Jornal GGN – Há várias lacunas e incongruências no que se sabe, até agora, da Operação Spoofing e da tentativa de Sergio Moro de expor a fonte do Intercept Brasil que deu origem à série da #VazaJato.
Boa parte da confusão está na cobertura da grande mídia, que às vezes associa os hackers presos e a invasão no celular de Moro aos vazamentos do Intercept, e em outras ocasiões, admite que ainda não há provas desse vínculo.
Mas na tarde desta quarta (24), novas informações foram surgindo.
Folha publicou que o advogado de um dos supostos hackers presos na terça (23) afirmou que seu cliente viu no celular do colega uma mensagem (“de Moro”) obtida de forma ilícita.
O suposto hacker Walter Delgatti Neto teria mostrado as mensagens ao DJ Gustavo Henrique Elias Santos. Os dois estão presos em Brasília desde terça (23). Mas Gustavo e sua esposa, Suelen Oliveira, negam participação no suposto esquema.
A narrativa da Polícia Federal – e por isso a operação foi batizada Spoofing – é a de que o suposto grupo de hackers clonou o número de Moro, instalou o Telegram e buscou cópias das mensagens trocadas com os procuradores da Lava Jato.
Mas essa narrativa contraria várias outras informações.
Contraria principalmente a autodefesa de Moro em pelo menos em 2 pontos:
- Primeiro, que o ex-juiz vinha afirmando que a invasão teria sido financiada por uma organização milionária, pois o esquema era sofisticado e, consequentemente, custoso. Falou-se até em hackers russos – o que alimentou a imaginação do Pavão Misterioso e claque. Mas depois que a Spoofing foi deflaragada, O Globo e Folha ouviram da PF que, na verdade, o “grau de capacidade técnica dos hackers não era alto”. Tanto que foram facilmente rastreados.
2. Mais importante: Moro também disse que excluiu o Telegram e perdeu o histórico de conversas em 2017. O UOL fez uma reportagem expondo detalhadamente como funciona o processo de recuperação de mensagens no aplicativo. Dela, depreende-se que Moro acertou em sacar esse argumento, pois é praticamente impossível recuperar as mensagens apenas reinstalando o Telegram 2 anos depois de tê-lo excluído. O sistema destrói automaticamente os arquivos após um intervalo de inatividade, que varia de 6 a 12 meses. Os arquivos de Moro estariam, portanto, perdidos.
Digressão: O mesmo artigo do UOL concluiu, aliás, que o material do Intercept não parece fruto de hacker desconhecido, mas de alguém que participou ativamente dos chats e teve como recuperar as mensagens. Ou seja: não foi hacker, foi fogo amigo. Ou algo muito próximo disso. Veja aqui.
Voltando: Folha publicou também na tarde desta quarta (24) a explicação da PF de como foi a invasão por meio de Spoofing, mas não informou se o histórico de conversação de Moro teria sido acessado.
Essa informação ainda não existe, nada foi confirmado, mas ela se alastra como se fosse um parte de senso comum, muito por conta da postura de Moro e dos procuradores da Lava Jato, que estão há mais de 1 mês martelando que o hacker teve, sim, acesso às conversas antigas, e vazou tudo ao Intercept (e quando a coisa fica feia, é claro, é porque ele adulterou o conteúdo antes). Confira aqui o link da Folha.
Se os hackers recuperaram o histórico na invasão a Moro, o ex-juiz então fez afirmações equivocadas no Congresso, pois lá ele sustentou que nada foi obtido pelos invasores no ataque do dia 4 de junho.
Diante de todas essas informações cruzadas, é de se perguntar qual o sentido da declaração antecipada do advogado (o depoimento oficial do suposto hacker e da esposa ainda não havia sido tomado pela PF quando o defensor resolveu se manifestar), sobre o cliente (o DJ) ter visto uma mensagem “de Moro” (essa afirmação é da Folha) no celular do colega, que também foi preso.
OS CANDIDATOS À DELAÇÃO PREMIADA
Folha também divulgou na tarde desta quarta outra informação que chama atenção: a de que o juiz Vallisney de Oliveira, que autorizou as diligências da Operação Spoofing, viu “fortes indícios” de associação criminosa entre os 4 hackers presos.
E o destaque ficou para a movimentação financeira considerada suspeita, por parte do DJ e de seu esposa – curiosamente, os primeiros que começaram a colaborar com a narrativa da PF por meio do advogado.
Trabalhadores assalariados com rendimentos na casa dos R$ 2 mil, ambos os suspeitos teriam movimentado, em curto período de tempo, recursos incompatíveis com o que ganham. A mulher, mais de R$ 400 mil em 2, 3 meses (abril a junho de 2018), e o DJ, R$ 200 mil em intervalo semelhante, mas entre abril e maio de 2019.
Na casa do DJ, R$ 100 mil em espécie também foram encontrados. O advogado afirmou à Folha que o dinheiro é fruto de “negócios com bitcoins”.
Usando a régua da Operação Lava Jato: se essas operações financeiras com bitcoin, de fato, são irregulares, a PF já encontrou um bom motivo para fazer o casal colaborar o quanto antes.
Os entusiastas da Operação Spoofing diriam que, puxando esse fio, chegarão ao “pagante” do vazamento ao Intercept.
Gilberto Serodio
24 de julho de 2019 5:00 pmEstão querendo forçar Glenn Greenwald revelar quem entregou as conversas.
Desespero total mas existe o fato e a versão tosca que agora vão produzindo mas eles estão politicamente mortos, creio.
Ivan de Union
24 de julho de 2019 7:46 pm“Estão querendo forçar Glenn Greenwald revelar quem entregou as conversas”
O probleminha pequinininho deles eh que historicamente Greenwald eh ABSOLUTAMENTE agressivo quando atacado. E a nivel planetario nao tem obrigacao jornalistica NENHUMA de revelar fonte merda nenhuma.
ELAINE21
24 de julho de 2019 9:25 pmConcordo Gilberto, também creio que eles estão politicamente mortos, pelos menos no meio jurídico a credibilidade desta lorota é zero.
CARPOA
24 de julho de 2019 5:06 pmSe foram hackeados confirma que as mensagens eram verídicas,mas,ele diz que foram adulteradas (entrega o celular para perícia INDEPENDENTE,NÃO A PF),e se foram adulteradas ,por que pedir desculpas a MBL por te-los chamado de bundões?e a confirmação do jantar do Barroso ???,e sua declaração de que não via nada de ilegal no seu procedimento descrito pelas mensagens ?????
Lógica simples moro delinquente,vc não engana a todos ,a matilha que os segue fica feliz,a verdade não.
Anônimo
24 de julho de 2019 5:09 pm“Os entusiastas da Operação Spoofing diriam que, puxando esse fio, chegarão ao “pagante” do vazamento ao Intercept.”
……E o kulpado éééé Lula!
Vai para o trono ou não vai?
Terezinhaaaa!
Ivan de Union
24 de julho de 2019 7:47 pmE a Operacao Parodia segue em frente…
Anabi Resende Filho
24 de julho de 2019 5:12 pmJá sei: o pagante foi Queiroz. Vão encarar?
Ricardo CP
24 de julho de 2019 5:30 pmPessoal, vcs não percebem o óbvio? A prisão, confissão, delação dos hackers apenas significa que a PF está reforçando, pela primeira vez por parte de um órgão do Estado, a autenticidade dos arquivos. E estes arquivos já demonstraram crimes praticados por moro, dellagnol e cia (com trocadalho).
Lucas
25 de julho de 2019 12:54 amNão seja raso! No mínimo, significa que as conversas são parcialmente verdadeiras, não se sabe se houve modificações, ou seja, acréscimo de palavras ou frases, ou retirada de palavras ou frases, e mesmo assim, não há nada demais nos diálogos!
VazaJato
25 de julho de 2019 1:23 pmSe fosse pra inventar as mensagens, pra que roubar? E pior, porque não inventaram uma história mais agressiva, mais convincente?
peregrino
24 de julho de 2019 5:52 pmPara quem é lava jato, única saída de emergência é pela lava jato…
quem pediu?, quem pagou?, mas se considerarmos a importância que deram ao tal “ouvi dizer” que deu início a toda armação para prenderem o Lula, tá na cara que os zumbis vão declarar que foi o Intercept
e o Intercept já antecipou, se não me engano 2 semanas atrás, que a saída de emergência seria exatamente por aí
Marcelo Nascimento
24 de julho de 2019 5:57 pmPelas reportagens me parece que os presos nao tem perfil nenhum de hacker.
Ser hacker exigiria um minimo de conhecimento tecnico em ciencia da computacao, raciocinio logico, etc, etc. Compara o perfil de qualquer hacker preso e esses dois supostos hackers …
Nao me parecem que tenham nem o segundo grau completo.
Antonina Capatuch
24 de julho de 2019 6:05 pmAgora é só comparar o que tem nos computadores dos hackers com o que o intercePT publicou, ver o $$$ que foi depositado e PRENDER os mandantes!!!
Anônimo
25 de julho de 2019 7:22 pmCara, ao escrever intercePT tu demonstras uma inteligência invulgar, uma genialidade que deixa Einstein no chinelo. Parabéns mesmo! Pode até se candidatar ao Nobel.
Antonina Capatuch
24 de julho de 2019 6:05 pmAgora é só comparar o que tem nos computadores dos hackers com o que o intercePT publicou, ver o $$$ que foi depositado e PRENDER os mandantes!!!!
VazaJato
25 de julho de 2019 1:26 pmFoi o ANTAgonista que te disse isso?
VazaJato
25 de julho de 2019 1:31 pmMoro e PF se esqueceram de um detalhe para que suas mentiras colassem: TODAS as mensagens vazadas (até agora) têm como pivô o Telegram do Dallagnol, não do Moro. Se por acaso tivesse sido obra de algum hacker, o celular raqueado teria que ser o do procurador.
C.Poivre
24 de julho de 2019 6:09 pmEnquanto vivemos no pior dos mundos, Portugal vive num oásis sob um governo de Esquerda:
https://jornalggn.com.br/artes/dnar-rocha-a-arte-como-sentido-da-vida-por-jorge-sanglard/
Boeotorum Brasiliensis
24 de julho de 2019 6:09 pmA verdade não importa, importa o domínio da narrativa.
Por isso a história é escrita pelos poderosos.
Há, porém, um pressuposto no ar que pode mostrar-se equivocado, o de que The Intercept não terá como dominar a narrativa e expor a farsa em andamento. É muito cedo para dar The Intercept e Greenwald como derrotados. Até porque o script que aí vemos escrito pela Lava-Jato era tão previsível que foi anunciado há semanas, inclusive, aqui no GGN.
É possível, face ao relativo silêncio desta última semana, que o contra ataque venha entre amanhã e domingo considerando que segunda-feira acabam os recessos do Judiciário e do Congresso quando as caixas de ressonância em Brasilia voltam ao funcionamento normal. Esperar para ver.
VALDEMIR BASTOS JULIO
24 de julho de 2019 6:24 pmLixo da esquerda este blogjornaleco
Augusto
24 de julho de 2019 6:31 pmA Polícia Federal perdeu toda a credibilidade, e sob o comando do Moro não possui legitimidade pra proceder essa investigação. Não dá pra confiar em uma instituição que está sob o comando de alguém que tem relação direta com o caso.
Kaique
24 de julho de 2019 6:43 pmNão faz sentido nenhum os argumentos que a pf explicou sobre “procedimento” dos “haCKERS”.
O telegram não envia mensagem de voz para recuperar as senhas, elas vem pelo e-mail. Além disso o próprio telegram envia um alerta gigante quando existe uma tentativa de acessar a conta em outro aparelho.
Será que o Moro foi tão espertão a ponto de não usar senha em nenhum aplicativo?!
Arlindo
24 de julho de 2019 6:59 pmPara fazer uma perícia no celular do todo poderoso Moro, terá que haver uma determinação do Supremo Tribunal Federal. Parece que já foi aberto uma em relação ao vazamento de conversas de Lula e Presidente Dilma. Mas é necessário a abertura de outra para apurar a autenticidade dessas conversa só uma perícia vá revelar a verdade. Quem não deve não teme.
Anônimo
24 de julho de 2019 7:18 pmComplicado, aguardemos a investigação da PF e que possamos torcer por um julgamento mais honesto possível. Abraços.
Caroline Eulália
24 de julho de 2019 7:18 pmComplicado, aguardemos a investigação da PF e que possamos torcer por um julgamento mais honesto possível. Abraços.
claudio marcos
24 de julho de 2019 7:28 pmQue tal o intercept divulgar mais conteúdo, assim Moro e os procuradores vão ter mais com o que se preocupar ao invés de criar casuísmos.
Anônimo
24 de julho de 2019 7:31 pmParece uma jogada…
Se o celular Hackeado é do Moro, por que há mais mensagens baseado no dallagnol do que qualquer outro?
Não seria o caso de ter aparecido mais mensagens do Moro?
Se for mais um fake, é para que o Gleen confirme ou não!
Serve para tentar desentocar o verdadeiro autor das provas, pois neste momento todos os canais do gleen devem estar sendo monitorados pala NSA!
O Brasil já está na ditadura, por que há mais peso em denunciar um crime de uma autoridade, do que o crime que a autoridade pratica…
Isso tudo demonstra a verdade do teor das conversas…
O Brasil ainda compensa?
Lúcio Vieira
24 de julho de 2019 8:35 pmO Telegram dá 200 mil dólares a quem quebrar o código de segurança deles. São R$ 754.500,00. Não era mais fácil reivindicar o premio sem precisar ser refém da polícia do Moro? Segundo a empresa, até hoje ninguém reivindicou o prêmio.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Telegram_(aplicativo)
Renato Lazzari
24 de julho de 2019 9:03 pmQue palhaçada… quer dizer que o 171zinho de Araraquara consegue hackear o celular de autoridades como Moro? Justo Moro, que já lançou mão de interceptação telefônica ilegalmente, ia deixar seu celular sem proteção? E o aparato de segurança do governo, PF, ABIN etc… ou são cúmplices ou são incompetentes, é isso?
E tome ignorância na cabeça dos apoiadores do golpe, hein? É Globo, é Band, é OESP, Folha falando direto à Velhinha de Taubaté… Ou não. Talvez seja muito difícil que pessoas de inteligência mediana, que seja, engulam essa história, confundam as reportagens do Pulitzer com esse showzinho dos golpistas. Se sustentam a mentira só pode ser por outra razão que não acreditarem nela. E assim se fomenta um bando de foras-da-lei cínicos, conscientes do que estão fazendo. Como bem disse o Nassif em outro artigo, o que o golpe está fazendo é institucionalizar o crime, oficializar as milícias, quadrilhas e bandos.
Não sei se serve de consolo mas o capitalismo está fazendo absurdos desse mesmo teor e até piores em países estrangeiros: EUA, Grécia, França, Argentina, Líbia, Coreia do Sul… E os que são Cidadãos (com maiúscula, mesmo) desses países também não conseguem fazer nada para interrompê-los nem em seus próprios países. Reclamam, sim, como nós, apontam a idiotia aparente de seus governantes mas… e daí? Quem vai tirar essa estupidez das instituições? E como vai fazer isso? Através das instituições é que não será…
republicano arrependido
24 de julho de 2019 9:23 pmo que não é verossímel não se sustenta
nem como verdade muito menos
como mentira…
Bo Sahl
24 de julho de 2019 10:55 pmParece que os lavajateiros do DoJ, após mais uma viagem deles aos EUA, podem estar inovando (ou será que já é velho?), trazendo comparsas criminosos pré-combinados para “sofrer” um tanto, inventar “delações” e avacalhar a justiça mais uma vez com armações políticas contra os inimigos.
O tal advogado já abriu o bocão antes mesmo de seu cliente depôr, já temos um bolsominion amigo de um “petista” e presos aUto-falantes. Os lavajateiros são bons concorrentes da globonoveleira Janete Clair.
Mas não passam de moleques adolinquentes e sua farsa, mais cedo ou mais tarde se “desfarsará” de todo…
Maria Carvalho
24 de julho de 2019 11:55 pmhttps://revistaforum.com.br/ei-pavao-nao-eram-hackers-russos-o-que-a-pf-faz-em-araraquara/
Anônimo
25 de julho de 2019 3:34 amVejam como o modus operantis, foi coordenado. Segundo a lei 12850 organização criminosa são 4 membros ou mais.
Carlos Elisio
25 de julho de 2019 6:39 amSegundo advogado:
“O Walter disse que a intenção seria vender ao PT”, reafirmou o advogado.
Questionado por jornalistas sobre o fato de Delgatti ter sido filiado ao DEM, o advogado disse que a mesma pergunta foi feita a seu cliente no interrogatório, mas que Elias Santos “não soube responder”.
“O que o Gustavo sabe é que o Walter tem uma certa afinidade com o Partido dos Trabalhadores”, argumentou o defensor.
Como pode ser observado, judiam da burrice de uma parcela já imbecilizada da população. É o que se pode deduzir à partir do post e das declarações deste advogado, futuro dono de escritório araraquense bem sucedido no ramo de delações premiadas.
Enquanto isso o fascismo se expande:
https://www.jb.com.br/pais/2019/07/1011194-procuradoria-investigara-policiais-que-interromperam-reuniao-anti-bolsonaro-em-manaus.html
Vale destacar que eram tres da prf que, pelo visto na forma de abordagem, se desviaram de suas competências definidas pela Constituição Federal no artigo 144, pela Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), pelo Decreto nº 1.655, de 3 de outubro de 1995 e pelo seu regimento interno, aprovado pela Portaria Ministerial nº 219, de 27 de fevereiro de 2018.