4 de junho de 2026

Bolsa fecha semana com desvalorização de 3,42%

Jornal GGN – O mercado brasileiro voltou a ser afetado pelo humor externo e encerrou o dia com perdas expressivas, embora a variação acumulada na semana tenha se mantido em patamares positivos.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações de sexta-feira em queda de 3,42%, aos 55.311 pontos e com um volume negociado de R$ 7,425 bilhões. A bolsa fechou a semana com ganho acumulado de 1,42% na semana, 2,21% no mês, 7,39% no ano e 4,37% em 12 meses. No índice doméstico, os setores com piores desempenhos foram bancos; petróleo/petroquímico; consumo, e siderurgia/mineração.

“O Ibovespa iniciou decaindo e operou em baixa ao longo de todo o pregão, acentuando sua perda na hora final. A continuidade do mau humor externo pesou sobre as bolsas de Nova York e contaminou os demais mercados acionários pelo mundo”, diz a equipe de análise do BB Investimentos, em relatório. “Os agentes receberam mal as declarações do presidente regional do Fed de Dallas, nas quais citou que pode estar no momento de retirar a expressão “tempo considerável” (considerable time) – que está relacionada com o prazo para elevação de juros pelo Fed, além de acrescentar que é a favor da subida da taxa de juros (Fed Funds) antecipadamente já no 2º trimestre de 2015”.

Segundo informações do jornal “O Estado de São Paulo”, as questões eleitorais também trouxeram algum impacto sobre as operações de mercado, por conta da divulgação das pesquisas Ibope e Datafolha realizadas na última quinta-feira e que, embora tenham mostrado o candidato Aécio Neves (PSDB) à frente de Dilma Rousseff (PT) na disputa do segundo turno, os agentes esperavam que a vantagem do candidato opositor fosse maior, ao invés do chamado empate técnico apurado nos dois levantamentos.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em alta pelo segundo dia seguido com avanço de 1,07%, cotado a R$ 2,424 na venda. A moeda norte-americana, no entanto, encerra a semana com perdas de 1,55%. As operações também foram afetadas pela publicação dos dados das pesquisas eleitorais, uma vez que a disputa do segundo turno deve continuar a ser o centro das atenções ao longo das próximas semanas. No exterior, o ritmo de crescimento global trouxe preocupação, uma vez que o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu sua projeção para o crescimento mundial pela terceira vez no ano.

As atuações do Banco Central no mercado de câmbio também influenciaram as operações. A autoridade monetária seguiu com seu programa de intervenções diárias, vendendo os 4 mil novos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) ofertados. Deles, 3,5 mil vencem em 1º de junho de 2015 e os outros 500 são para 1º de setembro do próximo ano.

Também foi realizado um novo leilão para rolagem dos contratos de swap que vencem em 3 de novembro. Os 8 mil swaps ofertados foram vendidos, sendo 2,1 mil para 3 de agosto de 2015 e 5,9 mil para 1º de outubro do próximo ano, em operação que movimentou o equivalente a US$ 393,3 milhões.

Na agenda macroeconômica de segunda-feira, os agentes vão acompanhar os dados do relatório Focus e da balança comercial semanal no Brasil, além de repercutir os números da balança comercial da China, que serão divulgados no domingo.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. Fernando Lopes

    11 de outubro de 2014 3:40 am

    E daí ??

    E eu pergunto e daí? O que que essa m… de bolsa influencia na minha vida?? 

  2. J. Augusto

    11 de outubro de 2014 10:07 am

    Pesquisas Ibope e Datafolha têm números manipulados

    Bolsa fecha sexta-feira em queda: como o mercado, digo a Bolsa, não é boba nem nada, percebeu que os números de ambas as pesquisas estão manipulados e muito, e convergem ao seu final pelo mais puro interesse da mídia (Veja, Estadão, FSP e Globo). Afinal, vejam uma coisa: no Sul do País, enquanto o Datafolha dá 41% para Dilma e 50% para o Aécio – diferença de 9% para o tucano -, o Ibope registra 33% para Dilma e 61% para Aécio – 28% de diferença. É mole?! Idem no Sudeste: Datafolha – 34% para a Dilma e 55% para o Aécio – diferença de 21%; Ibope – 38% para Dilma e 48% para o Aécio – 10% de diferença. Está maluco! Isso jamais terá grau de confiança de 90 e tantos por cento! Nunca! E ainda mais com margem de erro em ambas as pesquisas de 2%. Não mesmo!

  3. Sta. Catarina

    12 de outubro de 2014 1:49 am

    Cassino legalizado

    Vemos que um instrumento que deveria servir de alavancagem às empresas serve unicamente para especulação econômica. Quem em sã consciência investiria em bolsa de valores no Brasil com tanto marginal operando daquela casa?

  4. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de outubro de 2014 1:13 pm

    EU-US and BRICS share of

    EU-US and BRICS share of world economy

    1994
    EU-US: 45%
    BRICS: 17.25%

    2014
    EU-US: 33.3%
    BRICS: 30.1%

    2019
    EU-US: 30.7%
    BRICS: 32.7%

    If Germany to join BRICS, the rest of the world will be an European and American white Africa. Ha, ha, ha…

     

    A bolsa dos cretinos que sempre lucaram com um Brasil submetido aos EUA começou a esvaziar. É por isto que a Bolsa está nervosa. Fodam-se… nenhuma Bolsa me representa e eu não vivo e não quero viver na área mais pobre do planeta (EUA-UE). 

     

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