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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    4 de junho de 2019 9:35 am

    O poder das cidades
    Uma potencia mal explorada
    “Se queres ser universal, comece pela sua aldeia” Leon Tolstoi.

    Edivaldo Dias de Oliveira

    De onde pensa que vieram os votos que elegeram deputados e senadores, de Marte? Não. Eles vieram de cada cidadezinha desse Brasil profundo, por menor e mais insignificante que sejam.
    E quem arrebanhou esses votos para deputados e senadores eleitos, convencendo cada morador a dar seu voto a eles?

    Na maioria dos casos, foram cada prefeito, prefeita, vereador e vereadora de cada uma dessas cidades. Para eles e elas foram mandados muitos materiais de campanha e foi sob sua influencia que muitos deram seus votos aos que estão lá em cima agora.

    Portanto cidadão e cidadã das mais minúsculas cidades desse país, eles e elas são, em ultima instância, fiadores e porta vozes dos eleitos, seja em Brasília ou nas Assembleias Legislativas.

    Estou convencido de que muitos moradores dessas cidades gostariam de ter uma participação mais ativa e altiva nos rumos do país e não sabem com fazer, pois deslocar-se para as capitais e grandes cidades é muito custoso para a esmagadora maioria e com isso se sentem impotentes ante a tragédia que se aproxima. Vamos dar um jeito nisso?

    Cabe portanto, com toda a legitimidade, cobrar de tod@as um posicionamento sobre as questões nacionais que ora afligem todo o povo. Eles melhor que ninguém sabem como fazer essa cobrança, ligando, enviando e-mail e fazendo-os saberem da posição dos moradores sobre tais questões, como reforma da previdência, por exemplo, mas não só.

    Não adianta muito os movimentos sociais pedirem para nós ligar para “nosso” deputado e senador exigindo uma posição, a esmagadora maioria se quer se lembra em quem votou e outros, como esse escriba esquerdista, não conseguiu com seu voto eleger nenhum representante, seja no Congresso ou na Assembleia estadual, nem por isso penso que os que lá estão não são meus representantes e que não devo cobrá-los, cada parlamentar eleito, seja em nível municipal, estadual o federal está lá para servir ao povo, do qual você e eu fazemos parte quer tenha recebido o nosso voto ou não.

    A câmara municipal dessas cidades devem se tornar o ponto de encontro, o polo de aglutinação dos moradores, percorrendo cada gabinete para exigir que liguem para seu deputado e senador e manifeste a posição da cidade.

    As questões nacionais reverberam com muito mais intensidade nas pequenas cidades, afinal de contas, são elas que formam os estados e o país, a nação. Não existe um território especifico chamado Estado ou País, se não for pela junção de todas as cidades. Portanto, não existe uma “Questão Nacional” que não possa ser apreciada e discutida pelos moradores dessas cidades e seus poderes constituídos. Para isso seria muito bom que cada cidade possa constituir um Conselho Municipal Sobre Questões Estadual e Nacional e dentro desses conselhos, Grupos de Estudos Reflexão e Debate sobre uma área específica, como energia (Petrobrás, Eletrobrás), Saneamento (Saúde, agua e esgoto), Meio ambiente, Educação Cultura e Esporte, Segurança pública, Segurança alimentar e por vai…

    Cada Câmara deveria criar uma comissão com o mesmo objetivo, de por em discussão as questões nacionais e estaduais e também cada prefeitura ter uma secretaria voltada para esses temas, fazendo saber as casas mais altas, nos estados e em Brasília, os posicionamentos dos seus moradores e desses poderes municipais. Mesmo sabendo de antemão que do ponto de vista legal a sua influencia é igual a zero, o seu potencial politico não é desprezível e não pode ser desprezado e ignorado por nenhum dos poderes.

    Mantenha seu nabo longe do meu rabanete

    A questão da Reforma da Previdência vai cair feito uma bomba atômica sobre cada cidade desse país e não há grandes dúvidas de que quanto menor for a cidade maiores serão seus efeitos catastróficos.
    Esse grande nabo que Tchutchuca e Bolsonaro – ou seria Bolsonabo? – querem enfiar em nosso rabanete, já foi tentado no rabanete das Forças Armadas, Deputados, Senadores, Magistrados e Procuradores. Todos, sem nenhuma exceção tiraram seus rabanetes da reta, saindo totalmente ilesos das intenções indecorosas da dupla de indecentes. Não é preciso dizer por que todos fizeram isso, se a coisa fosse boa, não sobrava nada para o povo, o povo come lagosta, tem auxilio moradia? Pois é…Restaram agora o meu, o seu, o nosso rabanete pro nabo deles passar. Vamos receber isso sem dar um pio, um gemido?

    Em cada lar com suas crianças, moços, moças e adultos, de cada cidade brasileira, independente do tamanho, esse nabo vai estar zanzando se for aprovada a reforma da previdência e nós não vamos poder fazer mais nada, se não sofrer e gemer.

    A hora de agir é agora!

    Até o dia 14 de junho, dia da Greve Geral contra essa desgraça que ronda e desespera a todos que dela tem consciencia, faça um esquenta em sua cidade com estudantes, pequenos comerciantes, trabalhadores e religiosos de todas as crenças, percorram cada gabinete de vereador e exijam deles que liguem para os deputados e senadores de seu partido e manifeste a presença do povo e a preocupação dele vereador em não se eleger ano que vem nem o deputado em 2022. Faça o mesmo percurso junto a prefeitura, abra a discussão sobre o tema, convoquem para o debate.
    Para o dia 14 especificamente, convoquem um piquenique público em frente a Câmara, com caráter de assembleia, para eleger o primeiro conselho municipal sobre questões nacionais (sugiro que dele não faça parte ninguém com mandato eletivo de qualquer dos poderes, bem como seus secretários e assessores diretos como também juízes, procuradores e delegados de polícia…).

    Leve sua lagosta e vinho premiado. Não tem? Ôxe!, então leve o lambarí, a sardinha e aquela cachacinha, que tá valendo.

  2. Almeida

    4 de junho de 2019 10:18 am

    Em nota, Santuário Nacional São José de Anchieta manifesta preocupação com projeto de lei que propõe a substituição de Paulo Freire, por São José de Anchieta, como patrono da educação brasileira.

    Imagem → http://www.unisinos.br/arquivosnoticias/noticias/universidade/30-05-2019-Nota-Santuario-Sao-Jose-de-Anchieta.pdf

    Nota do Santuário Nacional São José de Anchieta

    Recebemos com preocupação a notícia de que existe um projeto de lei que propõe a substituição de Paulo Freire por São José de Anchieta como patrono da educação brasileira. O Padre José de Anchieta, merece, de fato, todo louvor e reconhecimento pelo imenso bem que fez pelo nosso Brasil, principalmente, no que se refere ao tema da educação. Anchieta, fiel ao carisma jesuítico, sabia que não era possível construir uma nação sem uma atenção especial pela educação. O primeiro professor do Brasil tinha certeza que o futuro de uma Nação dependia da qualidade do ensino de crianças e jovens. O Brasil, mais do que nunca, precisa prestar bem a atenção no que o seu primeiro professor ainda tem a lhe ensinar.

    No entanto, na atual conjuntura governamental do nosso País, não podemos aceitar que o legado de São José de Anchieta seja instrumentalizado para fins meramente ideológicos. Reconhecemos a imensa importância do legado de Paulo Freire para o Brasil e para o mundo. Tanto São José de Anchieta como Paulo Freire caminham na mesma direção. Ambos optaram por estar à serviço da educação dos marginalizados. Anchieta, com linguagem e métodos próprios de seu tempo, também foi um “pedagogo do oprimido” quando optou por estar ao lado dos indígenas, educá-los, defendê-los e protegê-los da ambição dos poderosos.

    Anchieta não pode ser proclamado patrono da educação em um momento em que a educação não parece ser prioridade na agenda do País. O primeiro defensor do meio ambiente não pode ser admirado em um momento em que nossas riquezas naturais estão ameaçadas. O primeiro indigenista não pode ser reverenciado neste tempo em que vemos tribos étnicas desamparadas e sendo perseguidas e até expulsas de suas terras. O primeiro defensor dos direitos humanos não pode ser elevado aos altares da Pátria quando os indefesos são marginalizados e seus direitos, negados. São José de Anchieta não pode ser usado com fins ideológicos. Pedimos respeito ao seu valiosíssimo legado, que deve sim ser imitado, mas jamais manipulado.

    Que Nossa Senhora Aparecida e São José de Anchieta, Padroeiros do Brasil, intercedam pela nossa Nação!

    Pe. Nilson Marostica, SJ
    Reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta

    Pe. Bruno Franguelli, SJ
    Vice-Reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta

    Anchieta, 25 de maio de 2019

    Fonte: http://crbnacional.org.br/nota-oficial-do-santuario-nacional-santo-jose-de-anchieta/

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