de 2014, o preço das commodities – bens primários com cotação internacional – caiu por causa da desaceleração da economia global, principalmente da China, maior consumidor mundial de bens agrícolas e minerais.
Outro produto que explica a queda do preço das commodities é o petróleo. Por causa do aumento da produção do óleo de xisto nos Estados Unidos e no Canadá e da demanda menor que o esperado na Europa e na Ásia, a cotação do barril caiu de US$ 114, em junho do ano passado, para US$ 46, em janeiro deste ano. O novo nível de preços interferiu na balança comercial brasileira.
Em janeiro, a conta petróleo – diferença entre exportações e importações de petróleo e derivados – ficou negativa em US$ 685 milhões. Apesar do resultado negativo, o valor é menor que o déficit de US$ 1,461 bilhão registrado em janeiro de 2014. Mesmo com a retomada da produção de plataformas, a queda no preço do petróleo impediu o crescimento do valor exportado.
O valor das exportações de petróleo caiu 6,7% em janeiro pela média diária em relação ao mesmo mês de 2014, embora o volume embarcado tenha aumentado 96,8% na mesma comparação. As compras externas de petróleo e derivados caíram em ritmo bem maior, 26,4%, motivadas tanto pela queda na quantidade importada como nos preços.
Godinho não quis fazer projeções para as exportações este ano. Ele disse, no entanto, que o governo acredita que o déficit comercial de US$ 3,93 bilhões em 2014 não se repetirá neste ano. “Ainda não dá para fixar uma meta para as exportações porque os sinais são contraditórios. Do lado favorável, temos o câmbio [alta do dólar] e o crescimento da economia americana. Por outro lado, temos a queda no preço das commodities e a incerteza no crescimento econômico de parceiros importantes, como a União Europeia, a Argentina e a China”, disse.
URL:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-02/queda-do-preco-do-ferro-puxou-recuo-nas-exportacoes-em-janeiro-diz
Tony
3 de fevereiro de 2015 1:23 amNeo abastados…
O que tem de coxinha viajando ao exterior e estreando cartão de crédito… Só eu tenho 3 primos que não conheciam Orlando nem Europa. Com as esposas, filhas e até a sogra.
Somando-se aos que compram no Amazon…
Free Walker
3 de fevereiro de 2015 9:56 amEu compro, ou mando trazer,
Eu compro, ou mando trazer, de eletrônicos à roupas, tudo de fora, tudo pela metade, 1/3 do preço.
Eu sou, mas meu bolso não é patriota.