Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,02% em setembro, ficando abaixo dos 0,06% contabilizados em agosto, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em setembro de 2013, a variação foi de 1,36%. Com o resultado, a taxa acumulada ao longo do ano é de 1,62%. Em 12 meses, o IGP-DI avançou 3,24%.
Ao longo do período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de -0,18%, revertendo o avanço de 0,04% registrado em agosto. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 0,03%, ante -0,03% no mês anterior, afetado pelo desempenho do subgrupo bens de consumo não duráveis exceto alimentação e combustíveis, cuja taxa passou de 0,31% para 0,76%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,67%, ante 0,53%, no mês anterior.
O índice do grupo Bens Intermediários caiu de 0,08% em agosto para -0,09%, puxado pelo subgrupo suprimentos, cuja taxa de variação passou de 1,62% para 0,49%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de -0,11%. No mês anterior, a variação foi de 0,08%.
No estágio das Matérias-Primas Brutas, a variação passou de 0,08%, em agosto, para -0,55% em setembro. Os destaques no sentido descendente foram soja em grão (de 0,26% para -5,50%), café em grão (de 12,04% para -0,27%) e cana-de-açúcar (de -0,02% para -0,38%). Em sentido ascendente, os destaques ficaram com bovinos (de 1,46% para 3,99%), mandioca/aipim (de -1,91% para 12,19%) e aves (de -0,45% para 2,53%).
Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou de 0,12% em agosto para 0,49%, em setembro. O núcleo do IPC registrou taxa de 0,43%, ante 0,38%, apurada no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 55 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 32 apresentaram taxas abaixo de 0,16%, linha de corte inferior, e 23 registraram variações acima de 0,69%, linha de corte superior. Em setembro, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 63,61%, ante 59,17%, no mês anterior.
Sete das oito classes de despesa componentes do índice ampliaram suas taxas de variação, sendo que a contribuição de maior magnitude para o avanço da taxa partiu do grupo Alimentação (de 0,13% para 0,55%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item carnes bovinas, cuja taxa passou de 0,34% para 2,72%.
Os outros grupos que elevaram suas taxas de variação no período de análise foram Transportes (de -0,02% para 0,51%), Comunicação (de -0,53% para 0,67%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,12% para 0,64%), Habitação (de 0,34% para 0,48%), Vestuário (de -0,50% para 0,02%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,35% para 0,50%). Os itens que se destacaram em cada classe de despesa foram gasolina (de -0,40% para 0,90%), pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,40% para 2,76%), show musical (de -0,26% para 3,82%), tarifa de eletricidade residencial (de -0,11% para 2,01%), roupas (de -0,74% para 0,24%) e medicamentos em geral (de -0,21% para 0,31%), respectivamente.
Apenas o grupo Despesas Diversas reduziu sua taxa de variação, passando de 0,19% para 0,11%. Nesta classe de despesa, o destaque partiu do item clínica veterinária, cuja taxa passou de 1,81% para 0,51%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,15% durante o mês de setembro, acima do resultado do mês anterior, quando o total foi de 0,08%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,33%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,16%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não apresentou variação, pelo segundo mês consecutivo.
Zanchetta
7 de outubro de 2014 6:35 pmDepois do PIB é o IGP-DI quem
Depois do PIB é o IGP-DI quem desacelera…assim não dá!
altamiro souza
7 de outubro de 2014 7:02 pmmais uma boa notícia.
mais uma boa notícia.