Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
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7 de outubro de 2014 3:07 amMarcelo Freixo: “Vou votar na Dilma no segundo turno”
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/10/marcelo-freixo-vou-votar-na-dilma-segundo-turno/
rdmaestri
7 de outubro de 2014 5:47 amO caminho da reeleição de Dilma está nos aborrecidos de 2013!
Nas manifestações de 2013 apareceu uma imensa maioria de aborrecidos. Aborrecidos, pois não sabiam exatamente porque estavam lá.
Militantes de alguns partidos, com olhos mareados de lágrimas, viram cenas do Encouraçado Potemkin onde às massas numa pré-revolução se uniam aos estudantes em 1905.
Finalmente depois de tudo o elefante pariu um rato, e um rato transgênico e deformado, no lugar das fileiras revolucionárias dos nanicos de esquerda, apareceram os gigantes deformados de direita. Bolsonaros, pastores Felicianos e outras bestas da Apocalipse, saíram dos livros bíblicos para talvez o confronto final, o 666 foi substituído por milhares de votos, e como hordas subirão as escadas da Câmara e do Senado. E dos sonhos sobraram meia dúzia de deputados de um partido de esquerda.
As manifestações serviram para desmobilizar aqueles jovens que ainda sonham, e para assustar a classe média brasileira, repetindo até certo ponto um espírito pré 64.
Agora os aborrecidos começam a ter chance de aprender o que é a responsabilidade, sonhos de reformas sobre proibição da homofobia, legalização de drogas leves, aborto e outras liberalidades, que as bestas da Apocalipse, não só ficarão distantes como também tem todas as condições objetivas de retrocederem, e não me espanto que em mais uma legislatura se tenha uma “sharia cristã” governando todos, e tratando psiquiatricamente gays e lésbicas de forma compulsória.
Hoje as bestas são apenas legislativas, mas com uma presidência frouxa e sem compromisso com reformas, eles terão quatro anos para preparar o seu candidato.
As observações acima não são fruto de uma alucinação, são frutos de observações e de uma frase de quem entende de câmara e senado, o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Antônio Augusto Queiroz, que disse com a máxima convicção: “O novo Congresso é, seguramente, o mais conservador do período pós-1964”.
As frases do texto não foram criadas para impressionar, mas são de minha convicção pessoal há mais de quatro anos, quem quiser verificar é só olhar em tudo que já escrevi.
Se estes aborrecidos se deram conta que caíram no famoso conto da carochinha, que os induziu a pensar que todos os partidos e políticos eram iguais, que só uma fórmula mágica de participação sonhática os levaria á verdadeira democracia, talvez eles deixem um pouco seu aborrecimento de lado e comecem a pensar que há o bom, o feio e o mau, e que talvez o feio, mesmo sendo feio não é tão ruim como o mau. E no momento que se levantarem de seu sofá eles que serão legiões, mas legiões de anjos bons, não de bestas do Apocalipse.
Também advirto os revolucionários que viram as cenas que jamais existiram, teve muita gente que morreu para que eles possam ser revolucionários de partidos nanicos, mas lembre-se, que a morte é bem pior do que o reformismo.
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Silviano Malta
7 de outubro de 2014 6:54 amVida e obra de Acácio Naves
Muitas piadas são feitas sobre o candidato a presidente Acácio Naves. Não que sejam mentira, bem entendido, mas a vida pessoal desse conhecido bon vivant é o que menos importa.
Pois bem, agora vamos falar sério sobre Acácio Naves.
Acácio Naves nunca trabalhou. Não de verdade.
Acácio não construiu absolutamente nada por mérito próprio.
Acácio é aquele cara que rouba sua vaga no concurso via peixada. Acácio é aquele cara que fica com a promoção que você merecia na firma por causa das amizades da família. A vida de Acácio lhe foi entregue de mão beijada.
Acácio Naves ganhou seus mandatos da mesma forma que um playboy ganha um carro porque passou no vestibular.
Falando em carro, Acácio Naves dirige bêbado.
Numa dessas ele pode se ferir ou ferir alguém da sua família. Ele pode até mesmo matar você ou alguém da sua família porque dirige embriagado. E pouco se poderá fazer contra ele na Justiça porque Acácio é aquele cara que tem costas quentes, que te ferra e sai ileso. A família de Acácio ocultaria esse escândalo como ocultou inúmeros outros, pequenos e nem tão pequenos escândalos.
Acácio Naves é um playboy. Sua imagem de político foi construída com muito trabalho de bastidores e muita, mas muita publicidade.
Com muita censura também. A imprensa mineira é censurada pelos Naves. Se você soube do caso do aeroporto construído para uso da família Naves e de seus aliados isso se deve apenas ao fato de que a influência da irmã de Acácio se restringe a Minas Gerais (pelo menos enquanto ela não for eleita Presidente Indireta da República) e ele não tem a mesma cobertura no restante do território nacional. Se você soube que Acácio foi pego dirigindo bêbado, é porque foi pego no Rio de Janeiro, de onde, aliás, ele mal sai. Acácio mal vive no Estado que foi eleito para representar.
Quando você vota em Acácio, está votando na irmã dele. É ela quem governa, nos bastidores. Se você não sabia, fique sabendo. Em Minas Gerais todo mundo já sabe.
Não é Acácio quem telefona para as redações dos jornais e pede a cabeça de jornalistas. Fazem isso por ele.
Em Minas Gerais jornalistas são silenciados. Se ele for eleito presidente, essa censura será instalada em todo o país. Não que seja necessário censurar toda a imprensa, grande parte dela já pratica a autocensura e a indignação seletiva alegremente. Mas em todo caso eleger Acácio seria nacionalizar o Curral dos Naves e aumentar consideravelmente o feudo dessa família.
Acácio Naves não é Tancredo Naves.
Acácio decora falas políticas, é treinado. Mas não aguenta a pressão. Não se for deixado por conta própria. Acácio falta às sessões parlamentares, é um dos mais ausentes.
Acácio recebeu da família uma educação falha, foi mimado demais, protegido demais.
Pode parecer estranho afirmar isso, mas acredito que Acácio Naves nem mesmo queria estar concorrendo a presidente.
Acácio herdou o patrimônio político da família Naves e acredito que tenha sido obrigado a uma vida que a irmã dele queria e para a qual ela sempre teve muito mais talento que ele. Daí sua visível mediocridade. Sim, Acácio foi obrigado à vida política porque é homem, o varão da casa, e na visão conservadora da família Naves e do grupo político ao qual ele pertence cabia ao homem assumir o nome da família Naves. A irmã de Acácio foi prejudicada pelo machismo. Ele também, porque ele não queria essa vida. Daí as baladas, a fuga e tudo mais que não, não são apenas boatos e piadas.
Esse é Acácio Naves.
Sou de Minas. Vivo e trabalho aqui. Por isso troquei o nome de Acácio Naves.
Rogério Marcus
Gardenal
7 de outubro de 2014 10:48 amVOLTA SARNEY……………Se
VOLTA SARNEY……………Se o Aócio colocar o Nariz lá pelos lados dos Lençóis, os Maranhenses terão saudades do Sarney.
Vladimir
7 de outubro de 2014 11:40 amA um passo da Tortura
Em entrevista para a Folha,sobre a operação lava jato, o ministro aposentado do STJ,Gilson Dipp,comentou sobre a operação lava-jato. Quando indagado pelo reporter como ele analisava as críticas de advogados dizendo que a delação premiada era antiética,o ministro saiu-se com esta pérola:” Ëxiste ética em organizações criminosas?”
Sem entrar no mérito sobre a legitimidade ou não deste tipo de ação,a argumentação do ministro do STF pode,muito em breve,assim como fizeram os gringos após o 11 de setembro,defender a tortura.
Tempos sombrios estes onde um ex-ministro do STJ dá este tipo de declaração
Jorge Fernandes
7 de outubro de 2014 11:53 amO PT vai perder o 2º turno
Como não fez o enfrentamento, a oposição vai ganhar pelo odio.
O PT não vai mais conseguir eleger nada, pois a teoria do sangramento vai acabar.
A PF, com a passiva conivencia do ministrinho, vai prender o Lula antes de 1º de janeiro e logo depois a Dilma.
Vão manter o discurso do odio até terem acabado com esta raça.
alexis
7 de outubro de 2014 12:22 pmLGBTs: REAÇÃO CONSERVADORA DESPROPORCIONAL
Embora seja um tema discutível e muito delicado (no seio da sociedade), as causas em favor dos LGBTs têm sido defendidas com relativo exagero por ativistas (o que tem gerado fortes discussões nas mídias alternativas, preferentemente). Porém, do ponto de vista político-partidário, com exceção do Jean Wyllys e alguma outra exceção, a maior parte da comunidade LGBT parece ter agido (politicamente) em forma plural, focando no contexto geral das diversas opções políticas; distribuídos entre diversos partidos, normalmente mais à esquerda, como o prova a relativa dispersão eleitoral desses grupos.
Ou seja, existe a causa particular e o ativismo legítimo, mas também existe a visão progressista do conjunto da sociedade, quando politicamente é chamada a opinar. Isso é positivo para a democracia e fala bem em favor dos LGBTs, na minha percepção. Neste blog existe gente que pertence ao grupo LGBT e que nem por isso subordinou o embate político nacional apenas acima desta particularidade. Eu percebo isso e respeito enormemente esses colegas.
Apesar disso, por causa do ativismo LGBT às vezes exagerado, potencializado por uma mídia global que reconhecidamente aposta em favor dessas minorias, a população conservadora votou maciçamente em candidatos ditos homofóbicos, como é o caso do Bolsonaro e do Pastor Feliciano, registrando que o eleitor de direita conservadora é menos plural que o eleitor LGBT (nenhuma novidade). A nova composição da câmara ficou bem mais conservadora que a do período que está terminando. Na próxima eleição seria interessante ver a trajetória do Fidélix, e conferir se não foi criado um novo monstro. Em resumo, do ponto de vista político, o radicalismo das posições parece “favorecer” mais a resposta conservadora da sociedade e não a quem defende diretamente a sua causa (pelo menos do ponto de vista político-partidário).
Acho interessante valorizar este aspecto em favor da minoria LGBT e, da minha parte, achei bacana que este grupo se projete como parte de uma sociedade de todos (pelo menos na sua expressão política), abrindo espaço para a discussão fraterna, e chegando a adquirir a sua eventual igualdade de direitos pela via do conjunto da sociedade, sem radicalização e sem levar para a política partidária um assunto do convívio social (assim como outros aspectos da sociedade, do tipo religioso, por exemplo), observando que com isso a perda política poderia ser maior.
Claudio.SJ
7 de outubro de 2014 12:29 pmO futuro do pais está em suas mãos
O futuro do pais está em suas mãos
Se você realmente se preocupa com o futuro de sua família, com o pais onde vive e quer continuar a ter um emprego, uma vida digna, então pense bem antes de votar dia 26.
Temos dois candidatos que tem história de vida completamente diferente entre si.
A candidata Dilma tem uma história de lutas; é uma mulher guerreira, um passado sofrido; foi presa na ditadura, vitima de perseguição politica. Entretanto não há qualquer indicio que ela tivesse cometido algum ato ilícito que pudesse macular seu caráter.
Nas décadas de 80 e 90 ela atuou em Secretarias de Governos, municipal e estadual, no Rio Grande do Sul.
Foi ministra do presidente Lula, realizando um excelente trabalho no Ministério de Minas e Energias; e depois na Casa Civil.
Enquanto presidenta deu continuidade às transformações sociais iniciadas pelo presidente Lula, avançou muito e manteve o pais sob estabilidade econômica e financeira, minimizando os efeitos devastadores da crise mundial que começou no final do ano de 2008 e persiste até hoje.
A midia não mostra aos brasileiros, mas o Brasil está sendo um dos maiores canteiros de obras do mundo; e a Dilma é a grande condutora de toda essa complexidade administrativa que é governar um pais de extensão territorial gigantesca.
Agora, em relação ao candidato Aécio Neves podemos dizer que ele surgiu na politica graças à comoção nacional vivida com a morte de seu avô Tancredo Neves. Foi deputado federal, presidente da Câmara na época do governo do FHC. Foi conivente com a politica desastrada do FHC, que quebrou o Brasil 03 vezes, atingiu as maiores taxas de juros e de desemprego da história e foi fiador do maior desmonte do Estado com a privatização de empresas estatais.
Depois como governador do estado de Minas instaurou o choque de gestão, que culminou com a desvalorização do funcionalismo publico; com a estagnação da economia mineira; com a falta de investimento em obras de infra-estrutura; com a precarização do ensino publico e da saúde. Utilizou verba publica para fazer aeroporto na fazenda de seu tio. Foi processado por má gestão publica. Foi tido como autoritário por perseguir jornalistas e adversários; e por dominar a midia, a justiça e o poder publico mineiro.
Agora como senador da república, foi um dos mais ausentes, e teve somente um projeto aprovado no apagar das luzes.
Na vida pessoal, o senador mineiro tem uma fama de playboy bon vivant; que adora curtir as baladas em casas noturnas, principalmente no Leblon (Rio), regadas à bebidas e dizem que também é chegado a um pó. Foi flagrado pela policia do Rio sem carteira de habilitação e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Ingrid Mariana
7 de outubro de 2014 1:33 pmCampanha violenta… Olha o nível…
Relato da minha mãe ontem no metrô…
“Voltando do trabalho no metrô sentido Asa sul ~ Águas Claras entraram dois senhores entre 35 e 40 anos falando sobre religião, dizendo que Deus não aprova lesbiasnismo, que os gays vão tomar conta do Brasil, típico discurso homofóbico… De repente começaram a falar que a Dilma vai instalar o “inferno gay” na nação brasileira, quando dei por mim, começaram a pedir voto para o Aécio dizendo que ele era o único capaz de salvar o país da ideologia anti-cristã de Dilma Roussef. Desde a estação parkshopping eles entravam e saíam nos vagões fazendo esse discurso.”
Além disso, minha tia evangélica neo-petencostal anda por aí com esse mesmo discurso de “Dilma-sapatão” orientada pelas lideranças da igreja dela. A agressividade e o discurso de ódio impera. Situação muito tensa em Brasília. Não é à toa que Dilma tenha ficado em terceiro lugar, atrás de Marina e Aécio…
Humphrey Capuchinho
6 de novembro de 2014 6:43 amEssa linha Asa Sul – Águas Claras é muito conservadora
Ando nela e não tolero mais certos papos.
Diga para sua mãe mudar para o Rio, onde a maioria das cabeças ainda funciona bem.
Pedro Penido dos Anjos
7 de outubro de 2014 4:21 pm27 Motivos para Não Votar em
27 Motivos para Não Votar em Aécio Neves
Posted on06/10/2014by Fernando Nogueira da Costa
Após cada capítulo abaixo, há links para comprovar as denúncias contra o herdeiro da dinastia política dos Neves em MG.
CENSURA
1- Censurou a parte da imprensa mineira que ousou denunciar esquemas de corrupção quando era governador de MG.
2- Também tentou censurar o Google, Yahoo! e Bing, movendo um processo para retirada de links relacionados ao uso de drogas e ao desvio de verbas da saúde.
3- Mandou demitir um diretor da Globo de Minas Gerais após três reportagens que o desagradaram.
4- Mobiliza-se para não ser investigado: em 10 anos ele e seu sucessor Anastasia só permitiram 3 CPIs em Minas Gerais; mais de 70 foram barradas.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1425228-justica-nega-pedido-de-aecio-para-bloquear-buscas-na-internet.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/red/2003/09/262572.shtml
CORRUPÇÃO QUANDO FOI GOVERNADOR DE MINAS GERAIS
5- Foi processado por desviar R$ 4,3 bilhões da saúde.
6- Construiu 5 aeroportos em cidades com menos de 25 mil habitantes no entorno de sua fazenda.
7- Um dos aeroportos custou R$ 14 milhões e fica na fazenda de seu tio.
8- Pagou R$ 56 mil reais ao ex-ministro do STF Ayres Britto para arquivar a investigação de ilegalidade no aeroporto na fazenda de seu tio.
9- Quando governador, desapropriou um terreno de seu tio-avô no valor de R$ 1 milhão e fez o Estado pagar a ele uma indenização superfaturada de R$ 20 milhões.
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/aecio-neves-sera-julgado-por-desvio-de-r43-bilhoes-da-saude-2.html
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1488587-governo-de-minas-fez-aeroporto-em-terreno-de-tio-de-aecio.shtml
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/governo-de-aecio-fez-aeroporto-particular-de-r-14-milhoes
http://noticias.r7.com/minas-gerais/governo-de-minas-pode-pagar-r-34-milhoes-por-terreno-de-tio-avo-de-aecio-26072014
INFRINGINDO A LEI
10- Apesar de declarar apenas R$ 100 mil em bens, sua rádio tem uma frota de carros de luxo e de passeio no valor de mais de 1 milhão de reais.
11- Foi pego pela polícia dirigindo o carro de sua rádio, um Land Rover no valor de R$ 192.000,00. Estava embriagado e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
12- Troca de favores ou compra de votos? Quando era governador contratou 98 mil servidores públicos sem concurso e de maneira ilegal.
13- Nepotismo: com apenas 25 anos foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal por seu primo, o então Ministro da Fazenda Francisco Oswaldo Neves Dornelles. Segundo testemunho dos economiários da época, ele pouco a frequentava…
http://www.viomundo.com.br/politica/a-estranha-frota-de-luxo-da-radio-de-aecio-neves.html
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/04/aecio-neves-tem-habilitacao-apreendida-em-blitz-da-lei-seca-no-rio.html
http://noticias.r7.com/minas-gerais/stf-determina-dispensa-de-98-mil-servidores-da-educacao-em-minas-efetivados-sem-concurso-26032014
EDUCAÇÃO E SAÚDE
14- Durante seu governo, Minas Gerais passou a pagar o piso salarial mais baixo do Brasil a professores.
15- Aliás, tal piso era mais baixo que o permitido pela lei do piso salarial de professores, portanto, ilegal.
16- Diminuiu o salário-base dos médicos em Minas para apenas R$ 1.050,00 — o segundo mais baixo do Brasil.
17- Quando era governador de MG, pagou com dinheiro do Estado uma dívida da Rede Globo de US$ 269 milhões referente à compra da Light.
http://www.viomundo.com.br/denuncias/professores-de-minas-publicam-contracheques-para-provar-que-estado-e-psdb.html
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_governo_mineiro_e_a_globo
http://tijolaco.com.br/blog/?p=19821
ECONOMIA
18- Em 2013, quando Dilma anunciou redução de 20% na conta de luz, os tucanos de Minas se posicionaram contra. Pediram um aumento de 30%. Em vez de a conta abaixar, subiu 14,76% (que foi o que a Aneel aprovou).
19- Ele e seu sucessor fizeram a dívida de Minas crescer 127% em 11 anos.
http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/minas_gerais/494/CEMIG-aumenta-conta-de-luz-e-tenta-jogar-a-culpa-no-governo-federal.htm
http://www.blogdojoseprata.com.br/detalhe-noticia/minas-dos-tucanos-inseguranca-reajuste-da-luz-baixo-crescimento-lei-1002007-endividamento-origem-do-mensalao-
MENSALÃO TUCANO E PROTEGIDO DA IMPRENSA
20- Tem um dos réus do mensalão tucano como assessor: o publicitário Eduardo Guedes, acusado de desviar R$ 3,5 milhões para a empresa de Marcos Valério.
21- Tem em seu palanque em Minas o maior réu e mentor do mensalão tucano: seu antecessor no governo de MG, Eduardo Azeredo.
22- Seu primo, Rogério Lanza Tolentino, era braço direito de Marcos Valério e foi condenado por lavagem de dinheiro em MG.
23- Outro primo, Tancredo Aladin Rocha Tolentino, foi preso por vender sentenças judiciais. A Globo se calou.
24- Conseguiu um mandado de busca e apreensão para que a polícia invadisse o apartamento de uma jornalista: computador, HD externo, cds e celular foram apreendidos.
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/assessor-de-confianca-de-aecio-e-reu-do-mensalao-mineiro
http://tvuol.uol.com.br/video/eduardo-azeredo-participara-como-quiser-da-campanha-diz-aecio-neves-128-04020C183864D0815326
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/06/jornalista-tem-casa-invadida-pela-policia-rj-por-acao-de-aecioneves/
http://www.conjur.com.br/2012-fev-09/desembargador-mineiro-cobrava-180-mil-liminar-denuncia-mpf
SENADOR EXEMPLAR?!
25- Nos quatro anos como senador, apresentou menos projetos que o deputado Tiririca.
26- Gastou 63% do dinheiro com passagens de avião pagas pelo senado com viagens para o Rio de Janeiro. Apenas 27% das viagens foram para MG, estado que o elegeu senador.
27- Aliás, torrou 589 mil reais em passagens de avião para o Rio em pouco mais de 3 anos e meio como senador.
http://entretenimento.r7.com/blogs/sem-censura/2014/08/20/rapidinho-tiririca-e-considerado-melhor-candidato-comparado-a-aecio-neves/
http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,senador-usa-mais-verba-para-ir-ao-rio-que-a-bh-imp-,1012625
COMPORTAMENTO MACHISTA:
28- Segundo o jornalista Juca Kfouri, Aécio Neves bateu em sua ex-mulher, em público, em uma festa em hotel no Rio de Janeiro. Apesar de tentar censurar a matéria, Aécio perdeu na justiça, que não a considerou caluniosa.
http://blogdojuca.uol.com.br/2009/11/covardia-de-aecio-neves/
Follow “Cidad
Fernando J.
7 de outubro de 2014 4:24 pmNordeste Independente
[video:https://www.youtube.com/watch?v=0rBCKrgO3vg%5D
Alessandro
7 de outubro de 2014 6:21 pmO parodoxo de Aécio
O parodoxo de Aécio (ou: por que investigar os resultados do primeiro turno)
Aécio ganhar 14,5 pontos percentuais em 72h, sem nada capaz de explicar tal ascensão, “desafia a lógica e os fatos”, diz professor, estranhando o silêncio sobre a diferença entre votos dados ao tucano e o que previam as pesquisas
POR CONGRESSO EM FOCO | 07/10/2014 12:19
CATEGORIA(S): ECONOMIA BRASILEIRA, ELEIÇÕES 2014, FÓRUM, NOTÍCIAS, OUTROS DESTAQUe
Bajonas Teixeira de Brito Junior *
Imagine-se que um grupo de especuladores do mercado financeiro se dispusesse a manipular a eleição presidencial brasileira. Supondo que isso seja tecnicamente possível, pelo menos a quem se disponha a investir alguns milhões de dólares para ganhar de volta algumas centenas, talvez sequer fosse percebido pelas antenas sensíveis do país. A julgar pela excitação infantil dos comentaristas da Globonews ontem enquanto avançava a apuração da eleição presidencial, a capacidade de dar uma braçada contra a maré ― não diremos nadar, o que seria pedir demais ― foi definitivamente extinta da mídia brasileira. Ao invés de analisarem a situação, repetiram o mesmo mantra da “desidratação de Marina” e fingiram que Dilma não existia. Tudo parecia tão óbvio que dava para desconfiar.
Na segunda-feira (6) posterior ao resultado do primeiro turno, a bolsa subiu quase sete pontos e o dólar caiu significativamente. O contrário tinha acontecido na semana passada, na segunda, 29 de setembro, com baixas febris em ações, incluindo bancos privados (o Unibanco caindo 7.03%, o Bradesco recuando 7,03%) e estatais, como a Eletrobrás e a Petrobras (essa liderou a queda com 11,7%). O Banco do Brasil também caiu, 8,54%. Manipular nesse cenário, o da sétima economia mundial e um dos países com menor nível de controle e fiscalização, não promete pouco. As manipulações existem, ou melhor, as manipulações são a normalidade do nosso dia a dia. A imprensa, os partidos, os candidatos, os marqueteiros manipulam. O que foge à normalidade não é a manipulação, mas as grandes manipulações.
No Brasil, basta lembrar as bombas nas torres de transmissão de Furnas Centrais Elétricas em setembro de 1998. Em escala internacional, e incomparavelmente mais sofisticada, tivemos em abril de 2013 a invasão da conta do Twitter da agência norte-americana Associated Press (AP) e a informação de que a Casa Branca sofrera um atentado, e que Barack Obama estaria entre os feridos. O índice Dow Jones chegou a perder 130 pontos, e foram atingidos também o S&P 500 e o índice Nasdaq. Com o desmentido da Associated Press, as ações voltar a subir. Quem comprou na baixa e vendeu na alta, no breve espaço entre a notícia e o desmentido, obteve lucros astronômicos.
“Quem toma a sério a ideia de que, numa reta final sem novidades, o pacato e sorridente Aecinho poderia passar de 15% para 33,5% em três semanas?”
Penso que quem admitir, por hipótese, uma manipulação nas eleições brasileiras acreditará menos em milagres do quem tomar a sério a ideia de que, numa reta final sem novidades, depois de debates sem sobressaltos, na ausência de escândalos e comoções, o pacato e sorridente Aecinho poderia dar um salto tão extraordinário, mais que dobrando suas intenções de voto, e passando de 15% em 12 de setembro para 33,5% em 5 de outubro. Uma bagatela de 18,5 pontos a mais em coisa de três semanas. Quem algum dia apostaria em tamanho despautério? O panteão reunido das entidades sobrenaturais mineiras – O Chupacabra, a Mula sem Cabeça e o Zé Arigó ― não seria capaz de produzir tal prodígio. Ainda mais que não ungiram Aécio nem em seu próprio estado, onde Dilma ganhou.
Antes de entrar na análise propriamente dita, me parece interessante observar que o termômetro mais sensível que temos para a eleição, o seu impacto sobre o Facebook, não mostrou qualquer alteração em benefício de Aécio. No domingo, constava que na última semana Dilma apareceu nele com quase 11 milhões de menções (46%), Marina, com pouco mais de 6,5 milhões (28%), e Aécio com quase 6 milhões (26%). Nas últimas 24 horas antes da eleição, que poderia ter mostrado fortíssima oscilação em favor de Aécio, também nada de excepcional se verificou: Dilma teve 4 milhões de menções (49%), Marina 2,2 milhões (27%), e Aécio 2 milhões (24%).
Se algo pode ser deduzido daí, é que Dilma cresceu 24 horas anteriores à eleição, enquanto Marina e Aécio mostraram uma discreta imobilidade. Nunca, porém, que Aécio disparara em uma velocidade tão grande que não deixaria digitais, rastros ou qualquer marca no Facebook.
Podemos aproximar mais a linha do tempo, reduzindo as margens para analisar melhor o paradoxo aeciano. Na pesquisa Datafolha do dia 30 de setembro, Aécio apareceu com 20% das intenções de voto. Bastante distante do resultado final de 33,5%. Um crescimento de 20 para 33,5 pontos percentuais em uma semana certamente é coisa raríssima nos anais da crônica de eleições pelo mundo. Talvez na derrota de Cidadão Kane nas eleições em que era favorito absoluto. Mas ali tem o escândalo de uma vedete dentro do armário, que os inimigos vão buscar. E, como dizem os franceses, foi preciso fazer só o óbvio: cherchez la femme. Mas aqui estamos Muito além de cidadão Kane. Nada disso ocorre. Não há vedete nem dançarina, nenhum escândalo, nenhuma revelação chocante. A situação desafia todos os cânones da fria razão. Recapitulemos brevemente os dados mais significativos sobre a evolução dos candidatos.
Na pesquisa do Datafolha de 10 de setembro, tínhamos Dilma com 36%, Marina com 33% e Aécio com 15%. Já dois dias depois, em 12 de setembro, na pesquisa do Ibope, Dilma subiu para 39%, Marina caiu para 31% e Aécio continuou com seus 15%. Nova pesquisa do Datafolha em 19 de setembro, mostrou que essa tendência se confirmava: Dilma 37%, Marina, 30%, e Aécio, 17%. Dentro da margem de erro, Dilma poderia estar com 39, dois pontos para mais. Aécio com 19, e Marina, com 28. Seria o esperado. É quase o que se tem na pesquisa do Datafolha de 23 de setembro: Dilma aparece com 38%, Marina 29% e Aécio 19%. Assim, verifica-se uma tendência à queda de Marina, refletindo os tropeços que trouxeram luz sobre as inconsistências da candidatura.
Até aqui, salvo a virada messiânica que fez Marina ascender às grimpas, explicável numa população supersticiosa que se alimenta de novelas há tanto tempo, tudo é bem plausível. Até mais que isso, a queda de Marina parecia refletir uma guinada em direção à realidade contra o encantamento do mundo. O surto, tudo indicava, tinha dado lugar à lucidez meridiana.
Para confirmar esse diagnóstico, tivemos duas pesquisas atestando a mesma tendência, ambasdivulgadas no sábado dia 4, ou seja, um dia antes da eleição do domingo, 5. A pesquisa Ibope, dava Dilma com 46% dos votos válidos e Aécio com 27% e o Datafolha apurava 44% dos votos válidos para Dilma e 26% para Aécio. Desprezando o fato de que as pesquisas não tratam ambas de votos válidos, mas ficando apenas na proporcionalidade que indicam, Dilma foi de 37 a 46, entre 19 de setembro e 04 de outubro, subindo 9 pontos. Aécio, foi no mesmo período de 19 a 27, ganhando 8 pontos. Nada, portanto, que fugisse ao script da nossa vã filosofia e da clarividência científica. Artigo sobre a pesquisa no G1 começava com as seguintes palavras:
“Pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas neste sábado (4) mostram que a candidata Dilma Rousseff (PT) continua na liderança isolada na disputa pela Presidência da República, mas ainda não tem pontuação suficiente para vencer no 1º turno.”
Note-se que é dito que Dilma ocupa a “liderança isolada”. Por mais que o movimento fosse de ascensão para Aécio, não chegava a ser um movimento vertiginoso e irrefreável. Tanto mais que Dilma movia-se também em sentido ascendente.
Portanto, a subida de Aécio não se explica por uma brusca queda de Dilma. Agora, a passagem de Aécio, tomando os dados do Ibope, de 19% no dia 2 de outubro para 33,5% no dia 5, desafia toda sanidade. São as leis do mundo reais, tridimensional, movido por causas e efeitos, que são vilipendiadas. Em suma, a subida de 14,5 pontos em três dias, 72 horas, é ridícula. Nem Marina, com a hecatombe da morte de Eduardo Campos, passou por uma virada tão estrambótica. Há ainda o agravante de que no caso de Aécio, nada de comovente ocorreu. Nenhum fenômeno (natural ou sobrenatural) que pudesse abalar, chocar, desestabilizar uma parte do eleitorado foi verificado. Foram debates mornos, nada eletrizantes. Como é possível que, em condições tão sóbrias e mundanas, tão contidas dentro das rédeas da previsibilidade, o cavalo do imprevisível tenha desembestado?
Aécio não teve nenhum desempenho brilhante nos debates. Nem Dilma foi submetida a qualquer rolo compressor. Nada ocorreu fora do riscado. Tudo normal. Ora, a natureza não dá saltos. E como explicar tanta bananada para tão pouca banana, como dizia minha avó? Se trata de um efeito sem causas? Mas não existem efeitos sem causas, assim como não existe mula sem cabeça. Até a mágica, que parece não ter causas, é feita a partir de truques de manipulação muito concretos.
Se o empate técnico de Marina e Aécio só foi registrado na pesquisa divulgada na quinta-feira dia 2, vamos crer que na data da eleição, três dias depois, Aécio estaria com 34% dos votos e Marina com 21%, ou seja, uma diferença de 13 pontos percentuais em 72 horas? E logo Aécio, tão pacato, tão pouco dado a arroubos e sobressaltos. Como seria ele capaz de provocar esse estouro da boiada? Isso é absurdo. Por mais que o Brasil esteja habituado, faz muito tempo, às formas mais variadas de demência, despautério, despropósito, alucinação e o mais, não se deve aceitar passivamente uma situação tão despropositada. Seria o cúmulo da ingenuidade correr para dizer que os institutos de pesquisa erram quando, para qualquer observador sereno, são os fatos, em especial as percentagens, que se mostram suspeitos.
“Nos lugares em que se esperaria uma maior maturidade da classe média, ela se mostrou o segmento social mais perdido”
Da minha parte, não sei por que o silêncio paira tão espesso sobre fatos tão óbvios, e ninguém levanta a voz para dizer que o rei está nu. Talvez isso se deva ao fato de a classe média brasileira, o locus de onde costuma sair aquilo que se chama opinião pública, tenha perdido de vez a capacidade de refletir.
Dificilmente essa eleição deixará de entrar para a história brasileira como um ponto de mutação. Não evidentemente da política, que continuará marcada pela força do latifúndio (agronegócio), das empreiteiras e da corrupção. O que se cristalizou com uma força assustadora foi o completo esvaziamento do senso da classe média ― não estou falando em senso crítico, mas apenas na modesta capacidade de julgamento normal, médio, de qualquer cidadão. Esse déficit parece ter sido mais sentido nos centros mais urbanizados onde, pelas teorias clássicas da sociologia, seria menos esperado. Ou seja, nos lugares em que se esperaria uma maior maturidade da classe média, ela se mostrou o segmento social mais perdido.
Certamente essas eleições se desenvolveram como Janus, com duas faces, uma muito marketizada, colorida e sorridente, e outra tenebrosa, pontuada pela desesperança e pela cruel constatação da falta de opção. O eleitor se viu emparedado entre o deserto e a miragem, e talvez, no fim, tenha preferido mergulhar no delírio. Basta analisar minimamente o perfil dos candidatos para ver que “grandes são os desertos”.
Raspando um pouco a maquiagem colorida, os candidatos aparecem como figuras essencialmente retrógradas e exemplos muito límpidos da velha tradição da política brasileira. A tradição dos herdeiros e apadrinhados. Dilma, evidentemente, sem nunca ter ocupado cargo eletivo, nem de vereadora, chegou à presidência por milagre emanado de Lula. Aécio, que também nunca precisou fazer força pelo voto, embora tenha sido eleito várias vezes, é o neto ungido pelo avô Tancredo. Na verdade, é quase um sarcófago vivo que carrega as cinzas e as relíquias de prestígio do antepassado. Marina (a única para quem a alcunha de herdeira seria forçada, ao menos até sua parceria com a herdeira do Itaú) é a fiel depositária de vontade póstuma de Eduardo Campos que, por sua vez, foi o delfim do avô, Miguel Arraes, e, por fim, Luciana Genro, que aparece na rabeira, é filha de Tarso Genro, governador, ex-ministro da Educação, ex-ministro das Relações Institucionais, ex-ministro da Justiça, ex-presidente nacional do PT. Nesse quadro, ainda mais considerando a falta quase completa de programa inovador dos partidos, não se vê nada que pudesse apontar alguma luz no fim do túnel.
Em torno desses personagens com clara fixação nas modalidades antigas de identidade política, uma classe média tresloucada se viu chamada a decidir. Ela poderia ter sido o fiel da balança, mas foi na verdade o biruta de aeroporto, aquela touca sem cabeça que indica para onde apontam os ventos. Assim, essa cabeça de vento, sem peso, sem decisão, sem lastro, apontou em diversas direções, subindo e descendo à força das imagens construídas pelo momento, pelas ênfases da mídia ou pelo pânico de boiada. Extremamente gelatinosa e volúvel, essa classe média migrou de Aécio para Marina, por motivos messiânicos logo depois da morte de Eduardo Campos. O avião que caiu dos céus seria a estrela cadente, sinal celeste seguro de que Marina era a eleita do senhor.
Agora é ver se o resultado das eleições será aceito por todos os brasileiros, como se o país fosse formado por milhões de aloprados espalhados por vasto território. Quem cala consente e aceita. O mais provável é que o fetichismo da modernidade cosmética, das urnas eletrônicas hermeticamente lacradas e da infalibilidade dos tribunais superiores, como a antiga infalibilidade do papa, já de antemão tenham vacinado o eleitorado contra qualquer fagulha reflexiva. Mas se até os Estados Unidos não se vexou de proceder a uma recontagem de votos, reconhecendo que através dela se conferia legitimidades às eleições presidenciais, não se vê motivos que impediriam de colocar a questão para o Brasil.
* Bajonas Teixeira de Brito Junior é doutor em Filosofia, duas vezes premiado pelo Ministério da Cultura por seus ensaios sobre o pensamento social e cultura no Brasil, professor universitário e escritor.
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/o-parodoxo-de-aecio-ou-por-que-investigar-os-resultados-do-primeiro-turno/
Mara L. Baraúna
7 de outubro de 2014 9:36 pm32 capas para lembrar do Brasil dos anos 90 e governo FHC
Com Aécio vem Armínio Fraga e toda a turma do FHC
Fonte: Plantão Brasil, por Thiago dos Reis
Retirado de: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/05/26/tem-saudade-do-fantasma-fhc-lembra-do-que-ele-fez/#.VDJrjlA42tU.facebook
Leia aqui a notícia inteira
Mara L. Baraúna
8 de outubro de 2014 1:10 amSubida de 14,5 pontos de Aécio em 72 horas deve ser investigada
Subida de 14,5 pontos de Aécio em 72 horas precisa ser investigada
Fonte: Viomundo
O parodoxo de Aécio (ou: por que investigar os resultados do primeiro turno)
Aécio ganhar 14,5 pontos percentuais em 72h, sem nada capaz de explicar tal ascensão, “desafia a lógica e os fatos”, diz professor, estranhando o silêncio sobre a diferença entre votos dados ao tucano e o que previam as pesquisas
por Congresso em Foco | 07/10/2014 12:19
por Bajonas Teixeira de Brito Junior *
Imagine-se que um grupo de especuladores do mercado financeiro se dispusesse a manipular a eleição presidencial brasileira.
Supondo que isso seja tecnicamente possível, pelo menos a quem se disponha a investir alguns milhões de dólares para ganhar de volta algumas centenas, talvez sequer fosse percebido pelas antenas sensíveis do país.
A julgar pela excitação infantil dos comentaristas da Globonews ontem enquanto avançava a apuração da eleição presidencial, a capacidade de dar uma braçada contra a maré ― não diremos nadar, o que seria pedir demais ― foi definitivamente extinta da mídia brasileira.
Ao invés de analisarem a situação, repetiram o mesmo mantra da “desidratação de Marina” e fingiram que Dilma não existia. Tudo parecia tão óbvio que dava para desconfiar.
Na segunda-feira (6) posterior ao resultado do primeiro turno, a bolsa subiu quase sete pontos e o dólar caiu significativamente.
O contrário tinha acontecido na semana passada, na segunda, 29 de setembro, com baixas febris em ações, incluindo bancos privados (o Unibanco caindo 7.03%, o Bradesco recuando 7,03%) e estatais, como a Eletrobrás e a Petrobras (essa liderou a queda com 11,7%). O Banco do Brasil também caiu, 8,54%.
Manipular nesse cenário, o da sétima economia mundial e um dos países com menor nível de controle e fiscalização, não promete pouco. As manipulações existem, ou melhor, as manipulações são a normalidade do nosso dia a dia.
A imprensa, os partidos, os candidatos, os marqueteiros manipulam. O que foge à normalidade não é a manipulação, mas as grandes manipulações.
No Brasil, basta lembrar as bombas nas torres de transmissão de Furnas Centrais Elétricas em setembro de 1998. Em escala internacional, e incomparavelmente mais sofisticada, tivemos em abril de 2013 a invasão da conta do Twitter da agência norte-americana Associated Press (AP) e a informação de que a Casa Branca sofrera um atentado, e que Barack Obama estaria entre os feridos.
O índice Dow Jones chegou a perder 130 pontos, e foram atingidos também o S&P 500 e o índice Nasdaq. Com o desmentido da Associated Press, as ações voltar a subir. Quem comprou na baixa e vendeu na alta, no breve espaço entre a notícia e o desmentido, obteve lucros astronômicos.
“Quem toma a sério a ideia de que, numa reta final sem novidades, o pacato e sorridente Aecinho poderia passar de 15% para 33,5% em três semanas?”
Penso que quem admitir, por hipótese, uma manipulação nas eleições brasileiras acreditará menos em milagres do quem tomar a sério a ideia de que, numa reta final sem novidades, depois de debates sem sobressaltos, na ausência de escândalos e comoções, o pacato e sorridente Aecinho poderia dar um salto tão extraordinário, mais que dobrando suas intenções de voto, e passando de 15% em 12 de setembro para 33,5% em 5 de outubro.
Uma bagatela de 18,5 pontos a mais em coisa de três semanas.
Quem algum dia apostaria em tamanho despautério? O panteão reunido das entidades sobrenaturais mineiras – O Chupacabra, a Mula sem Cabeça e o Zé Arigó ― não seria capaz de produzir tal prodígio. Ainda mais que não ungiram Aécio nem em seu próprio estado, onde Dilma ganhou.
Antes de entrar na análise propriamente dita, me parece interessante observar que o termômetro mais sensível que temos para a eleição, o seu impacto sobre o Facebook, não mostrou qualquer alteração em benefício de Aécio.
No domingo, constava que na última semana Dilma apareceu nele com quase 11 milhões de menções (46%), Marina, com pouco mais de 6,5 milhões (28%), e Aécio com quase 6 milhões (26%).
Nas últimas 24 horas antes da eleição, que poderia ter mostrado fortíssima oscilação em favor de Aécio, também nada de excepcional se verificou: Dilma teve 4 milhões de menções (49%), Marina 2,2 milhões (27%), e Aécio 2 milhões (24%).
Se algo pode ser deduzido daí, é que Dilma cresceu 24 horas anteriores à eleição, enquanto Marina e Aécio mostraram uma discreta imobilidade. Nunca, porém, que Aécio disparara em uma velocidade tão grande que não deixaria digitais, rastros ou qualquer marca no Facebook.
Podemos aproximar mais a linha do tempo, reduzindo as margens para analisar melhor o paradoxo aeciano.
Na pesquisa Datafolha do dia 30 de setembro, Aécio apareceu com 20% das intenções de voto. Bastante distante do resultado final de 33,5%. Um crescimento de 20 para 33,5 pontos percentuais em uma semana certamente é coisa raríssima nos anais da crônica de eleições pelo mundo.
Talvez na derrota de Cidadão Kane nas eleições em que era favorito absoluto. Mas ali tem o escândalo de uma vedete dentro do armário, que os inimigos vão buscar. E, como dizem os franceses, foi preciso fazer só o óbvio: cherchez la femme. Mas aqui estamos Muito além de cidadão Kane. Nada disso ocorre. Não há vedete nem dançarina, nenhum escândalo, nenhuma revelação chocante.
A situação desafia todos os cânones da fria razão. Recapitulemos brevemente os dados mais significativos sobre a evolução dos candidatos.
Na pesquisa do Datafolha de 10 de setembro, tínhamos Dilma com 36%, Marina com 33% e Aécio com 15%. Já dois dias depois, em 12 de setembro, na pesquisa do Ibope, Dilma subiu para 39%, Marina caiu para 31% e Aécio continuou com seus 15%. Nova pesquisa do Datafolha em 19 de setembro, mostrou que essa tendência se confirmava: Dilma 37%, Marina, 30%, e Aécio, 17%. Dentro da margem de erro, Dilma poderia estar com 39, dois pontos para mais. Aécio com 19, e Marina, com 28. Seria o esperado.
É quase o que se tem na pesquisa do Datafolha de 23 de setembro: Dilma aparece com 38%, Marina 29% e Aécio 19%. Assim, verifica-se uma tendência à queda de Marina, refletindo os tropeços que trouxeram luz sobre as inconsistências da candidatura.
Até aqui, salvo a virada messiânica que fez Marina ascender às grimpas, explicável numa população supersticiosa que se alimenta de novelas há tanto tempo, tudo é bem plausível.
Até mais que isso, a queda de Marina parecia refletir uma guinada em direção à realidade contra o encantamento do mundo. O surto, tudo indicava, tinha dado lugar à lucidez meridiana.
Para confirmar esse diagnóstico, tivemos duas pesquisas atestando a mesma tendência, ambas divulgadas no sábado dia 4, ou seja, um dia antes da eleição do domingo, 5.
A pesquisa Ibope, dava Dilma com 46% dos votos válidos e Aécio com 27% e o Datafolha apurava 44% dos votos válidos para Dilma e 26% para Aécio.
Desprezando o fato de que as pesquisas não tratam ambas de votos válidos, mas ficando apenas na proporcionalidade que indicam, Dilma foi de 37 a 46, entre 19 de setembro e 04 de outubro, subindo 9 pontos. Aécio, foi no mesmo período de 19 a 27, ganhando 8 pontos. Nada, portanto, que fugisse ao script da nossa vã filosofia e da clarividência científica. Artigo sobre a pesquisa no G1 começava com as seguintes palavras:
“Pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas neste sábado (4) mostram que a candidata Dilma Rousseff (PT) continua na liderança isolada na disputa pela Presidência da República, mas ainda não tem pontuação suficiente para vencer no 1º turno.”
Note-se que é dito que Dilma ocupa a “liderança isolada”. Por mais que o movimento fosse de ascensão para Aécio, não chegava a ser um movimento vertiginoso e irrefreável. Tanto mais que Dilma movia-se também em sentido ascendente.
Portanto, a subida de Aécio não se explica por uma brusca queda de Dilma. Agora, a passagem de Aécio, tomando os dados do Ibope, de 19% no dia 2 de outubro para 33,5% no dia 5, desafia toda sanidade.
São as leis do mundo reais, tridimensional, movido por causas e efeitos, que são vilipendiadas. Em suma, a subida de 14,5 pontos em três dias, 72 horas, é ridícula.
Nem Marina, com a hecatombe da morte de Eduardo Campos, passou por uma virada tão estrambótica.
Há ainda o agravante de que no caso de Aécio, nada de comovente ocorreu. Nenhum fenômeno (natural ou sobrenatural) que pudesse abalar, chocar, desestabilizar uma parte do eleitorado foi verificado.
Foram debates mornos, nada eletrizantes. Como é possível que, em condições tão sóbrias e mundanas, tão contidas dentro das rédeas da previsibilidade, o cavalo do imprevisível tenha desembestado?
Aécio não teve nenhum desempenho brilhante nos debates. Nem Dilma foi submetida a qualquer rolo compressor. Nada ocorreu fora do riscado. Tudo normal. Ora, a natureza não dá saltos. E como explicar tanta bananada para tão pouca banana, como dizia minha avó? Se trata de um efeito sem causas? Mas não existem efeitos sem causas, assim como não existe mula sem cabeça. Até a mágica, que parece não ter causas, é feita a partir de truques de manipulação muito concretos.
Se o empate técnico de Marina e Aécio só foi registrado na pesquisa divulgada na quinta-feira dia 2, vamos crer que na data da eleição, três dias depois, Aécio estaria com 34% dos votos e Marina com 21%, ou seja, uma diferença de 13 pontos percentuais em 72 horas?
E logo Aécio, tão pacato, tão pouco dado a arroubos e sobressaltos.
Como seria ele capaz de provocar esse estouro da boiada? Isso é absurdo. Por mais que o Brasil esteja habituado, faz muito tempo, às formas mais variadas de demência, despautério, despropósito, alucinação e o mais, não se deve aceitar passivamente uma situação tão despropositada. Seria o cúmulo da ingenuidade correr para dizer que os institutos de pesquisa erram quando, para qualquer observador sereno, são os fatos, em especial as percentagens, que se mostram suspeitos.
“Nos lugares em que se esperaria uma maior maturidade da classe média, ela se mostrou o segmento social mais perdido”
Da minha parte, não sei por que o silêncio paira tão espesso sobre fatos tão óbvios, e ninguém levanta a voz para dizer que o rei está nu.
Talvez isso se deva ao fato de a classe média brasileira, o locus de onde costuma sair aquilo que se chama opinião pública, tenha perdido de vez a capacidade de refletir.
Dificilmente essa eleição deixará de entrar para a história brasileira como um ponto de mutação.
Não evidentemente da política, que continuará marcada pela força do latifúndio (agronegócio), das empreiteiras e da corrupção.
O que se cristalizou com uma força assustadora foi o completo esvaziamento do senso da classe média ― não estou falando em senso crítico, mas apenas na modesta capacidade de julgamento normal, médio, de qualquer cidadão.
Esse déficit parece ter sido mais sentido nos centros mais urbanizados onde, pelas teorias clássicas da sociologia, seria menos esperado.
Ou seja, nos lugares em que se esperaria uma maior maturidade da classe média, ela se mostrou o segmento social mais perdido.
Certamente essas eleições se desenvolveram como Janus, com duas faces, uma muito marketizada, colorida e sorridente, e outra tenebrosa, pontuada pela desesperança e pela cruel constatação da falta de opção.
O eleitor se viu emparedado entre o deserto e a miragem, e talvez, no fim, tenha preferido mergulhar no delírio. Basta analisar minimamente o perfil dos candidatos para ver que “grandes são os desertos”.
Raspando um pouco a maquiagem colorida, os candidatos aparecem como figuras essencialmente retrógradas e exemplos muito límpidos da velha tradição da política brasileira. A tradição dos herdeiros e apadrinhados.
Dilma, evidentemente, sem nunca ter ocupado cargo eletivo, nem de vereadora, chegou à presidência por milagre emanado de Lula.
Aécio, que também nunca precisou fazer força pelo voto, embora tenha sido eleito várias vezes, é o neto ungido pelo avô Tancredo. Na verdade, é quase um sarcófago vivo que carrega as cinzas e as relíquias de prestígio do antepassado.
Marina (a única para quem a alcunha de herdeira seria forçada, ao menos até sua parceria com a herdeira do Itaú) é a fiel depositária de vontade póstuma de Eduardo Campos que, por sua vez, foi o delfim do avô, Miguel Arraes, e, por fim, Luciana Genro, que aparece na rabeira, é filha de Tarso Genro, governador, ex-ministro da Educação, ex-ministro das Relações Institucionais, ex-ministro da Justiça, ex-presidente nacional do PT.
Nesse quadro, ainda mais considerando a falta quase completa de programa inovador dos partidos, não se vê nada que pudesse apontar alguma luz no fim do túnel.
Em torno desses personagens com clara fixação nas modalidades antigas de identidade política, uma classe média tresloucada se viu chamada a decidir.
Ela poderia ter sido o fiel da balança, mas foi na verdade o biruta de aeroporto, aquela touca sem cabeça que indica para onde apontam os ventos.
Assim, essa cabeça de vento, sem peso, sem decisão, sem lastro, apontou em diversas direções, subindo e descendo à força das imagens construídas pelo momento, pelas ênfases da mídia ou pelo pânico de boiada.
Extremamente gelatinosa e volúvel, essa classe média migrou de Aécio para Marina, por motivos messiânicos logo depois da morte de Eduardo Campos.
O avião que caiu dos céus seria a estrela cadente, sinal celeste seguro de que Marina era a eleita do senhor.
Agora é ver se o resultado das eleições será aceito por todos os brasileiros, como se o país fosse formado por milhões de aloprados espalhados por vasto território. Quem cala consente e aceita.
O mais provável é que o fetichismo da modernidade cosmética, das urnas eletrônicas hermeticamente lacradas e da infalibilidade dos tribunais superiores, como a antiga infalibilidade do papa, já de antemão tenham vacinado o eleitorado contra qualquer fagulha reflexiva.
Mas se até os Estados Unidos não se vexou de proceder a uma recontagem de votos, reconhecendo que através dela se conferia legitimidades às eleições presidenciais, não se vê motivos que impediriam de colocar a questão para o Brasil.
* Bajonas Teixeira de Brito Junior é doutor em Filosofia, duas vezes premiado pelo Ministério da Cultura por seus ensaios sobre o pensamento social e cultura no Brasil, professor universitário e escritor.