5 de junho de 2026

Depois do Moro o próximo alvo a ser abatido será a GLOBO!

Para muitos o que parecia impossível, o ataque a Moro, está ocorrendo, porém sempre temos que ir mais adiante dos fatos para entender os objetivos gerais do grande capital Imperial.

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Moro e Bolsonaro são mais elementos de instabilidade política nos dias de hoje do que de estabilidade controlada pelo grande capital Internacional, ou seja, já atingiram o seu limite de destruição possível da sociedade brasileira e se forçarem muito esta pode adotar soluções que escapam do controle fino que fazem as grandes agências norte-americanas. Mas há uma verdadeira pedra no sapato na agenda de controle internacional no Brasil, uma emprese monopolista de comunicação que o mais importante, está sujeita a legislação brasileira.

Bem ou mal, apesar da Rede Globo ser quase tão poderosa do que outras instituições brasileiras, como o executivo, o legislativo, o judiciário e as forças armadas a rede Globo têm dois pés de barro que qualquer governo com algum apoio em algumas destas instituições pode quebrar. Por exemplo, seus proprietários são pessoas físicas, sujeitas a ações legais ou semilegais como as da Lava Jato que podem prender seus proprietários e sujeitá-los a qualquer coisa. Neste caso não faltará empresas como a Record ou mesmo as outras para fazer o trabalho semi sujo de divulgar todo o estoque de contravenções e crimes produzidos pela rede durante as suas décadas de reinado. Stalin, após a sua morte, teve na figura de Nikita Khrushchov, uma figura menor na União Soviética, uma arma para transformar em poucos meses, uma figura icônica de grande parte da esquerda nacional soviética e da esquerda internacional, de um ídolo à um diabo sobre a terra.

Porém a pergunta que todos podem fazer, é o porquê da necessidade de demolição deste grupo de comunicação monopolista no Brasil, já que ele tem servido da maneira mais capacho possível os interesses do Imperialismo?

A razão é simples, parte do poder da Rede Globo está nas suas emissoras espalhadas por todo o país, nas mãos das Oligarquias Locais. Ou seja, em cada estado da federação, quem possui a retransmissão da Rede Globo tem todo a chance de dominar o poder político e econômico do mesmo estado.

Mas necessidade de perguntar ainda continua em que fez a primeira pergunta. Por que dominando a economia e política local, que é intimamente ligada ao Imperialismo Internacional, qual o interesse de tirar o poder destas oligarquias locais?

A razão é simples, se for proposto pelo Império ações que prejudicarão estas oligarquias locais, haveria imensa oposição na implementação destas políticas.

De novo o perguntador, diria: Mas que políticas poderiam ser estas?

Para não se ficar divagando pode-se simplesmente dar um exemplo totalmente factível e exatamente dentro da política do Império, o estrangulamento da economia chinesa. Não é nenhuma novidade e é algo já conhecido pelo mundo inteiro que os USA entraram em guerra comercial com a China. A guerra comercial é por objetivo o enfraquecimento da China nas tecnologias de ponta, porém pelo retardo e interdependência que tem o próprio capitalismo Norte-americano da China, parece que esta luta se levada simplesmente neste âmbito é uma luta já perdida.

Porém, meus senhores, há um fator muito mais tocante as massas de trabalhadores chineses do que um e outro embargo de uma tecnologia que com a capacidade produtiva e intelectual da China nos dias de hoje pode superar em curto intervalo de tempo, e este fator é dominado pelo Brasil. A exportação de comodities básicas como soja e outros alimentos para a China.

Qualquer embargo da exportação de soja e outros produtos alimentares para a China, causaria um dano muito maior em termos da massa dos trabalhadores do que uma redução na venda de telefones para os USA, pois, a memória das grandes fomes e da escassez de alimentos é ainda presente no povo Chinês.

Um embargo da exportação de produtos alimentares para a China teria um impacto magnífico em todo o agronegócio brasileiro que colocaria imensos setores de apoio ao Imperialismo simplesmente contra ele. Em resumo, uma parte importantíssima do apoio ao USA sofreria um giro de 180 graus.

Então vejamos, uma política de embargo as exportações de alimentos a China produziriam uma quebradeira geral no agronegócio brasileiro, este agronegócio que pertence as oligarquias locais, reagiriam e cobrariam uma campanha cívico-nacionalista que ganharia apoio de setores locais e nacionais, inclusive amplos setores das forças armadas que também girariam em 180º. Com tudo isto quem teria que estar à frente desta campanha seria a própria rede Globo.

Logo, uma empresa nacional, controlada de dentro do país e que não se sustenta sem o apoio das oligarquias nacionais, é sem dúvida um grande obstáculo a uma política de embargo as exportações para a China, e isto seria uma imensa pedra no sapato nos pés do capitalismo internacional.

O que vemos aqui, um verdadeiro impasse para quem desenvolve o chamado discurso “progressista” que não leva em conta o chamado sujeito oculto, o povo brasileiro, pois na realidade a única força existente que pode fazer frente não só a Rede Globo, mas também as estruturas brasileiras que querem desindustrializar o país, é o povo.

Não podemos nos enganar, não será uma plataforma que se chama YouTube, um site que se chama The Intercept, ou qualquer coisa que tenhamos que saber inglês para entender o que representa o seu nome, que garantirão que o monopólio da informação passe das mãos de grupos privados nacionais para o controle público e popular.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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