“- Quem estará nas trincheiras ao teu lado?
‐ E isso importa?
‐ Mais do que a própria guerra.”
[Ernest Hemingway]
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…ao olhar para os lados do rosto meu…
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Vejo o tempo!…
não o tempo aleatório, efêmero,
inalcançável…
vejo esse tempo dos meus dias,
feito de pedras cortantes
onde sangram meus pés
humanos…
.
nos espelhos à minha volta,
vejo o que sobrou
do que outrora foi
meu rosto manso,
pelas brincadeiras
da criança que,
por um triz,
em mim
não se extinguiu…
.
olho finalmente para os lados
desse rosto meu,
cansado,
tão cansado!,
esse rosto meu,
nesse tempo
concreto
dos meus dias…
.
E o que veem os meus olhos?
vejo os desabados do meu tempo de viver
ao lado meu,
tão exaustos,
tão exaustos!,
esses homens e mulheres,
tão humanos,
tão humanos!,
e eu choro
ao ver nesses espelhos
aos lados do rosto meu,
essa humanidade
linda,
linda!,
que é também
a minha
humanidade
toda,
derramada…
.
e vejo nesses homens
e mulheres
ao lado meu,
tão humanos,
tão humanos!,
a semelhança
destes,
que não se curvaram
à besta
e à serpente
desse nosso tempo de viver!…
.
e como são lindos esse seres!,
e eu choro,
porque percebo
que os amo…
.
e me vêm à mente
as antigas palavras,
que um dia eu li,
e pensei que eram literatura apenas!,
mas hoje me são vida,
e casa
e local de remanso:
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“- Quem estará nas trincheiras ao teu lado?
– E isso importa?
– Mais do que a própria guerra.”
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(eduardo ramos)
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* Uma canção para estes, que aos lados do rosto meu, lutam!… Recusando-se a se dobrarem a um tempo de viver medonho…
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