4 de junho de 2026

O Samba da Zona da Mata, por Jorge Sanglard e Márcio Gomes

Assim, já em 1934 surgia em Juiz de Fora a quarta escola de samba do país em atividade, os Turunas do Riachuelo.
FOTO: Armando Toschi, o Ministrinho, tocando cavaquinho, e Jairo, vestido de baiana, no Carnaval de 1946 da Escola de Samba Turunas do Riachuelo em Juiz de Fora

O Samba da Zona da Mata

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por Jorge Sanglard e Márcio Gomes

O samba sempre foi uma expressão muito viva em Minas Gerais, notadamente na Zona da Mata. Pela proximidade com o Rio de Janeiro, as cidades dessa região sofreram desde muito cedo fortes influências da cultura carioca. Assim, já em 1934 surgia em Juiz de Fora a quarta escola de samba do país em atividade, os Turunas do Riachuelo. De lá para cá, muitos compositores se dedicaram ao samba, seja permanecendo em suas cidades de origem, seja se deslocando para o Rio de Janeiro, por motivos profissionais e ou pessoais. Daqueles que fizeram carreira no Rio de Janeiro, podemos citar Ary Barroso (de Ubá), Ataulfo Alves (de Miraí), Alcyr Pires Vermelho (de Muriaé), Noca da Portela (de Leopoldina), Mauro Duarte (de Matias Barbosa), Claudionor Cruz (de Simão Pereira), Geraldo Pereira e Synval Silva (de Juiz de Fora). Outros compositores que não foram para o Rio de Janeiro deram forte contribuição para o samba, podendo citar nomes como João Cardoso e Ernani Ciuffo, além de Armando Aguiar, o Mamão, autor de Tristeza Pé no Chão, um dos maiores sucessos de Clara Nunes, e agora de Tereza Cristina, com mais de 40 gravações (no Brasil e no exterior).

19 sambas criados por compositores da Zona da Mata Mineira:

1) Ary Barroso (Ubá): Isso aqui o que é; Faceira; É Luxo Só;

2) Ataulfo Alves (Miraí): Você Passa Eu Acho Graça; Mulata Assanhada; Atire a Primeira Pedra; Leva Meu Samba; Saudades da Amélia

3) Noca da Portela (Leopoldina): É preciso muito amor; Virada; Caciqueando; A Alegria Continua;

4) Mauro Duarte (Matias Barbosa): Lama; Menino Deus; O Canto das Três Raças; Meu Sapato Já Furou;

5) Claudionor Cruz (Simão Pereira): Sei que é covardia;

6) João Bosco (Ponte Nova): Kid Cavaquinho; Nação;

7) Armando Aguiar – Mamão (Juiz de Fora): Tristeza pé no chão; Aquela Mulher; Amor nem Pensar;

8)Geraldo Pereira (Juiz de Fora): Falsa baiana; Sem compromisso; Bolinha de Papel; Ministério da Economia; Pisei num Despacho;

9) Synval Silva (Juiz de Fora): Coração;

10) Alfredo Toschi (Juiz de Fora): Sorri;

11) João Cardoso (Juiz de Fora): Batucada na Lata; Homenagem ao Samba

12) Ernani Ciuffo (Juiz de Fora): Convite Amigo; Filosofando;

13) Djalma de Carvalho (Juiz de Fora): Se Eu Fosse Feliz;

14) Roger Resende (São João Nepomuceno): Agradecimento; Reconhecimento.

15) Toinho Gomes (São João Nepomuceno): No Boteco do Hélio

16) Antônio Rufino (Simão Pereira): Vai Mesmo

17) Lúcio Alves (Cataguases): De conversa em conversa

18) Alcyr Pires Vermelho (Muriaé): Canta Brasil

19) Hervé Cordovil (Viçosa): Triste Cuíca (parceria com Noel Rosa).

Jorge Sanglard (jornalista e pesquisador) e Márcio Gomes (instrumentista e pesquisador)

Redação

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