5 de junho de 2026

O discurso de ódio, homofobia e ecos nas redes sociais

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Por Jean Wyllys, via Facebook

O “combate contra essa minoria” que o candidato Levy Fidelix propôs ontem na TV Record já começou a dar frutos: num comentário publicado na web da Folha de São Paulo, um sujeito chamado Alan Whitney (esse é o nome que ele usa na rede social, não sei se é verdadeiro ou um alias) me ameaça de morte: “Temos que destruir isso na raíz e matar Jean Wyllys”, ele disse, fazendo referência à apelação de Fidelix. Não é a primeira vez que eu sou ameaçado e já teve um caso de um criminoso fascista e homofóbico com um plano para me matar que foi desarticulado pela Polícia Federal, que o apreendeu.

Mas agora eu peço a vocês que fechem os olhos e imaginem a seguinte cena: durante o debate presidencial, ao vivo, um dos candidatos diz, referindo-se aos judeus: “Nós somos a maioria e vamos combater essa minoria”. Ou então, referindo-se aos negros, alude ao excremento: “Aparato excretor não reproduz”. Em rede nacional! Qual teria sido a reação do moderador do debate? E a dos outros candidatos? A platéia teria rido, como riu ontem quando o candidato Levy Fidelix usou essas expressões para se referir aos homossexuais, como se fosse engraçado? Qual seria a manchete dos jornais de hoje? O Ministério Público teria feito alguma coisa? E a justiça eleitoral? Ele seria convidado ao próximo debate?
A história tem exemplos práticos que mostram as consequências dessa prédica. Adolf Hitler também achava que os judeus eram uma minoria nojenta que devia ser “combatida” e isso custou uma guerra mundial e mais de seis milhões de mortos — tanto judeus quanto homossexuais, ciganos, comunistas, deficientes e outros grupos que o nazismo escolheu como inimigos públicos do povo alemão. Não aprendemos nada?

A naturalização do discurso de ódio e da incitação à violência contra a população LGBT é assustadora. E ainda tem gente que acha que tudo isso é liberdade de expressão ou opinião. Enquanto isso, assistimos ao recrudescimento da violência letal contra gays, lésbicas, travestis e transexuais. Nas últimas semanas, foram vários casos. Um candidato gay do PSOL do Amapá recebeu ameaças homofóbicas e, dias depois, uma pedrada na cabeça, e acabou no hospital. Um menino gay de 19 anos foi sequestrado, torturado e queimado vivo durante um “ritual de purificação” em Betim, Belo Horizonte. Sobreviveu, foi socorrido por amigos que o levaram ao hospital e acharam ao lado dele, que estava inconsciente, uma nota que dizia que o grupo que o atacou faria “uma limpeza em Betim (para) trazer o fogo da purificação a cada um que andar nas ruas declarando seu ‘amor’ bestial”. Outro jovem gay de 19 anos, em Interlagos, São Paulo, foi espancado e sofreu uma tentativa de estupro.“Você quer ser mulher? Então agora vai apanhar como mulher”, falaram para ele. Tudo isso em uma semana.

O “combate” que Levy Fidelix propôs durante o debate presidencial não é, como ele diz, da “maioria heterossexual” contra a “minoria homossexual”, porque a maioria dos heterossexuais não tem o pensamento doentio desse canalha. Quem agride, espanca, mata e espalha ódio é uma minoria fundamentalista e fascista — minoria, felizmente, mas altamente perigosa — que se sente legitimada pelo discurso de ódio de pessoas como Levy, Feliciano, Bolsonaro, Malafaia e outras figuras caricatas como eles.

O problema não é a estupidez deles, mas a omissão daqueles que deveriam reagir desde o governo, o parlamento e a justiça. Se o discurso de Levy Fidelix consegue ser pronunciado em rede nacional sem causar as reações que deveria numa sociedade civilizada, é porque o Brasil não tem políticas públicas de promoção da igualdade, afirmação dos direitos civis da população LGBT e combate ao preconceito que se abate sobre ela. É porque o governo federal cancelou o programa “Escola sem homofobia”, é porque o Congresso ainda se omite da sua responsabilidade na aprovação das leis de casamento igualitário e identidade de gênero (ambos os projetos de minha autoria junto com a deputada Érika Kokay), é porque a candidata Marina jogou no lixo o programa que seu partido tinha elaborado com excelentes propostas para a comunidade LGBT, é porque o candidato Aécio não se posiciona diante dos escandalosos projetos homofóbicos de deputados do PSDB, como o projeto de “cura gay” de João Campos, é porque os grandes partidos fazem alianças com os fundamentalistas em troca de apoio eleitoral, palanques e tempo de TV. A maioria da classe política brasileira não tem coragem de enfrentar o discurso de ódio e continua refém da chantagem dos vendilhões do templo.

Com relação a Levy Fidelix, meu mandato vai entrar na justiça, junto com a candidata Luciana Genro, para que seja punido de acordo com a legislação eleitoral. A prédica de ódio não cabe na democracia. Mas não podemos reduzir o problema a esa figura caricata e estúpida. Toda a dirigência política democrática do Brasil deveria fazer já, agora mesmo, um pacto nacional contra o preconceito e a favor da cidadania da população LGBT, com uma agenda positiva de afirmação de direitos e políticas públicas que comprometa o próximo governo e a próxima legislatura, independentemente de quem resultar vencedor das eleições de 5 de outubro. É urgente e não dá mais para tolerar a omissão de quem tem responsabilidades e poder para acabar com esta loucura.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

30 Comentários
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  1. rosenvald flavio barbosa

    1 de outubro de 2014 6:22 pm

    nosso apoio

    Jean Wyllys……………receba nosso total e irrestrito apoio.

    1. Maria Regina

      1 de outubro de 2014 10:05 pm

      Meu, nem pensar. Aliás, sem

      Meu, nem pensar. Aliás, sem ser esse assunto (crítica a tudo e a todos que são contra esse comportamento) qual preocupação ele tem ?? O rei está nú e muita gente anda fingindo que a roupa de é liiiiiiiiiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnnnnnndaaaaaaaaaaaa  só para não parecer idiota. Quer atitude mais idiota?

  2. alexis

    1 de outubro de 2014 6:35 pm

    Por trás da indignação, querem tirar vantagem

    “Brasil deveria fazer já, agora mesmo, um pacto nacional contra o preconceito e a favor da cidadania da população LGBT, com uma agenda positiva de afirmação de direitos e políticas públicas que comprometa o próximo governo e a próxima legislatura, independentemente de quem resultar vencedor das eleições de 5 de outubro.”

    Os PSOL (idealistas espertos que saíram do PT procurando atalho para chegar diretamente ao Planalto, sem discussão partidária) querem introduzir – pela força – a sua agenda dentro do próximo Governo (que obviamente não serão eles). Não se trata de saúde para todos nem da educação, mas apenas da criação de camarote especial para os LGBTs na passarela da vida cotidiana brasileira. 

  3. Anarquista Lúcida

    1 de outubro de 2014 6:53 pm

    Nassif, o Blog está cheio de defensores disso…

    Veja no tópico https://jornalggn.com.br/blog/tadeu-cesar/ridiculos-homofobicos-judiciario-e-politicos-%E2%80%9Cninguem-merece%E2%80%9D#comment-454102. 

  4. morallis

    1 de outubro de 2014 6:53 pm

    Caracterizando homofobía como

    Caracterizando homofobia como crime acaba de vez  com esses “valentões” de face,

    fascistóides da Av.Paulista e oportunistas embandeirados.Via ciclovias e mobilidade

    urbana,..né.. MPL? Roubaram meu grito!Todos ganham mesmo os que não gostam.

    1. marcelo

      1 de outubro de 2014 7:48 pm

      Sim. Tudo que o brasil
      Sim. Tudo que o brasil precisa é prender mais gente por crimes de palavra. Isto resolveria tudo.

  5. -Charlie-

    1 de outubro de 2014 7:07 pm

    Acho incrível a ingenuidade e

    Acho incrível a ingenuidade e falta de visão estratégica de militantes LGBT, de “coletivos” etc nesse caso Fidelix. Com esse escarcéu que estão fazendo, estão promovendo o cara. De figura obscura, perdida em meio a tantos outros “nanicos”, foi trazido aos holofotes.

    Como sempre haverá gente disposta a votar em direitóides em geral e em quem prega contra os homossexuais, essa militância está simplesmente criando um novo Bolsonaro, um novo Pastor Malafaia. 

    Deixem de ser tontos e parem de promover esse cara!!

    Estou dizendo com isso para não fazer nada contra ele? Claro que não! Processem o cara civil, criminalmente, mas parem de escrever 19293844055996 textos indignados e que não resolvem nada.

    Essa ingenuidade e propaganda gratuita vao fazer o Fidelix ter um milhão de votos nas próximas eleições… 

  6. Edsonmarcon

    1 de outubro de 2014 7:54 pm

    Estranho conceito de liberdade

    Os da ala homofóbica (ou hidrofóbica, como queiram) gosta de clamar por “liberdade de expressão”.

    Estranho conceito de liberdade.

    Os homofóbicos de plantão teriam o direito de xingar, denegrir e humilhar homossexuais.

    Mas  aos homossexuais não seria permitido serem homossexuais em público, namorarem ,se beijarem, ou até casarem ,se assim desejassem.

     

    Com o diz a frase de Rosa Luxemburgo, aí embaixo, “liberdade é a liberdade dos que pensam diferente”.

    Mais que óbvia, mas sempre esquecida.

  7. Juarez Monteiro

    1 de outubro de 2014 8:14 pm

    Estou no lugar certo?

    É absolutamente lamentável ver tantas opniões raivosas e preconceituosas por causa de um artigo que, sim, trata de maneira adequada a homofobia.

    Meu computador pirou, acho que estou na Folha…

  8. alexis

    1 de outubro de 2014 8:31 pm

    O MOVIMENTO LGBT AGE DE FORMA “ANTIDEMOCRÁTICA”

    Apenas um contraponto.

    O conjunto da sociedade possui demandas e necessidades, que, através de reivindicações diretas ou mediante a introdução – como pauta dentro de um programa geral – de determinados partidos políticos, lhe permitiria atingir determinado objetivo. É quase impossível atender a todas as reivindicações, o tempo todo, de modo que dentro do jogo democrático a sociedade evolui e avança para o bem comum, tentando atender à maior parte da população. Dentro deste jogo de interesses existe, naturalmente, a pressão desproporcional do grande capital global e de grupos internos mais poderosos.

    Existem duas categorias principais de reivindicações da sociedade:

    a) aquelas altruístas, feitas em beneficio da sociedade como um todo, ou em favor da parcela da sociedade mais carente (quase não existe interesse pessoal do cidadão, mas em sua maioria é de interesse coletivo), e

    b) determinados privilégios em favor de grupos ou interesses, muito definidos.

    Não está errado o desejo de alguns grupos em relação ao item b, acima. Independentes de partidos (embora, normalmente, usem partidos pequenos para se eleger) estes congressistas monotemáticos permeiam para “bancadas” (da bola, rural, evangélicos, e também os LGBTs), trabalhando em paralelo com o poder legislativo convencional, aproveitando o seu mandato popular. Os partidos de fundamentação política, que trabalham majoritariamente no item a, acima, são socavados (quase boicotados), no seu intento de trabalhar pelas grandes causas nacionais. Tão forte é o poder dos grupos que atuam na procura de privilégios.

    Causas coletivas que poderiam unir todo o espectro político deste país, como: a saúde; a educação; a segurança pública e a mobilidade urbana são pautas que, ao invés de serem priorizadas e acertadas entre todas as correntes democráticas, são ignoradas em favor de reivindicações muito específicas de grupos minoritários. Este é o caso aqui discutido: o grupo LGBT aproveita-se de qualquer oportunidade para colocar a sua pauta especial na frente de dezenas de reivindicações e prioridades da nação. Ainda mais, sem convencer, de forma democrática, à maior parte da população, que, embora respeite esta minoria, é de composição familiar convencional.

    Deve ser difícil levantar estas pautas no PSDB e, embora muito plural, deve também ser difícil discutir isso dentro do PT, nas diversas correntes internas. Mas esse é o verdadeiro caminho democrático: convencer aos seus colegas de partidos sobre determinada prioridade e, a partir disso, convencer ao restante da sociedade, desta vez em forma coletiva, em torno de um programa bom para toda a sociedade.

    É notório o esforço do movimento LGBT em atingir com maior prioridade a sua agenda, procurando atalhos espertos para obter de canetada alguma Lei a favor. Assim como também é notório o suporte global que a economia de consumo tem demonstrado em favor desta minoria, notadamente mais “consumidora” (existe vasta informação sobre isso). Também, o controle demográfico, de enorme interesse do mundo global, parece ter encontrado por esta via uma solução oportuna.

    A pressão atual dos grupos LGBT no mundo (Rússia, por exemplo) e no Brasil está sendo tão forte, que se tornou algo antidemocrático, onde as propostas não são necessariamente em favor da inserção deste movimento dentro da sociedade, mas sim contra da própria sociedade majoritária, e contra as pessoas que se permitem opinar em contrário.

    Os LGBT querem leis contra homofobia, ao invés de leis pró-ativas que lhes permitam participar da sociedade, regularmente, na forma ou gênero que escolheram viver na sociedade. LGBTs são contra o nosso direito de opinar e de viver em sociedade, cujo núcleo familiar seja homem e mulher. Nunca é bem aceito quem quer forçar a sua entrada, em qualquer lugar. Bem vindos a esta sociedade de todos, mas, não queiram desqualificar e levar para a justiça a qualquer um de nós que pense em contrário. Abuso tem limite. Quem não é simpatizante de LGBT também tem o seu direito de opinar.

    Sobre Fidélix, podemos nem gostar dele, mas foi até corajoso (embora deselegante) e talvez esperto (vai encher de votos na próxima eleição de Deputado) de expor o seu pensamento ao Brasil. A reação esperta e contundente dos grupos LGBTs, querendo que qualquer Governo que for eleito daqui a 4 dias ostente – por imposição de “oba, oba” – a bandeira arco-íris, é de uma pretensão e sem-vergonhice sem par, e demonstrou apenas que eles estão à espreita para que, na calada da noite, possam inserir alguma Lei especial que lhes permita viver de camarote na sociedade brasileira.

    1. João Alexandre

      1 de outubro de 2014 8:42 pm

      Exatamente!

      Exatamente!

    2. morallis

      1 de outubro de 2014 8:43 pm

      Muito bom!

      Muito bom!

    3. Helio J. Rocha-Pinto

      1 de outubro de 2014 10:39 pm

      Você está enganado em

      Você está enganado em caracterizar um movimento pela igualdade de direitos como um movimento de espertalhões. É uma tese incompatível com sua atitude altruísta perante outras questões. Gostaria muito que você fosse capaz de enxergar essa questão, ainda que futuramente.

      As bancadas específicas são minoritárias, exceto aquelas em que há poder econômico. O papel dessas bancadas minoritárias é zelar ao máximo pelo direito de seus representantes, afinal os demais parlamentares não tem vínculo com esses grupos. É o papel delas atuar assim.

      Já lhe expliquei noutras postagens que a lei já protege explicitamente várias categorias contra discriminação específica. São determinadas em lei porque se trata de situações de discriminação corriqueira, por isso necessitam ter a garantia da lei. Busca-se incluir no rol de proibições a discriminação por orientação sexual. Essa inclusão beneficiaria toda a sociedade, e não apenas LGBT. Homofobia é simplesmente a forma mais banal e corriqueira de discriminação por orientação sexual. Casos comprovados de discriminação a heterossexuais, motivados meramente pela orientação sexual destes, também seriam classificados como passíveis de punição segundo a lei.

      LGBT lutam por essa lei porque precisam dela. Não há nada de esperteza no fato de um grupo alvo de discriminação e mesmo violência exigir medidas que corrijam essa assimetria de tratamento na sociedade. Você não buscaria toda ação política viável para se proteger se fosse membro de um grupo social alvo de ódio e discurso condenatório? O grosso dos indivíduos LGBT apenas quer paz e sossego para viver sem precisar temer pela própria vida, sem ser ofendido por pessoas que vivem doutra forma, podendo constituir seu próprio núcleo familiar e se integrar na vida social.

  9. Nilva de Souza

    1 de outubro de 2014 8:47 pm

    Levy Fidelix não passa de
    Levy Fidelix não passa de bode na sala da eleição
    Mário Magalhães 01/10/2014 12:58

    São bem-vindas as reações às declarações preconceituosas do estrupício Levy Fidelix.

    Preconceito é grave, mas no caso seria o de menos. O pronunciamento homofóbico do candidato a presidente pelo PRTB, no debate da TV Record, estimula a intolerância e inflama o ódio.

    Mas quem é o tipo caricatural, sessentão de bigodão e parcos cabelos mais negros que piche na praia?

    Politicamente, um zé-ninguém.

    O que ele prega não mobiliza mais que meia dúzia, e olhe lá.

    A indignação diante dos seus desvarios é saudável, reitero, mas sem querer ajuda a ocultar comportamentos que podem influenciar muito mais a vida dos cidadãos.

    Dilma Rousseff é a presidente que recuou no ensino anti-homofobia, acatando pressões medievais contra o dito “kit gay” nas escolas.

    Bastou um tuíte do pastor Silas Malafaia para Marina Silva mudar seu programa sobre casamento igualitário.

    E Aécio Neves… Bem, o que Aécio Neves diz sobre o tema?

    Em suma: os três principais candidatos ao Planalto jogam na retranca em relação à homofobia.

    Mas agora só se fala em Levy Fidelix.

    Quando o bode sair, a sala vai continuar como estava antes, mas muitas almas civilizadas, ingenuamente, sentirão conforto.

    É como escutar o Pastor Everaldo ensandecido contra o direito ao aborto: muita gente esquece que Dilma, Marina e Aécio também se opõem.

    http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2014/10/01/levy-fidelix-nao-passa-de-bode-na-sala-da-eleicao/  

    1. João Maria Fernandes de Sousa

      2 de outubro de 2014 1:49 am

      “O que ele prega não mobiliza

      “O que ele prega não mobiliza mais que meia dúzia, e olhe lá.”

      Mas incita essa 1/2 dúzia a matar pessoas.

      Qualquer totalitarismo nazi-fascista começa assim mesmo, comendo pelas beiradas… um dia os gays, no outro as lésbicas, amanhã os que são contra a “limpeza da sociedade”, no sábado os que ajudaram esses que eram contra… e assim vai.

      Não se iluda, esse discurso de ódio, que tenta ser caricato com Fidelix ou Marcelo Tass ou os personagens do Zorra Total, tá ganhando copo na sociedade brasileira… e não são somente 6 ou 6000 pessoas concordando com os anseios dessa “limpeza” e difundindo o que pensa essa gente.

       

  10. Nilva de Souza

    1 de outubro de 2014 8:48 pm

    No Brasil, #homofobia matou
    No Brasil, #homofobia matou ao menos 216 em 2014 http://ow.ly/C7aT7#eleições2014 #direitos  

    1. alexis

      2 de outubro de 2014 9:28 am

      Existe Lei para quem mata

      Se a justiça pegar existe Lei para assassinos, seja de LGBTs ou da minha mãe.

      Os assassinos acham que levam alguma vantagem matando um Gay e que deveriam ser duplamente punidos?

      Está querendo uma espece de Minority Report? Acusar pessoas pela possibilidade potencial de crime.

      O Homofóbico seria um criminoso ambulante com um cartaz na testa?

  11. Nilva de Souza

    1 de outubro de 2014 8:50 pm

    Caso Levy: A diferença entre

    Caso Levy: A diferença entre emitir opinião e proferir discurso de ódio

    468

    Leonardo Sakamoto

    30/09/2014 11:46Compartilhe42737,1 mil Imprimir Comunicar erro

    Responderei, hoje, à mensagem educadérrima e super chique do leitor Wagner:

    Preservei o sobrenome e o avatar do leitor para evitar o bullying

    Preservei o sobrenome e o avatar do leitor para evitar o bullying

    Wagner, assim como você, muita gente na internet também confunde opinião com discurso de ódio.

    Mas, olha, fique tranquilo. É um erro bem comum quando você não está acostumado às regras do debate público de ideias.

    Na internet, o anonimato traz aquela sensação quentinha de segurança e, por conta disso, não raro, as pessoas extrapolam. Afinal de contas, por aqui é menos simples (mas não impossível) identificar quem falou a abobrinha.

    Leia também:
    A homofobia de Levy Fidelix doeu tanto quanto o silêncio dos candidatos

    Então, vamos por partes. O direito ao livre exercício de pensamento e o direito à liberdade de expressão são garantidos pela Constituição e pelos tratados internacionais que o país assinou.

    Mas, da mesma forma, as pessoas também são livres para ter sua orientação sexual. Isso sem contar o direito de ver preservada a sua integridade física e psicológica.

    Ou seja, o mesmo direito que Levy Fidelix tem de ter suas opiniões, as pessoas também têm de ver garantida sua dignidade.

    Agora, algo importante que as pessoas não sabem: liberdade de expressão não é um direito fundamental absoluto. Porque não há direitos fundamentais absolutos. Nem o direito à vida é. Prova disso é o direito à legítima defesa.

    Pois a partir do momento em que alguém abusa de sua liberdade de expressão, indo além de expor a sua opinião, espalhando o ódio e incitando à violência, isso pode trazer consequências mais graves à vida de outras pessoas.

    Como já disse aqui, pessoas como Levy Fidelix dizem que não incitam a violência. Não é a mão delas que segura a faca ou o revólver, mas é a sobreposicão de seus discursos ao longo do tempo que distorce o mundo e torna o ato de esfaquear, atirar e atacar banais. Ou, melhor dizendo, “necessários”, quase um pedido do céu. São pessoas como ele que alimentam lentamente a intolerância, que depois será consumida pelos malucos que fazem o serviço sujo.

    E o candidato foi bem claro em sua argumentação. Depois de humilhar homossexuais, afirmou: “Vamos ter coragem! Nós somos maioria! Vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los”. Caberia bem em um filme sobre as Cruzadas ou a Inquisição, mas não em um debate presidencial.

    A solução é garantir uma convivência pacífica e educada das diferenças. O ideal seria ir além da tolerância, com as pessoas enxergando essas diferenças como uma coisa boa para termos uma sociedade mais plural e interessante. Porém, na atual impossibilidade disso, a tolerância já está de bom tamanho.

    Mas, aí, temos uma informação importante: a liberdade de expressão não admite censura prévia. Ou seja, apesar de alguns juízes não entenderem isso e darem sentenças aqui e ali para calar de antemão biografias, reportagens, propagandas, movimentos sociais, a lei garante que as pessoas não sejam proibidas de dizer o que pensam.

    E foi isso o que aconteceu. Levy quis falar, Levy falou. A Record, acertadamente, não cortou seu microfone.

    Contudo, há o outro lado da moeda: as pessoas são sim responsáveis pelo impacto que a divulgação de suas opiniões causam. Como foi o caso de dirigir a um grupo específico (homossexuais) um sentimento de ódio, propondo a restrição de seus direitos e até sua extirpação social. E toda pessoa que emitir um discurso de ódio, está sujeita a sofrer as consequências: pagar uma indenização, ir para a cadeia, perder o emprego, ter sua candidatura cassada.

    Afinal, o exercício das liberdades pressupõe responsabilidade. Quem não consegue conviver com isso, não deveria nem fazer parte do debate público, recolhendo-se junto com sua raiva e ódio ao seu cantinho.

    Por fim, a responsabilidade por uma declaração é diretamente proporcional ao poder de difusão dessa mensagem. Quanto mais pública a figura, mais responsável ela deve ser. Quanto maior o megafone (no caso de Levy, foi a segunda maior emissora de TV do país), mais responsável ela deve ser.

    Certamente há outros candidatos e candidatas que não concordam com a justa equidade de direitos entre heterossexuais e homossexuais. Mas, apesar disso, nenhum deles descarregou essa opinião para o telespectador. Não dessa forma. Isso não é sinal de covardia dos outros. É sinal de estupidez de Levy.

    Ou seja, o problema não é ter opinião. Muito menos declará-la. E sim como você faz isso. De forma respeitosa ou agressiva? Privilegiando o diálogo de diferentes e buscando uma convivência pacífica, ou conclamando as pessoas para desrespeitar ainda mais aqueles vistos como diferentes por medo ou desconhecimento?

    Tenho a certeza de que se o combate ao discurso de ódio gerar a cassação de uma candidatura, estaremos passando para um outro patamar de civilidade no país.

    http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/09/30/caso-levy-a-diferenca-entre-emitir-opiniao-e-proferir-discurso-de-odio/

     

     

    1. Andre B

      1 de outubro de 2014 10:20 pm

      No Brasil se confunde o

      No Brasil se confunde o direito a liberdade de expressão, garantido constitucionalmente, com o direito de não ser criticado e de não assumir as consequencias do uso do direito de liberdade de expressão que não é previsto em lei nenhuma. Ou seja, no Brasil liberdade de expressão é usada de forma autoritaria: cada um fala o que quer e os outros que fiquem calados.

  12. leonidas

    1 de outubro de 2014 8:53 pm

    O Jean ta viajando na

    O Jean ta viajando na maionese ao afirmar algo assim.

    este tipo de comentario lunatico tem as centanas nos comentarios de materias de noticias on line.

    Alias parece que comentar noticias na internet é um atrativo para todo tipo de doido.

    No globo.com só como exemplo as figuras que aparecem e o tipo de coisa que falam é de doer.

    Citar isso como prova que as declaraçoes de um boçal estao surtindo efeito chega a ser risivel.

    Uma pena mas acho que o Jean esta ficando histerico…

     

    Obs: Estao insistindo em valorizar esse cara, ninguem ganha com isso SÓ ELE…rs 

  13. alfredo sternheim

    1 de outubro de 2014 9:34 pm

    perfeito

    Jean Wyllys foi perfeito, especialmente quando lembrou a similaridade do discruso do candidato com as prédicas de Hitler. No debate propriamente dito, as regras impediam reações, mas fora dele, eram perfeitamente fáceis de acontecer. Infelizmente, a indignação dos outros candidatos fora Luciana, foi pequena. Apenas a elegante apresentadora do debate fez questão em seu twiter de expor rapidamente a sua opinião pessoal, lamentando que o seu cargo de mediadora na ocasião não lhe permitisse externar seu espanto e sua indignação. Essa atitude capciosa de Fidelix pregando o ódio a minorias seria grave em qualquer pessoa, mas mais grave se torna por ser de um candidato a presidente da república de um parrtido sustentado por verba pública. No clamor do escândalo, precisamos lutar também para que gente despreparada como Felix não tenha chance de se candidatar a nada. Sò depois de passar em um exame de Educação Moral e Civíca onde assimile (se é que consegue) padrões de bom comportamento, de humanismo.  

  14. morallis

    1 de outubro de 2014 10:01 pm

    A razão da razão  e a razão

    A razão da razão  e a razão do oportunismo, é mais diicil de

    discordar de Jean Wyllys que compreender Levy.Mas que bom

    que venha a baila de uma vez antes que outros resolvam..e os

    outros certamente são mais  homofóbicos só que mansos.

  15. ocator

    1 de outubro de 2014 10:08 pm

    Concordo con o Wyllis, mas na

    Concordo con o Wyllis, mas na segunda guerra morreram entre 50 a 70 milhoes de pessoas.

  16. peregrino

    1 de outubro de 2014 10:59 pm

    de minha parte todo apoio…

    não vejo intenção alguma de atacar a opinião, somente o discurso de ódio

    1. peregrino

      1 de outubro de 2014 11:11 pm

      preocupação principal de JW…

      para os que sempre odiaram, os discursos convencem mais do que as opiniões

      além do mais, já vimos que, pela TV, são os discursos que levam ao linchamento

       

      1. peregrino

        1 de outubro de 2014 11:20 pm

        ligação direta com receptores de mentes vazias…

        onde todo discurso desse tipo substitui a inteligência por brutalidade

        já vimos várias vezes, pela TV mesmo

        1. peregrino

          1 de outubro de 2014 11:25 pm

          não é culpa nem descontrole emocional da sociedade…

          só da TV

  17. JB Costa

    2 de outubro de 2014 1:21 am

     Lembrem-se da história;

     Lembrem-se da história; recorram a história, antes dessa defesa de chofre da “sagrada” liberdade de expressão. O normal são os atos sucederem-se às palavras, e não o contrário. Na Alemanha do final da década de 30 e início da de 30, quando o nazismo ainda não era uma opção majoritária do povo alemão, nas campanhas eleitorais os militantes nazistas afixavam em postes e muros cartazes com o retrato de Hitler com os dizeres: “por que querem calar esse homem”? em represália às críticas aos discursos de ódio do futuro Führer. 

    Não corroboro, mas enquadro também como pleno exercício da liberdade de expressão pontos de vistas com críticas à militância dos LGBTS desde que: a) Não neguem a discriminação e a fobia contra esses grupos porque elas existem de FATO. E se existem devem ser combatidas. b) Não confundam eventuais extrapolações, ou até mesmo oportunismos, com uma frente de luta tão justa como foram em tempos pretéritos as protagonizadas pelas mulheres e negros. 

    Quando se começa a valorizar mais o secundário e detrimento do principal, no caso os excessos de ativismo versus enfrentamento sem concessões à discriminação em todas as suas formas, se presta inadvertidamente um serviço aos preconceituosos. 

    Qualquer recorte da história da dita civilização sempre evidenciará uma constante: a perseguição, discriminação ou depreciação à minorias ou ao considerado destoante ou fora dos padrões de “normalidade” de cada época. Assim foi com os primeiros cristãos; com os judeus depois da diáspora; minorias étnicas; os silvícolas das Américas após a colonização; as mulheres(herdeiras de Eva, a mãe do pecado original); comunistas nas ditaduras de Direita; liberais, nas ditaduras de Esquerda; e pessoas com orientação sexual fora do diapasão dito “natural”; e por aí vai.

    Sobre a homofobia, o mais revoltante, é óbvio, são os atos de violência física. Mas existem também as morais, igualmente desprezíveis. E estas são o suporte ideológico para os primeira. Ninguém sai por aí espancando, matando LGBTS só por causas de trejeitos ou vestuário, e sim, pela assimilação de mensagens ou evocações de fundo moral.

    Por isso que as declarações desse boquirroto Levy Fidelix, e de resto de todos os formadores de opinião, a exemplo de alguns religiosos como Malafaia jamais devem ser minimizadas ou “amaciadas” sob o biombo da liberdade de expressão. Que façam uso dela, mas que aguentem as consequências. 

    A meu ver, uma das expressões mais depreciativas e humilhantes usadas por esses moralistas com relação aos LGBTS é  “odeio a homossexualidade, mas amo o homossexual”.  Ora, isso é apenas disfarce retórico. Não uma simples paráfrase da bíblica evocação “Deus ama o pecador, mas abomina o pecado”. É um diversionismo semântico para encobrir a negação da própria pessoa porque não tem como separar uma orientação intrínseca ao “Ser” desse próprio “Ser”. 

     

    1. alexis

      2 de outubro de 2014 9:55 am

      Exagero demais

      O Fidélix não pegou o microfone para gritar “fogo” dentro de um cinema!

      Foi perguntado pela Luciana. E ele fez uso da sua liberdade de expressão para responder.

      Queriam o que?

      “Obrigado Luciana pela pergunta. Adoro gay, e eu mesmo gostaria ser um, como posso?”

  18. alexis

    2 de outubro de 2014 9:32 am

    No camarote da vida

    Perdeu o controle do carro na estrada. O carro desgovernado avança sobre um grupo onde está uma onça, um Gay, um Judeu e a sua mãe. Fecha o olho e acorda no hospital.

    O médico diz que houve uma vítima. Você torce para que seja sua mãe.

    Estamos caminhando para isso?

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