5 de junho de 2026

Consumo de energia elétrica segue estável em agosto

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Jornal GGN – O consumo nacional de energia elétrica manteve-se relativamente estável em agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, com uma variação negativa de 0,1%. No total, foram consumidos 38.601 gigawatts-hora (GWh) em agosto, segundo dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia.

Entre as regiões do país, o Sudeste foi a única que apresentou queda (-2,6%). O Norte teve o maior aumento no consumo (7,3%), seguido pelo Centro-Oeste (5,4%), Sul (1,6%) e Nordeste (0,6%).

O setor comercial teve uma alta de 6% no consumo, puxada principalmente pelos crescimentos de 7,3% no Centro-Oeste, 6,9% no Nordeste e 6,8% no Norte. No Sul e Sudeste, ocorreram altas de 4,5% e 5,9%, respectivamente. Em agosto, o maior crescimento entre as classes de consumo se deu nos estabelecimentos comerciais e de serviços, registrando-se um aumento de 6% no consumo em relação a igual mês do ano anterior.

Em agosto, o setor residencial manteve o crescimento da sua base de consumidores nos patamares históricos recentes (3,3%), mas registrou avanço de consumo apenas 2,4% sobre igual mês do ano anterior. Essa é a menor taxa para esse mês no histórico da série de consumo iniciada pela EPE em 2004, mantendo a tendência de crescimento mais moderado do consumo residencial observado nos últimos meses. Em 12 meses, o consumo residencial no país acumula crescimento de 6,1%, com previsão de que encerre o ano com 5,7%.

Segundo a EPE, a divulgação de indicadores econômicos de confiança do consumidor pelas Confederações da Indústria (CNI) e do Comércio (CNC), indicam que a preocupação com a inflação e o nível de endividamento, além do crédito caro, têm levado a um comportamento mais comedido por partes das famílias em relação a seus gastos. A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias da CNC, por exemplo, mostra que a disposição para aquisição de bens duráveis, embora tenha apresentado uma melhora marginal entre julho e agosto, ainda permanece em nível inferior ao de 2013, comportamento corroborado pelas estatísticas de vendas de eletrodomésticos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A indústria teve uma queda de 5,1% no consumo em relação ao apurado em 2013, chegando a 15.066 GWh. Apesar do resultado negativo, essa é uma taxa de redução inferior à observada em julho (-6,9%). Os setores com menor consumo são o metalúrgico, o químico e o automobilístico. O consumo de energia elétrica acumula crescimentos de 2,8% no ano e 3,1% em 12 meses, de acordo com o levantamento da EPE.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. BRAGA-BH

    29 de setembro de 2014 6:35 pm

    Alguém aí conte pra Marina.

    Alguém aí conte pra Marina. De repente ela volta atrás e diz que não há risco de apagão no país!

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