Jornal GGN – O grande volume de vencimentos de títulos corrigidos pela inflação impediu a Dívida Pública Federal (DPF) de subir em agosto. Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida fechou mês passado em R$ 2,169 trilhões, com queda de 0,17% (R$ 4 bilhões) em relação a julho.
O principal fator de queda da dívida pública no mês passado foi o elevado volume de vencimento de títulos. Apenas em agosto, R$ 57,486 bilhões de papéis do governo venceram, sendo que a maior parte, no valor de R$ 57,250 bilhões, correspondeu a títulos vinculados à inflação.
A dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) caiu 0,33%, de R$ 2,081 trilhões para R$ 2,075 trilhões, uma vez que o Tesouro resgatou R$ 21,7 bilhões em títulos a mais do que emitiu. Os vencimentos foram parcialmente compensados pela incorporação de R$ 14,8 bilhões em juros, mas o montante foi insuficiente para reverter a queda.
A redução no endividamento só não foi maior porque a dívida pública externa (DPE) encerrou agosto em R$ 94,43 bilhões, com alta de 3,53% em relação ao valor de julho, quando tinha atingido R$ 91,21 bilhões. O principal fator foi a emissão de US$ 3,5 bilhões em títulos públicos brasileiros no exterior, seguida pela recompra de US$ 2 bilhões em papéis. A operação ocorreu no fim de julho, mas só foi incorporada à dívida pública em agosto.
Os resgates da DPFe totalizaram R$ 4,99 bilhões, sendo R$ 3,71 bilhões referentes ao pagamento de principal e R$ 1,28 bilhão ao pagamento de juros, ágio e encargos. Pelo lado das emissões, destaca-se o lançamento do bônus da República denominado Global 2045, com volume financeiro de R$ 7,84 bilhões.
No mês de agosto, as emissões da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 52,29 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 71,10 bilhões, resultando em resgate líquido de R$ 18,82 bilhões, sendo R$ 21,67 bilhões referentes ao resgate líquido da Dívida Pública Mobiliária Federal interna – DPMFi e R$ 2,86 bilhões referentes à emissão líquida da Dívida Pública Federal externa – DPFe.
O principal fator de queda da dívida pública no mês passado foi o elevado volume de vencimento de títulos. Apenas em agosto, R$ 57,486 bilhões de papéis do governo venceram. A maior parte, R$ 57,250 bilhões, correspondeu a títulos vinculados à inflação.
As emissões do Tesouro Direto em agosto atingiram R$ 380,15 milhões, enquanto os resgates corresponderam a R$ 223,74 milhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 156,41 milhões. Os títulos mais demandados pelos investidores foram os remunerados por índice de preços, que responderam por 51,55% do montante vendido.
O estoque da DPF apresentou redução, em termos nominais, de 0,17%, passando de R$ 2,173 trilhões, em julho, para R$ 2,169 trilhões, em agosto. A DPMFi teve seu estoque reduzido em 0,33%, ao passar de R$ 2,081 trilhões para R$ 2,075 trilhões, devido principalmente ao resgate líquido, no valor de R$ 21,67 bilhões, e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 14,81 bilhões. Com relação ao estoque da DPFe, houve aumento de 3,53% sobre o estoque apurado no mês de julho, encerrando agosto em R$ 94,43 bilhões (US$ 42,16 bilhões), sendo R$ 85,42 bilhões (US$ 38,14 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 9,01 bilhões (US$ 4,02 bilhões), à dívida contratual.
Em relação à composição da DPF, houve redução na participação da DPMFi, passando de 95,80%, em julho, para 95,65%, em agosto. Em contrapartida, a DPFe teve sua participação ampliada de 4,20% para 4,35%. A parcela dos títulos com remuneração prefixada da DPF passou de 39,03%, em julho, para 40,74%, em agosto. A participação dos títulos indexados a índice de preços apresentou redução, passando de 37,01% para 34,81%. Já os títulos remunerados por taxa flutuante tiveram sua participação aumentada, passando de 19,86% para 20,21%.
Segundo o levantamento, o percentual de vencimentos da DPF para os próximos 12 meses apresentou redução, passando de 27,70%, em julho, para 25,91%, em agosto. O volume de títulos da DPMFi a vencer em até 12 meses passou de 28,34%, em julho, para 26,52%, em agosto. Os títulos prefixados correspondem a 59,50% deste montante, seguidos pelos títulos indexados a taxa flutuante, os quais apresentam participação de 22,27% desse total. Em relação à DPFe, observou-se que o percentual a vencer nos próximos 12 meses passou de 12,89%, em julho, para 12,43%, em agosto, sendo os títulos e contratos denominados em dólar responsáveis por 62,40% desse montante. Os vencimentos acima de 5 anos respondem por 53,65% do estoque da DPFe.
O prazo médio da DPF apresentou aumento, passando de 4,41 anos, em julho, para 4,47 anos, em agosto. O prazo médio da DPMFi ampliou-se, ao passar de 4,31 anos para 4,35 anos. Já o prazo médio da DPFe passou de 6,64 anos para 7,14 anos.
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