Após agressão à deputada, parlamentares relatam clima de intolerância
por Nathalia Bignon
“O clima de ódio na Câmara já ultrapassou todos os limites”
Depois da blogueira Tamires de Paula protagonizar uma confusão durante a reinauguração da placa contra o genocídio negro nesta última quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados, parlamentares relataram o clima de intimidação atualmente sentido no Congresso Nacional. Vinculada ao deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), Tamires terminou a noite de ontem com uma queixa no Departamento de Polícia da Casa após filmar e hostilizar a deputada Maria do Rosário (PT-RS), chamando-a de “vagabunda”.
Vice-presidente nacional do PT, Paulo Teixeira (SP) mencionou o cerceamento atualmente sentido no Parlamento Brasileiro. “Maria do Rosário é uma deputada que não abaixa a cabeça na luta contra o cerceamento do espaço de trabalho e ideias que se tornou o ambiente da Câmara dos Deputados. Quebram placas e hostilizam uma deputada. Minha solidariedade à Maria do Rosário e meu apoio à cobrança de medidas”.
David Miranda (PSOL-RJ) aproveitou o momento para reforçar a mensagem de empoderamento da esquerda. “Eles não vão nos calar! Se retiram uma placa, nós colocamos dezenas. Racistas não passarão!”.
Solidarizando-se com a colega de sigla, a Presidenta nacional do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) também enviou mensagem afirmando que a oposição não cederá às tentativas de ameaça. “Não vamos alimentar ódio, mas não vamos baixar guarda para intimidações”.
Atual vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA) expressou seu repúdio ao comportamento dos pesselistas. “A agressão à Maria do Rosário na Câmara dos Deputados atinge a todos que têm consciência democrática e atitude política civilizada. Acintosa agressão. Solidariedade a essa grande companheira. E nossa repulsa a esse bando de facínoras infiltrados na Política e no Parlamento”, comentou.
Já Natalia Bonavides (PT-RN) associou o episódio à ascensão da ultradireita brasileira. Estive há pouco na polícia legislativa com a Maria do Rosário, que fazia o Boletim de Ocorrência por agressões por pessoa ligada ao deputado que quebrou a placa de Marielle. Sim, o fascismo escala em nosso país. Não, ele não falará sozinho nem por um minuto”.
Érika Kokay (DF) aproveitou para comentar a atmosfera de intolerância no Parlamento. “Toda solidariedade à companheira Maria do Rosário, que foi hostilizada por pessoas que seriam ligadas ao PSL e por um parlamentar do partido. O clima de ódio na Câmara já ultrapassou todos os limites e chegou a níveis intoleráveis!”, disse.
antifascista
21 de novembro de 2019 12:22 pmas cadelas do PSL…tao sendo subjulgada e aplaudindo os macho fragil… mto burras…soh podem ser de igreja
Carlos Elisio
21 de novembro de 2019 12:43 pmTá! Mas quanto tempo ainda vao esperar para corrigir este processo fascista?
Vale lembrar que é bom combater os ratos antes que virem ratazanas.
Wilson Norberto Barbosa Filho
21 de novembro de 2019 11:03 pmTá na hora de prepara as ratoeiras, esses camundongos estão crescendo, antes quebravam placas, agora ragam cartazes. Eles são frágeis, basta só pegar o primeiro camundongo, o resto sai correndo.