Jornal GGN – Uma das palestras que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, deu em 2017, e narrada ao procurador Deltan Dallagnol nas mensagens obtidas pelo The Intercept, não foi declarada em sua prestação de contas. O valor calculado pelo jornal da participação do juiz neste evento aproxima-se de R$ 15 mil.
Na mensagem, Moro passou o contato de Dallagnol a um executivo de grupo de comunicação para uma palestra e disse ao procurador: “Ano passado dei uma palestra lá para eles, bem organizada e bem paga”. Mas de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo deste domingo (04), Moro não informou a palestra ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
De acordo com uma resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), todos os juízes de todas as instâncias devem registrar informações sobre palestras e outros eventos. Em resposta ao jornal, Moro disse que pode ter ocorrido um “puro lapso” na sua prestação de contas, mas que parte do cachê foi doado a uma entidade beneficiente.
“Para o período anterior, se não houve registro, foi por puro lapso”, afirmou a assessoria do Ministério da Justiça à Folha, não informando o valor da remuneração, alegando ser assunto pessoal, mas enviou um comprovante da doação de R$ 10 mil à uma entidade.
A informação já se contradiz ao entendimento do tribunal, segundo o qual acreditou que o juiz não teria recebido pelas palestras, uma vez que nenhuma delas constava de valores recebidos.
Benedito de Souza
4 de agosto de 2019 1:49 pmO moro está muito confortável. Sabe que está protegido e que nenhuma acusação o afeta. Quando uma acusação for irrefutável é só dizer que os acusadores visam “atingir a Lava Jato”. Este termo virou o mágico pó de pirlimpimpim capaz de desfazer qualquer denúncia.
republicano arrependido
4 de agosto de 2019 2:19 pmo mais importante
– não contestou a veracidade da informação do
intercept.
isso comprova tudo o que foi
divulgado aé agora sobre esse
escandalo-calabaresco…
Ivan de Union
4 de agosto de 2019 5:46 pm“mais importante
– não contestou a veracidade da informação do Intercept”:
Nao. So gilmar mentes tem permissao do PSDB pra NEGAR O GRAMPO SEM AUDIO.
NINGUEM MAIS.
Ivan de Union
4 de agosto de 2019 6:08 pmO item eh FAKE, cara. Discute UMA DE SETE PALESTRAS NAO DECLARADAS…
valdir carrasco
4 de agosto de 2019 2:27 pmE é preciso saber dia e hora das tais palestras (porque certamente não foi só esta que um safado omitiria), pois dependendo do dia e hora e local, o fulano devia estar trabalhando em seu local de trabalho onde foi remunerado para tanto. E se recebeu em dia e hora de serviço, isso é duplicidade…..melhor dizendo safadeza mesmo de cafajestes que não seriam obrigados a declararem valores…..como se eles fossem melhor do que todos nós, que somos obrigados a declarar nossos ganhos para fins de cobrança de imposto de renda……pou8 seja, é preciso investigar e fazer um cafajeste pagar o imposto de renda devido, afinal, a lei é para todos inclusive para cafajestes togados…..
Carlos Elisio
4 de agosto de 2019 2:40 pmNada como uma lutinha contra a corrupção. Sempre pinga algum na conta.
Castos e eticos. E ainda mete recibo de doacao para, quem sabe, abater no IR.
Enfim, baluartes de imbecis.
Anônimo
4 de agosto de 2019 3:08 pmÉ preciso investigar esse cara a fundo….se não declarou valores é porque também não deve ter declarado os recebimentos ao imposto de renda……; se diz que doou parte do que recebeu, tem que provar a doação a quem e quando………e se recebeu por palestras no mesmo dia em que devia estar trabalhando (e recebendo seus vencimentos por isto) então tem que provar que recebeu fora de seu horário de expediente, calculando-se inclusive tempo de viagem de Curitiba até o local da palestra…….0u seja, tem que ser fiscalizado porque deve ter tungado a receita federal……ou a lei não é mais para todos, inclusive para togados? Ou togados não têm horário de trabalho a cumprir e por isso mesmo existe tanta lerdeza nos processos judiciais com juízes “folgando” demais, inclusive para receberem polpudos ganhos por palestras que idiotas desejavam ouvir…..os bobócas iludidos com o combate a corrupção (dos outros, claro, porque a deles a inJustiça esconde através de seus órgãos de representação dos interesses corporativos………safadezas e mais safadezas……..
naldo
5 de agosto de 2019 12:42 amCaberia a oposição representar contra o atual ministro, não?
Que tal esse pessoal parar de fingir que é contra a destruição da previdencia e trabalhar mais?
Motivos para encher o saco desse governo macabro não faltam…..
Schell
4 de agosto de 2019 3:27 pmAcumulam-se as mentiras desse ex-juizeco. E dizer que passou tanto tempo blindado pela dita grande mídia, pelos tribunais superiores, pelas corregedorias. Todos bandidos, como ele sempre foi e continua sendo. E agora, pois, as mensagens são verdadeiras…
jcordeiro
4 de agosto de 2019 5:09 pmNassif: como diz Moreira da Silva, vamos só “apertar”. Deixar pra “acender” mais tarde, quando outras modalidades de “economias” entrarem. Quem sabe quirerinhas do BANESTADO ou da InsdústriaDelaçãoPremiada? Quem sabe, parentes e amigos? Esse pessoal sempre ajuda uns aos outros. É do espírito do corrupto. Agora, só um “apertinho”…
Ivan de Union
4 de agosto de 2019 5:16 pmPalestAAAAAAA pagAAAAAA…
Disconversa no singular, como Eduardo avisou, gente. Eu nao vou me distrair por enquanto pois nao sigo pauta alheia:
E as outras SEIS palestras nao declaradas????
Foram pagas com picolehs? Ou Moro so cobra com beijos na bunda mesmo?
Ivan de Union
4 de agosto de 2019 7:50 pmNoticia eh fake news, meus caros.
Nao houve UMA “palestra” que Moro nao declarou. Eram SETE no total.
SETE NO TOTAL. NAO DECLARADAS.
Anônimo
5 de agosto de 2019 8:27 amPelo no ovo dos outros… O instituto Lula passou por uma devassa da Receita a pedido de Moro e procuradores, (hoje sabemos como funciona o conluio da Receita com esses agentes) por suspeita de sonegar ao Fisco palestras dadas. Hoje vemos o paladino da justiça da classe média lobotomizada fazendo o mesmo que antes condenava: sonegar palestras remuneradas de seus superiores, o que passou a ser obrigatório. E não foi apenas uma , mas pelo menos 5 palestras não declaradas, segundo a réplica de Mônica Bérgamo após a autodefesa cínica de Moro nas redes sociais na tentativa de distorcer a verdade factual da reportagem (como fez em várias de nas suas sentenças).
peregrino
4 de agosto de 2019 10:54 pmPrimeiro condenaram sem provas com a ajuda da mídia…
depois aperfeiçoaram a falta de provas com palestras para os que mais se beneficiaram com a mídia
mas ainda acredito que pagarão muito caro pelo que fizeram ou que vão descobrir que não existe tormento maior do que o de ser prisioneiro das consequências dos danos e perdas que causaram no poder judiciário e aos cofres públicos
Anônimo
5 de agosto de 2019 8:20 amNão somente uma, mas segundo a réplica de Mônica Bérgamo após a autodefesa de Moro nas redes, pelo menos 5 palestras não foram informadas. Pelo no ovo dos outros… O instituto Lula passou por uma devassa da Receita a pedido de Moro e procuradores, (hoje sabemos como funciona o conluio da Receita com esses agentes) por suspeita de sonegar ao Fisco palestras dadas. Hoje vemos o paladino da justiça da classe média lobotomizada fazendo o mesmo que antes condenava: sonegar palestras remuneradas de seus superiores, o que passou a ser obrigatório.
José Ribeiro Jr
5 de agosto de 2019 3:22 pmHá uma coincidência interessante nessa confissão de Sergio Moro de que recebeu para palestrar e “purolapsou” de informar ao TRF de 4 (ora, ele manda nesse braço da milícia!). É a entidade para a qual disse ter doado parte do cachê, o Pequeno Cotolengo. Essa entidade é a mesma a que o senador Álvaro Dias (aquele do debate da Globo…) recorreu para tentar justificar o recebimento de uma aposentadoria milionária de ex-governador, privilégio que ele jurou ao seu eleitorado que jamais aceitaria. Não só requereu a aposentadoria, como pediu todos os atrasados, que na época (há uns dez anos) somaram cerca de R$ 2 milhões. Flagrado na mentira, Álvaro Dias saiu-se com a história de que teria doado o dinheiro ao Pequeno Cotolengo. Cobrado da prova, dias depois ele apresentou um recibo datado de um ano após o momento em que o documento teria sido emitido. Como se alguém desse, hoje, um recibo datado de 5/8/2020. Confrontado com a muito provável fraude, ele fez cara de Sérgio Moro e disse que a contabilidade do Pequeno Cotolengo se enganara e simplesmente pediu outro recibo. O Ministério Público, pra variar quando se trata de “amiguinhos”, não pediu os livros da entidade para conferir a versão remendada. Da mesma forma como o ex-juiz Sergio Moro não foi ao espólio do senador Sérgio Guerra para ressarcir a Petrobras dos R$ 10 milhões que empreiteiras pagaram ao então presidente do PSDB para enterrar a CPI da Petrobras em 2009. Já pensaram no risco de familiares do senador falecido revelarem com quem o dinheiro fora dividido? Melhor não melindrar o morto, deve ter pensado Moro.