13 de junho de 2026

Delegada casada com Igor Romário sai impune de caso sobre grampo ilegal na Lava Jato

Daniele foi quem mandou um agente federal instalar uma escuta clandestina na escadaria da PF, para pegar delegados que supostamente juntavam provas para um dossiê contra a Lava Jato

Jornal GGN – Folha de S. Paulo revelou nesta quinta (29) que a delegada Daniele Gossenheimer Rodrigues, casada com um dos delegados que ganharam fama na Lava Jato, Igor Romário de Paula, saiu impune de investigação envolvendo escutas ilegais e um dossiê contra a operação em Curitiba.

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De acordo com o jornal, ao longo do processo, duas pessoas admitiram ter instalado a escuta clandestina: o agente federal Dalmey Fernando Werland e sua superior no Núcleo de Inteligência Policial do Paraná, a delegada Daniele.

Mas três anos já se passaram, e somente o agente federal foi punido – e não por ter instalado o grampo irregular para investigar outros policiais que estariam atuando contra os interesses da Lava Jato, mas por ter reportado o grampo de “forma inapropriada”.

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“Em novembro de 2018, Daniele e Dalmey foram absolvidos de possíveis infrações disciplinares pela instalação do grampo do fumódromo. Porém o agente foi suspenso por 18 dias por ter encaminhado “de forma imprópria, quando podia fazê-lo de outro modo, notícia de supostas irregularidades em ação policial que executara” nas dependências da superintendência.”

A PF achou ruim que Dalmey falou “a terceiro [sobre a escuta] que dela não devia ter ciência naquele momento”.

O grampo clandestino, instalado por ordem da delegada Daniele – que não era sequer a responsável pela investigação sobre o suposto dossiê contra a Lava Jato – só veio á tona em maio de 2015, depois que ela e Dalmey tiveram “desavenças”.

No processo, Daniele justificou que mandou instalar o grampo na escadaria da PF, num local onde os delegados investigados pelo dossiê costumavam fumar, apenas para “testar” se daria certo a captação do áudio. Em caso positivo, ela pediria autorização judicial para fazer a interceptação.

Daniele afirmou que, 20 dias depois da instalação, ela cobrou Dalmey sobre resultados acerca da qualidade do áudio, e ele teria informado que não deu certo. “Então eu falei: ‘Esqueça esse equipamento… [vamos] partir para outra’.”

Dalmey teria sido ainda responsável por instalar o grampo ilegal na cela do delator e doleiro da Lava Jato, Alberto Youssef, um ano antes do feito junto à Daniele.

Daniela é casada com Igor Romário de Paula, que foi alçado por Sergio Moro a diretor de combate ao crime organizado em Brasília. “Já ela foi designada em maio substituta da divisão antiterrorismo da Diretoria de Inteligência Policial.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. Omeg

    29 de agosto de 2019 8:51 pm

    Uma pergunta.
    O Marcelo Auler já publicou tudo sobre esses grampos mais de ano atras, não tenho acesso a Folha, mas me parece que ta sendo publicado como matéria fresca pelo jornal, é isso mesmo ?

  2. José Carlos Lima

    29 de agosto de 2019 11:41 pm

    Coisa de milícia. ..já que elegeram o chefão, agora estão em casa

  3. Lúcio Vieira

    30 de agosto de 2019 1:48 am

    Será que o Netflix fará agora o mecanismo na ótica arranjada para a realidade, ou o dinheiro faturado em prol da desgraça nacional, como no filme a lei não funciona para todos, não valem para contar como o sistema realmente funciona?

  4. Jus Ad Rem

    30 de agosto de 2019 1:54 am

    A arbitrariedade tinha que ser punida, uma vez que a patranha ou conluio veio a público. Sobrou para o idiota útil, agente Dalmey, que compactuou com a gangue de procuradores e juízes partidários ideológicos que resolveram criminosamente perseguir o PT e derrubar o governo Dilma, como se corrupção não houvesse nos governos anteriores e no partido do governo anterior.
    Alegaram corrupção, mas o governo foi derrubado por pedaladas… Ode aos idiotas úteis!

  5. Paulo Nogueira

    30 de agosto de 2019 1:10 pm

    Se o método da delegada criminosa vale para nosso judiciário, o PCC também pode alegar que explodiu os bancos apenas para testar as suas seguranças antes de aplicar os seus recursos.

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