4 de junho de 2026

Vencimento de títulos faz dívida pública ficar estável

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Jornal GGN – O grande volume de vencimentos de títulos corrigidos pelos juros básicos da economia fez a Dívida Pública Federal (DPF) ficar praticamente estável em setembro: segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida apurada no período chegou a R$ 2,184 trilhões, com ganho de 0,65% em relação ao registrado em julho.

A dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna (DPMFi) subiu 0,19%, passando de R$ 2,075 trilhões para R$ 2,079 trilhões, devido principalmente à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 18,90 bilhões, descontado pelo resgate líquido, no valor de R$ 14,99 bilhões.

Com relação ao estoque da dívida pública federal externa (DPFe), houve aumento de 10,76% sobre o estoque apurado no mês de agosto, encerrando setembro em R$ 104,58 bilhões (US$ 42,67 bilhões), sendo R$ 94,91 bilhões (US$ 38,72 bilhões)

referentes à dívida mobiliária e R$ 9,68 bilhões (US$ 3,95 bilhões), à dívida contratual. Tal variação deveu-se, principalmente, à valorização da moeda norte-americana frente ao real, de 9,44%, e à emissão do bônus Global 2025, no valor de R$ 2,50 bilhões (US$ 1,05 bilhão).

O principal fator de queda da dívida pública no mês passado foi o elevado volume de vencimento de títulos. Apenas em setembro, R$ 57,659 bilhões em papéis do governo venceram ou foram trocados. A maior parte desse valor, R$ 54,503 bilhões, correspondeu a títulos vinculados à taxa Selic. Mesmo com o aumento registrado em setembro, a DPF continua na faixa inferior das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 2,17 trilhões e R$ 2,32 trilhões.

O percentual de vencimentos da DPF para os próximos 12 meses apresentou aumento, passando de 25,91% em agosto, para 26,21% em setembro.  O volume de títulos da DPMFi a vencer em até 12 meses passou de 26,52%, em agosto, para 26,92%, em setembro. Os títulos prefixados correspondem a 60,03% deste montante, seguidos pelos títulos indexados a taxa flutuante, os quais apresentam participação de 21,83% desse total.

Em relação à DPFe, observou-se que o percentual vincendo em 12 meses passou de 12,43%, em agosto, para 12,11%, em setembro, sendo os títulos e contratos denominados em dólar responsáveis por 63,63% desse montante. Destaca-se que os vencimentos acima de 5 anos respondem por 54,54% do estoque da DPFe.

O prazo médio da DPF apresentou aumento, passando de 4,47 anos, em agosto, para 4,50 anos, em setembro.  O prazo médio da DPMFi ampliou-se, ao passar de 4,35 anos para 4,37 anos, enquanto o prazo médio da DPFe permaneceu em 7,14 anos.

 

 

Com informações da Agência Brasil

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados