A projeto de reforma da Previdência dos servidores públicos paulistas (PEC 18/2019 e PLC 80/2019) foi encaminhado para a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) pelo governador João Dória neste mês de novembro. A proposta está tramitando em caráter de urgência e o governo estadual pretende aprovar ainda este ano. Para os servidores, o caráter de urgência serve para evitar a discussão e o debate sobre a reforma.

De acordo com Wagner Romão, haverá um “confisco salarial” imediato, com o aumento da contribuição de 11% para 14%, além de dificultar e restringir o direito a aposentadoria. “As regras transitórias serão bem mais duras e teremos perdas amplas”, afirmou.

Entre as mudanças da reforma de Dória estão: aumenta o tempo de contribuição para recebimento integral da aposentadoria, aumenta a idade mínima para aposentadoria (65 anos para homens e 62 para mulheres e, para professores/as da rede estadual 60 anos para homens e 57 para mulheres), desobriga o pagamento do abono de permanência, diminui em pelo menos 50% o valor da pensão por morte, extingue a aposentadoria proporcional por idade, extingue a incorporação de gratificações por função, inclusive para pessoal da ativa. O

A assessoria jurídica da ADunicamp realizou uma análise comparativa das mudanças que ocorrerão nos critérios do atual sistema de aposentadoria dos servidores estaduais caso o projeto seja aprovado pelos deputados. Confira, abaixo, o quadro comparativo. O material, na versão em PDF, pode ser acessado clicando aqui.