
Mídia que foi unanimemente contra a desapropriação para preservação e criação de parque, deveria comparecer à inauguração
Os mais jovens talvez não se lembrem da Mansão dos Matarazzo, bem no meio da Avenida Paulista, ocupando uma quadra.
Uma das primeiras e mais corajosas decisões de Luiza Erundina, ao ser eleita prefeita, foi desapropriar a mansão e seu terreno para preservar o imóvel e fazer um jardim na área que a circundava.
A mídia nativa, que batia na prefeita do PT por qualquer motivo, encontrou então um prato cheio. Manchetes diárias diziam da irresponsabilidade e da ignorância de Luiza. Insistiam que o custo da desapropriação era exorbitante, que a mansão não tinha valor arquitetônico ou histórico e etc. A mansão era linda, e tão só por ser residência dessa família, pioneira na industrialização e símbolo da burguesia de origem em imigrantes, tinha sim valor histórico. Mais ainda, poderia ser museu, local de recreação, espaço vazio em meio a prédios, era muitíssimo importante em uma região em que são milhares os trabalhadores e poucas as áreas verdes.
Esse mesmo setor conservador, tão poderoso em São Paulo, impulsionou ações judiciais da família, pressionou juízes e finalmente, conseguiu anular a desapropriação.
No lugar do parque-museu-mansão, teremos agora mais um shopping e torre. Seria interessante ver na inauguração , comemorando, representantes dessas mesmas mídias, os jornalistas, os políticos, os magistrados, enfim os que tanto combateram o projeto. Poderiam eles se esbaldar, comendo um hambúrguer no Mc Donald’s, tomando um café no Starbrucks, comprar um tênis Kids etc.
A sociedade deveria preparar uma exposição dessas mídias e artigos, tanto como as decisões judiciais, em painéis, em frente ao empreendimento ou em algum outro lugar, no período de inauguração. serviria para recordamos, lamentarmos, aprendermos que devemos resistir se tivermos novas oportunidades para termos uma cidade mais humanizada, mais atraente, mais aberta, verde, democrática.
Percival Maricato
Assis Ribeiro
3 de outubro de 2014 2:05 pmGonzaguinha:
Viver essa longa avenida de gás neon
Portas de ouro e prata
Falsos sonhos nessas noites de verão
Faces coloridas, farsas de alegria
Beijo sem sabor
Gestos clandestinos tontos e sedentos de amor
Espinhos, rosas, risos, pranto e tanto desamor
Corte, cicatrizes, gritos engasgados
Lágrimas de dor
Máscaras no rosto, continua a festa
No sorriso o sal
A orquestra geme as dores do palhaço
Triste marginal
Ai de quem mergulhar nesse mar de veneno
Nessa lama enfeitada, nesse sangue das taças
Temendo sofrer
Ai de quem quer negar esse mar de veneno
Mil vezes maldito na inconsciência
Athos
3 de outubro de 2014 2:06 pmIsso prós engravatados.Já
Isso é para os engravatados. Quanto vai custar um cafezinho ali?
Já imaginou quantas torres do Minha Casa Minha Vida caberiam ali?
Vamos democratizar este espaço colocando pobre dentro.
Seria ótimo para a imagem do paulistano que tem facha de intolerante.
Com o tempo, seria possível até organizar excursões de gringos para eles verem in loco como vivem os pobres no Brasil.
Ótimo para a imagem da cidade.
Já é feito no Rio. É tipo um zoológico.
O gringo fica no carro como no simba safari. O carro vai andando e o guia vai descrevendo a maravilha que é a favela!
Fatura 12bi por ano não sei pra quem mas fatura.
Vini
3 de outubro de 2014 2:06 pmIsso me lembra a demolição do Palácio Monroe
É uma vergonha o triste papel da mídia nativa. Vale a pena lembrar que a demolição do Palácio Monroe, localizado na Cinelândia, no centro do Rio, foi defendida pelo jornal O Globo. Não sei ainda quais eram os interesses por trás da demolição. Parece que até o grande Lúcio Costa participara desse campanha absurda.
Para quem quiser saber mais sobre essa história, recomendo a leitura do artigo da Wikipedia sobre o referido prédio: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_Monroe
Ah, também sugiro ver as fotos da demolição em O Globo: http://acervo.oglobo.globo.com/fotogalerias/demolicao-do-palacio-monroe-9251107
Sugiro ainda o texto: http://www.almacarioca.com.br/monroe.htm
Motta Araujo
3 de outubro de 2014 2:53 pmMas que midia, o Presidente
Mas que midia, o Presidente Geisel mandou derrubar o Monroe, foi a meu ver um erro, o Palacio era um edificio historico embora feio, me lembro que muita gente protestou, inclusive muitos jornais, mas Geisel era autoritario e não quis saber,
porque querem colocar a culpa de tudo na midia? Já virou uma psicose.
No caso da Mansão Matarazzo, a familia queria vender rápido para fazer dinheiro, a Prefeitura não tinha como aprovar uma desapropriação com essa rapidez, os Matarazzo precisavam de caixa, na desapropriação só iriam ver a cor do dinheiro em vinte anos, não teria nenhuma logica desapropriar um imovel de 100 milhões de dolares para fazer um “”Museu do Trabalhador””, era uma ideia maluca que não tinha como vingar, um capricho da Erundina.
Vini
4 de outubro de 2014 3:36 amParece que houve um endosso
Parece que houve um endosso forte da mídia na época para derrubada do referido palácio, com edosso inclusive do Lúcio Costa. A mídia não derrubou, mas foi responsável em provocar, como sempre, respaldo junto a opinião pública. No final foi o Geisel quem comandou a demolição, mas acho que esse deve ter sido um dos menores de seus pecados…
Por outro lado, em nome da especulação imobiliária, muitos outros prédios históricos e pavilhões construídos para as grandes exposições no Rio, em 1906 e 1922, foram demolidos. Uma pena… eram muito bonitos, e ainda hoje poderiam abrigar uma série de museus e centros culturais, como ocorre hoje em Paris. Lá, como aqui, houve lobby para derrubar esses prédios, e inclusive a torre Eiffel, mas não conseguiram.
Aqui no Rio, verdade seja dita, ainda temos um grande número de prédios históricos e arquitetônicamente representativos que estão em más condições, um grande patrimônio completamente abandonado. Entra ano e sai ano, prédios são queimados ou desabam e abrem espaço a especulação imobiliária.
Além de espaços com fins culturais, poderiam abrigar moradias, com fim social ou ser modernizados para abrigar escritórios, albergues, hotéis, entre outras coisas. Não sou daqueles que idolatram o que vem de fora em desprezam o que temos, mas nesse ponto, poderíamos ou deveríamos nos inspirar nas cidades européias que se modernizaram preservando a história arquitetônica.
Motta Araujo
3 de outubro de 2014 2:42 pmO custo do metro quadrado do
O custo do metro quadrado do terreno não justificaria fazer ali um museu, São Paulo tem areas que já são do poder publico ou areas centrais mas degradadas para se erguer museus onde o custo da desapropriação seria minimo, como a Avenida Nove de Julho entre a praça das Bandeiras e o Tunel, toda a Avenida dos Bandeirantes que está vazia,
grande parte da Avenida da Luz, da Av.Toradentes, boa parte do centro velho de São paulo está sem uso, lugar para museu é o que não falta.
Na propria região da Paulista havia o antigo Hospital Matarazzo, lindo, todo de marmore, ficou fechado e apor 20 anos, porque a Prefeitura não desapropriou ou comprou, era da Previ, do mesmo campo politico da Prefeita. Hoje já é tarde, será mais um shopping, depois de vinte anos de ter aquele imenso edificio trancado.
A casa dos Matarazzo estava com penhoras e a familia precisava de parte do valor para sua sobrevivencia, eles quiseram vender o mais rápido possivel, a ideia de um museu ali não era viavel, prevaleceu o bom senso e não tem nada a ver com midia e sim com os problemas naturais da queda de um outrora grande imperio industrial.
São Paulo tem mais museus do que qualquer cidade brasileira, a maioria mal cuidados, precisamos cuidar melhor do que já existe, antes de fazer novos, o Museu do Ipiranga está fechado, o predio do antigo Detran que deveria ser o Museu de Arte Contemporanea ainda precisa de muito investimento, o MASP tambem precisa de renovação, tem muita coisa a fazer na area antes de inventar coisa nova.
evandro condé de lima
3 de outubro de 2014 3:21 pmUm adendo.
Motta, sou dos que leio e admiro teus comentários – embora discorde de alguns. Mas o problema maior,acredito, é a total falta de planejamento urbano decente no Brasil. Como acredito que você seja mais viajado que eu: conheces alguma cidade que seja realmente agradável e bonita(fora nichos minúsculos)? Vá a qualquer micro,pequena,média ou grande cidade brasileira e verás como se trata o problema da urbanização (e/ou preservação). Outro dia vendo reportagem sobre São Joaquim (S.C.) onde julgava ser uma cidadezinha do sul, bonitinha, agradável, fiquei decepcionado.
Aqui em BH, canso de ver novas avenidas em novos bairros com duas pistas e meia de cada lado, com estacionamento paralelo, óbvio. Dá para imaginar o que acontece quando precisa-se de fluxo. Em BsAa., as avenidas feitas sei lá a quanto tempo, são seis pistas de mão, e com passeio largo.
Quanto a preservação ou não, não se vê realmente um política, diria, de Estado; como você mesmo mostrou, é entrar na justiça, ou vir nova administração (onde interesses promovem qualquer alteração em leis de uso e ocupação de solo), que lá se vai qualquer boa intenção.
E aproveitando, tenho de concordar que é melhor cuidar melhor do que existe do que criar isso e aquilo e abandonar a Deus dará.
Maria Luisa
3 de outubro de 2014 3:20 pmOs neo-colonozidos
Os jornalistas irem à inauguração de mais um monumento kitsh em Sampa ?! Eles vão a Paris, Roma, Londres, onde adoram dizer que a arquitertura preservada, demonstra o quanto esses povos são civilizados.
Assis Ribeiro
3 de outubro de 2014 5:42 pm(Sem título)
Caetano.
3 de outubro de 2014 3:35 pmEu me lembro muito bem:
Eu me lembro muito bem: Erundina e suas ideias malucas receberam merecida crítica. Ela quis usar a posse da mansão como símbolo da tomada do poder pelos operários, coisa de cabecinha ideológica e pequena.
Lindomar-SP
4 de outubro de 2014 3:53 amEssa Senhora era (e ainda é)
Essa Senhora era (e ainda é) uma ridícula, assim como tudo no governo dela e do PT em geral. Quando ela entrou todas as obras iniciadas pelo Janio Quadros foram paralisadas por birra. Ela liberou o comércio ambulante no centro e transformou tudo em camelódromo, a cidade virou um caos de sujeira. Eles acharam que tinham iniciado uma revolução comunista, por isso desapropriaram com o dinheiro dos cidadãos o casarão do Capitalista explorador do trabalhador para fazer ali o museu do trabalhador, tudo bem típico, depois, saiu pintando pontes de vermelho…é mole? Odeio quase tudo e todos que eu me lembro daquela época, A Marta Suplicy, o marido dela, o Henfil, TV Mulher (menos o Clodovil) Marilena Chauí a anta, plano cruzado, fiscais do Sarney, Maria da Conceisão Tavares, Dilson Funaro, Fafa de Belém cantando aquela porcaria daquele tema das diretas, Diretas já, o Lula com aquela convers mole dele, operários do ABC, Roberta Close, a Socrates cachaceiro, o chato do Gonzaguinha, Marcelo Taz o mala sem graça. De bom só tinha o programa do Ferreira Neto, o Dinheiro Vivo do Nassif e TV Mix do Serginho Groisman na TV Gazeta e Paulo Maluf, que foi um ladrão de galinha perto da turma de hoje, substituiu a Erunda e fez um monte de coisas úteis para a cidade.
Yacov
3 de outubro de 2014 3:53 pmAcho que deveriam fazer uma
Acho que deveriam fazer uma bela praça no local. São Paulo precisa de muito mais áreas verdes. E por falar nisso a quantas anda o PARQUE AUGUSTA ?!? Faz mais de uma ano que não posso mais levar meu cachorro para passear no Parque, pois está lacrado e cheio de seguranças mal emcarados. LIBEREM O PARQUE AUGUSTA JÀ !!
“O BRASIL PARA TODOS não passa na GLOBO SONEGAÇÃO – O que passa na GLOBO SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”
EduardoR
3 de outubro de 2014 6:13 pmCoincidência! Tb não posso
Coincidência! Tb não posso mais levar meu cachorro no parque Augusta. Tenho que me contentar com a praça roosevelt…
Ninguém fala mais nada sobre o parque Augusta, desde que fechama os portões do terreno em 31/12/13, achoqnue a Cyrela deve estar procurando um novo Aref
drigoeira
3 de outubro de 2014 5:04 pmA família poderia doar para o município…
Mas por enquanto esta palavra DOAR, não existe no vocabulário dos donos do Brasil.
drigoeira
3 de outubro de 2014 5:04 pmA família poderia doar para o município…
Mas por enquanto esta palavra DOAR, não existe no vocabulário dos donos do Brasil.
drigoeira
3 de outubro de 2014 5:04 pmA família poderia doar para o município…
Mas por enquanto esta palavra DOAR, não existe no vocabulário dos donos do Brasil.
Carla Antonia
3 de outubro de 2014 6:00 pmMansão Matarazzo
Pelo valor histórico, sim, poderiam pelo menos ter deixado casa como entrada do shopping… já vi isso num prédio da Avenida Higienópolis, e achei lindo…
Uma pena essa mania paulistana de destruir o passado…
EduardoR
3 de outubro de 2014 6:04 pmEU não morava em SP nesta
EU não morava em SP nesta época, mas imagino que o que acontence hoje me relação ao “Parque Augusta” (na esquina com a Caio Padro) deve ser bem parecido
Os coxinhas que conheço bradam sobre o valor do terreno e blablabla…
Wendel
3 de outubro de 2014 8:15 pmMuito blá, blá, blá……………..
Que se tem que preservar as antigas construções, não resta a menor dúvida, pois são de uma arquitetura que não se vê mais!
Quanto a cuidar das que já temos tombadas, também é urgentíssimo, pois estão tombandos em ruínas!!!
O que interessa realmente, é uma política de preservação, sem politização, e fazer como fazem atualmente os europeus, que é um contrato com a iniciativa privada, para manter estas con struções antigas e explorar comercialmente as mesmas.
Há casos de palácios em Portugal, e talvez até em outros países, onde os mesmos foram transformados em hotéis e mantém-se em ótimas condições, além de disponibilizarem visitas guiadas em dias programados!
É tudo uma questão de vontade, e atitude!!!!!
Fabio.
3 de outubro de 2014 9:21 pmMe lembro desde tombamento
Me lembro desde tombamento feito as pressas na epoca do Maluf , quando o secretário da Cultura era o Joao Carlos Martins, os proprietarios desesperados demoliam as casas de noite ate o dia seguinte para não ter que entregar as residencias, (simplesmente foi decretado o tombamento sem pagar ) haviam casas lindas que foram demolidas em 8 horas,sei disto porque passei de onibus por ali na epoca.Sobrou a Casa das Rosas que preservou o local com a pemissão de construir um prédio no terreno dos fundos, era uma epoca bem democratica kkkkkkkkk.
Motta Araujo
4 de outubro de 2014 1:25 pmNçao foram “”residencias””
Nçao foram “”residencias”” foi uma unica casa, a Casa das Rosas, da familia Ernesto de Castro não tem nenhuma relação com a Mansão Matarazzo e é muito mais antiga, a casa dos Matarazzo não tinha valor arquitetonico, não era a casa original e sim um outra construida bem depois, a arquitetura em estilo fascista era a mesma do Palacio dos Bandeirantes, que é muito feio.
Bruno Guerreiro de Moraes
26 de março de 2017 10:01 pmQue bom, o progresso nesse caso não foi atrapalhado
A linda mansão Matarazzo foi demolida para dar lugar a um lindo Shopping e uma linda Torre de negócios de alto padrão. E tem gente reclamando? O progresso nesse caso não foi impedido de acontecer, e tem gente achando ruim? Se gosta tanto de coisa velha, ultrapassada, e chata, que vá morar na Europa.
Deixe o pais progredir, chega de retrógados e seus discursos medíocres.