4 de junho de 2026

Após agressão à deputada, parlamentares relatam clima de intolerância, por Nathalia Bignon

Vinculada ao deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), Tamires terminou a noite de ontem com uma queixa no Departamento de Polícia da Casa após filmar e hostilizar a deputada Maria do Rosário (PT-RS), chamando-a de “vagabunda”.

Após agressão à deputada, parlamentares relatam clima de intolerância

por Nathalia Bignon

“O clima de ódio na Câmara já ultrapassou todos os limites”

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Depois da blogueira Tamires de Paula protagonizar uma confusão durante a reinauguração da placa contra o genocídio negro nesta última quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados, parlamentares relataram o clima de intimidação atualmente sentido no Congresso Nacional. Vinculada ao deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), Tamires terminou a noite de ontem com uma queixa no Departamento de Polícia da Casa após filmar e hostilizar a deputada Maria do Rosário (PT-RS), chamando-a de “vagabunda”.

Vice-presidente nacional do PT, Paulo Teixeira (SP) mencionou o cerceamento atualmente sentido no Parlamento Brasileiro. “Maria do Rosário é uma deputada que não abaixa a cabeça na luta contra o cerceamento do espaço de trabalho e ideias que se tornou o ambiente da Câmara dos Deputados. Quebram placas e hostilizam uma deputada. Minha solidariedade à Maria do Rosário e meu apoio à cobrança de medidas”.

David Miranda (PSOL-RJ) aproveitou o momento para reforçar a mensagem de empoderamento da esquerda. “Eles não vão nos calar! Se retiram uma placa, nós colocamos dezenas. Racistas não passarão!”.

Solidarizando-se com a colega de sigla, a Presidenta nacional do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) também enviou mensagem afirmando que a oposição não cederá às tentativas de ameaça. “Não vamos alimentar ódio, mas não vamos baixar guarda para intimidações”.

Atual vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA) expressou seu repúdio ao comportamento dos pesselistas. “A agressão à Maria do Rosário na Câmara dos Deputados atinge a todos que têm consciência democrática e atitude política civilizada. Acintosa agressão. Solidariedade a essa grande companheira. E nossa repulsa a esse bando de facínoras infiltrados na Política e no Parlamento”, comentou.

Já Natalia Bonavides (PT-RN) associou o episódio à ascensão da ultradireita brasileira. Estive há pouco na polícia legislativa com a Maria do Rosário, que fazia o Boletim de Ocorrência por agressões por pessoa ligada ao deputado que quebrou a placa de Marielle. Sim, o fascismo escala em nosso país. Não, ele não falará sozinho nem por um minuto”.

Érika Kokay (DF) aproveitou para comentar a atmosfera de intolerância no Parlamento. “Toda solidariedade à companheira Maria do Rosário, que foi hostilizada por pessoas que seriam ligadas ao PSL e por um parlamentar do partido. O clima de ódio na Câmara já ultrapassou todos os limites e chegou a níveis intoleráveis!”, disse.

Redação

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3 Comentários
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  1. antifascista

    21 de novembro de 2019 12:22 pm

    as cadelas do PSL…tao sendo subjulgada e aplaudindo os macho fragil… mto burras…soh podem ser de igreja

  2. Carlos Elisio

    21 de novembro de 2019 12:43 pm

    Tá! Mas quanto tempo ainda vao esperar para corrigir este processo fascista?
    Vale lembrar que é bom combater os ratos antes que virem ratazanas.

  3. Wilson Norberto Barbosa Filho

    21 de novembro de 2019 11:03 pm

    Tá na hora de prepara as ratoeiras, esses camundongos estão crescendo, antes quebravam placas, agora ragam cartazes. Eles são frágeis, basta só pegar o primeiro camundongo, o resto sai correndo.

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