4 de junho de 2026

Concurso de inovação de Harvard reconhece projetos de duas brasileiras

 
Georgia (E) e Raíssa (D) vão apresentar seus projetos para investidores na Universidade de Harvard, nos EUA. FOTO: Divulgação
 
Jornal GGN – Duas jovens brasileiras se destacaram no programa Village to Raise a Child, criado por alunos da Universidade de Harvard para incentivar projetos de empreendedorismo social inovadores. Georgia Gabriela da Silva Sampaio (19), de Feira de Santana (BA) estuda a criação de um método para diagnóstico de endometriose por exame de sangue. Sua proposta poderá reduzir o tempo e o custo dos exames, hoje feitos por meio de ultrassonografia. Já Raíssa Müller (19), de Novo Hamburgo (RS), desenvolveu uma esponja que absorve óleo ao mesmo tempo que repele água. A jovem pretende agora que seu produto seja testado em larga escala, como no caso de um acidente com derramamento de óleo. 
 
Estadão
 
 
Por Lígia Aguilhar, Blog Start
 
Duas alunas brasileiras do ensino médio foram selecionadas para o Village to Raise a Child, programa criado por alunos da Universidade de Harvard, nos EUA, para incentivar projetos inovadores de empreeendedorismo social.
 
Georgia Gabriela da Silva Sampaio, de Feira de Santana (BA), e Raíssa Müller, de Novo Hamburgo (RS), ambas com 19 anos, foram escolhidas ao lado de outros três participantes vindos do Sri Lanka, Filipinas e Nepal, de um total de 80 competidores.
 
A ideia do programa é destacar as comunidades por trás de ideias de grande impacto para a sociedade. Como prêmio, as duas vão poder participar no início de novembro de uma conferência no campus da Universidade de Harvard, nos EUA, para expor seus projetos para investidores do mundo todo. Para bancar as despesas com os projetos, os cinco alunos criaram uma campanha em um site de crowdfunding com a meta de arrecadar US$ 10 mil.
 
Conheça os projetos
 
http://youtu.be/5pciCcDipys?list=PLMNEoh2o4esnCJpKOMKXg-nLQtU4HELKm ]
 
A aluna Georgia Gabriela da Silva Sampaio, que concluiu o ensino médio no ano passado e neste ano vai disputar uma vaga em uma universidade americana, pesquisa a criação de um método para diagnóstico da endometriose por exame de sangue. A doença acomete milhares de mulheres costuma ser identificada por meio de ultrassonografia, mas frequentemente o diagnóstico demora, o que aumenta os riscos de complicações em decorrência do problema, como a infertilidade.
 
Gabriela iniciou sua pesquisa há três anos, após sua tia ser diagnosticada com a doença e ter que extrair o útero. Por medo de herdar a doença, ela investiu no estudo de um método mais barato e menos invasivo de diagnóstico, que poderá ser facilmente adotado também por hospitais públicos no Brasil.
 
[video:http://youtu.be/jdrIz3xHgN8?list=PLMNEoh2o4esnCJpKOMKXg-nLQtU4HELKm
 
Já Raíssa Müller, estudante de um curso técnico de química, criou uma espécie de esponja que repele água e absorve óleo. O projeto foi inspirado em um acidente ambiental em 2006, no Rio dos Sinos, que abastece a região onde a estudante mora, no Rio Grande do Sul, quando mais de 100 toneladas de peixes morreram em decorrência da poluição.
 
O produto criado por Raíssa pode ser útil para uso em caso de acidentes com derramamento de óleo no mar, por exemplo, ou até mesmo para uso doméstico, para recolhimento do óleo de cozinha para reciclagem. A estudante tem como objetivo avançar no projeto e fazer testes do produto em grande escala para verificar a aplicabilidade da solução.
 
A aluna concluirá seu curso técnico no fim do ano que vem e, depois, pretende cursar graduação em uma universidade americana.
 

Redação

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7 Comentários
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  1. Jader Martins

    2 de novembro de 2014 6:46 pm

    Absorvente de óleo

    A Hydro Clean produz absorvente de óleo há mais de 10 anos usando um outro mineral abundante no Brasil. Já fornecemos para indústria e serviço. Ganhei o Concurso do Invento Brasileiro promovido pela Secretaria de Ciencia e Tececnologia de SP em 1991. Temos interesse em parceria para uso doméstico.

    https://www.youtube.com/user/HydroCleanOS

    http://www.youtube.com/watch?v=6wM_qnYUcak

    Na reportagem não fica claro  se é econômico usar como fonte  esta materia prima ( criptomelano).

    Jader Martins

    http://www.hydroclean.com.br

    1. rdmaestri

      2 de novembro de 2014 11:11 pm

      Duas abordagens, duas soluções.

      Caro Jader, pelo visto temos duas abordagens diferentes, uma é uma esponja que pelo visto pode ser recuperada a sua capacidade de absorção por métodos mecânicos e o teu produto que deve ser disposto num aterro e não pode ser recuperado, são duas soluções para um mesmo problema, que me parecem que podem ser utilizadas em diferentes cenários, ou seja não é A e não B, mas A ou B.

      1. Jader Martins

        2 de novembro de 2014 11:20 pm

        Absorção de óleo

        O residuo oleoso gerado  pelo uso  OILSORB pode ser  reaproveitado ( por meios mecânico ou extração por solvente) desde que seja econômico fazê-lo  .  A esponja terá uso limitado ( na cozinha por exemplo), uma vez que para derramamentos maiores isto é impraticável. Como pode ver no filme do Youtube , o OILSORB também pode ser usado na cozinha. Trabalho com isto a 25 anos!!!! Outra questão é a matéria prima utilizada ( criptomelano ): muito cara . Não tem viabilidade economica para competir com o que tem no mercado.  Por fim , é um trabalho interessante do ponto de vita academico.Qualquer dúvida estou a diposição; 3196055308

  2. Rpv

    2 de novembro de 2014 6:55 pm

    A cara do Brasil.

    A cara do Brasil.

  3. anarquista sério

    2 de novembro de 2014 9:06 pm

    Essa foto foi mal tirada.
     

    Essa foto foi mal tirada.

      Essa linda garota morena, parece que tem bigode.

  4. rdmaestri

    2 de novembro de 2014 11:09 pm

    Isto não é empreendedorismo, isto é ciência!

    .

    A palavra empreendedorismo depois de martelada na cabeça de todos parece que deturpa o seu sentido atingindo setores que não lhe cabem.

    .

    O que estas duas meninas (vejam, as duas são do sexo feminino, e os rapazes o que estão fazendo, jogando bola?) fizeram foi ciência na mais pura acepção da palavra, usando conhecimentos adquiridos no segundo grau e a surpreendente Internet, conseguiram inovações tecnológicas.

    .

    Só há uma crítica, mas não a elas, ao sistema, que não dá chance para que tralentos como estes sejam detectados aqui no Brasil. Por que grandes universidades brasileiras não lançam programas como este em associação com grandes empresas como a Petrobrás ou outras?

    .

    É a hora de dar destaque ao conhecimento não a desfile de misses ou coisas do gênero!

    .

     

  5. jc.pompeu

    3 de novembro de 2014 1:11 am

    dois projetos inovadores de

    dois projetos inovadores de talentosas jovens brasileiras direto para harvard que estão concatenados entre si, de um jeito ou de outro: um trata de diagnosticar e melhor curar o extravasamento descontrolante de líquido (sangue e tecido endometrial) na cavidade abdominal-uterina; o outro trata-se de uma esponja sintética absortiva seletiva de líquidos esparramados sem controle no meio circundante ou no meio ambiente…

    de repente, se elas se encontrarem e trocarem experiências em harvard o pobrema de extravasamento de líquido endometrial da pesquisa da jovem baiana pode ser melhor desenvolvido e solucionado pela pesquisa com esponja absortiva seletiva de líquidos inventada pela jovem gaúcha…

    sei lá… de repente!

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