
Jornal GGN – De acordo com o jornal britânico Financial Times, as vendas de livros impressos contrariaram expectativas e subiram, em 2014, nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Em contrapartida, o desempenho dos e-books tem decepcionado. De acordo com pesquisas, a maioria dos adolescentes entre 13 e 17 anos preferem os livros de papel. “Jornais impressos são resistentes entre aqueles que cresceram com jornais impressos. Livros impressos são resistentes entre todos as idades”, disse Paul Lee, analista da Deloitte.
Vendas de livros impressos sobem, enquanto digitais perdem popularidade, diz ‘FT’
Do O Globo
Preferência de jovens por títulos convencionais mostra tendência que contraria previsão de especialistas, diz jornal britânico
RIO – Os livros de papel estão virando o jogo na guerra contra os e-books. Contrariando expectativas do mercado, as vendas de títulos impressos vendidas nas principais livrarias dos EUA, Reino Unido e Austrália subiram em 2014, segundo reportagem publicada neste sábado pelo “Financial Times”. Enquanto isso, o desempenho de publicações eletrônicas tem desapontado quem apostou que dispositivos como o Kindle substituiriam a mídia tradicional.
De acordo com o levantamento Nielsen BookScan, citado pelo jornal britânico, o número de livros físicos vendidos nos EUA subiu 2,4% no ano passado, alcançando 635 milhões. No Reino Unido, o setor encolheu 1,3%, mas a queda representa uma melhor ante 2013, quando as vendas recuaram 6,5%.
A rede de livrarias britânica Waterstones foi uma das companhias que se beneficiou com a retomada do setor no país. As vendas da empresa subiram 5% em dezembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Não graças aos livros para Kindle, diz o diretor-executivo James Daunt, acrescentando que as vendas de títulos digitais “desapareceram”.
“As coisas andam mal, mas já alcançamos o fundo do poço do mercado”, disse Sam Husain, diretor-executivo da rede de livrarias Foyles, que viu as vendas da empresa crescerem 8%, também puxadas pelos livros impressos.
PREFERÊNCIA ENTRE JOVENS
De acordo com especialistas ouvidos pelo “FT”, a tendência deve se manter nos próximos anos, já que a melhora no mercado de livros físicos tem sido influenciada fortemente pelo público mais jovem. As vendas de títulos de ficção para jovens adultos cresceram 12% em 2014, mais que os títulos voltados para adultos. Os destaques do segmento são títulos como a série “Crepúsculo” e o best-seller “A Culpa é das Estrelas”.
“Jornais impressos são resistentes entre aqueles que cresceram com jornais impressos. Livros impressos são resistentes entre todos as idades”, disse Paul Lee, analista da Deloitte, que projeta que 80% das vendas de livros em 2015 serão de cópias físicas.
Pesquisa recente da Nielsen indica que a maioria dos adolescentes entre 13 e 17 anos preferem os livros de papel. O jornal não cita os percentuais do levantamento, mas a consultoria destaca que o resultado do estudo pode estar relacionado à falta de cartões de crédito entre os mais jovens. Mas também diz que a possibilidade de compartilhar os títulos preferidos conta pontos: é mais fácil compartilhar e emprestar livros impressos.
Apesar dos números melhores que o esperado frente ao mercado de ebooks, o “FT”, controlado pela editora Pearson, destaca que o setor ainda enfrenta desafios. Principalmente em relação à concorrência com a Amazon, que domina o mercado de livros digitais.
No ano passado, a empresa de Jeff Bezos e a editora francesa Hachette travaram uma longa batalha sobre o patamar dos preços dos livros. Enquanto a Amazon queria manter preços baixos, a editora queria elevar o valor dos títulos. Em novembro, as duas partes anunciaram que entraram em um acordo, para que a editora determine os preços dos livros.
“O setor enfrenta várias ameaças estruturais. O domínio da Amazon significa que as negociações de preços continuarão a ser fontes de tensão. A publicação independente continua a crescer, e as editoras ainda estão esperando para ver se os modelos de assinatura — que transformaram a indústria de música — vão funcionar entre leitores”, avalia a reportagem do “FT”.
Free Walker
12 de janeiro de 2015 6:29 pmAssim como o vinil que não
Assim como o vinil que não morreu (morreu mas está mais vivo do que nunca, claro em certos bastiões) , o livro impresso, assim como jornais, não morrerão tão facilmente.
Sou Darwinista e acretido na rápida “evolução” humana, que deixou o resto do “mundo animal” comendo poeira, por isso acredito que ainda haverá muitas gerações até desacostumarmos do toque f’sico em um livro, numa pessoa ou num jornal.
altamiro souza
12 de janeiro de 2015 10:38 pmcomo a história deemonstra,
como a história deemonstra, os meios de difusão conviverão como sempre.
mas a rapidez com que a intenet se sobrepõe aos
outros meios parece avassaladora.
hoje em dia posso ler pela internet todos os
grandes autores – de homero a camões, os grandes clássicos, shakespeare quae todo,
todo machado de assis.
haja tempo!
todos os grandes filósofos.
etc.
Miguel F
12 de janeiro de 2015 11:15 pmLer um texto mais longo em
Ler um texto mais longo em tablets ou pc’s é horrível.
Alex Soares de Araujo
12 de janeiro de 2015 11:51 pmCusto Benefício
O e-book é muito bom para algumas situações: livros estrangeiros difíceis de se achar nas livrarias; aqueles livros didáticos/técnicos que se tornam desatualizados após cinco anos e ocupam muito espaço; as promoções que valem muito a pena (esses dias comprei um calhamaço por R$ 5,60, enquanto que o impresso na livraria estava R$ 90,00). Dependendo também do lugar, pode ser lido discretamente em alguma tela, sem contar o motor de busca por palavras e o dicionário embutido (dependendo do e-reader).
O e-book não me fez abandonar o livro impresso, mas me tornou muito mais seletivo e criterioso ao comprar um livro para minha biblioteca pessoal: agora dou preferência apenas para os clássicos, ou os com melhor acabamento. Agora também o ecologicamente correto me culpa por comprá-los. Mas, ainda assim, não tem como negar: o livro, livro mesmo, sempre irá despertar paixões: o cheiro, a capa, o peso, a textura das páginas, o som da folha ao ser virada, o abrir, o folhear, o soprar a poeira na página, o fechar, a lombada espessa e colorida que embeleza a estante, a possibilidade de emprestar, doar, vender, ganhar… Enfim, insubstituível.
Free Walker
13 de janeiro de 2015 5:03 amAntonio das Mortes: te
Antonio das Mortes: te entrega Corisco.
Livro Impresso: eu me entrego não, só me entrego na morte de parabelo na mão..
RicardoCosta
13 de janeiro de 2015 6:25 ame-reader eu acho caro, teria
e-reader eu acho caro, teria que custar uns 50 reais no maximo…tablet para textos longos é muito cansativo. Acho os E-books caros tbem…já que não tem impressao e nem logistica para comercio-transporte. Acabo lendo preferindo ler um livro de preferencia emprestado ou em uma bibliteca. Deu pra perceber que sou pobre, né? rs