4 de junho de 2026

A tática Black Bloc e as histórias não contadas na grande mídia

Livro “Mascarados” permite mergulho na realidade de jovens e adultos trajados de preto, que ganharam notoriedade em protestos violentos contra o Estado e sistema financeiro atual

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Jornal GGN – “Muitos falaram sobre eles, mas com eles, poucos.” É assim que a espanhola Esther Solano Gallego, uma das autoras do livro “Mascarados – A verdadeira História dos adeptos da tática Black Bloc” falou ao GGN sobre o bloco negro que tomou as ruas de diversas cidades do País a partir de junho de 2013, com um olhar especial sobre o movimento em São Paulo.

Foi no Estado governado por Geraldo Alckmin que a professora da Unifesp foi utilizada, inúmeras vezes, por jornalistas da grande mídia que queriam chegar a qualquer um dos mascarados, ou apenas reportar o clima das manifestações que renderam picos de audiência nos programas de TV.

Muitos dos profissionais da imprensa tradicional, segundo contam os autores, criaram um “cordão imaginário de isolamento”, uma distância “inexplicável” dos verdadeiros atores dos protestos violentos contra o Estado, o sistema financeiro atual e as mazelas da sociedade.

Esse ruído na mensagem que os adeptos da tática Black Bloc pretendiam enviar à população despertou em Esther e nos jornalistas Bruno Paes Manso (Estadão) e Willian Novaes (editora Geração) o interesse em recontar a história dessa massa negra mal compreendida (ou, no mínimo, mal explorada). De pouco mais de um ano de contato direto com os mascarados – pois a pesquisa se estendeu até os protestos na Copa do Mundo – nasceu o livro que será lançado no dia 4 de novembro, na capital paulista.

Dividido em quatro partes, “Mascarados” insere e contextualiza a tática nas manifestações que eclodiram em junho de 2013. Na obra, Esther aprofunda-se na pesquisa sobre os adeptos, Bruno Paes explica como foi a cobertura na grande mídia e Willian Novaes traça sete perfis que representam os cerca de 70 black blocs de São Paulo, além de entrevistar o coronel Reinaldo Rossi, que acabou sendo agredido por um destacamento do bloco negro.

Na visão de Novaes, chama atenção o fato de a grande imprensa, principal interlocutora entre as massas e os fatos do cotidiano, não ter mergulhado na realidade dos mascarados. Tampouco as autoridades policiais ou o Estado conseguiram explicar quem eram esses manifestantes, e o que queriam dizer, pois o diálogo foi negligenciado.

“O que eu senti foi um receio por parte da mídia de uma coisa que não existia. E o livro vem à tona justamente para isso: mostrar quem são esses rapazes e moças que usaram a tática Black Bloc, pois isso não passou na TV”, comentou o jornalista.

Por trás das máscaras

E quem eram as pessoas dispostas a entrar em confronto direto com a polícia para defender os manifestantes pacíficos, ou que quebravam vidraças de instituições financeiras e até patrimônios públicos?

Segundo Willian Novaes, “eram desde garotos com 14 anos, até adultos com, no máximo, 30, 33 anos. Mas a maioria está concentrada entre 18 e 22 anos. São rapazes do PT ou do PSOL? Turma do PSDB tentando destituir o adversário do governo [federal]? Não existiu nada disso! Uma parte dos adeptos da tática Black Bloc era de anarquistas; a outra, de jovens cansados de conviver com a violência policial e com o preconceito contra pobre e negro. No livro, tem desde morador dos Jardins até da Brasilândia. Tem gente do ABC, do Centro da cidade, de todo lugar.”

Eles se conheceram nas ruas, nas primeiras manifestações, quando apareceram alguns usando a tática que surgiu na Alemanha, há décadas, em meio a protestos políticos. “A maioria ficou encantada. Tinha o problema da violência policial, que eles queriam revidar. E outra coisa perceptível era a paixão comum pela violência. A violência atraiu esses jovens”, disse Novaes. 

Para Esther, eles queriam chamar atenção para uma discussão política. “Eles diziam muito que ‘vândalos é o Estado, criminoso é o Estado’. Conseguiram chamar atenção até da mídia internacional. Mas a principal crítica deles mesmos é que não conseguiram levar a verdadeira mensagem que eles queriam. Por exemplo: quebrar agência de banco é um modo de dizer que o banco é um verdadeiro criminoso, que escraviza a população. Mas será que a população entende essa mensagem?”

“Parece que não existiu uma vontade de descobrir quem eram aqueles garotos”, ponderou Novaes. “Nem a imprensa e nem a Polícia chegaram a essa identidade. A Polícia Civil desenvolveu um inquérito, mas tudo indica que a corporação não mapeou corretamente os praticantes da tática Black Bloc.” A corporação acha que se trata, em parte, de jovens incentivados por partidos de esquerda. “Não deveria ser tão difícil mapear porque não eram tantas pessoas assim. Foram poucos garotos. Se alguém tem culpa pela dimensão dessa massa, é a imprensa, que acabou dando espaço demais ao assunto”, acrescentou.

Retorno às ruas

Depois do insucesso na comunicação com a sociedade e do prolema criado com a polícia, será que os mascarados retornam às ruas?

“Uma parte diz que foi usada pelos governantes que queriam disputar entre si. Uns acham que as manifestações tiveram sucesso. Mas no final, a maioria está cansada. Viram que a tática não deu em nada. Por que o que foi que nós vimos esse ano? Nós elegemos um Congresso mais conservador, reelegemos a presidente, Alckmin está reeleito. Por essa avaliação e por outros problemas, como a prisão de dois garotos que não tiveram absolutamente nada com os black blocs, acho não sei se eles voltam à prática”, avaliou Novaes.

Para Esther, há dúvidas. “Esses jovens são engajados, eles se transformaram, deixaram as camisetas negras de black blocs mas estão entrando para outros grupos, como o da campanha do voto nulo. Mas a tática pode virar uma moda, de certa forma. Por exemplo, estamos em São Paulo com uma crise de água. Quem sabe a gente volte a assistir manifestações contra isso, e a tática pode voltar a ser aplicada. Não dá para saber se eles voltam não, porque não é um grupo fechado. É uma tática que pode ser aplicada por quem achar o momento propício.”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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20 Comentários
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  1. Ricardo. ,.,.,

    31 de outubro de 2014 4:22 pm

    A tática foi mal informada
    A tática foi mal informada porque nossa imprensa parece aquele Banco 24 Horas: é caixa único, mas cada um com suas razões tem bandeira do Itau, do Bradesco, do BB, do PT, do PSDB.
    Justiça feita, esse foi o único espaço em que circularam a informação sobre o procedimento do inquérito 01 do Deus.

    No segundo tempo do 06.2013 pegaram meia dúzia de anarquistas e outros revoltados menos ideológicos, e exploraram a imagem para tirar a molecada das ruas, que interessava ao governo e à oposição.
    A reportagem que falta é a que vai dizer quem são e como pensam os grandes Black blocs da nossa democracia, os donos de banco e de jornal.

  2. izaias almada

    31 de outubro de 2014 4:22 pm

    Daquilo que consegui

    Daquilo que consegui depreender da matéria para lançamento do livro, não há nada de novo no front.

    Nada a considerar sobre um grupo de jovens que, talvez (e isso já seria esperar de mais), talvez, repito, tenham ouvido o galo cantar, mas não têm a menor idéia de onde foi que ele cantou. A “filosofia” de quebrar agencia bancária beira ao ridículo. O nome do sistema é capitalismo e os bancos o seu maior emblema. E daí? Mesmo sem noção do que representa um banco, qualquer cidadão medianamente informado sabe que é “tungado” diuturnamente pelos bancos e que quando alguns deles quebram a crise econômica é brava, como na metade da década passada. São jovens despolitizados e que na sua ingenuidade, se não forem manipulados, abrem caminhos para a selvageria e o ódio tão necessários a atuação da direita. O filófoso Paulo Arantes vem trantando da questão com muita propreidade. O resto é querer criar um marketing sobre um grupo desorientado, imitadores de manifestções fora do Brasil, como se essa idiotice nos inserisse no cahmado primeiro mundo. Pobre colonialismo cultural…

  3. Assis Ribeiro

    31 de outubro de 2014 4:41 pm

    Nova direita surgiu após manifestações de junho, diz filósofo

    A direita “não está mais interessada em constituir maiorias de governo. Está interessada em impedir que aconteçam governos. Não quer constituir políticas no Legislativo e ignora o voto do eleitor médio. Ela não precisa de voto porque está sendo financiada diretamente pelas grandes corporações”

    O “surto de impaciência” revelado pelas manifestações de junho de 2013 “provocou um surto simétrico e antagônico que é o surgimento de uma nova direita, um dos fenômenos mais importantes do Brasil contemporâneo. Uma direita não convencional, que não está contemplada pelos esquemas tradicionais da política”.

    Quem faz a análise é o filósofo Paulo Eduardo Arantes, professor aposentado da USP (Universidade de São Paulo). Ele compara o que acontece aqui com a dinâmica nos Estados Unidos:

    “A direita norte-americana não está mais interessada em constituir maiorias de governo. Está interessada em impedir que aconteçam governos. Não quer constituir políticas no Legislativo e ignora o voto do eleitor médio. Ela não precisa de voto porque está sendo financiada diretamente pelas grandes corporações”, afirma.

    Por isso, seus integrantes podem “se dar ao luxo de ter posições nítidas e inegociáveis. E partem para cima, tornando impossível qualquer mudança de status quo. Há uma direita no Brasil que está indo nessa direção”, diz o filósofo.

    Segundo ele, “a esquerda não pode fazer isso porque tem que governar, constituir maiorias, transigir, negociar, transformar tudo em um mingau”. Nesse confronto, surge o que sociólogos nos EUA classificam como uma “polarização assimétrica”, com um lado sem freios e outro tentando contemporizar.

    Na avaliação de Arantes, o conceito de polarização assimétrica se aplica ao Brasil. “A lenga-lenga do Brasil polarizado é apenas uma lenga-lenga, um teatro. Nos Estados Unidos, democratas e liberais se caracterizam pela moderação –como a esquerda oficial no Brasil, que é moderada. O outro lado não é moderado. Por isso a polarização é assimétrica”.

    “Fora o período da eleição –que é um teatro em se engalfinham para ganhar– um lado só quer paz, amor, beijos, diálogo, tudo. Uma vez que se ganha, as cortinas se fecham e todo mundo troca beijos, ministérios –e governa-se. Mas há um lado que não está mais interessado em governar”, afirma.

    JUNHO DE 2013

    Arantes fez essa análise no final da tarde de quarta-feira (29), em palestra sobre as manifestações de junho de 2013 no 16º Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação de Filosofia, que acontece nesta semana em Campos do Jordão (SP).

    O filósofo contestou a visão de protagonistas dos protestos, para quem o movimento não foi um raio em céu azul, já que foi precedido por várias rebeliões por melhoria no transporte público pelo país afora nos últimos anos.

    Na opinião de Arantes, todos foram apanhados de surpresa: “Ninguém esperava que isso acontecesse, nem os próprios protagonistas, nessas proporções. Foi absolutamente inesperado. Não temos mais ouvido para decifrar qualquer sinal de alarme”.

    Ele criticou o que considerou uma tentativa de sufocar a originalidade do movimento de junho. Discutiu também a visão de que os protestos tiveram fôlego curto.

    Citando o compositor Geraldo Vandré, o pensador Ernst Bloch (1885-1977), texto literário, documentário, o filósofo fez um desenho do país: “Desaprendemos a esperar. Isso é que mudou. Mudou a relação entre tempo e política”, disse.

    Para ele, essa mudança se reflete em esgotamento de paciência: não dá mais para esperar: “E houve uma reviravolta também do outro lado”. Daí a nova direita.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1541085-nova-direita-surgiu-apos-junho-diz-filosofo.shtml

     

    1. Alan Souza

      31 de outubro de 2014 5:32 pm

      Nassif, este artigo merece ir à ribalta!

      Excelente contribuição, Assis!

  4. Fernando Ferreira

    31 de outubro de 2014 4:52 pm

    Nassif, matéria interessante
    Nassif, matéria interessante do jornal O Dia (Rio de Janeiro).31/10/14 – pag.23 JORNAIS E REVISTAS DO REINO UNIDO PASSAM A SER CONTROLADOS. Os jornais britânicos passam a ser controlados pelo governo. A rainha Elizabeth sancionou ontem um sistema de regulação da mídia, que foi amplamente criticado por jornalistas locais.  A iniciativa, apoiada pelos três principais partidos políticos britânicos, vem na esteira do escândalo de escutas telefônicas por jornalistas,  e depois de os meios de comunicação verem seus esforços contra o controle  rejeitados na justiça. A sanção à nova lei acontece dois dias após o premier David Cameron ameaçar censurar o ‘Guardian’ pela publicação de documentos sigilosos sobre a espionagem no país. A medida sujeita revistas e jornais britânicos a um órgão de fiscalização do governo. Também torna mais fácil para as pessoas que se sintam atacadas pela imprensa terem suas queixas ouvidas, além de permitir ao órgão cobrar multas aos meios de comunicação. Precisamos dessa regulação para evitar mentiras e golpes políticos da nossa imprensa.

  5. Luisa Sá

    31 de outubro de 2014 6:56 pm

    As “manifestações de

    As “manifestações de junho”,lembram  a greve geral dos caminhoneiros  que  derrubou Allende, e  as “primaveras “disseminadas  ,desde o norte da  África até o  Oriente Médio. Por trás, um  exímio maestro  com décadas  de notável saber…

  6. Carlos Elísio

    31 de outubro de 2014 7:05 pm

    BLACK

    Perdoem-me, mas continuo achando que máscara é sinal de banditismo.

  7. josé adailton

    31 de outubro de 2014 8:53 pm

    Sem saída

    “… quebrar agência de banco é um modo de dizer que o banco é um verdadeiro criminoso…”

    Não seria melhor afirmar que o sistema capitalista é criminoso? Mas. e daí?

    …“Eles diziam muito que ‘vândalos é o Estado, criminoso é o Estado…”

    ​Se o Estado é criminoso , a solução seria mudar a constituição? Mas, e daí?

    Ninguém sugere que haja uma luta pacífica pelo aprimoramento das obrigações institucionais do Estado ? Não , porque implicitamente todos sabem que o poder do Estado aprisiona a nação via o poder econômico que dá sustentação ao regime democrático , formando um circulo vicioso permanente e  imutável.

  8. Anarquista Lúcida

    31 de outubro de 2014 8:56 pm

    Hoje foi presa no Rio uma gangue de jovens de classe média

    Que traficava e fazia assaltos. Segundo os policiais foram encontradas com os integrantes provas de pertencimento ao grupo blackbosta. Bom, a polícia nao é uma fonte muito confiável, mas me parece bem provável. Grupo de adeptos da violência, facilmente contratáveis para exercer violência. Nao creio que todos os blackbostas tenham esse perfil, sempre disse que nos movimentos de junho houve de tudo (principalmente uma profusao de “intérpretes” querendo ganhar a fama a partir da pregaçao de suas interpretaçoes), mas me parece bem provável que grupos desse tipo tenham participado. Sei que houve grupos ligados a Garotinho e às milícias, outros ligados ao tráfico, à polícia; até houve jovens sinceramente crentes de estavam fazendo a revoluçao… 

    1. Nicolas Crabbé

      31 de outubro de 2014 11:04 pm

      Confiável?

      Analu, usar a polícia, seja do Rio, de SP ou de qualquer Estado no Brasil, como fonte é no mínimo perigoso.

      Lembra do coitado do morador de rua, ainda preso hoje porque foi flagrado com uma garrafa de desinfetante pinho sol e acusado de fabricar bombas caseiras? Ou do jovem que, de acordo com a PM, conseguiu se suicidar roubando a arma de policiais dentro da viatura, embora estivesse com as mãos algemadas nas costas?

      Essa é a confiabilidade da PM, infelizmente.

      Não digo que esses rapazes sejam inocentes, nem que não tenham participado do movimento black bloc; o que digo é que fonte policial nesse país não vale mais que uma nota de R$3,00.

      1. Anarquista Lúcida

        31 de outubro de 2014 11:42 pm

        Ué, por isso eu fiz a ressalva de q nao era fonte confiável

        A história me pareceu crível, mas nao ponho a mao no fogo pela veracidade dela. 

    2. Monier,.,.,.,

      1 de novembro de 2014 1:46 am

      Que necessidade de xingar e

      Que necessidade de xingar e partir para o ad hominem!

      Houve uma profusão de pessoas compartilhando interpretações sobre o 06/2013 democraticamente. Algumas bastante interessantes e divergentes. Democracia se faz saindo do uníssono. E interpretações que são o objetivo da maioria das pessoas que vêm aqui e aos demais meios de comunicação, da tradicional à desconcentrada.

      Você mesma está defendendo uma interpretação, sua, e vive pregando suas interpretações variadas.

      Foram encontrados livros de Bakunin com os manifestantes black bloc, comprovadamente, com registro em inquérito policial. Que é o modo como a polícia deve proceder, via inquérito, leia-se via ato administrativo oficial. Isso faz de todo autoproclamado anarquista um black bloc?

  9. Osvaldo Ferreira

    31 de outubro de 2014 10:25 pm

    Black Blocs e a direita, tudo

    Black Blocs e a direita, tudo a ver. 

  10. morallis

    31 de outubro de 2014 10:35 pm

    O povo que inseste inseste e

    O povo que inseste inseste e não deseste!

    Alckmim é BBs!

  11. helcio dias de sa

    31 de outubro de 2014 10:54 pm

    As taticas black blocs e as historias nao contadas na midia.

    O partido politico chamava-se PESC,partido estou com o saco cheio.No Inico tudo autêntico/original.Depos veio a pasteurizaçao ,tentaram retornar a pasta de dente para o tubo com outro rotulo.Foi tarde, ja estava derramada e mau utilizada.

  12. peregrino

    31 de outubro de 2014 11:10 pm

    BBs são como fogos de artifício…

    anunciando para o mundo que em determinado lugar, país, as chances de se ganhar muito dinheiro  com a troca de governo são ótimas

    acredito que próxima aparição será pela Petrobras, já que a primeira não deu certo

  13. peregrino

    31 de outubro de 2014 11:17 pm

    em São Paulo teremos a volta como BBs molhados…

    tumultuando as manifestações dos secos, sujos e cedentos

  14. Sergio Carneiro

    26 de novembro de 2014 11:17 am

    Black Bloc e as história não contadas….

    Os Black Bloc foram usados com os “idiotas utéis”. Eles acham que a ideologia neoliberal , leia-se capitalismo, seja os únicos responsáveis pelas desigaldades e injustiças, e querem combate-los com uma outra ideologia. Seus alvos foram, justamente, tudo que simbolizava o poder econômico. 

    Afimar que lutam contra a violência policial é estuprar a lógica. Quem em sã consciência entraria em uma confroto aberto com forças policiais mais equipadas e preparadas. idiotas, os Black Blocs, certamente não são.

    O movimento dos Black Bloc entendem que o combate contra as desigualdades só pode e deve ser feita de maneira violenta, com depredações e vandalismo. Sabem, portanto, que nunca venceram com essa estratágia, mas se conseguirem alertar já se dão por satisfeitos.

  15. Ricardo Staack

    12 de outubro de 2016 8:31 am

    Foi a estréia da WWW ultrapassando a TV no poder Mobilizante

    Realmente foi a estréia da Internet, com os “Flash Mobs” ultrapassando as antigas mídias rádios e TVs de alcance reduzido se comparado à internet que não precisa de estações com enormes antenas como as rádios e TVs, que antes eram as últimas palavras ‘No Poder’ de mobilização de massas humanas com uma finalidade determinada, a internet tem alcance mundial, e com os avanços da microeletrônica nos celulares, uma pessoa pode ficar o dia inteiro conectado deambulando por aí.  Em 1964 com seus rádios e TVs, num mesmo dia, eles (os agora Feiscistas) convocaram uma “Marcha com Deus pela Democracia”, que levou às ruas dezenas de milhares de pessoas, principalmente da classe média, para “pedir a intervenção dos militares”. Tal como ocorreu no Egito, no Brasil, na Turquia, através do “Facebook”.  Esse poder de mobilizar massas que podem estar sendo manipuladas, embora as reportagens do PIG frisasse a todo momento aqui no Brasil,  tratar-se de uma mobilização espontânea, kkkkkkk, esse PODER é o primeiro ou quarto (ler o livro do PHA) numa democracia, e foi aproveitado para derrubar ditaduras nas primaveras Árabes, 2012 no Egito, Tunísia 2011, Líbia 2012, Iêmem 2012, e esse poder feiscista foi aproveitado pelo PSDB para derrubar a Dilma, eles tem pessoas capacitadas para isso, enxurrada de robots no Facebook, para pegar jovens incautos.  A Globo louvou os black blocs, (Jabor – “São os novos carapintadas”) , a BAND também, ( Boechat – “Vândalo é o cacete, tem que quebrar mesmo”) ,e os Anonymous? Já apareceram com vídeos em Inglês xingando a Dilma, o MBL , com dinheiro estrangeiro, que era para apoiar a campanha do Aécio, virou partido golpistas do Guri Katacunha que agora estuda na escolinha do professor Gilmar, sem falar nos 20 centavos, martelados pela Globo à exautão que na realidade eram trilhões de dólares do pré-sal que estavam em jogo, só falar em black blocs agindo no Brasil, esquecendo a geopolítica dos bilionários petroleiros racistas anglo americanos é faltar com a verdade, ou muita ingenuidade.

     

  16. Ricardo Staack

    12 de outubro de 2016 8:35 am

    Primavera para as ditaduras Árabes inverno para nossa democracia

     

    http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/jogos-multimidia/infografico-primavera-arabe-743910.shtml

    http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/07/07/a-historia-do-feiscismo-brasileiro

      Resumo excelente esse do conversa afiada 

     

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