4 de junho de 2026

Violação a direitos humanos dentro da FMUSP é constante, diz relatório

Jornal GGN – Formada por cerca de cem pessoas, entre professores titulares, alunos e funcionários, a comissão que discutiu as denúncias de violação aos direitos humanos dentro da Faculdade de Medicina da USP produziu um relatório no qual aponta, entre outros itens, que “a violência sexual ocorre de forma repetida” na unidade, o “abuso moral é prática constante” e “o consumo excessivo de drogas lícitas, ilícitas e de prescrição” é rotineiro. O documento será votado na próxima quarta-feira (26), mas ainda não apresenta nenhum consenso sobre o que deve ser feito para proibir as práticas denunciadas.

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‘Violência sexual ocorre de forma repetida’, diz relatório da FMUSP

Do Estadão

O relatório final produzido por uma comissão interna da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) apontou que a violência sexual “ocorre de forma repetida” no espaço da instituição. Além disso, são constatados relatos de racismo, uso de drogas e consumo abusivo de álcool. O documento, com propostas de mudanças na universidade,  foi enviado na quinta-feira, 20, a todos os membros da congregação da FMUSP, e deverá ser votado na próxima quarta-feira, 26.

No curso mais concorrido da USP, professores e alunos afirmaram que o abuso moral é uma prática constante dentro da instituição. Uma das maiores preocupações é com a recepção dos calouros – eventos em que costumam ocorrer os casos de violência. Na última semana, duas alunas relataram terem sido estupradas nas festas da FMUSP, em uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Uma delas disse que o caso ocorreu em confraternização no primeiro ano da faculdade.

Nestas festas, o relatório afirma que “há intenso consumo de álcool durante toda a semana”. A situação também é grave quando mencionado o uso de drogas. “Experimentam rotineiramente situação de consumo excessivo de drogas lícitas, ilícitas e de prescrição”.

O documento propõe algumas medidas para melhorar a situação da universidade e, consequntemente influenciar “no conjunto das Escolas Médicas do país o processo de mudança de atitudes e valores voltados ao respeito, ética e dignidade”. Entre elas, está a criação de regras para o consumo de álcool nas dependências do complexo HC-FMUSP. Outra proposta é a criação de instâncias para acolhimento de denúncias, apoio às vítimas e apuração dos eventuais fatos denunciados. A FMUSP informou, na última semana, que criaria um órgão com estas funções, chamado Centro de Defesa dos Direitos Humanos. Há ainda sugestão de ampliação dos sistemas de vigilância eletrônica no teatro e áreas comuns da FMUSP.

A médio e longo prazo, os membros da comissão propuseram medidas já demandadas por alunos na audiência da Alesp, como a incorporação de conteúdos voltados aos direitos humanos nas atividades da universidade. Há também sugestão de revisão nas atividades de recepção dos calouros e criação de regras para autorização de festas e contraternizações, incluindo autorização do corpo de bombeiros, número restrito de participantes e segurança adequada.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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4 Comentários
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  1. jura

    21 de novembro de 2014 8:07 pm

    As calouras diagnosticaram a doença da medicina brasileira

    Do Diário do Centro do Mundo

    A fabulosa descoberta das calouras da Escola de Medicina da USP

     

    Postado em 19 nov 2014por : 

    As calouras e estudantes de medicina da USP, quem diria, conseguiram isolar o vírus do ebola da medicina brasileira.

    Se a descoberta houvesse ocorrido nos laboratórios da faculdade, mereceriam o Nobel da medicina brasileira. Mas não foi assim: elas próprias foram as cobaias de um experimento empírico distante das bancadas de laboratório e próximo das perícias forenses.

    A denúncia de uma estudante estuprada durante uma festa da “Atlética” – a associação espartana que mantém o departamento esportivo do Centro Acadêmico Osvaldo Cruz – destampou uma caixa de Pandora. Caixa não, um baú. A partir dela e com a determinação da vítima em levar o caso às últimas consequências, foi formada uma comissão interna de apuração.

    O professor Paulo Saldiva – presidente da comissão que investigava as denúncias, reconhecido por suas pesquisas sobre os efeitos da poluição atmosférica e querido pelos alunos – jogou a toalha. Abandonou a comissão, pediu afastamento da faculdade e saiu atirando:

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-fabulosa-descoberta-das-calouras-da-escola-de-medicina-da-usp/

  2. Antonio C.

    21 de novembro de 2014 9:16 pm

    Comentário.

    Há quinze anos, morreu um estudante, calouro da FMUSP, afogado em uma piscina. A instituição teve QUINZE ANOS pra consertar as suas mazelas. E nada.

    Não foram estudantes da “fefeleche”, alvo constante da mídia, como se lá fosse um antro (sic) da subversão comunista (deve ser por isso que o PIG tem o príncipe dos sociólogos em alta conta – não entendem nada de nada).

    Foram os estudantes de boa família, que estudaram em boas escolas, tiveram possibilidade de fazer cursinho e a grande maioria só vai trabalhar de fato depois da residência médica.

    Precisa de conteúdo sobre direitos humanos? Quer dizer que, finalmente, saberão que estupro é uma violência!

    A FMUSP conseguiu piorar o Otto Lara Resente: A USP é solidária com o câncer. A instituição tem que parar de manipular a opinião pública, com declarações puídas e cheias de compaixão fingida.

     

  3. maria rodrigues

    22 de novembro de 2014 12:38 pm

    Parece que estudar numa

    Parece que estudar numa universidade e se relacionar com drogados e drogas passou a ser normal no Brasil. Quando escuto esses comentários sobre a USP, lembro-me do meu sobrinho, que começou a estudar Física na Unicamp. Não entrou pro mundo das drogas porque a mãe dele sentiu que algo ía mal e conseguiu a trasnferência dele para Brasília. Nesse tempo, há uns 15 anos, ouvi uma mocinha, estudande de Química, da mesma universidade, dizer que quando havia algum evento festivo, via tanta gente cheirando lança que até ela mesma sentia os efeitos. 

    Como todo problema, antes da solução, precisa-se chegar às fórmulas da equação. Ou seja, por métodos indutivos, as autoridades tem que saber quem são os resposáveis por levarem esses intorpecentes às universidades, bem como investigar aqueles que, dentro das instituições, fazem o comércio. É um caso sério demais para não ser tratado com rigor.

  4. POTI CHIMETTA HAVRENNE

    3 de abril de 2018 4:31 pm

    comentário sobre o estupro na FMUSP

    Para mim era só o que faltava : após matarem o calouro chinès, agora a elite da FMUSP partiu para o estupro das calouras.Será que um estuprador pode tornar-se um bom médico?Duvido.VAMOS MORALIZAR A  FMUSP DE UMA VEZ POR TODAS.BASTA DE IMPUNIDADE!!!!!.   

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